Rapadura Blog - O Blog do Portal Cinema com Rapadura

Clube dos Ciclos

Publicado em: 07-04-2008 @ 4:10 pm 
Postado em: Suspirolândia
Escrito por: Maíra Suspiro

Quem ouviu os RapaduraCasts sobre “Lições para a Vida” e “Influências” vai se sentir bem íntimo com o tema dessa semana. Quem sabe, eu devesse até evitar falar novamente sobre o assunto, mas acho relevante e sempre existe a possibilidade de apresentar um ponto de vista diferente. Sendo assim, o comportamento e o consumo são a dupla dinâmica dessa semana.

Depois do podcast rapadureano sobre lições para a vida, resgatei meu DVD do “Clube da Luta” e fui revê-lo depois de muito tempo. “Caceta!”. Tinha esquecido, realmente, como esse filme é espetacular. E para alguém apaixonada por Marketing, por comportamento e por reflexões, ele vira um prato cheio. Ele dá pano para inúmeras análises. Lembrei de colocá-lo no “Top of Mind” da minha memória, ao lado de “Obrigado Por Fumar”. Quem não viu, veja. Vale a pena demais. Pelo menos para ver o Brad Pitt mais querido (eufemismo) do que nunca e o Edward Norton, mais uma vez, provando que sabe o que faz. (Para ler ouvindo “Where´s My Mind”, do Pixies).

Começando de vez a coluna e deixando de enrolar vocês, devo dizer que “Clube da Luta” pega pelo “colarinho” logo no começo. (E aqui, vou pegar apenas uma das análises que ele permite acontecer.) Sutil e objetivo, o roteiro traz falas que resumem, quase fotografam, o que vivemos hoje. “Antes tínhamos a pornografia, agora temos os catálogos de lojas”. “Que tipo de porcelana me define como pessoa?”. Essas duas frases fizeram meus olhinhos brilhar. Consumo. Vivemos intensamente a “vibe” do consumo mais do que nunca, principalmente porque agora vivemos intrinsecamente o consumismo – sim, é diferente. Precisamos comprar, consumir algo, para nos sentirmos bem. Completos. Até, feliz. Por isso é comum ouvirmos “Ai, eu PRECISO daquela jaqueta”. Precisa? E existe felicidade?

Consumimos idéias, consumimos serviços, consumimos produtos e, agora, consumimos informações. E tudo isso é previsto e analisado pelo “povo” das “comunicações”.

Comportamento do Consumidor. Quem estuda Publicidade e Propaganda deve ter um espaço para estudar isso. E quem não estuda vira “cobaia” disso. E essa parte da faculdade é espetacular. Boa ou ruim, não vou julgar isso. Vou deixar a hipocrisia e o Fidel fora dessa. Quero apenas comentar alguns fatos…

Pois bem. O “Comportamento”. Estudar o comportamento do consumidor nada mais é que analisá-lo e imaginar o que ele fará logo depois. Como ele vai reagir. O que ele vai querer em seguida. Que necessidade ele vai ter, ou mais, que necessidade iremos criar para ele e que consumo irá satisfazê-lo. Sim, é tudo premeditado. “Guilty!” As grandes multinacionais não gastam tubos de dinheiro em comunicação para nada: eles querem lucro. E você também iria querer. “Welcome to the jungle, baby”, já diria os Guns´n´Roses. É o capitalismo.

O personagem de Edward Norton, o narrador, pode ser visto como a personificação disso. Ele está tão inserido nesse contexto que nem nome ele tem. Como Marla Singer diz: “Qual é o seu nome, afinal?”. Porem, a “válvula de escape” dele tem: Tyler Durden. Radical e descolado, Sr. Durden vem e quebra com a apatia do consumo compulsivo e “cortar o mal pela raiz”. (E não só isso, mas também).

Minha pergunta, saindo do filme, é: será que iríamos mesmo topar explodir as empresas de cartões de crédito? Afinal de contas, podemos ser levados e influenciados a fazer algo, mas não somos obrigados. No final das contas, gostamos de consumir, sim, e não aprovaríamos voltar ao tempo da pedra. Para começar, se não fosse esse ciclo de consumo e movimentação de dinheiro, não existiria um filme como “Clube da Luta”. Primeiro, porque não iria rolar pagar o cachê do pessoal e manter um estúdio para tal. Segundo, não teríamos material para tanto, já que a realidade seria outra.

É tudo cíclico. Che Guevara, aquele rapaz barbudo que ficou famoso como ícone do Socialismo. Sabe? Pois é, o capitalismo movimenta muitas verdinhas vendendo camisas com a fotos, boinas e broches. Simpático, hein? Rola até a piada de que, assim como o Elvis, Guevara não morreu e só se escondeu nos matos e abriu uma serigrafia. E os sabonetes do filme me soam até engraçados, pensando assim. Consumimos uma estética-padrão e, para isso, lipoaspirações são feitas. E do “lixo” dessas lipoaspirações – caríssimas, sabonetes maravilhosos são feitos e vendidos de volta para as “dondocas” desenhadas. Nada é desperdiçado. Tudo é ciclicamente reciclado. E o engraçado é criticarmos o consumo na Internet, segmento que cresce cada vez mais e assume papel de mídia do futuro. Aquela mesma mídia que “sustenta” o sistema. Ai, Clube das Contradições, talvez. Ou Clube dos Ciclos. Escolha o seu e nunca, nunca comente sobre ele com os outros.

RapaduraCast 71 - Evolução do VHS ao Blu-Ray

Publicado em: 04-04-2008 @ 2:33 pm 
Postado em: RapaduraCast
Escrito por: Rapadura Team

Nos dias de hoje, com a popularização do DVD e com a facilidade de se encontrar filmes na Internet, pouca gente lembra o quão importante foi o surgimento das fitas VHS. Muitos, inclusive, até já aposentaram o seu videocassete. Vocês tiveram experiências com esse fantástico aparelho?

Jurandir Filho (o Juras), Raphael Santos (o Ph) e Maurício Saldanha (o Mau) contam suas peripécias com a tecnologia que revolucionou o consumo doméstico de filmes. Vocês lembram que a imagem dos filmes gravadas nas fitas não ficava tão boa quanto a recepção da Rede Globo, por exemplo, mas com o uso e depois de uma limpeza nas cabeças a imagem ficava boa? Vocês tinham o costume de alugar quantas fitas por vez? Quais os filmes gravados que vocês sempre assistiam? Conte aqui as suas histórias.

A grande questão ficou a partir da metade do programa. O que era para ser uma conversa sobre experiências, acabou tornado-se uma grande guerra filosófica. Afinal, o que é qualidade? Sempre temos que comprar os equipamentos que são lançados? Se não comprarmos, ficamos para trás? Você prefere a melhor qualidade técnica ou o saudosismo das fitas velhas e sujas? Escute e comente!

Duração: 73 min

SUGESTÕES, CRÍTICAS, DÚVIDAS E CHUTES NO SACO
Envie e-mails para: rapaduracast@cinemacomrapadura.com.br

RSS e iTunes
Adicione o feed do RapaduraCast no seu iTunes ou no seu agregador.

INFORMAÇÕES
Aperte o botão PLAY abaixo ou BAIXE AQUI (clique com o botão direito do mouse no link e escolha a opção Salvar Destino Como) o arquivo no formato MP3 na MELHOR QUALIDADE (64 Kbps) para o seu PC. Desfrute, ou não! ;)

 
icon for podpress  [alta qualidade]: Play Now | [play em popup] | [baixe aqui]

O Sonho de Cassandra (2007)

Publicado em: 04-04-2008 @ 2:32 pm 
Postado em: Trailers
Escrito por: Maurício Saldanha


Sou suspeito. Sou Virginiano. Sou da palavra, refém (quem não é?). Sou fã de Woody Allen. Admito e me entrego: filmes do sujeito, sem o próprio, na primeira pessoa do singular, não gosto. Aliás, gostar eu gosto, mas fica aquela coisa no ar: silêncio. Pouca risada (mesmo que nervosa e auto-analítica), pouco amor no humor.

Mas eu sou fã. Então eu clico no PLAY e assisto ao trailer de O SONHO DE CASSANDRA (Cassandra’s Dream, 2007). Um pesadelo, já mostrado em outros filmes de Woody Allen, com o próprio, acordando ou não. Problemas com dinheiro, mulheres, sexo, família. Mas aqui, os sonhos são dos outros. Outros dois: Ewan Mcgregor e Colin Farrell, irmãos que entram em uma enrascada, envolvendo os já citados, amor, família, dinheiro… Não tem mais o que escrever sobre. “Match Point” foi o ponto de partida (ao ponto de vista de inúmeros críticos) como o primeiro thriller de verdade, de um realizador-de-humor. Este O SONHO DE CASSANDRA seria o segundo. Será?

Eu quero é assistir um bom filme. Mas encarar Ewan e Colin como alter-ego de Allen, é no mínimo impossível. Ou então uma missão: será que o diretor esqueceu de querer se projetar em seus escolhidos (a dedo) atores? É esperar para assistir ao sonho, e então, dormir pensando no próximo projeto deste virginiano-pura-terra.

AVALIAÇÃO DO TRAILER: 8/10
ESTRÉIA NOS EUA: 19 de Janeiro de 2008
ESTRÉIA NO BRASIL: 01 de Maio de 2008
SAIBA MAIS SOBRE O FILME: Clique aqui!

Kung Fu Panda (2008)

Publicado em: 04-04-2008 @ 2:32 pm 
Postado em: Trailers
Escrito por: Maurício Saldanha


Oh-Oh-Oh-Oh-Oh-Oh-Oh-Oh-Oh-Oh… todos preparados para uma luta de Kung Fu? Calma lá! Essa luta não é com Homo Sapiens (aquele que sabe que sabe). Esse KUNG FU PANDA (Kung Fu Panda, 2008), ao som de Wang Chung (famosa banda 70’s), é protagonizado a chutes e a ponta-pés de animais!

Trailer-teaser. Basta (eles assim pensam) mostrar: DOS CRIADORES DE SHREK e MADAGASCAR, que pronto. As crianças do mundo inteiro vão correr para fila do cinema. Mas a história não é bem assim. Desde “Shrek”, o Ogro que encantou (leia-se “pena”) as mulheres de todo o planeta, o estúdio Dreamworks não acerta o alvo: crianças. “Madagascar”? Sei lá. Acho que não deu muito certo. Não tinha o apelo do “pobre coitado”, e muito menos, atores do patamar de Mike Myers, Cameron Diaz, e Eddie Murphy, dublando o animado, mundo animado.

Sem mais redundâncias, KUNG FU PANDA mostra o que crianças adoram(?): lutas e bichinhos. Uma piada mais antiga do que a própria invenção da luta, e era isso. O trailer acaba. Ficamos mesmo é com a banda Wang Chung, embalando nosso musicado consciente coletivo.

AVALIAÇÃO DO TRAILER: 6/10
ESTRÉIA NOS EUA: 06 de Junho de 2008
ESTRÉIA NO BRASIL: 04 de Julho de 2008

Três Vezes Amor (2008)

Publicado em: 04-04-2008 @ 2:31 pm 
Postado em: Trailers
Escrito por: Maurício Saldanha


Pequena Miss Sunshine” é uma obra independente que fez muito sucesso. Um filme singelo, feito com carinho, sem apego. Mas foi só fazer história (entre prêmios e críticas), que pronto, acabou a inocência. Abigail Breslin em “Pequena Miss”, era (despretensiosamente) a alma do filme. E aqui em TRÊS VEZES AMOR (Definitely, Maybe, 2008), ela é a propaganda com apego, para não dizer: uma boneca (na vitrine), longe de ser Miss.

Assistimos Ryan Reynolds conversando com sua filha (Abigail) sobre suas namoradas. Melhor (pior!), sobre as 3 paixões (Elizabeth Banks, Rachel Weisz e Isla Fisher) de sua vida, que tiveram o mesmo resultado: não deram certo. A filha, óbvio, querendo ajudar o seu triste e azarado pai, acaba sendo sua terapeuta, sem psicanálise, e sim Gestalt. Pronto. Cenas de amor, juras, jóias, etc.

O diretor Adam Brooks escreveu “O Diário de Bridget Jones 2” e também “Da Magia a Sedução”. Duas obras esquecidas(?) ao atento(?) público desse tipo de filme. Sim, um tipo, pois gênero romance acabou. Hoje é assim, fala-se de amor, como em depoimentos no Orkut de garotos até 14 anos. Te amo. Te amo. Te amo. Jura?

Abigail que se cuide, daqui a pouco ela que fica sem ninguém. De tanto servir como terapeuta-mirím-cupido, “definitivamente… talvez” ela acabe escutando Oasis em qualquer esquina de Londres, ao lado de seu agente, lembrando, como foi lindo seu começo.

AVALIAÇÃO DO TRAILER: 7/10
ESTRÉIA NOS EUA: 14 de Fevereiro de 2008
ESTRÉIA NO BRASIL: 25 de Abril de 2008
SAIBA MAIS SOBRE O FILME: Clique aqui!

The Legend of Zelda: O Filme

Publicado em: 02-04-2008 @ 3:21 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Jurandir Filho

Olha, fazia tempo que eu não via uma coisa tão bacana para um 1º de abril. Sou assumidamente fã de jogos de todas as gerações. Desde a época do Atari, Master, Mega e Snes, até a nova geração. Saudoso como sou, de vez em quando caio dentro de uma pasta no meu PC e fico escutando músicas clássicas de jogos, como de “Donkey Kong”, “Super Mario World”, “Final Fantasy 7″ e o fantástico “The Legend of Zelda: Ocarina of Time”. Este último é considerado por muitos como o melhor jogo de aventura da história dos games. E eu sou um deles! Trilha sonora fantástica, jogabilidade fantástica, mundo fantástico, estilo fantástico, história fantástica e personagens fantásticos.

Pois bem, nesse dia em que todo mundo soltou coisas sem graças em suas páginas, a IGN (o maior portal de jogos do mundo) liberou uma matéria com um vídeo dizendo que era o trailer de “The Legend of Zelda: The Movie”. Para minha surpresa, não só estava bem elaborado, como ascendeu uma luz com uma possibilidade de adaptação para as telonas. O vídeo tem algumas figurinhas conhecidas do mundo da televisão, mas o que chama mais atenção é como os efeitos especiais estão bem feitos. Só em escutar as músicas do jogo com personagens live-action, já foi o suficiente.

Aperta o PLAY abaixo e comenta:

A Outra (2008)

Publicado em: 02-04-2008 @ 1:31 am 
Postado em: Trailers
Escrito por: Maurício Saldanha


ATUALIZADO: Trailer legendado. ;)

O desejo de muito marmanjo foi realizado. Duas belas mulheres juntas no mesmo fotograma, e ainda mais: como irmãs. Natalie Portman e Scarlett Johansson estrelam A OUTRA (The Other Boleyn Girl, 2008), filme baseado em uma novela de Philippa Gregory. Vamos logo ao trailer. Natalie Portman (“Closer – Perto Demais”) recebe ordens de ser a senhorita do Rei que está chegando. Ela pergunta se tem escolha, logo recebe um “não” como resposta. E a explicação é: “Está em suas mãos a possibilidade de que nossa família tenha uma riqueza de padrão incalculável“!

Coitada da menina. Eric Bana (“Hulk”) interpreta o sortudo, que não se contenta e quer sentir o gosto da irmã de sua senhorita, Scarlett Johansson (“Match Point”). Então o trailer é tomado por diálogos envolvendo traição, desejo e absolvição. Aparece nestes dois minutos ainda coadjuvantes de peso como Kristin Scott Thomas (“O Paciente Inglês”) e Jim Sturgess (“Across the Universe”).

Natalie e Scarlett são pequenas divas. Falo de altura mesmo. As duas tem menos de 1,64. Assistindo a este trailer parece que estamos curtindo uma peça de teatro do colégio das meninas aí. E isso me deixa com mais vontade de orar pela estréia de A OUTRA, que aterrisa nos EUA em fevereiro de 2008. Oscar para Natalie e Scarlett? Só assistindo pra ter certeza. Mas arrisco que sim, Portman merece uma estatueta além do Globo de Ouro. E quanto a Scarlett, bem, essa pode esperar por uma indicação, arrasando em outro filme de Woody Allen.

Sorte de Eric Bana, que não acerta em seus projetos, mas aqui desfruta de duas infinitamente desejadas bocas. Sorte do diretor Justin Chadwick, que tem em mãos um best seller adaptado pelas letras de Peter Morgan, que escreveu o premiado “A Rainha“. Chadwick tinha realizado até então só para a televisão. Grande passo para ele, grande expectativa para nós, espectadores.

AVALIAÇÃO DO TRAILER: 8/10
ESTRÉIA NOS EUA: 29 de Fevereiro de 2008
ESTRÉIA NO BRASIL: 16 de Maio de 2008
SAIBA MAIS SOBRE O FILME: Clique Aqui!
SITE OFICIAL: www.sonypictures.com/movies/theotherboleyngirl/

O que você achou?
Qual a sua nota?

RapaduraCast 70 - Lições de Vida

Publicado em: 31-03-2008 @ 2:09 am 
Postado em: RapaduraCast
Escrito por: Rapadura Team

O que é uma lição de vida? No mundo grandioso do cinema, muitos filmes tentaram passar lições e cabe a nós sabermos como assimilar esses ensinamentos. Quais os filmes que você assistiu, que te deixaram grandes lições e que até hoje você lembra?

Jurandir Filho (o Juras), Maurício Saldanha (o Mau) e Maíra Suspiro (a Suspiro, colunista do Cinema com Rapadura) conversaram sobre alguns filmes que fizeram esse tipo de reflexão em suas cabeças. Com o passar dos anos, aprendemos que os verdadeiros amigos são aqueles que se fazem presentes nos momentos em que mais precisamos; que muitas vezes deixamos de dizer pequenas palavras de amor e carinho para os nossos queridos pais por vergonha ou orgulho; que os jovens precisam ser ouvidos; que uma chuva de sapos é mais que uma chuva de sapos.

Escute esse programa que está de uma forma que muitos ouvintes gostam: sincero, opinativo, emocionante e com bastante conteúdo. Não esqueça de comentar e dizer quais os filmes que mais te ensinaram no decorrer dos anos.

ALGUNS FILMES COMENTADOS
- CLOSER - PERTO DEMAIS | Crítica 1 | Crítica 2 | Coluna | Onde Comprar
- TUDO ACONTECE EM ELIZABETHTOWN | Crítica | Onde Comprar 1 | 2
- ELEFANTE | Crítica | Onde Comprar
- EM BUSCA DA TERRA DO NUNCA | Crítica | Onde Comprar
- MAGNÓLIA | Crítica | Onde Comprar
- SEABISCUIT - ALMA DE HERÓI | Crítica | Onde Comprar
- O REI LEÃO | Crítica
- CLUBE DA LUTA | Crítica | Onde Comprar 1 | 2

NOVIDADES: Agora temos RSS’s no portal. Muitos leitores pediram e agora podem aproveitar mais ainda o nosso conteúdo. Pegue o link específico e adicione no seu leitor de RSS: Notícias e Críticas. Aproveite!

Duração: 73 min

RSS e iTunes
Adicione o feed do RapaduraCast no seu iTunes ou no seu agregador.

INFORMAÇÕES
Aperte o botão PLAY abaixo ou BAIXE AQUI (clique com o botão direito do mouse no link e escolha a opção Salvar Destino Como) o arquivo no formato MP3 na MELHOR QUALIDADE (64 Kbps) para o seu PC. Desfrute, ou não! ;)

 
icon for podpress  [alta qualidade]: Play Now | [play em popup] | [baixe aqui]

O Passado Hoje

Publicado em: 31-03-2008 @ 2:08 am 
Postado em: Suspirolândia
Escrito por: Maíra Suspiro

Então, tentativa n.101 de se escrever uma coluna. Penso, penso… Jogo as idéias para o futuro e não fisgo nada. Rebolo as caixas do presente, mas não ouvi nenhum click. E aí? Bem, me resta o passado. E na mesma hora que trago o passado para a mesa, mil clicks estalam e algumas memórias fílmicas aparecem para compor as linhas de hoje.

Ultimamente, andei me apegando a certas idéias ditas por pessoas do meu convívio ou personagens das historias que vejo. Idéias como “desapego ao passado”, “desespero silencioso” e “enjôo emocional” andaram recorrentes nas últimas semanas. Até eu me espantei com as descobertas que fiz, e em todas elas, o passado era o protagonista.

Paro para pensar um pouco, com a ajuda de um passarinho azul, e me recordo de personagens que desenrolaram histórias com o “Passado”. A primeira que me veio à mente nem é exatamente de um filme, mas de um seriado. Susan Mayer, de “Desperate Housewives”, personagem da atriz Teri Hatcher, vive uma série de dramas pessoais, porque não consegue se desvencilhar do ex-marido, o passado, que vive interferindo no seu presente e bagunçando as possibilidades de futuro feliz.

Partindo do mesmo princípio da Susan, mas com personalidades e situações diferentes, lembrei de Hermila Guedes, que interpretou a Hermila, em “O Céu de Suely”. Ela começa presa por uma relação do passado, ansiando para que isso continuasse fazendo parte do seu presente, mas o destino não quis assim. Então, Hermila se desapega do fato do passado, engolindo o sofrimento e encarando a situação. Mas, apesar de ter conseguido tomar uma atitude prática, esse ponto do passado dela ainda vai ser relembrado.

São duas formas sofridas de viver o passado no presente. Ansiedade, angústia, tristeza. Costumo me referir aos medos do passado como “fantasmas”. E foi lembrando de “Casablanca” que identifiquei melhor isso. Nenhum dos personagens fala isso, mas o modo como Ricky, personagem de Humphrey Bogart, reage ao encontrar Ilsa, encarnada por Ingrid Bergman, me fez ouvir um click mais alto, dizendo “fantasma!”.

Ricky parecia completamente atormentado pelo passado com Ilsa, e o ar displicente dele tentava disfarçar isso. Ou, por outro lado, justificava o tormento. É dele um dos diálogos que mais me agradam no cinema, quando em uma conversa no bar, ele responde “faz tanto tempo que não me lembro”, quando perguntam sobre o que tinha feito na noite anterior. E quando perguntado sobre o que fará na noite seguinte, ele retruca: “Não faço planos com antecedência”. Aquele que ignora o ontem, releva o agora e aparenta expectativa pelo amanhã. Toda essa relação sentimental com o tempo é capaz de te pôr para pensar… E digo sentimental, porque friso principalmente as relações pessoais.

No seriado “Sex and the City”, em determinado episódio, as personagens discutem quanto tempo leva para curar uma dor de cotovelo. E essa pergunta me foi feita semana passada também. Afinal, tem como medir? Quanto tempo do futuro leva para esquecer algo do passado? Há quem diga nunca. Há quem diga que depende da intensidade da relação. Há quem diga, metodicamente, que leva metade do tempo que a relação toda durou. Eu acho que só o tempo vai dizer. Literalmente.

E pensando em (Hector) Babenco, fiquei remoendo isso, já que no seu último filme, “O Passado”, o personagem de Gael Garcia Bernal passa por um redemoinho de relações atormentadas por passados e presentes e futuros. Bem, foi o que eu entendi, na verdade, porque ainda não vi o filme. Certamente ele vai me dar o que pensar. Talvez, pontos com os quais vou me identificar. Ou, no mínimo, vou ficar com a música do Cazuza passando de background na cabeça: “eu vejo o futuro repetindo o passado, eu vejo um museu de grandes novidades, o tempo não pára”. Dizem para a gente aprender com o passado. Subtendo, então, que devemos superar e entender o que nos aconteceu, para evitarmos dor de cabeça no futuro. Seria ótimo se funcionasse assim, bem certinho na prática, hein?

No final das contas, o passado não pode ser deletado, como “Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças” insinuou. Ele pode ser superado, jogado de lado, colocado na prateleira menos importante da estante, mas ele faz parte da gente. Somos hoje o que fizemos no passado, enfim. Melhor ou pior, não interessa, mas um reflexo das águas que já passaram. Logo, logo, essa coluna, por exemplo, vira passado. Ou já virou? O tempo não pára.

Nova Geração de Mestres

Publicado em: 25-03-2008 @ 1:41 pm 
Postado em: Especiais
Escrito por: Aílton Monteiro

Mestres do Terror

Para você que está com saudades dos grandes filmes dos grandes mestres horror, vai aqui uma ajuda: uma lista dos mestres do horror da nova geração. Será que eles são tão bons como os antigos mestres?

Dos anos 60 e 70 para cá, a gente aprendeu a respeitar mestres como George Romero, John Carpenter, Dario Argento, David Cronenberg, Wes Craven, Lucio Fulci, Mario Bava, John Landis, Tobe Hooper, Joe Dante e, correndo por fora, David Lynch. Atualmente, novos nomes surgem para revitalizar o gênero. Surge uma nova geração de fãs dos velhos mestres que, em vez de renegar ou passar por cima de seus antecessores, prefere homenageá-los. Minha intenção nesse espaço é fazer um balanço dos nomes mais importantes surgidos nos últimos anos. Alguns desses cineastas são novatos, tendo dirigido apenas dois filmes. Outros têm mais tempo de estrada, mas só se tornaram mais famosos recentemente. Apresento, então, uma lista de nove novos mestres do horror.

Rob Zombie

Ele foi a principal razão de essa coluna existir, pois dia desses tive o prazer de conferir o excelente “Rejeitados pelo Diabo” (2005). Rob Zombie mostrou evolução técnica e sensibilidade impressionantes para alguém que está ainda começando. Seu estilo é descendente do horror rural americano dos anos 70, mas seu melhor filme também se parece bastante com um thriller policial. Para conhecer mais Zombie: “A Casa dos 1000 Corpos” (2003). Os dois filmes estão disponíveis em vídeo no Brasil. Sem falar que ele foi responsável pela nova versão do clássico “Halloween” (2007).

Eli Roth

Muitos que foram ao cinema para assistir “O Albergue” (2005) saíram com náuseas por conta da violência gráfica e do alto teor de gore. A ponta de Takashi Miike numa cena já entrega o tipo de filme de que Roth gosta. “O Albergue” teve total apoio de Quentin Tarantino, o que prova que o diretor está em boa companhia. A estréia de Roth veio com “Cabana do Inferno” (2002, disponível em DVD). Além da continuação de “O Albergue”, outros quatro filmes já foram anunciados sob a batuta do diretor. Recentemente ele fez parceria com o amigo Quentin Tarantino em “Grindhouse”, onde dirigiu um dos trailers falsos. Para o futuro, Roth dirigirá uma adaptação de Stephen King.

Kiyoshi Kurosawa

O Japão já tem uma boa tradição em cinema de horror. E um dos nomes mais importantes atualmente é o de Kiyoshi Kurosawa, que tornou-se mais conhecido em 2006 graças ao remake americano de uma obra sua: “Pulse” (2001). O “Pulse” original foi a única coisa que eu vi até o momento de Kurosawa, mas já deu pra perceber que o entusiasmo dos fãs não é em vão, sendo que o cineasta até já foi comparado com Andrei Tarkóvski! O diretor não é nenhum novato - já tem mais de vinte filmes em sua filmografia - mas só agora começa a ficar mais conhecido no ocidente. Seus títulos mais famosos, além de “Pulse”, são: “Charisma” (1999), “Seance” (2000) e Doppelgänger (2003). Seus filmes continuam inéditos em cinema e vídeo no Brasil.

Hideo Nakata

Se Kurosawa ainda é um pouco desconhecido no Brasil, o mesmo não se pode dizer de Hideo Nakata, que com o sucesso da série “Ringu” e dos posteriores remakes americanos, mostrou ser um mestre em criar boas histórias de fantasmas. Ele até já estreou em Hollywood, fazendo um remake de uma obra sua: “O Chamado 2” (2005). O legal é que ele reinventou o original, misturando um pouco com o também seu “Dark Water – Água Negra” (2002), não deixando muito espaço para o remake “oficial” de Walter Salles. Outros filmes de Nakata disponíveis em vídeo no Brasil: “Ring – O Chamado” (1998) e “Ring II – O Chamado” (1999). Possivelmente estará dirigindo “O Chamado 3″.

Lucky McKee

Dos apenas dois títulos que vi de McKee, deu para perceber que ele é um cineasta de personalidade. Ele ainda não se tornou famoso, mas os fãs do gênero – eu incluso - já o acompanham desde “May – Obsessão Assassina” (2002). Pude ver o seu segundo título, “Sick Girl” (2006), constante na antologia “Masters of Horror”, e são dois filmes com histórias bem diferentes, mas com um estilo bem parecido. Inclusive, a atriz Angela Bettis está presente nos dois. Ela teve sua voz presente em “A Floresta” (2006), outro filme de McKee. “A Floresta” e “May” podem ser encontrado nas locadoras.

John Fawcett

“Escuridão” (2005) não foi muito bem recebido pela crítica e pelo público, mas o filme tem seus admiradores. E aquele final é bem perturbador, não? O filme de Fawcett que obteve melhor repercussão, ainda que restrita aos fãs, foi “Possuída” (2000), um dos melhores filmes de lobisomem já realizados. Talvez não se trate de um caso de autor, mas não é um nome que mereça ser descartado. Os dois filmes citados estão disponíveis em vídeo.

Alexandre Aja

“Alta Tensão” (2003) foi o filme que fez com que o nome de Alexandre Aja se tornasse um dos mais quentes do mundo. Claro que Hollywood não ia deixar passar e também tirar uma casquinha do talento do rapaz. Podemos conferir a sua estréia americana do diretor no sangrento “Viagem Maldita” (2006), remake do clássico “Quadrilha de Sádicos”, de Wes Craven. Ele está cotado para dirigir o remake de “Piranha”.

Scott Derrickson

“O Exorcismo de Emily Rose” (2005) foi o melhor título de terror a passar nos cinemas recentemente. Uma belíssima mistura de filme de tribunal com horror satânico. Eu até hoje sinto um calafrio sempre que acordo às três horas da madrugada. O filme anterior de Derrickson foi “Hellraiser: Inferno” (2000), mais um da franquia iniciada por Clive Barker. Eu não vi esse Hellraiser, mas depois do filme da Emily Rose, fiquei até bem curioso. Outro filme dele a não perder de vista é “Paradise Lost”, previsto para 2009 e inspirado no clássico poema de John Milton que fala sobre a rebelião de Lúcifer no paraíso e a queda de Adão e Eva.

Ji-woon Kim

Não poderia faltar um exemplar do cinema sul-coreano que está passando pela melhor fase de sua história. Há desde filmes “de arte” a filmes de diversos gêneros. O título mais conhecido de Ji-woon Kim é “A Tale of Two Sisters” (de 2003, e que recebeu o horrendo título “Medo” no Brasil), que está dando o que falar mundo afora. Além da beleza plástica, seu filme é de arrepiar, o que prova que histórias de fantasmas ainda assustam. Nenhum filme do diretor foi lançado em vídeo no país ainda.

Poderia citar M. Night Shyamalan também, mas esse é um caso de diretor que transcende o gênero. Como David Lynch. Cada novo filme de Shyamalan é um acontecimento para mim. Também poderia citar Takashi Miike, mas esse maluco está muito tempo na direção de filmes, tendo mais de sessenta títulos no currículo. Então, não é bem uma revelação. Brad Anderson (“O Operário”) também poderia ser citado, já que ele até foi convidado para integrar a segunda temporada de “Masters of Horror”, mas ainda é cedo para considerá-lo um importante diretor do gênero.

Página 38 à 74« Primeira...«35363738394041»...Última »

Opções:

Size

Colors