A China, o Tibete e o Cinema

Publicado em: 18-07-2008 @ 2:46 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Zé Ronaldo

Certa vez, eu estava assistindo ao filme “Sete Anos no Tibete” na Sessão de Gala da Rede Globo (é o jeito para quem quer ver filme decente sem gastar nada e que ainda tem problemas para dormir).

Confesso a vocês que foi a primeira vez que vi ao filme estrelado por Brad Pitt e excelentemente dirigido por Jean-Jacques Annaud, o mesmo de “O Nome da Rosa”. De fato, é uma história comovente sobre o alpinista austríaco Heinrich Harrer (o longa é inspirado no livro homônimo do próprio Harrer) e o período em que ficou no país do seu então grande amigo, na época adolescente, Dalai Lama. Sem mencionar na explosão de consciência que o austríaco sofre, passando do alpinista egoísta e temperamental para o homem maduro e altruísta, preocupando-se com o destino do Tibete perante a ocupação da República Popular da China.

O mais triste é ver que os tibetanos e toda a sua pujante cultura ainda são sobrepujados pelo poderio militar chinês. E qualquer mostra de simpatia pelo Tibete e antipatia pela ocupação chinesa é motivo de se tornar persona non grata no país que será sede das Olimpíadas de 2008. O próprio Brad Pitt e o diretor Annaud são exemplos disso: o dois, por conta de suas participações em “Sete Anos…”, estão proibidos de visitar a China desde 1997.

Outro astro que demonstrou seu repúdio a situação do Tibete foi o astro Richard Gere, que já teve mais de 20 pedidos de vistos recusados, sem qualquer justificativa, para entrar na China. O ator de “Justiça Vermelha” (neste filme foram usados truques de cinema, já que a história se passa em Pequim e Gere não pode por o pés no país) alega que o seu encontro com Dalai Lama, datado em 1982, transformou completamente a sua vida. Em setembro do ano passado, o ator havia promovido um boicote para as Olimpíadas de Pequim, em protesto contra o abuso a que os tibetanos são submetidos.

E nos noticiários, podemos perceber como os chineses não fazem qualquer menção, dentro do seu território e para o restante do mundo, sobre a situação do Tibete, já que não querem ter o “filme queimado” (com perdão do trocadilho) por conta das Olimpíadas de Pequim.

[O título dessa matéria é descaradamente inspirado em uma coluna de Maíra Suspiro]

Qual seu NOME PRÓPRIO?

Publicado em: 15-07-2008 @ 2:33 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Raphael Santos

Quase todo mundo já começou um blog. Muitos já começaram mais de um. Alguns mais de dois. Com certeza, teve gente que chegou a ultrapassar uma dezena, quem sabe. O fato é que muitos sabem o que é blog. Alguns gostam, outros não. Há, inclusive, disputa de ego dentro e fora da blogosfera. Mas, o que menos se comenta, é em que se constitui um blog. Amontoado de textos, pensamentos, devaneios, status, moda? Talvez a resposta seja isso tudo e nada ao mesmo tempo.

NOME PRÓPRIO bem que passa por essas questões. Será mesmo que tudo aquilo que se é vivido deve ser jogado em um post? Para a personagem principal do longa, a blogueira Camila Jam, sim. E disso ninguém pode discordar. Afinal, a ferramenta está aí para fazerem dela o que bem entenderem e, se assim Camila quis que fosse, assim foi.

O mais novo trabalho de direção de Murilo Salles (“Todos os Corações do Mundo”, “Seja o que Deus Quiser!”), protagonizado por Leandra Leal (Camila Jam), é uma adaptação dos livros “Máquina de Pinball” e “Vida de Gato”, ambos por Clarah Averbuck, bem como alguns de seus textos para blog. Todavia, vê-se é que o longa-metragem transcende a adaptação e passa a ser quase compreendido como um blog. Pouquíssimo na trama é por acaso e, mesmo antes do final, já se enxerga o porquê de vários elementos estarem sendo utilizados.

De começo nervoso, as tomadas bem fechadas no rosto da personagem principal, fazem logo sentido. O diretor Murilo Salles quer deixar o filme altamente palpável, acessível. Tal como um blog é. Aliado a tais tomadas estão os planos longos, demonstrando tanto a competência do diretor, quanto dos atores em questão. Na cena inicial, em vez de sermos apresentados aos personagens, somos apresentados ao filme em si; como ele será conduzido. Apesar de algumas quebras de ritmo, na média final, o longa é reflexo puro da sua grandiosa cena de início: loucura, choro, frustração, desapego, planos longos, câmera livre e tomadas fechadas. Tudo em uma única cena.

Nem mesmo o que em muitas fitas parece desnecessário para o todo, acontece em “Nome Próprio”: nudez. Mesmo havendo demais, não se pode reclamar de um exagero. Pelo contrário, tudo relacionado ao corpo (tanto a nudez, quanto ao sexo) apresentou-se altamente cabível no exato momento que se enxerga uma vontade da protagonista em sempre externar o que sente. Inclusive o desapego por si mesma relacionado ao apego para com os outros, no caso, seus poucos amigos, fiéis leitores, suas diversas relações amorosas – ou sexuais… carnais… enfim. Além do mais, estávamos falando de uma blogueira bem solitária. Convenhamos, nem tudo é novela de grande emissora onde os personagens transitam em suas casas quase que de fraque. Ainda nesse âmbito, palmas para Leandra Leal. A atriz se desprendeu completamente dos seus personagens globais. Além de não palpitar em cenas complicadas, mostrou uma personagem forte, crua, real.

No final das contas, temos que repensar o início da projeção para, só assim, aceitarmos tudo que aconteceu. Não encarar os acontecimentos como simples passagens do roteiro (assinado por Melanie Dimantas, Elena Soarez e Murilo Salles) é válido para a aceitação do longa. Pensemos: para que serviu a cena em que Camila vai ao mar e quase não volta? Bem como a que ela se relaciona com um nerd que acompanhava seus posts? E quando ela finalmente encontra o seu leitor preferido? Faça esse exercício. Assista NOME PRÓPRIO, pense essas três perguntas e relacione-as.

Seja de nicho, seja de um assunto bem definido, seja pessoal ou, até mesmo, os que se dizem ser sobre nada e acabam sendo sobre tudo. Blog, na acepção da ferramenta, é “Nome Próprio”. É gerador de cultura, de conteúdo, de atitude. E o pagamento? Um simples comentário.

Trailer do filme, abaixo:

Kate Winslet X Nicole Kidman

Publicado em: 13-07-2008 @ 9:00 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Amenar Neto

E estamos todos vivos para presenciar o maior embate de atrizes que tenho notícia. Não seria necessário completar os nomes, mas as duas estrelas são Kate Winslet e Nicole Kidman. O Oscar do ano que vem será o cenário para tal batalha.

Primeiramente, podemos citar a Sra. Kidman, que tem milhões de fãs. Deu vida a personagens como o do magnífico musical “Moulin Rouge!”, do obscuro “Os Outros” e do enigmático “Dogville”. Essa talentosa atriz depois de algum tempo não tão fértil nos cinemas vai estrear o drama “Austrália”, que promete ser uma mescla do clássico “E O Vento Levou…” e do belíssimo drama “Desejo e Reparação”; dirigido por Baz Luhrmann, o mesmo gênio responsável por “Moulin Rouge!”. Minhas fichas estavam todas apostadas nela para, merecidamente ou como forma de reparação, ganhar o prêmio de melhor atriz. E tudo estava quase certo.

Porém, foram lançadas na Internet informações e imagens dos dramas “Revolucionary Road” e “The Reader”, que serão comandados respectivamente por Sam Mendes (“Beleza Americana”) e Stephen Daldry (“As Horas”). Ambos os filmes têm coisas em comum: São dramas de época estrelados por Kate Winslet. Os dois filmes estão sendo guiados por mãos experientes e trabalhados por personalidades competentes. “Revolucionary Road” será o responsável por reunir Leonardo DiCaprio e Kate Winslet desde o hegemônico “Titanic” e em “The Reader”, a moça irá contracenar com Ralph Fiennes.

Aí, meus caros colegas, por quem torceremos no próximo Oscar? Kidman já ganhou uma estatueta por “As Horas”, mas injustamente não ganhou por “Moulin Rouge!” e nem mesmo foi indicada por “Dogville”. Já Winslet foi indicada cinco vezes ao prêmio, mas não levou um sequer para casa. Ela foi a responsável por construir personagens inesquecíveis como Clementine Kruczynski na pérola “Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças” e Rose “Dawdson” no monstruoso “Titanic”.

Ambas são talentosíssimas, belíssimas e injustiçadas. Então, quem deve ganhar? Nicole Kidman para alavancar sua carreira ou Kate Winslet para finalmente conquistar seu primeiro prêmio na Academia? Para completar esse cenário, só faltava Natalie Portman, que não ganhou seu merecidíssimo Oscar por interpretar Alice Ayres em “Closer”. Mas se formos falar em injustiças cometidas pelo Oscar, não iríamos acabar tão cedo. Agora, basta esperar.

Robin no próximo Batman?

Publicado em: 13-07-2008 @ 8:36 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Zé Ronaldo

Batman – O Cavaleiro das Trevas” nem estreou e já começaram algumas especulações para a futura seqüência. E uma delas se refere a Robin, o garoto-prodígio. Primeiramente, Christian Bale, intérprete de Bruce Wayne/Batman, declarou que jamais aceitaria a idéia em ter a “dupla dinâmica” no próximo longa do Morcegão. A fonte vem do site StarPulse que, de acordo com uma entrevista com o ator, Bale teria alegado: “Se Robin aparecer em algum dos novos filmes de Batman, vou me acorrentar e me recusar a trabalhar“.

Contudo, o quadrinhista Jeph Loeb se posicionou em defesa de Robin: “Separe um tempo para contar a história do jeito certo. Existe uma história de Dick Grayson, de como ele se torna o Robin, que é extremamente emotiva e útil. Robin não entende por que precisa ajudar o Batman e Bruce não entende por que está fazendo isso, já que ele não é o pai do menino. Ele não sabe o que é ser pai“, teria dito em entrevista concedida à MTV.

A título de curiosidade, Loeb foi o roteirista do arco Batman: O Longo Dia das Bruxas. Muitos enfatizam que o enredo teria sido a base para The Dark Knight. Tanto que uma alusão desta história foi feita durante a excelente campanha viral do filme: é só recordar da abóbora com uma vela queimando em seu interior, estabelecendo um prazo – até o de a abóbora derreter – para uma nova revelação sobre o filme.

De fato, não à toa que a participação de Robin na nova franquia de Batman pode ser motivo de preocupação: é só lembrar do Chris O’Donnell usando aquela armadura com bat-mamilos. E ainda mais dele fazendo dupla com o George Clooney no famigerado “Batman & Robin”.

Apesar de não ser mais o Joel Schumacher no posto de diretor, e sim o competente Nolan, ainda assim eu fico com o pé atrás em ter o Garoto-Prodígio na próxima aventura.

Batman – O Cavaleiro das Trevas” estréia mundialmente dia 18 de julho.

Suecado: Trailer de Magnólia

Publicado em: 12-07-2008 @ 8:15 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Jurandir Filho

A palavra “suecado” talvez não tenha muito sentido para vocês, ainda. Porém, quem já teve oportunidade de assistir “Be Kind Rewind“, a nova pérola de Michel Gondry (”Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças“), sabe o que isso significa. A expressão foi criada pelos protagonistas do filme, Jack Black e Mos Def, para referenciar os filmes que estão sendo refilmados, só que de forma precária, viral e criativa.

Nesse ritmo, Maurício Saldanha fez um uma homenagem ao filme “Magnólia“, obra de arte criada por Paul Thomas Anderson, refilmando o trailer dele de forma suecada (abaixo tem o vídeo e logo em seguida o trailer oficial):



Os Piores de 2008, até agora!

Publicado em: 10-07-2008 @ 2:17 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Marcos Nascimento

Semana passada foram divulgadas diversas críticas a respeito do filme “O Guru do Amor“, o novo Mike Myers. Pois bem, segundo os americanos, este é o pior filme do ano até agora. Pra quem esperava mais do eterno Austin Powers, provavelmente vai esperar mais ainda um novo Austin Powers, diz a crítica. Por isso então, resolvi expor o meu bom senso a relembrar quais foram os piores filmes do ano até agora. Escolhi 5 filmes pra comentar aqui (e olha que foi difícil) e antecipar o Framboesa de Ouro 2009. Por favor, se você gostou de algum desses, o direito é todo seu:

10.000 A.C. - Roland Emmerich bem que tentou, mas construiu uma trama mirabolante demais para ser crível. Muitas voltas históricas, personagens que chegam a beirar o ridículo e muitos, muitos animais pré-históricos. Demais até pra uma única era. A não ser pelos efeitos visuais, que realmente impressionam, sentimos falta daquela sensação de filme-catástrofe, especialidade de Emmerich. Quem sabe se ele tivesse explicado que aquele terreno seria a futura Nova York?

IMAGENS DO ALÉM - Quem viu o filme “Espíritos - A Morte Está ao seu Lado” teve uma certa esperança em ver funcionando a mesma trama neste remake americano. Ledo engano. Competindo arduamente com “Uma Chamada Perdida” (outra bomba) para ser o pior remake oriental da história, decepciona todo mundo, mesmo quem não viu o original. Mais sorte da próxima vez…

ALIEN X PREDADOR 2 - Outra tentativa que não deu certo. Uma grande desculpa para Aliens e Predadores matarem gente enquanto se engalfinham. Os produtores prometeram uma trama mais adulta, com confrontos de verdade para os saudosistas de duas cultuadas franquias do cinema. Algum mérito? Eu ia dizer que pelo menos o elenco morre, mas acho que não.

MALDITA SORTE - Quem escolheu o título do filme em português deveria estar sendo incrivelmente irônico. Aliás, eu poderia ter colocado qualquer filme da Jessica Alba deste ano (e foram muitos, coincidentemente ela também está em “O Guru do Amor”). O que salva para os homens? A própria Jessica Alba. Para as mulheres? Nada. Pensando bem, nem Jessica Alba é justificativa pra esse filme, que como disse Beatriz Diogo na crítica pro CCR, foi desnecessário.

FIM DOS TEMPOS - A crítica deve ter ignorado M. Night Shyamalan pra considerar “O Guru do Amor” o pior do ano. O filme é incrivelmente estúpido ao subestimar a inteligência de quem assiste. Tem um bom visual, bons efeitos até um bom fio condutor, que o diretor de “Sinais” deve ter esquecido de usar no filme. Shyamalan acostumou mal o público quando fez “O Sexto Sentido“…

Quem lembrar de mais algum, boa sorte, o espaço está livre pra comentários e reclamações também. Resta saber se fãs de Mike Myers aqui no Brasil ainda vão querer conferir seu novo filme. Como a lista acima pode constatar, expectativas nem sempre são o suficiente para dar vida a um bom filme. E vem aí, Disaster Movie (já imagino o título em português), o que me lembra que, curiosamente, não coloquei na lista nenhum com Carmen Electra… como se precisasse!

Quer saber o que já estreou em 2008? Veja a lista!

Tatuagens de Filmes

Publicado em: 09-07-2008 @ 1:10 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Jurandir Filho

Tatuagem é uma arte para poucos. Muita gente gosta de homenagear certos filmes, diretores, atores e seriados fazendo desenhos permanentes nos seus corpos. Você já quis fazer, mas nunca teve coragem? Muitos não fazem por serem muito caras algumas tatuagens mais complexas ou maiores. Outros não fazem por medo mesmo. Maurício Saldanha, participante cativo do RapaduraCast, colunista do Rapadura Blog e vídeomaker do portal Cinema com Rapadura, tem muitas tattoos por todo o seu corpo, principalmente, fazendo homenagens a grandes filmes. Confira abaixo as imagens:

Made in Brazil

Publicado em: 08-07-2008 @ 12:23 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Marcos Nascimento

A safra de brasileiros no cinema mundial está aumentando. Desde que o Brasil iniciou o período conhecido como a Retomada do cinema os filmes e artistas tupiniquins tem sido mais reconhecidos. Apesar de ser pouco valorizado pelas pessoas de seu próprio país, o cinema nacional têm crescido e despertado o interesse do mercado internacional.

Desde os tempos de Carmem Miranda o Brasil tem atraído a curiosidade e os olhares do mundo no cinema. Ao longo dos anos nomes como Glauber Rocha, Ruy Guerra e Nelson Pereira dos Santos receberam seus méritos e reconhecimentos por seus trabalhos. Mas são os nomes mais recentes da história cinematográfica brasileira que tem feito bonito lá fora, mais do que em qualquer outro momento. Hector Babenco e Bruno Barreto já tem grande destaque na mídia internacional. Babenco já foi nomeado ao Oscar de melhor diretor por “O Beijo da Mulher-Aranha” e dirigiu Gael Garcia Bernal no recente “O Passado“. Bruno Barreto dirigiu ícones do nosso cinema como “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, “Gabriela, Cravo e Canela” e “O que é isso, companheiro?“. Lá fora ele dirigiu “Entre o Dever e a Amizade” e “Voando Alto“, com Gwyneth Paltow e Myke Myers.

Assim como eles, Walter Salles e Fernando Meirelles se tornaram grandes cineastas respeitados. Não há como dissociar o grande momento do cinema nacional desses dois nomes. Walter Salles entrou no circuito mundial com “Central do Brasil” e a incrível notoriedade que o filme alcançou em 1998. Depois disso Salles dirigiu “Diários de Motocicleta” e o esquecível “Água Negra“,refilmagem de um horror japonês que não deu muito certo afora manter as portas abertas para o diretor. O seu mais recente filme “Linha de Passe” não fez feio no festival de Cannes deste ano, inclusive com o prêmio de melhor atriz para Sandra Corveloni.

Já Fernando Meirelles não podia estar em melhor forma. Indicado ao Oscar de melhor direção por “Cidade de Deus“, Meirelles já provou a competência de seus filmes no mercado estrangeiro. Seu primeiro filme internacional, “O Jardineiro Fiel“, foi muito bem recebido pelo público em geral e pela crítica, tornando o filme único e ainda dando o Oscar de atriz coadjuvante para Rachel Weisz. Agora, o mundo anseia pela chegada do filme “Blindness“, o mais novo Meirelles. Depois de Cannes, a história do livro de José Saramago está prestes a ganhar as salas, e com uma enorme expectativa ao redor.

José Padilha é o próximo da lista, com seu “Tropa de Elite” sendo exibido fora do país e ganhando o Festival de Berlim. Mas não apenas os diretores ganharam esse reconhecimento, como bem sabemos também com Alice Braga e Rodrigo Santoro. Pode ser recente dizer que a carreira dos dois vai ganhar proporções astronômicas, mas se for pela torcida brasileira é isso o que vai acontecer. E será que o mundo está preparado para filmar a sério no Brasil depois de “O Incrível Hulk“? O que falta para o nosso país reconhecer que tem potencial para fazer um grande trabalho lá fora? Nada contra enlatados internacionais (muito, muito pelo contrário), mas o Brasil pode ir mais além dos filmes de Xuxa, Renato Aragão filmes globais. Falta investimento? Disposição? Organização política? Vai saber. Mas que pelo menos os espectadores saibam apreciar o que seus compatriotas produzem de bom. O mundo já está fazendo isso.

Bigodes em Cena

Publicado em: 08-07-2008 @ 12:08 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Bruno Mendonça

Já vi muita lista, enquete e até premiação para eleger os melhores “alguma coisa” do cinema. Melhor diretor, ator, beijo, vilão. Tudo mesmo. Mas passeando pela net, deparei-me com uma lista nova e um tema extremamente bizarro: os melhores bigodes do cinema. E olha não foi uma revista portuguesa que fez a seleção, mas sim a britânica Empire.

A lista dos bigodudos conta com Daniel Day Lewis duas vezes, Orlando Blom e John Travolta. E tem até mulher, Salma Hayek com seu papel de Frida Kahlo (que devia também levar o troféu monoselha). Veja abaixo os maiores bigodes do cinema:

1. Daniel Day Lewis, como Daniel Plainview em “Sangue negro
2. Orlando Bloom, como Will Turner em “Piratas do Caribe
3. John Travolta, como General Quintard em “Além da Linha Vermelha
4. Mr. Potato, em “Toy Story
5. Salma Hayek, como Frida Kahlo em “Frida
6. Billy Dee Williams, como Lando Calrissian em “Star Wars - O Império Contra-Ataca
7. Clark Gable, como Rhett Butler em “E o Vento Levou
8. Daniel Day Lewis, como Bill The Butcher em “Gangues de Nova York
9. Al Leong, como Uli em “Duro de Matar
10. Harry Shearer, como Derek Smalls em “Spinal Tap“, e Sam Elliott, como “O Estranho” em “O Grande Lebowsky

Qual é a Música?

Publicado em: 07-07-2008 @ 2:36 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Marcos Nascimento

Você está numa boa, assistindo televisão, uma matéria em um programa e, de repente, toca uma música ao fundo que, você não sabe de onde, mas já ouviu em algum lugar. Aí fica remoendo, remexendo a sua cabeça para tentar lembrar onde você já ouviu aquele fundo musical e aí…dá um estalo na sua cabeça: “Ah, é daquele filme!“. Pois é, isso já aconteceu com você. Quantas vezes trilhas de filmes foram usadas para ilustrar matérias de programas jornalísticos aos moldes do Globo Repórter ou similares? E não só deles, programas de tv em geral costumam usar as trilhas instrumentais dos filmes.

Desde o começo da televisão no Brasil já se usavam trilhas conhecidas como temas dos programas. O programa TV de Vanguarda, exibido pela extinta TV Tupi em 1952, tinha como tema de abertura a famosa seqüência de “…E o Vento Levou“, composta por Max Steiner. Os chamados “teletemas” são aquelas músicas que identificam que o programa vai começar e fica como sua marca registrada. Outros temas famosos tirados de filmes são o do Globo Repórter, tirado do filme “Vanishing Point - Corrida Contra o Destino” (1971), e o famigerado tema do Jornal Nacional, do filme “The Happening - Acontece Cada Coisa” (1967). Estrategicamente retirados de filmes pouco conhecidos.

Mas não só como tema principal as músicas são usadas. Para ilustrar uma determinada reportagem ou um quadro especial também. Ultimamente estão na moda as trilhas dos filmes “O Diabo Veste Prada” e “Pequena Miss Sunshine“. Mas já deu pra perceber por aí os temas de “Harry Potter” e até “High School Musical” eu já ouvi! “Titanic“, “Gladiador“, “300“, “O Senhor dos Anéis“. Trilhas bem feitas por grandes compositores do cinema, como Danny Elfman, John Williams e Enio Morricone que primam por sua originalidade. Aplicadas ao momento certo, como numa cena dramática ou num ponto descontraído, as trilhas do cinema podem ir além na televisão.

Mas a campeã, na minha opinião, é a trilha do filme “Kill Bill Vol. 1“. Ela não é completamente feita para o filme, mas as faixas combinam perfeitamente com ele, mais do que em qualquer outro momento que foram usadas. Pois bem, lembra do tema das Sandálias da Humildade do Pânico na TV? O famoso assobio da morte. Ainda na Rede TV!, o Superpop é outro que utiliza bastante as músicas de “Kill Bill“. E mudando de canal, no quadro de aventuras no parque de diversões no Hoje em Dia da Record, você encontra “The 5,6,7,8’s Who-Hoo“, também de “Kill Bill”.

Áudio e Vídeo vão sempre andar juntos. Nem no cinema mudo deixava de existir a trilha sonora, tocada na hora. Na televisão não seria diferente, e bom para nós, porque há mesmo trilhas lindas, de mexer com o sentimento das pessoas, como as do mestre Enio Morricone. E você sempre pode ser surpreendido com uma música que sempre esteve lá, mas você não fazia idéia de onde conhecia. Como quando eu descobri que o tema da Dona Florinda e do Professor Girafales, quando seus olhos se encontravam na vila, também era de “…E o Vento Levou“. É, cinema está mais presente nas nossas vidas do que imaginamos.

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