“Pequena Miss Sunshine” é uma obra independente que fez muito sucesso. Um filme singelo, feito com carinho, sem apego. Mas foi só fazer história (entre prêmios e críticas), que pronto, acabou a inocência. Abigail Breslin em “Pequena Miss”, era (despretensiosamente) a alma do filme. E aqui em TRÊS VEZES AMOR (Definitely, Maybe, 2008), ela é a propaganda com apego, para não dizer: uma boneca (na vitrine), longe de ser Miss.
Assistimos Ryan Reynolds conversando com sua filha (Abigail) sobre suas namoradas. Melhor (pior!), sobre as 3 paixões (Elizabeth Banks, Rachel Weisz e Isla Fisher) de sua vida, que tiveram o mesmo resultado: não deram certo. A filha, óbvio, querendo ajudar o seu triste e azarado pai, acaba sendo sua terapeuta, sem psicanálise, e sim Gestalt. Pronto. Cenas de amor, juras, jóias, etc.
O diretor Adam Brooks escreveu “O Diário de Bridget Jones 2” e também “Da Magia a Sedução”. Duas obras esquecidas(?) ao atento(?) público desse tipo de filme. Sim, um tipo, pois gênero romance acabou. Hoje é assim, fala-se de amor, como em depoimentos no Orkut de garotos até 14 anos. Te amo. Te amo. Te amo. Jura?
Abigail que se cuide, daqui a pouco ela que fica sem ninguém. De tanto servir como terapeuta-mirím-cupido, “definitivamente… talvez” ela acabe escutando Oasis em qualquer esquina de Londres, ao lado de seu agente, lembrando, como foi lindo seu começo.
AVALIAÇÃO DO TRAILER: 7/10
ESTRÉIA NOS EUA: 14 de Fevereiro de 2008
ESTRÉIA NO BRASIL: 25 de Abril de 2008
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