Escolher assistir a um filme musical realmente é uma questão de gosto. Tá, tudo bem que sempre temos uma preferência acerca deste ou daquele gênero de película, mas quando a questão é sobre musicais, as escolhas se afunilam. Nem todos conseguem se entregar queles momentos de fuga para as canções, que s vezes é onde o roteiro é produzido. Já os mais fanáticos, amam e cantam e dançam com o que foi visto na telona, denunciando sua entrega total produção.
Particularmente eu gosto de musicais. Não vou mentir que achava um saco assisti-los antes de “Moulin Rouge – Amor em Vermelho“. Aos que me conhecem nem venham dizer que foi só por causa da Nicole Kidman. Tá, foi também, mas foi a partir deste filme que eu desenvolvi duas paixões: musicais e Kidman(!). Comecei a ter uma visão mais interessada com esse estilo de filme e aprendi a me emocionar e me entregar aos personagens.
Conheço pessoas de todos os jeitos. Os que amam, os que odeiam e os indiferentes aos musicais, mas poucos entendem o que isso verdadeiramente significa. Os musicais são especiais por terem uma procedência do teatro desde a Antigüidade, onde muitas encenações eram cantadas. A partir daí, as músicas fizeram surgir o teatro musical que misturava um novo modo de atuar, com mais movimento em palco embalados por canções que atraíam mais o público. Aos poucos, essas peças teatrais foram deixando a Broadway e invadindo o cinema. O primeiro musical apresentado nas telonas foi “O Cantor de Jazz“, em 1917, e desde então esse gênero cinematográfico tem tido seus momentos de altos e baixos, mas sempre proporcionando aos seus admiradores belíssimas produções (com suas exceções, claro).

John Travolta, no auge, em Grease – Nos Tempos da Brilhantina
Para chegar onde os musicais chegaram hoje, muito foi lapidado. Antigamente, não havia uma interatividade tão grande entre as cenas, que tendiam a ser mostradas somente de um ângulo, ainda recaindo sobre a idéia teatral, onde o público só tem uma visão. Dos anos 30 até os 50, encontramos vários clássicos como “O Picolino” e “Cantando na Chuva“, seguidos por “A Noviça Rebelde” e “Oliver!“. Nos anos 70, os musicais praticamente entraram em decadência por apresentarem-se saturados demais no cenário cinematográfico, o que não significou uma época de fracasso, pois dela tiramos os eternos “Cabaret” e “Grease – Nos Tempos da Brilhantina“. Depois disso, a força dos musicais foi perdida, com longas que apresentavam apenas coreografias interessantes, sem apelar para personagens que cantavam, perdendo um pouco da originalidade do estilo, como podemos ver em “Dirty Dancing - Ritmo Quente“. Praticamente morto, o gênero teve uma boa representação em 1997, com “Evita“, que trouxe a ópera teatral ao cinema.
De qualquer forma, os musicais conseguiram entrar novamente no cenário cinematográfico, inovando na parte técnica e cativando o público. Depois de “Moulin Rouge“, “Chicago” chegou com sua versatilidade e um elenco interessante, ganhando o Oscar de melhor filme em 2003. As produções mais recentes que invadiram as salas de cinema foram a refilmagem de “O Fantasma da Ópera” e a adaptação de “Os Produtores“, espetáculo da Broadway; e tenham certeza que outras belas produções continuarão sendo feitas, para o bem dos apreciadores dos musicais. Para quem não gosta, respeite quem admira e escolha outro filme ou mude de canal! Sem ofensas, claro.
COMPRE ALGUNS MUSICAIS
- Moulin Rouge - Amor em Vermelho
- O Picolino
- Cantando na Chuva - Edição Comemorativa 50 anos
- A Noviça Rebelde - Edição Especial de Colecionador
- Oliver
- Grease - Edição de Colecionador
- Dirty Dancing - Ritmo Quente
- Chicago
- Os Produtores













Na matéria anterior, comentei um caso de quase sexo dentro da sala de cinema. Quem não conferiu, pode dar uma olhada 






