Rapadura Blog - O Blog do Portal Cinema com Rapadura

Vai um musical aí?

Publicado em: 08-06-2007 @ 3:10 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Diego Benevides

Escolher assistir a um filme musical realmente é uma questão de gosto. Tá, tudo bem que sempre temos uma preferência acerca deste ou daquele gênero de película, mas quando a questão é sobre musicais, as escolhas se afunilam. Nem todos conseguem se entregar queles momentos de fuga para as canções, que s vezes é onde o roteiro é produzido. Já os mais fanáticos, amam e cantam e dançam com o que foi visto na telona, denunciando sua entrega total produção.

Particularmente eu gosto de musicais. Não vou mentir que achava um saco assisti-los antes de “Moulin Rouge – Amor em Vermelho“. Aos que me conhecem nem venham dizer que foi só por causa da Nicole Kidman. Tá, foi também, mas foi a partir deste filme que eu desenvolvi duas paixões: musicais e Kidman(!). Comecei a ter uma visão mais interessada com esse estilo de filme e aprendi a me emocionar e me entregar aos personagens.

Conheço pessoas de todos os jeitos. Os que amam, os que odeiam e os indiferentes aos musicais, mas poucos entendem o que isso verdadeiramente significa. Os musicais são especiais por terem uma procedência do teatro desde a Antigüidade, onde muitas encenações eram cantadas. A partir daí, as músicas fizeram surgir o teatro musical que misturava um novo modo de atuar, com mais movimento em palco embalados por canções que atraíam mais o público. Aos poucos, essas peças teatrais foram deixando a Broadway e invadindo o cinema. O primeiro musical apresentado nas telonas foi “O Cantor de Jazz“, em 1917, e desde então esse gênero cinematográfico tem tido seus momentos de altos e baixos, mas sempre proporcionando aos seus admiradores belíssimas produções (com suas exceções, claro).


John Travolta, no auge, em Grease – Nos Tempos da Brilhantina

Para chegar onde os musicais chegaram hoje, muito foi lapidado. Antigamente, não havia uma interatividade tão grande entre as cenas, que tendiam a ser mostradas somente de um ângulo, ainda recaindo sobre a idéia teatral, onde o público só tem uma visão. Dos anos 30 até os 50, encontramos vários clássicos como “O Picolino” e “Cantando na Chuva“, seguidos por “A Noviça Rebelde” e “Oliver!“. Nos anos 70, os musicais praticamente entraram em decadência por apresentarem-se saturados demais no cenário cinematográfico, o que não significou uma época de fracasso, pois dela tiramos os eternos “Cabaret” e “Grease – Nos Tempos da Brilhantina“. Depois disso, a força dos musicais foi perdida, com longas que apresentavam apenas coreografias interessantes, sem apelar para personagens que cantavam, perdendo um pouco da originalidade do estilo, como podemos ver em “Dirty Dancing - Ritmo Quente“. Praticamente morto, o gênero teve uma boa representação em 1997, com “Evita“, que trouxe a ópera teatral ao cinema.

De qualquer forma, os musicais conseguiram entrar novamente no cenário cinematográfico, inovando na parte técnica e cativando o público. Depois de “Moulin Rouge“, “Chicago” chegou com sua versatilidade e um elenco interessante, ganhando o Oscar de melhor filme em 2003. As produções mais recentes que invadiram as salas de cinema foram a refilmagem de “O Fantasma da Ópera” e a adaptação de “Os Produtores“, espetáculo da Broadway; e tenham certeza que outras belas produções continuarão sendo feitas, para o bem dos apreciadores dos musicais. Para quem não gosta, respeite quem admira e escolha outro filme ou mude de canal! Sem ofensas, claro.

COMPRE ALGUNS MUSICAIS

- Moulin Rouge - Amor em Vermelho
- O Picolino
- Cantando na Chuva - Edição Comemorativa 50 anos
- A Noviça Rebelde - Edição Especial de Colecionador
- Oliver
- Grease - Edição de Colecionador
- Dirty Dancing - Ritmo Quente
- Chicago
- Os Produtores

Nas telinhas – Lost, Arquivo-X e Prison Break

Publicado em: 22-05-2007 @ 2:30 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Raphael Santos

O paralelo entre os seriados de TV e o cinema é muito curto. Aquele que acompanha assiduamente as produções cinematográficas, certamente, já reservou horas e horas para assistir a determinados seriados, nem que tenha sido uma única série ou temporadas de algumas. O fato é que as séries televisivas embalam as horas vagas do cinéfilo, sobretudo de hoje em dia.

Digo hoje em dia, pois esse gênero de entretenimento vem ganhando cada vez mais espaço. As séries hoje estão melhores produzidas, mais organizadas e até atores que dedicavam suas carreiras ao cinema, estão se voltado para as produções de televisão – também acontece o movimento contrário: muitos usam as séries para promover seu talento (ou falta). É inegável também que o advento da popularização da internet vem ajudado muito esse tipo de mídia a propagar-se rapidamente. Hoje é muito fácil assistir qualquer que seja o episódio.

Por esses e outros motivos falarei de alguns seriados que vem embalando o público tanto cinematográfico, quanto o público nerd e outros curiosos mais. Lembrando que os seriados estão aos montes espalhados pelo mundo, não caberia aqui listar todos, mas farei com aqueles de minha preferência e os mais conhecidos.

ATENÇÃO: Revelamos alguns detalhes das temporadas que já passaram nos EUA de Lost, Arquivo X e Prison Break.

lost2.jpg

O que tem naquela ilha!?

Quem não conhece Lost? Talvez a pessoa possa não ter assistido, mas com certeza já deve ter ouvido falar em alguma rodinha de amizades. O seriado, que já está nos finalmentes da terceira temporada nos Estados Unidos, é o símbolo-mor da reerguida dos seriados de TV. Lógico que muitas séries antes de Lost fizeram tremendo sucesso, mas essa franquia reinventou a maneira de se tratar um seriado.

Lost é um drama de sobreviventes (ou não) do vôo 815 que, após desviar de sua rota e entrar em pane, caiu depois de partir-se em duas partes em uma bizarra ilha, onde o mais improvável é facílimo de acontecer. O primeiro episódio da série é eletrizante, fazendo qualquer um se prender trama, mas aos poucos ela vai se desenrolando - e se enrolando, isso é fato – e novidades vão aparecendo ou deixadas no ar.

Deve-se muito o sucesso de Lost a uma produção magnífica, mas o que embala mesmo são os mistérios que o roteiro propõe e dificilmente fecha, pelo contrário, só abre cada vez mais brechas para o espectador utilizar sua imaginação, que nem sempre é consumada quando o mistério é resolvido, quando é resolvido, no caso.

Os personagens são extremamente bem aprofundados por conta dos gloriosos flahsbacks que vemos em todos os episódios e cada um episódio tem um flashback sobre determinado personagem. Esse é um elemento importantíssimo, pois nos leva a entrar cada vez mais no mundo de Lost, criar favoritos e não conseguir mais largar a série, por mais que não concordemos com algumas coisas.

Quando Lost apareceu, havia uma defasagem dos seriados, mas o sucesso fez os fãs desse gênero de entretenimento reviver famosas séries menos contemporâneas e procurar mais franquias para acompanhar. Não é a toa que todas as emissoras hoje brigam para comprar determinadas temporadas de determinadas séries.

Compre agora:
Lost: 1ª Temporada Completa- 7 DVDs
Lost: 2ª Temporada Completa- 7 DVDs

x-files.jpg

A verdade está lá fora!

Essa verdade demorou muito para ser revelada e esse foi o ponto forte de um dos maiores sucessos da TV nos anos 90. Falo de Arquivo-X. É uma dessas séries não tão contemporânea que os espectadores pós-Lost com certeza devem ter ido buscar assistir.

A receita é muito parecida, mas o argumento da série é baseado em casos alienígenas. Nela, o agente do FBI Fox Mulder e a gloriosa Scully investigam casos que tenham a ver com paranormalidade ou aliens; são os chamados: arquivos-x (x-files no inglês). Na verdade, não são bem os dois quem investiga. Scully mais supervisiona as maluquices desenfreadas de Mulder.

O contrates de personalidades entre os dois personagens é um dos pontos fortes do seriado. Enquanto Mulder acredita nesses fenômenos e na vida além da Terra, Scully é mais cética ou simplesmente não quer acreditar. Ela sempre procura uma razão lógica para as coisas, enquanto Mulder uma razão mais, digamos bem acabadas.

O seriado se arrastou por nove temporadas. Nem todas, entretanto, mantiveram um nível bom. O nível caiu bastante quando os fãs não agüentavam mais o fato dos mistérios da série não serem explicados e também quando Fox Mulder saiu por um tempo da série. Para se ter idéia, a parte intrigante do mistério todo foi respondida nas coxas, sendo preciso até um filme para tal fim. Era uma série que não precisava ter se estendido tanto, mas nem por isso perde a fama de ter sido um dos “hits” dos anos noventa do gênero.

Compre agora:
Box Arquivo X - 1ª Temporada- 7 DVDs
Box Arquivo X - 2ª Temporada- 7 DVDs
Box Arquivo X - 3ª Temporada- 7 DVDs
Box Arquivo X - 5ª Temporada- 6 DVDs
Box Arquivo X - 6ª Temporada- 6 DVDs
Box Arquivo X - 7ª Temporada- 6 DVDs
Box Arquivo X - 8ª Temporada- 6 DVDs

prison.jpg

É fácil fugir de uma penitenciária?

Para Michael Scofield é facílimo. Até porque, tão quanto seu personagem principal, a série Prison Break talvez seja a mais inteligente dessa nova geração. Talvez não! Sem dúvidas é a mais inteligente até agora com suas duas temporadas.

A primeira temporada da série se passa numa prisão. Somos levados a esse ambiente por conta do plano de Scolfield que, a fim de salvar seu irmão, Lincoln Burrows, da cadeira elétrica, força uma prisão e, lá dentro, utiliza todos os métodos almejando uma fuga. O problema é que as coisas vão ficando um pouco complicadas (não há complicações grandes para Scolfield) e ele acaba colocando um bom número de pessoas nessa empreitada. Que pessoas? Os próprios presidiários.

O interessante da série, sobretudo nessa temporada, é que tudo, até o que parece estar totalmente fora de nexo, está planejado por Michael. Desde o mínimo parafuso a ser usado, maneira de como ultrapassar as paredes da penitenciaria.

A segunda temporada já se emenda com a primeira quando cada um dos fugitivos, depois de terem ultrapassado os limites da prisão, terão de rumar a vida cada um por si. Porém, algumas coisas saem de controle e mais uma vez a inteligência de Michael juntamente com o ímpeto do seu irmão Lincoln levam-nos a momentos interessantíssimos que só são proporcionados por essa gloriosa série.

Sem dúvidas vale a pena ser conferida, sobretudo a primeira temporada onde cada trama é importante e, diga-se de passagem, culmina com um fechamento de tirar o fôlego. É de arregalar os olhos, prender a respiração e dizer um enorme, porém carismático, palavrão de desabafo ao final do último minuto do episódio final. Imperdível!

É isso. Na primeira parte desse especial sobre séries falei sobre Lost, Arquivo-X e Prison Break. Espere a próxima parte. Ótimos títulos que nenhum de vocês podem ficar sem assistir também serão comentados.

Relembrar é viver…

Publicado em: 16-05-2007 @ 6:12 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Thiago Sampaio

Certos filmes marcam nossas infâncias de uma maneira mais do que especial. Nem sempre é pela qualidade em si, mas sim, porque há neles um segredo, uma fórmula com a qual nos identificamos e criamos um vínculo eterno com tal filme. Quando esse vínculo com determinado filme é criado, é impossível quando o assistirmos novamente não ocorrer todo um flashback dentro de nossas cabeças relembrando momentos marcantes.

Os Goonies, Conta Comigo e Curtindo a Vida Adoidado

Para mim, existem três filmes que marcaram de alguma forma a minha infância e me tocaram profundamente. Filmes aparentemente simples, verdadeiras “Sessões da Tarde”, mas que ocupam um lugar cativo em minha vida. São eles: “Os Goonies”, “Conta Comigo” (belíssima adaptação da obra mais pessoal de Stephen King) e “Curtindo a Vida Adoidado”. Os dois primeiros remetem diretamente aos meus tempos de criança, me fazendo lembrar aqueles bons tempos, sem maiores preocupações, sempre procura de novas aventuras. Me faz lembrar dos amigos daquela época, e vejo hoje em dia o quanto é pura a amizade entre os jovens, marcada por inocência e sinceridade, que todos sabemos que um dia irão se extinguir.

Hoje vejo esses filmes e bate aquele arrependimento por não termos aproveitado mais aqueles anos dourados, e bate aquela indignação por os jovens de hoje terem aquela pressa costumeira de crescerem antes da hora. Como diz o personagem Teddy, de “Conta Comigo”, em um determinado momento: “a juventude só vem uma vez em nossas vidas, temos que aproveitá-la”. Ah, se temos! Nunca se é tarde demais para ser jovem, pois a idade não está nos números, e sim, na mente. Quem não gosta de estar entre os amigos e repentinamente pairar aquele espírito de criança, falando e rindo de besteiras e tirando sarro da cara do próximo?

Com “Curtindo a Vida Adoidado”, o efeito não é muito diferente. O filme remete diretamente ao começo da minha adolescência, com aquela velha história de os pais se preocuparem demasiadamente com os estudos, mas a diversão ficar meio que fora do foco de seus olhos. Escola, estudos, tarefas de casa, trabalhos, escola novamente, mais estudos… vão dizer que nunca bateu aquela vontade de jogar tudo para o alto e viver um dia inteiro intensamente, assim como faz Ferris Bueller, personagem de Matthew Broderick, no filme? Viver um dia livre de obrigações, mobilizar uma avenida inteira ao som de Beatles e encontrar beleza e diversão nas coisas mais simples da vida, como rir da cara dos figurões da bolsa de valores…tudo é fantástico. Sim, Ferris Bueller, é a personificação em carne e osso do grito de liberdade de todo adolescente. Não que gazear aula seja um bom exemplo, mas quem não gosta de sentir o gosto da liberdade?

É, caros amigos. Esses filmes aparentemente simples transmitem sensações que estão bem além do alcance de nossos olhos. São capazes de mobilizar valores e nos fazem relembrar e refletir sobre quadros que estão muito bem guardados em nossa memória, mas nem todos foram aproveitados como deveria. O tempo passa, mas nossa mente está sempre ativa, e esses filmes estão aí para nos auxiliar, e quem sabe, perceber o quanto éramos felizes e não sabíamos. Ah, bons tempos!

1° VÍDEO: Conta Comigo - Cenas do filme e uma música fantástica. Se gosta desse clássico, não pode deixar de conferir e se emocionar com as grandes lembranças do passado:


2° VÍDEO: Os Goonies - A cena clássica do gordinho:


3° VÍDEO: Curtindo a Vida Adoidado - Ferris Bueller na parada cantando uma clássica música. Lembrou da cena? Sabe qual é a música? Não? Assista ao vídeo e recorde da magia desse clássico da Sessão da Tarde:

COMPRE AGORA OS 3 FILMES
- Os Goonies (FRETE GRÁTIS)
- Curtindo a Vida Adoidado- Edição Especial para Colecionador
- Conta Comigo (FRETE GRÁTIS)

O que lucra mais: o filme ou seus derivados?

Publicado em: 15-05-2007 @ 12:58 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Rapadura Team



É triste perambular por um shopping e deparar-se com o massivo interesse de lucrar-se com filmes de sucesso – ou de projeção – em bilheteria – ou alcance nacional. Não há livrarias, lojas de CD, de brinquedos e até restaurantes que não se aproveitem para ganhar dinheiro em cima das pessoas. Não tenho problema algum com o lançamento do filme para o mercado de vídeo e DVD, nem com a trilha sonora ou mesmo o roteiro do filme, mas é o cúmulo se aproveitar da indicação ao Oscar de Melhor Filme e da chegada ao circuito brasileiro para resolverem dar edições bonitas e caras dos livros de/sobre Truman Capote. É só devido ao filme que o livro ganha qualidade? Aproveitam-se do povo que aparentemente só se interessa pela literatura quando vira filme. É, porque em 5 meses tais livros estarão escondidos no canto da livraria, quando só realmente quem quer lê-lo vai comprar. É a efemeridade e a descrença na leitura.

Clássicos da literatura têm uma saída enorme após o lançamento de filmes. Vide “O Senhor dos Anéis” (foto abaixo). Cultuado por milhares de fãs e desconhecidos para a grande maioria das pessoas. Sucesso estrondoso de bilheteria, os três filmes foram e agora qualquer idiota que nem sabia o que era “O Senhor dos Anéis” sai por aí falando que leu – eu particularmente me enquadro nesses que foram ler os livros após o filme, mas desisti na página 100 do primeiro livro, pois o achei demasiadamente chato, prefiro o filme, sem dúvidas. Ou até mesmo “Orgulho e Preconceito“, que poucas pessoas sabiam que possuía um livro, teve muita gente lendo a obra que foi lançada nas livrarias na época do lançamento do filme.


Diversas coletâneas de Ray Charles e Johnny Cash apareceram no mercado com “Ray” e “Johnny & June“. Para quê? Para as pessoas que acharam o filme legal possam despejar seu dinheiro numa forma dispendiosa. Poderiam dar um presente de verdade a aqueles que amam a música dos dois lançando seus álbuns. Mas não! Quem viu o filme e escutou meia dúzia de músicas quererá as músicas do filme. E vendem-se coletâneas, o pior tipo de investimento em cds. Pior porque qualquer um que tem dinheiro para gastar nas coletâneas de 40 reais tem algum meio de gravar em casa ou pedir para que alguém o faça, com aquelas músicas e um monte mais por muito menos. Qual a graça do encarte da coletânea?

O mais engraçado foi passar um tempo atrás em frente a um McDonald’s e ver: compre um McLanche Feliz e ganhe um boneco mal feito do novo mega-ultra-super sucesso da Disney: “Selvagem“, a nova versão de “Madagascar” (!). E o pior que crianças fazem questão de comer aquele lanche mísero-em-tamanho-e-gigante-no-preço só pela lembrancinha – ok, bem que eu quis a promoção da Disney e os “King Kong” do Burger King. O mais absurdo é fazer-nos comer aquilo, que não mata a fome de ninguém, para adquirirmos aquele símbolo de consumismo. Por que não vendem a parte? Tão mais eficiente, assim qualquer um pode ter o brinquedo, e custará bem menos que os vendidos em lojas especialistas nisso.

E é assim que as coisas caminham: a revista de cinema mais conhecida e comprada, cada vez mais cara e mais comercial e mais ruim (isso é um mero recurso estilístico, eu sei que o correto é pior). Os cds e livros em edições “ultraluxo”, e com um preço mais luxuoso ainda. Uma réplica de brinquedo de uma espada Jedi variando entre 120 e 240 reais…

Na verdade, triste mesmo é a nossa sociedade, em que blockbusters são sinal de cultura. É cultura, mas apenas um complemento. Você não saberá nada de cinema só indo ver comédias românticas e terrores que são lançados semanalmente. Por que divulgar o talento de alguém somente dessa maneira? Capote, Ray, Cash,…, merecem muito mais.

COMPRE FILMES QUE POSSUÍRAM MUITOS DERIVADOS
- Box Trilogia Senhor dos Anéis - 6 DVDs
- As Crônicas de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa
- Coleção Ray - 4 DVDs
- Box Quadrilogia Harry Potter - 8 DVDs
- Coleção Homem-Aranha - Duplo
- Coleção Matrix Trilogia - 5 DVDs
- Trilogia Missão Impossível - 5 DVDs
- Rambo: A Saga Completa - Edição de Colecionador - 4 DVDs
- Box O Poderoso Chefão - Triplo + Baralho Poderoso Chefão
- Box As Aventuras de Indiana Jones - 4 DVDs
- De Volta para o Futuro - Box de Colecionador- Triplo

Privacidade no mundo das celebridades?

Publicado em: 15-05-2007 @ 12:06 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Diego Benevides



Casamentos… separações… brigas… intrigas. Os melhores alvos para a imprensa e para o público. Sempre estamos querendo saber o que anda rolando pelo mundo, principalmente sobre quem nós admiramos. Então vai lá a imprensa e suga todas as informações possíveis (e impossíveis) para atualizar os curiosos de plantão. O problema é até onde confiar. Notícias, principalmente vindas do exterior, podem não passar de meros boatos para enganar as pessoas. Sem falar que nem sempre as fontes dessas informações são divulgadas, sem dá-las procedência segura.

Privacidade? Hum, é meio difícil para quem está na crista da onda. Até para quem já anda meio esquecido da mídia e quando aparece uma notícia bombástica sobre sua vida pessoal, os veículos de comunicação caem em cima para fazer “bom” uso da informação, o que nem sempre acontece quando as notícias são sobre novos projetos que os famosos desenvolverão. Claro, é mais interessante saber quem foi pego em flagrante com quem ou saber qual será o próximo personagem ou o próximo filme dirigido por tal pessoa?

Seja como for, quem está na chuva é para se molhar. Quem constrói fama tem que aceitar essa invasão da mídia principalmente na sua vida particular. Por mais que tente esconder, tem sempre um espertinho que se dedica integralmente para fazer um furo de reportagem e engordar sua conta bancária. Mas e aí? Melhor seria desistir do mundo das celebridades pela vida pessoal ou continuar ganhando alguns milhões em cada projeto que um ator, uma atriz, um diretor resolvam participar? Eis a lógica.

Veja abaixo uma seleção de imagens de flagrantes e fotos que fizeram polêmica ultimamente:

Tom Cruise, Katie Holmes e Suri
A famosa foto com Tom Cruise, Katie Holmes e sua filha, Suri.


A família Pitt-Jolie junta. Essa foto rendeu muitas capas de revistas.


Kate Moss cheirando cocaína.


Flagra: Lindsay Lohan em possível caso lésbico.


Britney Spears mostrando sua real beleza.

O que você acha desse mundo das fofocas? Você costuma ler sobre a vida pessoal das celebridades? Faz parte desse mundo do show business ou é exagero? Qual o limite? Opine!

Breve comentário sobre o papel de Chico Buarque no cinema

Publicado em: 10-05-2007 @ 1:55 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Beatriz Saldanha

Chico Buarque

Alguns devem ter soltado um ruidoso “ahn?”. Outros, mais atenciosos, devem já saber do que se trata. Pois é, um dos maiores artistas da música brasileira também teve considerável participação no cinema. Pra quem não sabe, esse senhor que possui um currículo musical de mais de quarenta anos, teve a sua estréia como compositor em 1967, no filme “Anjo Assassino”, de Dionisio Azevedo. Em “Garota de Ipanema”, filme baseado na música de Vinicius de Moraes e Tom Jobim, Chico teve participação na trilha sonora, além de atuar ao lado de personalidades como Rubem Braga, Fernando Sabino, Otto Lara Rezende, entre muitos outros, inclusive o próprio Vinicius de Moraes. Em 1972, no filme “Quando o Carnaval Chegar”, de Cacá Diegues, ele tem a oportunidade de tomar conta de praticamente toda a trilha sonora e de atuar ao lado de amigos como Nara Leão, Maria Bethânia e Hugo Carvana, interpretando um artista mambembe.

Para “Joana Francesa”, também de Cacá, compõe a música de mesmo nome, inspirado na atriz Jeanne Moreau, protagonista do longa e de quem Chico sempre foi fã. Foi para “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, de Bruno Barreto, que o músico compôs uma de suas canções mais cultuadas até hoje: “O Que Será (À Flor da Terra)”. Para inspirar-se, utilizou o romance de Jorge Amado, no qual o filme é baseado. Tudo indica que funcionou direitinho, mas, ao ser perguntado sobre do que se trata a letra da música, Chico responde: “é uma música de perguntas, e não de respostas”. Marcando para sempre a vida das crianças brasileiras, ele compõe a trilha sonora de “Os Saltimbancos Trapalhões”, em 1981. Claramente baseado em “O Circo”, de Charles Chaplin, o filme mostra o grupo de comediantes como artistas de um circo. Talvez o filme não seja o melhor, mas difícil é tirar da cabeça letra e melodia de “Piruetas”. Foi em 1986 que “A Ópera do Malandro”, peça escrita por Chico, fora adaptada para o cinema pelas mãos de Ruy Guerra, cineasta português. Pela primeira vez, Chico participa de forma quase que integral em um longa-metragem, sendo responsável por toda a trilha sonora, atuando e escrevendo parte do roteiro.

Mais recentemente o trabalho de Chico pode ser conferido no filme “A Máquina”, de 2005, ainda em cartaz em vários cinemas do país. O romance de Adriana Falcão virou peça e não tardou para virar filme. A trilha sonora, primorosa, ficou por conta de Robertinho do Recife, DJ Dolores e, claro, Chico. Dele, podemos ouvir as músicas “Porque era ela, porque era eu”, em versões instrumentais e com letra; além de “Acalanto”, cantada pela mãe de Karina (personagem de Mariana Ximenes) para que a moça adormeça tranqüilamente em seu colo.

Além disso, Chico teve livros adaptados e muitas outras trilhas compostas (cerca de cinqüenta). Esse foi apenas um breve comentário sobre um assunto que gera pano pra manga, tema pra tese, assunto pra livro… ou, quem sabe, um futuro especial no CCR dedicado exclusivamente imensa participação do compositor no mundo do cinema.

CONHEÇA MAIS SOBRE CHICO-
- Chico: A Série Completa- 13 DVDs
- Chico Buarque: Cidade Submersa
- Sem Fantasia: Masculino-Feminino em Chico Buarque
- Poesia e Política nas Canções de Bob Dylan e Chico Buarque
- Chico Buarque
- Palavra Prima: as Faces de Chico Buarque
- Folha Explica Chico Buarque

O Desprezo pelo Cinema Nacional

Publicado em: 09-05-2007 @ 4:10 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Amanda Pontes

Cinema Nacional

Não gosto de filme brasileiro”. Ouvi isso nada menos que três vezes na última semana, saído da boca de pessoas sem nada em comum entre si e de nível até relevante de instrução. Embora a última coisa de que possa me acusar nesse mundo é de ser intolerante, esse tipo de comentário eu realmente não entendo, principalmente porque eles vêm, muitas vezes, de pessoas que no máximo viram uns dois ou três filmes da Xuxa para opinar.

Primeiro de tudo, como pode ser definido “filme brasileiro”? Por acaso alguém vai ao cinema pra ver o último lançamento da terra do Tio Sam e diz: “Ah, eu vou lá ver aquele filme americano…”? Claro que não! Então, como é que pode uma pessoa, na maior cara dura, chegar e generalizar o nosso cinema dizendo que não gosta de “filme brasileiro”? Quero deixar bem claro que desgosto de alguns filmes nossos, mas do mesmo jeito que não gosto de algumas produções norte-americanas, indianas, francesas, espanholas, japonesas, etc. Quando não gosto, é pura e exclusivamente por causa do filme em si, sem levar em conta a sua nacionalidade.

Claro que determinadas nações possuem um jeito peculiar de fazer filmes. Ninguém nega que as produções orientais primam bastante pelo aspecto visual característico em seu cinema, nem que os filmes franceses, geralmente, têm um ritmo também particular, assim como não se pode dizer que os filmes latinos possuem aspectos extremamente típicos. Antes de tudo, porém, cada produção é uma unidade e embora conserve características do todo, ainda é diferente, única. São incontáveis as possibilidades dentro de um estilo e é isso que torna cada filme uma obra singular, não importa que padrão siga como base.

Apesar de tudo, cansei de gastar meus esforços com proferidores de frases como: “não gosto de filme brasileiro”. Já fui de discutir muito esse ponto de vista, mas já vi que pra mudar uma opinião desse “naipe”, em certos casos, só vai uma lavagem cerebral. Para os que ainda têm jeito, no entanto, o recado é: filme brasileiro, antes de ser brasileiro, é filme. Antes de dizer que não gosta, se proponha apenas a conhecê-lo.

Veja alguns filmes nacionais que recomendamos para comprar:

- O Pagador de Promessas
- Terra em Transe - Edição Especial
- Central do Brasil
- Deus e o Diabo na Terra do Sol
- Bicho de Sete Cabeças
- Abril Despedaçado
- Achados e Perdidos
- Sexo, Amor e Traição
- A Máquina: O Amor É o Combustível
- Mulheres do Brasil
- A Ilha dos Paqueras
- Cazuza - O Tempo Não Para
- Madame Satã
- O Quatrilho
- Cidade de Deus- Duplo
- O Redentor
- Coleção Brasil: Dona Flor; Romance da Empregada
- O Homem do Ano
- Eu Tu Eles
- Meu Tio Matou um Cara

Velhice ou Falta de Educação?

Publicado em: 30-04-2007 @ 12:21 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Jurandir Filho

VelhoNa matéria anterior, comentei um caso de quase sexo dentro da sala de cinema. Quem não conferiu, pode dar uma olhada clicando aqui. Desta vez, partirei de um ponto semelhante, mas que continua me incomodando: a falta de educação no cinema. Semana passada fui conferir uma das estréias da semana, numa sexta-feira bem tranqüila. Até que, pra variar, entrou um grupo de desordeiros. Barulhos, gritos e etc. Prevendo o que seria aquela sessão, acabei ficando emburrado logo de início. Para piorar, eles sentaram na fileira atrás da minha. Só posso ter jogado pedra na cruz. E olha que o filme nem ajudava muito, já que “Minha Mãe Quer Que Eu Case” é uma verdadeira porcaria.

O que dava para perceber escutando as conversas desses “delinqüentes” era que todos eram universitários. Alguns calouros. Percebi isso pelas conversas, que um deles disse a outro, sobre uma apresentação de trabalho na faculdade. Enfim, isso não quer dizer nada, mas partindo desse principio, imaginava que eles seriam no mínimo educados, afinal, conseguiram chegar faculdade. Estava enganado. Antes mesmo de começar o filme, já deu para perceber o que estava por vir. E para piorar, alguns deles estavam alcoolizados (e olha que eram apenas 16hrs de uma sexta-feira). Estou dizendo alcoolizado, pra ser gentil, já que os olhos vermelhos eram de outras substâncias. Até que, após o início do filme, um deles diz: “To afim de fumar uma pedra”. Para quem entende, sabe da gravidade do negócio.

O que podemos deduzir? Garotos sem inteligência alguma querendo se mostrar para os amigos e para quem estava presente ao cinema? Falta de apoio dos pais? Trauma de infância? Juventude perdida? Querendo ser incluso socialmente por meio das drogas? Burrice? É uma mescla disso tudo. Depois disso irão dizer: “Jurandir tu é muito careta”. Careta? Ficar com raiva de algumas “pessoas” (animais) que vão para um lugar público e ficam literalmente botando boneco e incomodando os demais presentes é ser careta? Repito: ficar com raiva disso é ser careta? Se careta for sinônimo de querer ser respeitado, eu sou então. E olha que não sou santo, tenho minhas manias e fraquezas como todos os outros, e adoro uma Brahma gelada, mas nem por isso saio na rua falando alto e dizendo que quero fumar algo.

Ainda bem que o filme era ruim, porque não deu nem vontade de reclamar. Mas daí eu fiquei pensando: Será que eu estou muito velho ou o a juventude está perdida? Em pensar que eles eram o futuro do Brasil há alguns anos atrás. Eu já tenho medo da política atual, imagina daqui uns anos, onde seremos comandados por esse “futuro do Brasil”.

Eu não acho que seja velhice. Muito provável que seja raiva de falta de educação. Já vi crianças com 7 anos serem mais comportadas no cinema do que esses cavalos paraguaios. Educação não tem idade. A falta de educação também não tem. Agora ser mal educado é mais fácil do que ser educado. Talvez por isso, os mais estúpidos prefiram serem mal educados. Conheço muita gente sem instrução alguma que dá um banho de educação e respeito em lugares públicos, diferentemente dessa raça de universitários que deveriam ter vergonha de usar esse nome.

Paixão e Maldição

Publicado em: 30-04-2007 @ 12:01 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Jonas Maciel

Pipoca

Cinéfilos são aqueles que gostam muito de cinema (salve, salve o Aurélio), no entanto, é a paixão dessas pessoas que pode se tornar uma grande maldição. Como? É aquele velho carma da humanidade: quanto mais se sabe, mais infeliz ou frustrado se é. Não colocando de forma generalizada, porém apenas “em geral”. Quanto mais o sábio sabe, mais ele vê que tem a saber, e isso pode ser algo negativo.

No caso dos amantes do cinema, acontece que quanto mais filmes nós assistimos, menos os mesmos passam a divertir-nos, porque nos tornamos mais exigentes. Conseqüência do amadurecimento cinematográfico pelo qual passamos. Em alguns casos, não consigo entender como ainda conseguimos ir aos cinemas. Alguns de nós, simplesmente, não encontram mais nenhum filme que lhes agradem. É essa a nossa grande contradição! Sim, nós cinéfilos estamos suscetíveis a esse problema. Conheço um cara que, desde 2000, já foi ao cinema mais de 450 vezes. Em alguns anos, ele chega a ir cerca de 3 vezes por semana. Meu Deus! Como é que ele consegue se divertir filme após filme? Afinal, que as histórias se repetem, não é novidade para ninguém. Só espero que ele não chegue na maturidade igual ao meu tio, que, de cada 10 vezes que vai ao cinema, volta dizendo que o filme é “bizarro” umas 9. Nesse momento, ele fica lembrando dos clássicos. Nossa! Não quero ser nostálgico assim. Quero ter a capacidade de admitir que se pode fazer boas películas. Melhores do que as que eu vi quando a vida não havia me calejado tanto.

Quando encaro mais uma produção “hollywoodiana” sem criatividade, fico pensando em como fui burro em ir assistir a um filme como esse. É lógico. Os filmes de Hollywood são feitos, em sua maioria esmagadora, para pessoas que vêem um filme por mês e olhe lá. São feitos seguindo o critério da massividade - tente agradar ao maior número de pessoas, para isso pode usar fórmulas batidas, pois a maioria nem vai perceber. Isso justifica porque alguns filmes são aclamados pela crítica e desprezados pelo público. Nem sempre a inovação é originada já consumível.

À La 21 Gramas

Publicado em: 23-04-2007 @ 9:41 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Diego Benevides

Obs: Só leia se não se importar em saber mais ou menos a ideologia final do filme.


“Quantas vidas vivemos? Quantas vezes morremos? Dizem que todos nós perdemos 21 gramas no momento exato de nossa morte. Todos! Quanto cabe em 21 gramas? Quanto é perdido? Quando perdemos 21 gramas? Quanto se vai com eles? Quanto é ganho? Quanto é ganho? 21 gramas. O peso de cinco moedas de cinco centavos, o peso de um beija-flor. De uma barra de chocolate. Quanto pesam 21 gramas?” É a partir dessas reflexões que o personagem de Sean Penn faz no fim do filme “21 Gramas” que uso como premissa para discorrer meus pensamentos.

Alguns vivem várias mortes durante a vida. Não falo em morte do corpo. Cada decepção, cada lágrima, cada injustiça leva uns 21 gramas de nós. E até onde podemos perder? Será que podemos nos dar ao luxo de perdê-las e não fazer nada para compensá-las? Não se vive só de perdas. Por mais que o ser humano negue sua sensibilidade, é inevitável ficar indiferente aos sentimentos, se tornar frio e amargo. Existem até aqueles que conseguem, mas seriam elas as melhores pessoas? Será que precisamos mesmo das melhores pessoas? Talvez no fundo a gente clama tanto por precisar de alguém e um dia descobrimos que o que precisamos sempre tivemos: nós mesmos e pronto.

Talvez eu tenha vindo para confundir e acabar sem dizer nada. Me importaria? Não quero perder mais 21 gramas me importando com isso. De pouquinho em pouquinho a galinha enche o papo e eu fico sem nada. Tantos números (repetidos). Como já diria Paul Rivers (personagem de Penn), “há um número escondido em cada ato de vida, em cada aspecto do universo. Fractais, matéria… Há um numero gritando, tentando nos dizer algo. Os números são uma porta para entender um mistério que é maior do que nós, como duas pessoas, desconhecidas, acabam se encontrando”. Quem ousaria entender tais mistérios?

São vinte e um gramas perdidos, tão pouco que nem notamos. Será que viemos a esse mundo para deixar para trás essa quantidade inútil? Pequenas coisas fazem a diferença. Não vivemos por isso. Vivemos porque precisamos perder sempre 21 gramas para que, com isso, possamos aprender a viver sem ou aprender a não perder mais. Mas até quando precisamos passar por coisas na nossa vida para sempre perder e nunca ganhar? Até onde vai o sempre? A resposta está nos nossos limites e só nós próprios sabemos. Mesmo porque o para sempre, sempre acaba. Acaba?

Abaixo imagens do filme:

21 Gramas 01

21 Gramas 02

21 Gramas 03

21 Gramas 04

21 Gramas 05

Página 34 à 36« Primeira...«30313233343536»

Opções:

Size

Colors