Rapadura Blog - O Blog do Portal Cinema com Rapadura

Cinema é cultura? Que nada! Cinema não passa de Diversão!

Publicado em: 24-04-2008 @ 3:36 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Emanuele Silveira

Pelo andar da carruagem, os estudantes podem começar a dar adeus ao privilégio de ter meia-entrada garantida nos cinemas. “A meia-entrada é uma agressão”, foi a opinião de Luiz Gonzaga De Luca, vice-presidente da Federação Nacional das Empresas Exibidoras Cinematográficas (Feenec), que fez questão de defender sua posição em entrevista cedida a G1: “Somos comerciantes como quaisquer outros”. Como se não bastasse o tom de incentivo ao consumo, De Luca ainda fez questão de ressaltar que “Cinema hoje é lazer, não cultura”, já que as maiores bilheterias estão relacionadas à filmes como “Homem-Aranha”.

As palavras do vice-presidente foram uma defesa a campanha lançada pela Feenec de reduzir a somente 30% a venda de meia-entrada utilizada por estudantes, que também é defendida no Estatuto do Cinéfilo, proposta criada pelo deputado de Minas Gerais do PV, Délio Malheiros. A idéia de Malheiros era exercer um maior controle sobre alguns conselhos e regrinhas existentes para as salas de cinema, como desligar o celular durante a exibição de filmes e sobre a atualmente discutida meia-entrada para os estudantes. O estatuto traz umas idéias um tanto rígidas, mas outras que muitas pessoas gostariam de ver em prática.

Para De Luca, algumas propostas estabelecidas no estatuto são completamente inviáveis, como a retirada obrigatória das pessoas que usarem o celular dentro da sala de cinema, durante a exibição do filme. O deputado sugeriu que os aparelhos fossem confiscados caso o dono não quisesse desligar antes da entrada na sala. É claro que existem pessoas que não se importam com os outros e adoram deixar o celular tocando em plena exibição, mas a medida já é bastante extrema. O vice-presidente afirmou que os funcionários não têm “poder de polícia” e que não poderiam retirar as pessoas da sala por causa do uso do celular.

De Luca também defendeu o tempo de exibição de propagandas no cinema, antes dos filmes, outro assunto abordado no estatuto, que tem a pretensão de limitar o tempo referente à publicidade durante as exibições: 5 minutos para propagandas comuns e 10 minutos para trailers. Nesse caso, a proposta é bastante atraente, se for pensado do ponto de vista que se vai ao cinema para ver o filme. Os trailers realmente têm tudo a ver com o momento, mas tempo para propaganda já existe em larga escala na televisão. O vice-presidente, entretanto, declarou que o tempo de projeções comerciais já é limitado à 5 minutos e que violações devem ser denunciadas ao Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária (Conar).

Seria uma boa poder ir ao cinema e não ter que ver aquelas propagandas que ninguém agüenta mais ver na televisão ou ouvir no rádio, mas seria bastante constrangedor ter que ser retirado da sala por não querer desligar seu celular. Porém, para os estudantes, parece que não há jeito, já que nem a proposta que pretende estabelecer direitos dos freqüentadores de cinema está do lado da meia-entrada.

A dois, por dois e em dois

Publicado em: 21-04-2008 @ 10:41 pm 
Postado em: Suspirolândia
Escrito por: Maíra Suspiro

Depois de mudar de assunto inúmeras vezes, finalmente decidi qual seria o motivo das linhas desta semana. Por puro acaso – e agradável sorte, o domingo teve um final surpreendente, com uma ida ao cinema. E durante 96 minutos, passei dois dias em Paris, vendo a loucura - ora cômica, ora trágica - que são os relacionamentos.

(Para ler ouvindo “Waltz For You”, com a Julie Delpy)

Ah, mais um filme de relacionamento!”. Esse pode ser o pensamento de alguns. E de fato, não é uma mentira. Mas “2 Dias em Paris” é cheio de leveza, sutileza e humor, combinação ótima para se curtir em um final de feriado, sem muitas pretensões, mas ainda sim, querendo algo mais após o fim da sessão.

Indo completamente para o oposto do esperado dos filmes que tratam de relacionamentos de forma mais profunda e reflexiva, “2 Dias” conseguiu ser leve. Deliciosamente leve. E me fez rir enquanto encarava os detalhes loucos de uma relação a dois.

Os diálogos do filme são sensacionais. De rir da cena e rir de como é verdade. E quando temos um roteiro digno, o filme ganha muito mais força. “Isso quer dizer que se eu não fosse sua namorada, eu não seria boa o suficiente para ser sua amiga?“. Sim, é a retrucada que Marion, a namorada, fala para o namorado Adam quando ele afirma que não tem relacionamento algum com suas ex-namoradas. Bizarro. E sensacional como ela falou isso de forma objetiva e rápida. Eu tentaria falar a mesma coisa. Quem já teve relacionamento sério deve saber: quantas vezes a criatura do passado não foi pivô de briga? Para alguns (como eu), é estranho cortar relações com um (ex) namorado, uma pessoa com quem você viveu tanto e compartilhou momentos bons e ruins, simplesmente porque não estão mais juntos. (Claro, a não ser que ele/a tenha aprontado bonito para o seu lado ou realmente seja uma pessoa insuportável…)

Mas, sim, os diálogos. Cheio de frases cheias de sarcasmo e ironia. Adoro! “Você poderia me trazer uma tigela cheia de vidro moído?”, é o que Adam pede ao garçom durante uma conversa incômoda com a namorada. “Ah, você é o novo namorado?”. Ai, os comentários inocentemente inconvenientes que os conhecidos fazem ao novo namorado… Eu mesma sofri com eles após o filme. Essas mil situações corriqueiras que acontecem no meio de um relacionamento. Altos e baixos. “E muitos entremeios”, como a própria Marion fala. Todos que provocam uma identificação instantânea. Algo bem “a vida como ela é”. Com todos os defeitos que fazem a nossa graça.

Acho difícil comentar o filme. Ele me pareceu tão simples que me complico ao tentar falar o óbvio. Quem sabe devo assistir novamente… Certamente irei. Os personagens são adoráveis. E quando vejo o caos deles, é como se enxergasse o nosso. Até as relações “pisando em ovos” com os sogros é retratada no filme. E para quem viu ou for ver a produção: o sogro é absurdamente hilário.

Os sogros, o ciúme, os ex-relacionamentos, as diferenças. O pacote completo. E o que mais me fez gostar do filme é o final, espetacular: condensado e claro, resumindo a essência do filme. A gente reclama da dor de cotovelo, reclama dos problemas a dois. Reclama. E sofre. Mas sempre procura um novo grande amor. E isso é bom. Achar o possível novo grande amor é revigorante. E sofrer por amor, bem, é clássico. Mas, amadurecer no amor… Acho que essa é a melhor parte. Quando se aprende – e consegue – não desistir do relacionamento por causa dos defeitos, e aí, aprendemos a relevar. Quando criamos coragem para encarar o passado desagradável, ao invés de fazer vista grossa. Quando aprendemos a ajudar a relação e não pular fora no primeiro problema. É ser sincero e contar apenas com a verdade entre os dois. Sei lá. É tão simples e tão difícil de falar. Ao invés de me enrolar em uma coluna, seria mais efetivo simplesmente colar o link para a cena final do filme, dizendo: eu assino embaixo.

Mas, para não tirar a graça do filme, termino com uma frase final de Marion, belamente interpretada por Julie Delpy: “Existe um momento na sua vida quando você não consegue mais se recuperar de um rompimento. E mesmo que essa pessoa encha seu saco 60% do tempo, você não consegue viver sem ela. E mesmo que ela acorde espirrando no seu rosto, bem, você ama os espirros dela, mais do que os beijos de qualquer outra pessoa.”

RapaduraCast 73 - Comédia Pastelão

Publicado em: 18-04-2008 @ 5:25 am 
Postado em: RapaduraCast
Escrito por: Rapadura Team

Cinema é sinônimo de diversão? Para muitos, com certeza. E para estas pessoas, a comédia pastelão é uma ótima fuga da realidade para embarcar nesse “divertido” mundo. Mas o que é comédia pastelão? Quando surgiu esse gênero? O que aconteceu com a nova geração das comédias? Na maioria das cenas os artistas escorregam, batem carros, levam pauladas e mulheres aparecem seminuas. Foi sempre assim?

Jurandir Filho (o Juras), Raphael Santos (o Ph), Maurício Saldanha (o Mau) e Thiago Siqueira (o Sicas) conversaram sobre os mais variados clássicos da popular gênero. Partindo de “Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu!“, “Corra Que a Polícia Vem Aí!” e “Top Gang“, passando por “Austin Powers“, e chegando a nova geração com “Todo Mundo em Pânico“, “Espartalhões” e “Deu a Louca em Hollywood“. Esta edição é especial para estréia de uma comédia “sem cérebro”: “Super-Herói: O Filme“.

Quem são os eternos magos das comédias pastelão: Leslie Nielsen[bb], os irmãos Wayans[bb], Charlie Sheen[bb] ou todas as alternativas anteriores? Escute esse podcast e comente. Quais seriam os seus magos da comédia sabor pastelão?

LINKS ÚTEIS
1) Entrevista com George Clooney
2) Novas história nos “Fui ao Cinema e…”
3) Ficha técnica de “Super-Herói: O Filme”

Duração: 64 min

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Entrevista com George Clooney

Publicado em: 17-04-2008 @ 2:44 pm 
Postado em: Repórter Hollywood
Escrito por: Jânio Nazareth


A partir dessa semana passaremos a publicar entrevistas feitas pelo nosso colega, Jânio Nazareth, que mora nos EUA e cobre Hollywood há alguns anos. A cada entrevista importante nós traremos aqui as novidades. Desta vez, ele bateu um papo com George Clooney, sobre o lançamento de O AMOR NÃO TEM REGRAS (Leatherheads, 2008). No Brasil, o filme chega dia 09 de Maio, pela Paramount Pictures. Saiba mais sobre o filme aqui.

A comédia é dirigida, produzida e protagonizada por Clooney. Passado durante a elegante década de vinte, a trama gira em torno de Dodge Connelly, interpretado por Clooney, um capitão de futebol americano que sonha em levar seu time ao posto de campeão. Quando perde seu sonhado patrocínio, o sonhador Connelly precisará contar com a ajuda do jovem Carter Rutherford (John Krasinski), um jogador que acaba de chegar da guerra. A situação do treinador complica-se ainda mais quando a curiosa jornalista Lexi (Renée Zellweger) se prontifica a desvendar tudo sobre Rutherford, por desconfiar de sua ficha. Em meio a tantas confusões e mal-entendidos, Lexi e Connelly ainda conseguirão tempo para desenvolver uma leve e desconfiada relação, já que os dois terminam apaixonando-se. Ele só não contava com o fato de que, além da competição de seu time, precisaria competir pelo coração da moça, já que Rutherford também está interessado na jornalista. Clooney encara aqui seu terceiro projeto como diretor, tendo dirigido o suspense biográfico “Confissões de Uma Mente Perigosa” e o drama histórico “Boa Noite e Boa Sorte”.

Clooney nos contou que planeja dirigir um drama político sobre um jovem idealista que trabalha numa campanha política. O roteiro é baseado na peça Farragut North do escritor Beau Willimon. Ele tem apenas 30 anos, escreve para teatro, filme e televisão em Nova Iorque. O escritor também já trabalhou nas campanhas políticas de vários democratas americanos, entre eles a senadora e candidata a presidência, Hillary Clinton.

Em 2001, com apenas 23 anos, ele foi o primeiro a escrever uma peça baseada nos atentados de 11 de setembro em Washington e Nova Iorque.

* As imagens de Leatherheads são uma cortesia da Universal Pictures.
* Na tv, o jornalista Jânio Nazareth cobre Hollywood para o programa Atualíssima da Band. Ele também produz o site Repórter Hollywood para a editoria de cinema do UOL.

Mulheres, Desesperadas

Publicado em: 14-04-2008 @ 2:29 pm 
Postado em: Suspirolândia
Escrito por: Maíra Suspiro

Semana passada, o RapaduraCast tratou de como o Cinema pode influenciar a vida. Pensando sobre o que escrever neste começo de semana, aproveitei uma idéia sobre essas influências, inclusive dada por uma criatura de azul aculá, e vi ligações entre os filmes e um seriado em particular. “Desperate Housewives” e as mulheres desesperadas do Cinema é o tema desta segunda-feira de Abril.

(Para ler ouvindo “Feeling Good“, Nina Simone)
Ando me envolvendo com as personagens do seriado “Desperate Housewives” de uma forma bastante agradável, seja pelas risadas, pelas identificações óbvias ou pelas semelhanças surpreendentes. Eis que eu queria muito falar sobre isso aqui explicitamente. (Sim, já que a coluna sobre o passado começou por uma reflexão provocada por uma personagem do seriado). Aí, ouvi a sugestão do menino de azul e pensei: de fato, existem várias mulheres desesperadas no Cinema.

Julianne Moore, em “As Horas”, é a minha favorita. O filme por si só é sensacional. E digamos que ele tem três mulheres desesperadas. Mas Laura Brown, sua personagem, é a típica dona de casa americana desesperada. E o desespero dessa ruiva me deixou no chão. Engraçado como eu passei a ver a vida de donas de casa de forma diferente depois do seriado, depois de prestar atenção nesses filmes. Sim, uma workaholic como eu se enrola para enxergar o valor de uma dona de casa ordinária, justamente pelo extremismo de realidades. Mas cuidar de uma casa é mais do que “pilotar” o fogão. Às vezes, é agüentar tudo o que a casa abriga. Mrs. Brown me sugeriu isso.

Depois, lembro da querida Diane Lane no filme “Infidelidade”. Ela interpreta uma esposa que se muda para o subúrbio e passa a ter um caso, provavelmente para desafogar a solidão e a rotina apática. Assim como Moore, ela é um poço de desespero. E o que as salva é o apego à família. Mas o interessante do desespero dessas duas donas de casas é que, antes de tudo, elas se mostram absurdamente humanas e sensíveis. Mas não ousaria dizer que essa sensibilidade seria uma fragilidade, porque é nessa sensibilidade que elas encaram a dor e o desespero e se tornam fortes para superar, seja por contar com elas mesmas, seja para estarem lá para apoiarem quem conta com elas.

Pensando, então, nesse lado desesperadamente sensível, lembro de uma dona de casa que me pareceu uma dona de casa por conformação, não por escolha ou vocação. Kate Winslet, em “Pecados Íntimos”. Assim como “As Horas”, esse filme está na minha lista de dramas favoritos. Ambas as personagens me pegaram de jeito. Sarah, personagem de Kate, entra de cabeça no tema dessa semana. Ela é puro e total desespero. Sensibilidade inconformada. Nota-se sua emoção desordenada desde o começo do filme e é isso que apaixona sobre ela. Mais do que as outras duas, aqui se vê a mulher com fontes maiores.

O mesmo acontece com Hermila, em “O Céu de Suely”, outro favorito. Impregnado da imagem feminina, o filme apresenta Hermila, condensa o que comentei sobre as outras três: o lado dona de casa, o lado feminino, o lado sensível e o lado da força. Com perdão da palavra, ela é escr*ta. Vai atrás do que quer, mesmo tendo um mundo de obstáculos contrariando, e dá orgulho de ser mulher.

Orgulho esse que podemos ter de forma mais singela e dinâmica com Penélope Cruz, em “Volver”. Outro filme favorito e impregnado de feminilidade. Penélope e Hermila partilham dessa sensibilidade velada mostrada no filme. Não dão o braço a torcer, mas nem por isso deixam de mostrar o desespero. É como se encarar ele com a cara limpa fosse o motivo de orgulho destemido. Chamaria de coragem. Coragem que muito par de bolas masculinas não tem.

São todas mulheres. Donas de um lar. Que enfrentam os problemas que quatro paredes podem ocultar. Tudo em um desespero muitas vezes silencioso. E é nesse silêncio que vemos a força de cada uma. Termino a coluna com orgulho de ter TPM todo mês e mesmo assim, rir da cara dos problemas desse mundo louco. No dia que a cólica estiver pior, buscarei inspiração em alguma dessas quatro mulheres desesperadas. Certamente lembrarei que o desespero é doloroso, mas ser mulher é superar isso – com orgulho e sem cair do salto. (E para quem ficou com a dúvida: sim, estou de TPM).

Cinema com Freqüência

Publicado em: 11-04-2008 @ 5:23 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Maurício Saldanha


Chega de barulho. O cinema hoje virou um jardim de infância. Mas o pior é que não tem nem professora junto na sala. É merenda para todo lado, conversa, brincadeiras, só faltando mesmo, lápis de cor e giz de cera, para os expectadores colorirem as salas. Multiplex então passa a ser, a verdadeira creche do papai. Mas isso não está servindo como comédia, mas sim como um verdadeiro drama. Quem hoje consegue dizer que sai do cinema, com o filme, a trilha, o som da obra, nos ouvidos? É quase impossível desse prazer, realmente acontecer.

Comentem, façam vídeos, ajudem. Precisamos de cada palavra, de cada alternativa, de cada idéia sobre o que é possível fazer ou não. Nossa intenção é coletar o maior número de depoimentos, seja quais forem (vídeos ou escritos), para mandar aos cinemas, afim de que a esperança, nesse caso, mesmo que sendo a última, não morra.

RapaduraCast 72 - Cinema Influencia ou Não?

Publicado em: 11-04-2008 @ 2:10 pm 
Postado em: RapaduraCast
Escrito por: Rapadura Team

Qual a influência do cinema em nossas vidas? Você já tomou alguma atitude semelhante à que viu em um filme? Quem nunca se identificou com algumas cenas mostradas nas telonas? Quem são os mais influenciáveis? Jovens? Homens? Mulheres? Todas essas perguntas foram discutidas pelos participantes do programa nesse bate-papo pra lá de exaltado.

Jurandir Filho (o Juras), Raphael Santos (o Ph), Maurício Saldanha (o Mau) e Maíra Suspiro (colunista do portal Cinema com Rapadura) deixam de lado a piadinhas e discutem fatos e relatos de uma sociedade bastante conturbada como a nossa. O cinema é capaz de fazer com que uma pessoa saia de sua casa portando armas e entre numa sala de um shopping metralhando o público? Será que a culpa é dos filmes?

Pesquisadores entrevistaram 3.000 adolescentes de 12 a 15 anos que nunca haviam experimentado o cigarro. Todos foram perguntados sobre quais eram os seus astros de cinema favoritos. Um terço mencionou atores e atrizes que fumaram em filmes de grande sucesso nas bilheterias. De acordo com o estudo, 80% das meninas que afirmaram adorar atrizes que aparecem fumando nos filmes, mostraram-se mais vulneráveis ao cigarro. O que isso quer dizer? Escute, reflita e comente!

Duração: 70 min

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Cegueira (2008)

Publicado em: 11-04-2008 @ 2:09 pm 
Postado em: Trailers
Escrito por: Maurício Saldanha


Fernando Meirelles será o primeiro brasileiro a ganhar o Oscar. Exagero? Pode ser exagero, pura (minha) emoção. Pois então que seja: Fernando Meirelles será o primeiro brasileiro a ganhar o Oscar. E isso importa?

Assistimos ao trailer acordando com Julianne Moore e Mark Ruffalo. Café sendo preparado, Peggy Lee cantando “it’s a good day”. Tudo lindo. Então que Ruffalo diz que não está conseguindo enxergar. Moore se apavora. Tela branca. Cegueira geral. Epidemia. Sandra Oh, Danny Glover e Gael García Bernal aparecem, antes que o branco todo tome a tela. Fim do teaser. Ou será trailer? Melhor que fique assim, sem mais nada de imagem, sobre CEGUEIRA (Blindness, 2008).

Levar ao cinema “Ensaio Sobre a Cegueira”, uma obra-prima da literatura, escrita por José Saramago, não foi trabalho fácil. Meirelles chamou o canadense Don Mckellar, diretor e roteirista do filme “A Última Noite” (quem não viu esse, vá atrás!) para adaptar o romance para a telona.Time de gente que vê as coisas de outra maneira. Produção global. O que falta para acreditar?

“Se puderes olhar, vê. Se podes ver, repara”.

Assistam novo ao trailer e percebam nas tomadas, na fotografia, na direção de Meirelles, nos atores. Eu sei, são menos de 2 minutos de imagens. Mas estou sim, emocionado. Por isso, ratifico:

- O Brasil vai ganhar seu primeiro Oscar!

E importa?

AVALIAÇÃO DO TRAILER: 10/10
ESTRÉIA NOS EUA: 12 de Setembro de 2008
ESTRÉIA NO BRASIL: 19 de Setembro de 2008
SAIBA MAIS SOBRE O FILME: Clique Aqui!

A Ilha da Imaginação (2008)

Publicado em: 07-04-2008 @ 6:23 pm 
Postado em: Trailers
Escrito por: Maurício Saldanha


ATUALIZADO: Trailer legendado. ;)

Quando o pessoal acessa tanto o Rapadura Blog, quanto o Cinema com Rapadura, todos, sem exceção, querem vibrar com uma notícia sobre o mundo do cinema. O que dizer de trailers então? O que anda fazendo meu ator predileto? E meu diretor de cabeceira? Vamos ver as cenas de seu novo filme…

Então, deixo agora a minha vontade exposta. Faz um tempo que tenho vontade de assistir uma aventura. Daquelas gostosas mesmo, com sabor de sessão da tarde, mas não aquelas que preenchiam a grade televisiva, e sim as que faziam a galera se juntar pra vibrar. Vocês estão me entendendo não é? “Goonies”, “A Jóia do Nilo”, “Tudo por Uma Esmeralda”, “Indiana Jones”…

A ILHA DA IMAGINAÇÃO (Nim’s Island, 2008) creio que seja uma dessa aventuras de agradar por toda sua metragem. E ao fim, deixar aquele sorrisão no rosto. Vamos ao trailer. Jodie Foster (que não quebra o gelo há muito) dá um tempo em dramas e parte para um papel escrachado, solto e por isso muito tentador aos nossos olhos. Ela é uma escritora que vive para escrever sobre Alex Roover, seu personagem mais famoso. Não sai de casa, não abre a porta e assim vive, ao que parece, por anos a fio.

Quando a já famosa Abigail Breslin (“Pequena Miss Sunhine”), que é fã número 1 de Alex Roover, desespera-se quando seu pai some no oceano que cerca a ilha secreta onde vivem. A menina não sabe o que fazer, senão chamar por Alex Roover. Jodie, óbvio tenta resistir até que Gerard Butler (pai de Abgail e ao mesmo tempo Alex Roover) entra em cena. Atormentando a autora para que juntos cheguem a ilha e salvem o dia.

A ILHA DA IMAGINAÇÃO tem uma premissa nada original, mas sim, encanta pelas imagens mostradas no trailer. Seja por vermos uma descontraída Jodie Foster. Seja por ver um fanfarrão Gerard Butler ou então para assistir uma Abigail Breslim não tão coadjuvante quanto em “Sem Reservas”.

AVALIAÇÃO DO TRAILER: 8/10
ESTRÉIA NOS EUA: 4 de Abril de 2008
ESTRÉIA NO BRASIL: 18 de Julho de 2008

O que você achou?
Qual a sua nota?

As Ruínas (2008)

Publicado em: 07-04-2008 @ 6:21 pm 
Postado em: Trailers
Escrito por: Maurício Saldanha


ATUALIZADO: Trailer legendado. ;)

Assistir a um bom trailer de terror ou suspense psicológico é complicado. Muitos dos responsáveis pelos mesmos, apelam por cenas que não mostram nada, sussurros de adolescente em off e algumas meras cenas de bichos ou o que for rastejando ou pulando em alguém. Assim tem sido e assim será até quando?

No trailer de AS RUÍNAS (The Ruins, 2008), a ruína dos adolescentes é a escolha não tão bem acertada de um lugar que há mil anos atrás foi um local de sacrifício (humano?). Logo, claro, os adolescentes vão perceber na pele (e na alma?) que tal terror um dia ocorrido, ainda acontece. Pronto. Alguns gritos, bichoos ou o que seja, ali, rasteja… e pronto. Pouco mais de um minuto de trailer.

Escrevi aqui sobre adolescentes, sobre ausência de imagens, e isso não é por regra um erro ou algo batido. Aliás, se é feito sem vontade, apenas pra preencher títulos no currículo, melhor nem lançar. Temos aí o exemplo de “A Bruxa de Blair”, que não mostra nada, e usa de 3 adolescentes para mostrar que o medo mora no nosso imaginário. E em Fevereiro vamos ter “Cloverfield” no Brasil, para provar que de fato, cortes e mais cortes, adolescentes e mais adolescentes, são uma boa mistura, ratifico: se feito com tesão.

AS RUÍNAS pode ser algo entre estes dois filmes mencionados, e eu levo fé que até será. O diretor e autor Carter Smith tem um prêmio em Sundance 2006 com seu curta-metragem chamado “Bugcrush”. Seu primeiro passo em longas-metragens é este AS RUÍNAS. Fiquemos com “Ruínas” e seu significado como o cenário e um título, não como o resultado desta obra diante de nós, o público. É sempre melhor pensar assim. E isso não é expectativa, mas sim, fé.

AVALIAÇÃO DO TRAILER: 7/10
ESTRÉIA NOS EUA: 4 de Abril de 2008
ESTRÉIA NO BRASIL: 11 de Abril de 2008
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