Tem muita gente que não quer gastar seu rico dinheiro assistindo a documentário no cinema. Acham que isso tem de graça na TV. O engraçado é que, nem de graça, em casa na TV, assistem.
Pecadores, agora vocês tem Michael Moore e Morgan Spurlock como belas e sinceras desculpas para se confessar com seu padre predileto. E se vocês forem igreja nos próximos dias, antes assistam ao trailer do novo documentário de Morgan: WHERE IN THE WORLD IS OSAMA BIN LADEN?.
Em “A Dieta do Palhaço“, Morgan percorria os Estados Unidos para mostrar as conseqüências de uma dieta base de McDonald’s. Em WHERE IN THE WORLD IS OSAMA BIN LADEN?, o diretor-protagonista sai dos EUA para documentar com humor uma busca ao homem mais procurado do mundo. O trailer já começa parodiando “A Lenda do Tesouro Perdido”, culminando no rosto de Osama, como sendo o maior dos tesouros. Então assistimos cenas hilárias como Morgan chamando por Osama como se estivesse diante ao portão da casa de sua tia ou recebendo treinamento anti-granadas.
Vale a pena pagar para assistir documentários no cinema? Qual pena que se paga assistindo documentários no cinema? Esse já é um bom tema.
AVALIAÇÃO DO TRAILER: 9/10 ESTRÉIA NOS EUA: 21 de Janeiro de 2008
Felicidade, prazer, perdão e amor. Estes 4 cantos emocionais são a base do filme THE AIR I BREATH. Estes mesmos cantos são partes de um provérbio chinês que diz que o que pode quebrar com nossa vida, é tirar qualquer um deles do lugar.
Somos todos estranhos. Vivemos todos no medo. Algumas vezes, as coisas que não podemos mudar, acabam mudando a gente. Essas três frases anteriores fazem parte do principal fio condutor do AR QUE RESPIRAMOS (título traduzido por mim, literalmente). O ar que respiramos no trailer? Um homem de negócios (Forest Whitaker), um gângster (Brendan Fraser), uma por star (Sarah Michelle Gellar), um chefão do crime (Andy Garcia), um doutor (Kevin Bacon), seu amor (Julie Delpy) e Emile Hirsch.
- De onde vem essa mudança e como a reconhecemos quando acontece?
Whitaker diz isso ao fim do trailer. Nós ouvimos?
Todos esses personagens vão passar por situações de mudança. Todos nós passamos por estas situações. Reconhecemos quando elas acontecem? Quase sempre entramos em outras situações, não entendo o processo do “confio”, do “consigo”. Do “eu sinto”. Cada um é dono da sua própria vida. O caminho que escolhemos, podemos mudar? Eles nos mudam. Nós conseguimos notar?
Hoje eu vejo coisas em uma nova luz.
AVALIAÇÃO DO TRAILER: 8/10 ESTRÉIA NOS EUA: 25 de Janeiro de 2008
AVISO: Esse teaser é desculpa para o texto que aqui escrevo. É desculpa para falar de J.J. Abrams e David Lindelof. Então vamos lá: J.J. é o monstro de “Cloverfield”. É o monstro da ilha de Lost. David Lindelof é seu comparsa. Juntos, esses dois aí acabam de construir uma nova ENTERPRISE!! É por isso que como bem diz no teaser: - ESPAÇO, A FRONTEIRA FINAL!
Final? Creio que J.J. e David vão além, para onde nenhum homem (leia-se produtor) foi. E isso não acontecerá somente em dezembro quando estréia o novo (literalmente) JORNADA NAS ESTRELAS (Star Trek XI, 2009). Antes disso, tem “Cloverfield” pelo mundo. Tem Lost inaugurando sua quarta temporada pelas televisões e computadores do planeta terra. Então, o ano será destes dois? Possivelmente.
Mas também será o ano de John Cho, Ben Cross, Bruce Greenwood, Simon Pegg, Chris Pine, Zachary QUinto, Winona Ryder, Zoë Saldana, Karl Urban, Anton Yelchin, Eric Bana e Leonard Nimoy. Estes todos citados acima, são os tripulantes deste JORNADA NAS ESTRELAS produzido especialmente para novos olhares. Novos paladares. Mas pelo que conhecemos de J.J. e David, o prato servido é sempre refeição sem reclamação.
AVALIAÇÃO DO TRAILER: 10/10 ESTRÉIA NOS EUA: 8 de Maio de 2009 SAIBA MAIS SOBRE O FILME: Clique aqui
Assistir a um grande filme de um grande super-herói no cinema é indescritível. Agora, na minha opinião, sentar na sala escura e passar duas horas diante de cenas que acontecem no dia-a-dia, mas que evitamos saber, ou melhor, que fingimos não existir, é uma dádiva. Isso acontece com poucos filmes que tem nas salas uma chance de exibição.
DOWNLOADING NANCY, que tem sua estréia no festival de Sundance, é um destes filmes. Talvez ainda é cedo para dizer se ele vai ter sua história nos cinemas do Brasil. Mas é agora mesmo que devo dizer: é um filme necessário. Sem super-heróis, mas com gente real. Atores que mesmo atuando, falam tudo o que acontece, no seu bairro, na parede ao lado da sua. Que acontece comigo e contigo.
Temos no trailer Maria Bello (“Show Bar”), que deixa seu marido para conhecer Jason Patrick (“Velocidade Máxima 2”). Ao que parece, esse encontro foi arranjado via Internet. Mas isso não importa, pois o “Downloading” no nome, não refere-se a chats ou e-mails, mas ao arquivo chamado Nancy (e isso significa pessoas). Ela se encontra com Jason e pede: “Você pode me beijar delicadamente?”
Logo temos Maria na cama com Jason, recebendo um tratamento nada delicado. Usam de ferramentas no sexo, como ratoeiras e cacos de vidro. Uma agressão que ela mesma procura e induz. Que ela pede. Assistimos também ela tentando cortar seus próprios pulsos. Seguimos os olhos em Rufus Sewell (“Cidade das Sombras”), que é o marido de Maria. Ele está desesperado atrás dela. Maria não só foi a um encontro, ela o deixou. E por quê?
Acompanhamos um diálogo de Maria com (ao que parece) Amy Brenneman (“88 Minutos”), sua terapeuta:
- Você entende que relacionamento, não significa machucar aquele a quem você ama, não é mesmo?
Amy fala de um “machucar físico”. Maria está usando do seu corpo para se machucar, talvez com o objetivo de entender a dor do amor na pele. Então que Jason bate na porta de Rufus. E se apresenta para levar porrada. Mas não soco ou pontapé. Ele quer ser torturado, assim como faz com Maria. No trailer ele diz a Rufus:
- Você deve estar pensando em como poderia ter feito diferente, não é mesmo? Essa mulher está querendo se machucar tão profundamente por sua causa!
Rufus, o marido, não admite ouvir essas palavras. Jason já está com sua boca sangrando e amarrado. Ao que parece, seu objetivo foi atendido. Está na mira para ser torturado. E agradece por isso. Rufus não acredita quando ouve tal agradecimento.
E é isso. O trailer acaba, entendendo eu, assim:
O amor é manifestado de muitas formas. Com socos e chutes. Masoquismo seria o querer se relacionar? Pode ser. Desde que passamos de colo para colo quando pequeno, procuramos outros, quando agora, adultos somos. E nosso choro não basta pra receber um peito em contato ao nosso. Tentamos de tudo. Conversas já não adiantam mais. A velocidade que chegam as informações hoje, nos faz sentir como arquivos, prontos para serem baixados. E baixamos. Vamos de encontro a humilhação, para entender nossos sentimentos. Aliás, para sentir, sem querer entender.
DOWNLOADING NANCY é um filme. Mas é real. Nossa vida é todo dia filme. Não filmamos a nada que não casamentos e festas de aniversário. Mas se filmada, nossas vidas, todo dia assistidas, teriam outro sentido. Seria uma forma de tortura? Talvez sim. Talvez não. Mas é certo que não nos assistimos. E é essa a maravilha do cinema, de podermos nos identificar, com um retrato real, mesmo que subentendido como ficção.
Nossa vida é cinema. E por mais que desejamos passear no parque, é no movimento do corpo, seja ele qual for, que sentimos a força que possuímos. E isso é sempre amor. De uma vez por todas temos que entender que não existe destruição. Tudo o que fazemos é para encontrarmos amor. Talvez seja difícil de compreender, assistindo cacos de vidro sendo usados como ponte para tal tarefa. Mas é isso. O sangue escorrido não designa morte. É sangue, o mesmo que trafega por volta do nosso coração.
AVALIAÇÃO DO TRAILER: 10/10 ESTRÉIA NOS EUA: 21 de Janeiro de 2008 (Sundance Film Festival)
Gus Van Sant é um Peter Pan realizado. Opa, um Peter Pan realizador. Retrata em todos os seus filmes o mundo adolescente. Este, que não cresce, mas que abruptamente se transforma…em quê?
Temos Gus e seus “Drugstore Cowboy”, “Um Sonho Sem Limites” e “Elefante”. 3 exemplos deste universo em transformação: homens em tamanho miniatura, crianças brincando de ser adultos em campos impossíveis, pois a compreensão destes, quem ainda tem muito mais sensibilidade do que razão, aos olhos dos outros, inexiste.
No trailer de PARANOID PARK acompanhamos o cotidiano de adolescentes que passam o dia andando de skate. Seus namoros, suas conversas, tudo. É como acontece com adultos? É igual, mas totalmente diferente. Um paradoxo entendido como paranóico. Eles não trabalham, e se trabalham, é para descolar o dinheiro da noite, da bebida e da droga. Suas relações amorosas não envolvem pensão, ainda que possam existir filhos. Tudo é diferente. E será transformado. Por isso o nome PARQUE PARANÓIA (tradução literal do título) encaixa tão bem com as imagens de PARANOID PARK.
Sinto um embrulho no estômago. Medo talvez. Esperança? É fato, não prestamos atenção nos adolescentes. A bolsa de valores tem os olhos do mundo, esses elefantes que moram em nossas casas sequer são notados. E fizemos uma cena, quando deixamos nossos queixos caídos ao assistirmos na manchete do dia: “Adolescentes matam 11 em escola”.
Se estivéssemos mais nos parques, claro que sem gravatas e maletas que evidenciassem o “adulto” de nossa representação social. Se em parques estivéssemos do mesmo jeito: calças largas, bonés descolados e muita sensibilidade no peito, entenderíamos tudo. Todas as notícias envolvendo crianças, aprenderíamos a não domesticar, mas sim a escutar esses em nossa sala, na porta ao lado do nosso quarto. Se fizéssemos isso, creio que acharíamos um absurdo acreditar que existe algo chamado: bolsa de valores. Como foi o dólar hoje…
Gus Van Sant é um Peter Pan realizado.
AVALIAÇÃO DO TRAILER: 10/10 ESTRÉIA NOS EUA: 7 de Março de 2008
A música sempre esteve presente na minha vida. Tenho um pai que é colecionador de discos. Tive um avô que era apaixonado por orquestras. E fora da família tive uma pessoa muito especial que era a própria música. Então, este O SOM DO CORAÇÃO não só merece destaque na coluna, como merece ter seu trailer em nossos ouvidos.
Escutamos Freddie Highmore falando que acredita na música como alguns acreditam em contos de fadas. Highmore ainda diz que essa fé na música veio de seus pais, de quando eles se apaixonaram. Ou seja, O SOM DO CORAÇÃO (August Rush, 2007). Keri Russell e Jonathan Rhys Meyers são músicos que viveram uma melodia única. Viveram um romance tão lindo, que de resultado, geraram um filho. Porém (não explica o motivo no trailer) eles se separam. Keri resolve doar o bebê para adoção. Momentos de uma mãe desesperada querendo o seu filho de volta. Cenas de Highmore acreditando que seus pais dentro dos seus corações e mentes, nunca o deixaram.
Robin Williams aparece transparecendo sensatez e sabedoria. Torna-se o amigão de Highmore, que usa da música para chegar aos pais, já que estes não estão conseguindo o achar. Fim do trailer que quase mostra o filme inteiro.
Quem está por de trás das câmeras em O SOM DO CORAÇÃO é a irlandesa Kirsten Sheridan, filha do mestre Jim Sheridan, também diretor, que tem em sua filmografia filmes como “Meu Pé Esquerdo” e “Em Nome do Pai”, ambos protagonizados por Daniel Day-Lewis. Isso é um bom sinal? Creio que sim, e ainda mais sabendo que Kirsten escreveu “In América”, filme delicado dirigido pelo seu pai, Jim.
Se escutarmos que Keri Russell consegue nestes trechos apresentados ser algo que não lembra Felicity e Terrence Howard faz um coadjuvante carismático, O SOM DO CORAÇÃO tem tudo parar ser uma sessão-melodia daquelas que saímos chorando-cantando da sala escura. Pura e delicada catarse.
AVALIAÇÃO DO TRAILER: 8/10 ESTRÉIA NOS EUA: 21 de Novembro de 2007 ESTRÉIA NO BRASIL: 18 de Janeiro de 2008 SAIBA MAIS SOBRE O FILME: Clique Aqui!
Uso desta coluna para desabafar: minha ex não me quer de volta! E nada melhor que um trailer que leva o mesmo assunto não tão a sério quanto estou levando. Chorando pelos cantos e caminhando como uma barata tonta.
Os envolvidos em “Escorregando para Glória”, “Ligeiramente Grávidos”, “O Virgem de 40 Anos” e “As Loucuras de Dick e Jane” deram este presente pra mim. O trailer de RESSACA DE AMOR (Forgetting Sarah Marshall, 2008) me fez rir hoje e isso tem que ser levado muito em conta. Melhor: a favor (ao meu favor).
Começamos vendo Jason Segel (o amigo escrachado de Seth Rogen em “Ligeiramente Grávidos”) levando um pé da namorada. Logo, ele chora assistindo tv e vendo sua ex com um músico estrangeiro e famoso do momento. Então ao falar com um amigo, Jason resolve deixar-se levar e viaja para o Hawaii a fim de relaxar a cabeça. Porém lá encontra com sua ex e o tal músico. Vemos Jonah Hill e Paul Rudd (coadjuvantes em “Ligeiramente”), o que alegra mais ainda o já divertido trailer. E claro, não podemos deixar de mencionar a personagem Sarah Marshall, vivida por Kristen Bell, a estrela de seriados como “Heroes”, “Veronica Mars” e “Gossip Girl”.
É preciso aqui deixar claro que a comédia tem novos donos. Se um dia Jerry Lewis, Eddie Murphy, Chevy Chase, John Candy, Steve Martin e Jim Carrey eram os reis, agora a hora é de novas caras e precisamos aprender os nomes: Seth Rogen, Jonah Hill, Judd Apatow, Jason Segel, Adam McKay, Jon Heder, Will Farrell, Sacha Baron Cohen, Steve Carell, John C. Reilly e Paul Rudd.
Todos estes, diretores, autores e atores fazem parte dessa nova era das comédias que assistimos e que por muito tempo ainda vamos degustar. E quanto a RESSACA DE AMOR, poxa… falei aqui, estou sem o amor da minha vida. Assistir cenas que venho vivendo como falar com amigos, escutar conselhos, temer ver quem amamos com outro cara, pensar em seguir, em “esquecer”, viajar, sumir do mapa! Todas essas situações têm sido meus receios e minha ansiedade. Por eu ter (súbito e) despretensiosamente, dado gargalhadas com isso tudo é que percebo cada vez mais o que significa o cinema na vida de um cidadão.
AVALIAÇÃO DO TRAILER: 10/10 (pelo momento presente) ESTRÉIA NOS EUA: 30 de Maio de 2008 ESTRÉIA NO BRASIL: 19 de Setembro de 2008 SAIBA MAIS SOBRE O FILME: Clique Aqui
Quando um ator é chamado para fazer uma cine-biografia é quase certo: ele vai estar em muitas listas de indicados a importantes prêmios do cinema. Mas e quando um ator tem de encarnar um personagem que nunca teve voz? Melhor, e se esse ator tem de interpretar um personagem que foi criado para ser um desenho?
Batman entrou nas nossas vidas como um quadrinho. Normal que a indústria tanto televisiva quanto cinematográfica, tivesse intenções de adaptar para as respectivas mídias. E o fizeram. Porém foi com “Batman Begins” que começamos a observar que o homem-morcego pode ser sim de carne e osso. Christian Bale deu vida e seu sangue ao morcegão e agora, nesse trailer, Heath Ledger fez o mesmo com Coringa.
O trailer começa com o desabafo em off do Coringa dizendo que não existe como mudar as coisas, o morcegão é assim como ele, uma aberração. Aparece o comissário Gordon (Gary Oldman) observando dos pés a cabeça o Coringa. Simplesmente assustador. Vemos Morgan Freeman, Michael Caine, Maggie Gyllenhaal… e por fim, o que deve ser a grande luta final, entre Batman e Coringa no meio da rua. Não conseguimos é enxergar qualquer cena do Duas-Caras (Aaron Eckhart) mas nem notamos, tamanho é o arrepio que levamos quando entra forte a trilha de Hans Zimmer. Isso finaliza com chave de ouro os dois minutos e 6 segundos do trailer.
É fato. Todo mundo teve muito medo quando foi anunciado que Heath Ledger faria Coringa. Imagina? O cara tinha feito um papel homossexual (ativo, ok), como então conseguiria fazer algo contrário? Digo, algo tão assustador? Digo, algo verdadeiramente arrepiante? Mordi minha língua e não senti falta de Jack Nicholson ou de qualquer outro que tenha interpretado Coringa nesses anos todos.
Heath Ledger tem o tom na voz, tem a expressão, tem o medo e o entendimento do personagem que nunca antes conhecemos, e agora teremos a chance real. Deveriam era criar uma categoria para melhor quadrinho-biografia. Seria BATMAN - THE DARK KNIGHT na cabeça. Ufa, deixa eu respirar.
Então, com tamanha emoção, como vamos agüentar esperar?
AVALIAÇÃO DO TRAILER:10/10 ESTRÉIA NOS EUA E NO BRASIL: 18 de Julho de 2008 SAIBA MAIS SOBRE O FILME: Clique aqui!
2008 será algo de maravilhoso nas salas de cinema. Digo nas salas de cinema, pois quem não assistir “Indiana Jones 4” ou “Batman - The Dark Night” nas telonas é um bundão. Mas arrisco aqui dizer que CLOVERFIELD (Cloverfield | 1-18-08, 2008) será a maior experiência do cinema ano que vem, ao menos até chegada de maio do mesmo ano.
Vamos ao mais que esperado trailer? Tela preta informa que vamos assistir ao caso do “Cloverfield” ocorrido no U.S. 447, área conhecida como Central Park. Cenas do teaser são mostradas. A festa de despedida de Rob, que acaba por se transformar na noite dos horrores em Nova Iorque. Muito barulho, pouca luz. Algo como “A Bruxa de Blair” com monstros e não lendas (ou será “Cloverfield” uma lenda?). Então que a frase de efeito surge:
- Você esta filmando?
- Sim, as pessoas vão querer saber como nós fomos dizimados!
A estátua da liberdade aparece, sem cabeça e um helicóptero tenta levantar… pronto, temos o título: CLOVERFIELD. J.J. Abrams sabe das coisas, pra não dizer de tudo, e assim deixar claro que sou fã do cara, que aqui banca tudo, como o produtor da história. História essa que teria sentido com “Lost“, a série? O que faz um barulho desses tão parecido com o show exibido na ABC?? O monstro que ataca a grande maçã, não seria o mesmo de “Lost“?
Dúvidas e mais dúvidas. CLOVERFIELD teve seu teaser na rede em julho do ano passado e gerou muita ansiedade em torno des fãs do gênero e de J.J. Abrams. Sites misteriosos, blogs duvidosos, cartazes falsos, tudo foi colocado na Internet como sendo ou uma pista ou tentando deixar todos nós com mais dúvidas sobre o projeto que até dia 16 de novembro de 2007 (sexta-passada) não tinha sequer nome definido.
Matt Reeves dirige o espetáculo, filmado com câmeras digitais (dando assim a impressão real do ataque) e estrelado por atores quase todos amadores. Vale lembrar que Matt dirigiu vários episódios de Felicity, série criada por ele e Abrams. Outra nota que merece muita atenção: o roteiro de CLOVERFIELD é escrito por Drew Goddard, co-produtor de inúmeros episódios de Lost. Então, vamos ver Jack, Locke, Kate, Sawyer, Hurley, Charlie, Rose, Desmond, Bernard, na capital atacada pelo monstro?
A resposta só dia 1 de fevereiro de 2008 aqui no Brasil. E até lá, nos resta estas dúvidas e a possibilidade de assistir 1 bilhão de vezes este vídeo espetacular.
AVALIAÇÃO DO TRAILER: 10/10 ESTRÉIA NOS EUA: 18 de Janeiro de 2008 ESTRÉIA NO BRASIL: 01 de Fevereiro de 2008 SAIBA TUDO SOBRE O FILME: Clique aqui!
Estes dias eu assisti mais uma vez “Teoria da Conspiração“. O filme é de 1997 e em certa cena, Mel Gibson leva Julia Roberts de carro para um lugar que ele lembra vagamente. Julia esta com medo, e por isso liga do seu celular para seu gabinete. O celular que ela usa, era ponta de linha em 97, e tinha somente um visor verde, dígitos em preto, tela de 2×4 ou algo assim.
Hoje estamos na era do IPHONE. Celular de 3,5 polegadas de tela tátil. Acessamos internet, assistimos vídeos , ouvimos músicas (podcasts). Dez anos se passaram desde a cena citada ai acima. Hoje o cel passou de um acessório de emergência e virou protagonista de todo um longa-metragem. Quem assistiu a “Celular”? Uma tentativa de ser um “Velocidade Máxima” a bordo de um celular com bateria invejável e freqüência impecável.
Em UMA CHAMADA PERDIDA (One Missed Call, 2008) é o celular que abre, ao menos o trailer. Shannyn Sossamon (“Coração de Cavaleiro”) indiscutivelmente sexy, e sua amiga Azura Skye (“CSI: Miami”) escutam o celular tocar…
- Este não é o toque do meu celular!
Diz Azura. Shannyn abre e descobre que na verdade se trata de uma mensagem de voz. Ela escuta:
- Amiga! a gravação é sua própria voz…MORRENDO!
Pronto. Começa o trailer de fato. Sabemos que quem escuta tal mensagem acaba morrendo em seguida como em “O Chamado” e a tal VHS sinistra. “O Chamado”, assim como este UMA CHAMADA PERDIDA são refilmagens de produções japonesas. E percebemos isso no trailer, a tentativa de planos orientais, mas que funcionam mesmo pra quem tem olho puxado e por isso entende de horizontais (planos executáveis orientais). Segue imagens de um Edward Burns (o cara já ganhou Sundance como diretor!) canastrão, acreditando nas absurdas mensagens. Amigos morrendo, e a mocinha e sexy Shannyn passando maus bocados.
Para mim, terror + telefone é “Pânico” (1997) e deu. UMA CHAMADA PERDIDA é mais uma produção que abusa do gosto público de sentir medo na sala escura. Pega-se um sucesso falado em uma língua, coloca-se um diretor que fale outra, e acaba sendo isso: filme sem alma.
AVALIAÇÃO DO TRAILER: 6/10 ESTRÉIA NOS EUA: 4 de Janeiro de 2008 ESTRÉIA NO BRASIL: 18 de Abril de 2008 SAIBA MAIS SOBRE O FILME: Clique Aqui
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