Made in Brazil

Publicado em: 08-07-2008 @ 12:23 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Marcos Nascimento

A safra de brasileiros no cinema mundial está aumentando. Desde que o Brasil iniciou o período conhecido como a Retomada do cinema os filmes e artistas tupiniquins tem sido mais reconhecidos. Apesar de ser pouco valorizado pelas pessoas de seu próprio país, o cinema nacional têm crescido e despertado o interesse do mercado internacional.

Desde os tempos de Carmem Miranda o Brasil tem atraído a curiosidade e os olhares do mundo no cinema. Ao longo dos anos nomes como Glauber Rocha, Ruy Guerra e Nelson Pereira dos Santos receberam seus méritos e reconhecimentos por seus trabalhos. Mas são os nomes mais recentes da história cinematográfica brasileira que tem feito bonito lá fora, mais do que em qualquer outro momento. Hector Babenco e Bruno Barreto já tem grande destaque na mídia internacional. Babenco já foi nomeado ao Oscar de melhor diretor por “O Beijo da Mulher-Aranha” e dirigiu Gael Garcia Bernal no recente “O Passado“. Bruno Barreto dirigiu ícones do nosso cinema como “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, “Gabriela, Cravo e Canela” e “O que é isso, companheiro?“. Lá fora ele dirigiu “Entre o Dever e a Amizade” e “Voando Alto“, com Gwyneth Paltow e Myke Myers.

Assim como eles, Walter Salles e Fernando Meirelles se tornaram grandes cineastas respeitados. Não há como dissociar o grande momento do cinema nacional desses dois nomes. Walter Salles entrou no circuito mundial com “Central do Brasil” e a incrível notoriedade que o filme alcançou em 1998. Depois disso Salles dirigiu “Diários de Motocicleta” e o esquecível “Água Negra“,refilmagem de um horror japonês que não deu muito certo afora manter as portas abertas para o diretor. O seu mais recente filme “Linha de Passe” não fez feio no festival de Cannes deste ano, inclusive com o prêmio de melhor atriz para Sandra Corveloni.

Já Fernando Meirelles não podia estar em melhor forma. Indicado ao Oscar de melhor direção por “Cidade de Deus“, Meirelles já provou a competência de seus filmes no mercado estrangeiro. Seu primeiro filme internacional, “O Jardineiro Fiel“, foi muito bem recebido pelo público em geral e pela crítica, tornando o filme único e ainda dando o Oscar de atriz coadjuvante para Rachel Weisz. Agora, o mundo anseia pela chegada do filme “Blindness“, o mais novo Meirelles. Depois de Cannes, a história do livro de José Saramago está prestes a ganhar as salas, e com uma enorme expectativa ao redor.

José Padilha é o próximo da lista, com seu “Tropa de Elite” sendo exibido fora do país e ganhando o Festival de Berlim. Mas não apenas os diretores ganharam esse reconhecimento, como bem sabemos também com Alice Braga e Rodrigo Santoro. Pode ser recente dizer que a carreira dos dois vai ganhar proporções astronômicas, mas se for pela torcida brasileira é isso o que vai acontecer. E será que o mundo está preparado para filmar a sério no Brasil depois de “O Incrível Hulk“? O que falta para o nosso país reconhecer que tem potencial para fazer um grande trabalho lá fora? Nada contra enlatados internacionais (muito, muito pelo contrário), mas o Brasil pode ir mais além dos filmes de Xuxa, Renato Aragão filmes globais. Falta investimento? Disposição? Organização política? Vai saber. Mas que pelo menos os espectadores saibam apreciar o que seus compatriotas produzem de bom. O mundo já está fazendo isso.

Bigodes em Cena

Publicado em: 08-07-2008 @ 12:08 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Bruno Mendonça

Já vi muita lista, enquete e até premiação para eleger os melhores “alguma coisa” do cinema. Melhor diretor, ator, beijo, vilão. Tudo mesmo. Mas passeando pela net, deparei-me com uma lista nova e um tema extremamente bizarro: os melhores bigodes do cinema. E olha não foi uma revista portuguesa que fez a seleção, mas sim a britânica Empire.

A lista dos bigodudos conta com Daniel Day Lewis duas vezes, Orlando Blom e John Travolta. E tem até mulher, Salma Hayek com seu papel de Frida Kahlo (que devia também levar o troféu monoselha). Veja abaixo os maiores bigodes do cinema:

1. Daniel Day Lewis, como Daniel Plainview em “Sangue negro
2. Orlando Bloom, como Will Turner em “Piratas do Caribe
3. John Travolta, como General Quintard em “Além da Linha Vermelha
4. Mr. Potato, em “Toy Story
5. Salma Hayek, como Frida Kahlo em “Frida
6. Billy Dee Williams, como Lando Calrissian em “Star Wars - O Império Contra-Ataca
7. Clark Gable, como Rhett Butler em “E o Vento Levou
8. Daniel Day Lewis, como Bill The Butcher em “Gangues de Nova York
9. Al Leong, como Uli em “Duro de Matar
10. Harry Shearer, como Derek Smalls em “Spinal Tap“, e Sam Elliott, como “O Estranho” em “O Grande Lebowsky

Qual é a Música?

Publicado em: 07-07-2008 @ 2:36 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Marcos Nascimento

Você está numa boa, assistindo televisão, uma matéria em um programa e, de repente, toca uma música ao fundo que, você não sabe de onde, mas já ouviu em algum lugar. Aí fica remoendo, remexendo a sua cabeça para tentar lembrar onde você já ouviu aquele fundo musical e aí…dá um estalo na sua cabeça: “Ah, é daquele filme!“. Pois é, isso já aconteceu com você. Quantas vezes trilhas de filmes foram usadas para ilustrar matérias de programas jornalísticos aos moldes do Globo Repórter ou similares? E não só deles, programas de tv em geral costumam usar as trilhas instrumentais dos filmes.

Desde o começo da televisão no Brasil já se usavam trilhas conhecidas como temas dos programas. O programa TV de Vanguarda, exibido pela extinta TV Tupi em 1952, tinha como tema de abertura a famosa seqüência de “…E o Vento Levou“, composta por Max Steiner. Os chamados “teletemas” são aquelas músicas que identificam que o programa vai começar e fica como sua marca registrada. Outros temas famosos tirados de filmes são o do Globo Repórter, tirado do filme “Vanishing Point - Corrida Contra o Destino” (1971), e o famigerado tema do Jornal Nacional, do filme “The Happening - Acontece Cada Coisa” (1967). Estrategicamente retirados de filmes pouco conhecidos.

Mas não só como tema principal as músicas são usadas. Para ilustrar uma determinada reportagem ou um quadro especial também. Ultimamente estão na moda as trilhas dos filmes “O Diabo Veste Prada” e “Pequena Miss Sunshine“. Mas já deu pra perceber por aí os temas de “Harry Potter” e até “High School Musical” eu já ouvi! “Titanic“, “Gladiador“, “300“, “O Senhor dos Anéis“. Trilhas bem feitas por grandes compositores do cinema, como Danny Elfman, John Williams e Enio Morricone que primam por sua originalidade. Aplicadas ao momento certo, como numa cena dramática ou num ponto descontraído, as trilhas do cinema podem ir além na televisão.

Mas a campeã, na minha opinião, é a trilha do filme “Kill Bill Vol. 1“. Ela não é completamente feita para o filme, mas as faixas combinam perfeitamente com ele, mais do que em qualquer outro momento que foram usadas. Pois bem, lembra do tema das Sandálias da Humildade do Pânico na TV? O famoso assobio da morte. Ainda na Rede TV!, o Superpop é outro que utiliza bastante as músicas de “Kill Bill“. E mudando de canal, no quadro de aventuras no parque de diversões no Hoje em Dia da Record, você encontra “The 5,6,7,8’s Who-Hoo“, também de “Kill Bill”.

Áudio e Vídeo vão sempre andar juntos. Nem no cinema mudo deixava de existir a trilha sonora, tocada na hora. Na televisão não seria diferente, e bom para nós, porque há mesmo trilhas lindas, de mexer com o sentimento das pessoas, como as do mestre Enio Morricone. E você sempre pode ser surpreendido com uma música que sempre esteve lá, mas você não fazia idéia de onde conhecia. Como quando eu descobri que o tema da Dona Florinda e do Professor Girafales, quando seus olhos se encontravam na vila, também era de “…E o Vento Levou“. É, cinema está mais presente nas nossas vidas do que imaginamos.

Heath Ledger: Oscar Póstumo

Publicado em: 07-07-2008 @ 12:49 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Amenar Neto

Creio que todos que se dizem seres terrestres sabem que dia 18 de Julho estréia mundialmente o novo e aguardadíssimo filme do Batman, dirigido por Christopher Nolan. E nele atua a personalidade em questão: Heath Ledger. Desde o começo das filmagens, já havíamos lido entrevistas com o próprio elenco do filme, onde diziam o quanto estava sendo perfeita a atuação de Ledger. Todos diziam que ele tinha se doado completamente ao personagem, e que obteve um resultado acima do apresentado por Jack Nicholson, que inclusive, esse último tinha interpretado o Coringa em outra versão do Batman e se ofereceu para atuar nessa também. Acostumado com papéis difíceis como Jack Torrence, de “O Iluminado”, o ator disse que não seria fácil interpretar o Coringa.

Com devidas recomendações de Nicholson, na cara e coragem, Ledger decidiu ir em frente. Foi, atuou e brilhou. E talvez, morreu devido ao estado de abismo e depressão que entrou após dar a obscura vida ao denso personagem de Frank Miller. Más línguas contam que foi uma forma de propaganda bizarra. Outras falam que foi uma simples, porém duvidosa, parada cardíaca. Mas aí vem a questão: O que merece um ator que não somente interpreta, como incorpora um personagem? No mínimo admiração! E, se conjugada a essa incorporação, vem uma excelente atuação? Só pode dar Oscar! Mas vem uma terceira e importantíssima questão: E se o brilhante ator está MORTO? Daí vem sendo criado um movimento entre o elenco do filme e demais críticos e fãs, que defendem que Ledger no mínimo merece uma indicação póstuma ao Oscar.

Então perguntamos: Pessoas não devem ser homenageadas em vida?

E respondem: Não somente. Peter Finch, de “Rede de Intrigas”, é uma prova disso. Homenagem não é uma ferramenta empregada só quando os indivíduos “estão entre nós”. É um reconhecimento de suas ações, de suas obras em vida. Em casos, trata-se de um ato reparatório (e esse é quase o caso).

Portanto, resta-nos esperar. Não se dão prêmios devido ao falecimento do indivíduo, mas devido ao seu trabalho. E nesse caso, o trabalho realmente parece ser bom. O dia 18 dirá. Heath Ledger dirá. Nós diremos. O Oscar dirá. E não se esqueçam de Jack Nicholson afirmando: “Eu disse!”.

Batman: Dead End

Publicado em: 07-07-2008 @ 12:28 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Zé Ronaldo

No começo deste ano, tivemos a oportunidade (se é que se pode chamar assim) de conferir “Alien Vs. Predador 2”, dos irmãos Strause. Eu me pergunto como conseguiram fazer uma seqüência pior do que o original de 2004.

Para os fãs de ficção científica, cinéfilos e outros que curtem cultura pop em geral; sempre ficam vislumbrados com a possibilidade de um crossover entre dois ou mais personagens. Pelo menos, nos quadrinhos este sonho se tornou viável graças ao primeiro encontro entre Super-Homem e Homem-Aranha, publicado em 1976 nos Estados Unidos. Você pode conferir este duelo na edição Grandes Encontros Marvel & DC: Super-Homem e Homem-Aranha #1 (Editora Abril, 1993).

Foi o início para que muitos outros fossem produzidos. Não só entre os personagens dos quadrinhos, mas também destes com os de outras mídias. Casos de Batman Vs Alien, Super-Homem Vs. Alien, Batman Vs Predador entre outros. Além de personagens do cinema se enfrentarem nas páginas dos gibis. A exemplo de Robocop e o Exterminador do Futuro em uma edição publicada pela Dark Horse na década de 1990.

Bom, já que o foco são os crossovers - também aproveitando que julho vai ser o mês do Batman com o lançamento da nova película -, vocês podem conferir abaixo um vídeo muito interessante. Uma produção independente que mostra o encontro entre Batman, Aliens e Predadores (com a participação do Coringa). A produção pode ser independente, mas com certeza é mil vezes melhor do que certos blockbusters que apenas sugam o dinheiro do público e que ofendem a nossa inteligência. Enjoy:



Ah, só para lembrar: “Batman – O Cavaleiro das Trevas” estréia mundialmente em 18 de julho de 2008.

A Múmia 3 (2008)

Publicado em: 07-07-2008 @ 12:02 am 
Postado em: Trailers
Escrito por: Jurandir Filho



A MÚMIA: TUMBA DO IMPERADOR DRAGÃO (The Mummy: Tomb of the Dragon Emperor, 2008) é o terceiro filme da trilogia. Dirigido pelo veterano Rob Cohen (“Velozes e Furiosos”) e roteirizado por Alfred Gough (”Máquina Mortífera 4“) e Miles Millar (”Herbie: Meu Fusca Turbinado“), ambos da série “Smallville”, o filme promete muita ação e comédia. Aliás, essas são as duas características principais de toda a série.

Estrelado por Brendan Fraser e por Jeti Li, dessa vez a aventura coloca o explorador Rick O’Connell (Fraser) e toda sua família combatendo o Imperador de 2 mil anos Han (Li), que após retornar a vida deseja a destruição do mundo. Das catacumbas da China antiga até o topo gélido do Himalaia, o longa aposta nas sofisticações visuais. No trailer podemos ver um dragão de três cabeças, um Pé Grande e todo o exército do imperador feitos em computação gráfica.

Completando a família O’Connell, temos o filho Alex (Luke Ford); sua mãe e esposa de Rick, Evelyn (Maria Bello, de “As Torres Gêmeas”, substituindo Rachel Weisz); além do hilário e atrapalhado irmão dela, Jonathan (John Hannah, de “A Última Legião”).

AVALIAÇÃO DO TRAILER: 7/10
ESTRÉIA NOS EUA E BRASIL: 01 de Agosto de 2008
SAIBA MAIS SOBRE O FILME: Clique Aqui

RapaduraCast 84 - Will Smith

Publicado em: 04-07-2008 @ 9:51 pm 
Postado em: RapaduraCast
Escrito por: Redação CCR

Willard Chiristoper Smith Jr. é O CARA! Não sabe de quem se trata? Ele também é conhecido como Fresh Prince. Ainda não sabe? Will Smith saiu do mundo da música para tornar-se um dos atores mais requisitados de Hollywood. O norte-americano representa uma geração “MTV com conteúdo“, trazendo um perfil diferente de ator: ele fica bem em ação, comédia e drama. Versatilidade total. O que ele tem de especial?

Jurandir Filho (o Juras), Raphael Santos (o Ph), Maurício Saldanha (o Mau) e Ana Martins (ouvinte vencedora da promoção para participar do programa e blogueira) conversaram sobre todos os filmes que Will participou. Em 1989 ele mudou-se para Beverly Hills para atuar em um seriado e logo de cara aceitou fazer o papel. “Fresh Prince of Bel-Air” durou seis anos e rendeu muitos frutos para o ator. Durante esse tempo, ele também se aventurou no mundo da sétima arte. Seu primeiro filme foi “Seis Graus de Separação“. O que mudou desse primeiro trabalho no cinema até o seu último lançamento, “Hancock“? Saiba tudo sobre o ator aqui!

O mais impressionante com esse programa foi constatar que muita gente gosta desse ator fantástico e não sabia. Veja abaixo a lista dos filmes comentados na edição de mais um podcast biografia:

Seis Graus de Separação (1993)
Os Bad Boys (1995)
Independence Day (1996)
Homens de Preto (1997)
Inimigo do Estado (1998)
As Loucas Aventuras de James West (1999)
Lendas da Vida (2000)
Ali (2001)
Homens de Preto 2 (2002)
Bad Boys 2 (2003)
O Espanta Tubarões (2004)
Menina dos Olhos (2004)
Eu, Robô (2004)
Hitch: Conselheiro Amoroso (2005)
À Procura da Felicidade (2006)
Eu Sou a Lenda (2007)
Hancock (2008)

Duração: 82 min

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CC: Hancock

Publicado em: 04-07-2008 @ 9:00 pm 
Postado em: Cabine Celular
Escrito por: Redação CCR

O novo filme estrelado por Will Smith estreou nas salas de cinema do mundo e o nosso intrépido Maurício Saldanha foi conferir. Será que valeu a pena esperar? Do que se trata o filme? Podemos assistir tranquilamente? Assista a mais um Cabine Celular e opine.

Hancock (Smith) é um super-herói que perdeu a sua popularidade entre aqueles que ele protege quando suas tentativas de resgate nem um pouco convencionais provocaram um terrível caos na cidade. Durante um resgate, Hancock conhece Ray Embrey (Jason Bateman), um agente de Relações Públicas recentemente demitido que se oferece para representar e recuperar a imagem pública de Hancock. Quando a mulher de Ray, Mary (Charlize Theron), e Hancock se encontram, ocorre uma inexplicável e imediata conexão entre os dois. Após muita resistência, Mary finalmente revela que ela também possui superpoderes e, logo em seguida, Hancock começa a perceber que seus poderes estão perdendo força. A notícia se espalha rapidamente entre os criminosos que Hancock colocou atrás das grades, e agora Hancock terá de encontrar um jeito de resgatar os seus poderes para continuar vivo.



CELULAR USADO PARA FILMAR: Sony Ericsson K850i

O celular K850i Cyber-Shot é uma verdadeira câmera digital - até o último de seus 5 megapixels. Oferece imagens nítidas de alta-resolução, com recursos adicionais comuns em câmeras independentes; Transfira músicas, vídeos, fotos de e para seu telefone. Acesso rápido e fácil a Internet banda larga. Veja quem está falando com seu telefone 3G. Durante uma chamada de vídeo, você vê a pessoa com quem está falando ao vivo, e ela também pode ver você. Veja mais detalhes aqui ou aqui.

Batman na Fórmula 1

Publicado em: 03-07-2008 @ 1:53 am 
Postado em: Marketing no Cinema
Escrito por: Bruno Mendonça

Domingo, dia 6 de Julho, quem vai dirigir o Batmóvel são os pilotos da Toyota. Saiba os detalhes da campanha produzida pela Warner para a divulgação do novo Batman durante o circuito de Silvertone, na Inglaterra. Quem mais já usou do esporte para divulgar seus filmes? Confira aqui!

Por motivos de força maior, mudei a pauta da semana. Mas prometo semana que vem contar a ação de “Simpsons – O Filme“, que levou o Leão de Ouro em Promo no Festival de Cannes, o Oscar da publicidade mundial.

Batman - O Cavaleiro das Trevas” promete muito. Não só pelo filme, mas por toda a publicidade feita até agora: ARGs, virais e tudo mais para deixar os espectadores morrendo de curiosidade para ver o novo filme do morcegão. Irei retomar este assunto, na coluna do dia 16, semana de lançamento do filme e detalhar o case completo, mostrando ação por ação o que vem sendo feito e como o público participou dos virais.

Agora, a Warner Bros. encontrou um outro meio de divulgar o filme: no circo da Fórmula 1. Neste final de semana, acontece a nona etapa do mundial, no circuito de Silvertone, Inglaterra. E a equipe Toyota terá uma pintura temática, divulgando o filme em seu carro. Os pilotos da escuderia, Jarno Trulli e Timo Glock, também terão detalhes do herói em seus capacetes e macacões. E não pára por aí. Um Batmóvel e uma Bati-pod, a motoca do homem-morcego, também estarão presentes no circuito. Na quinta-feira, irão dar um volta completa, ao lado de um carro da Toyota, para a gravação de um comercial. E depois, os dois veículos ficarão o resto do final de semana expostos no padock, área de circulação de visitantes e da imprensa, atrás dos boxes do Toyota.

Não é a primeira vez que usam a Fórmula 1 para divulgar uma estréia. Em 2006, no GP de Mônaco a Red Bull Racing anunciou a chegada de “Superman - O Retorno“. E caracterizou os seus pilotos com o uniforme do homem de aço. O piloto Escocês David Coulthard cruzou a linha de chegada na terceira colocação e subiu ao pódio de um forma curiosa: com uma capa vermelha igual ao do herói.

A mesma equipe já havia participado do lançamento de “Star Wars: Episódio III - A Vingança dos Sith“, exibindo uma pintura nova em seus carros. E o mais legal: vestiu todos os mecânicos que fazem o Pit Stop de soldados do Império.

É uma forma interessante de pegar carona e divulgar o filme em um esporte visto por milhões de pessoas no mundo inteiro e que tem uma legião enorme de fãs e admiradores. Domingo, às 9h, assitam a corrida para conferir a pintura especial da Toyota e, quem sabe, ações interessantes durante a corrida.

Vale lembrar que “Batman - O Cavaleiro das Trevas” estréia no Brasil no dia 18 de julho. E na Inglaterra, local da corrida, na semana seguinte, dia 25.

ATUALIZADO: Confira imagens do treino que aconteceu na quinta-feira (4):

EXCLUSIVO: The Morgue

Publicado em: 03-07-2008 @ 1:02 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Raphael Santos

Recebemos com exclusividade o pôster do thriller THE MORGUE, filme dirigido por Halder Gomes e co-dirigido por Gerson Sanginitto. O longa será lançado nos EUA dia 02 de setembro pela LIONSGATE FILMS! No mesmo mês o filme chega também ao Brasil, em DVD, pela Universal Pictures (com o título “Cadáveres 2“). O longa não é nenhuma continuação, mas como é de praxe para as distribuidoras brasileiras (elas adoram inventar moda mudando os nomes originais dos filmes e lançando como seqüências), o resultado é esse mesmo. Ainda este ano o filme será lançado também no Japão, Espanha, Portugal e Romênia. Confira abaixo o cartaz:

Nós tivemos a oportunidade de assistir ao longa em sessões exclusivas e damos nossas impressões em primeira mão no mundo. O filme assimila fácil os elementos básicos do suspense e faz referências a outros filmes do gênero, como “O Sexto Sentido”, por exemplo.

Halder Gomes e Gerson Sanginitto são brasileiros que já há algum tempo fazem sucesso fora dos limites verde-amarelo. Gerson tem uma produtora em Califórnia, EUA, chamada Reef Pictures. De lá a dupla trilha uma competente carreira cinematográfica. Halder Gomes também colhe de lá seus frutos, mas mantém laços estreitos com o Brasil, mais especificamente no Ceará.

Em outras oportunidades, o cineasta cearense - que já foi dublê de luta em Hollywood, dentre várias outras funções durante sua vida – já havia ganhado destaque no âmbito dos curtas-metragens com a comédia “Cine Holiúdy - O Astista Contra o Caba do Mal”. Curta esse que é até estudado em universidades, além de bastante premiado pelo Brasil todo. Não é à toa que estou falando bastante dos diretores. A direção de “The Morgue” é o ponto forte. Até um olhar menos crítico consegue perceber tal detalhe. Para se ter idéia, o filme tem um plano que beira os quatro minutos, sendo que a câmera se encontra sempre em movimento. Movimentos complicados, diga-se de passagem. Na cena em que Margot (Lisa Crilley, de “Annapolis”) acende algumas velas, a câmera sai de uma tomada superior se movendo de forma interessante até ficar na horizontal. Sem nenhum corte ou defeito de enquadramento. Halder e Gerson acertaram nessa tomada – bem como em outras que não vou ficar contando e estragando as sensações que você deve ter da fita.

O roteiro de “The Morgue”, apesar de usar os elementos básicos do suspense (três atos: uma apresentação sem muita explicação, o desenrolar entrelaçando todos os personagens, e um terceiro com muitas revelações), conseguiu deixar todas as pontas, antes soltas durante o decorrer da trama, totalmente amarradas. Najla Ann Al-Doori não foi original, é fato, pois se apoderou de vários elementos de “O Sexto Sentido” (filme de M. Night Shyamalan), por exemplo. O espectador mais experiente pode muito bem facilmente matar a charada. Todavia, é o terceiro ato que faz o roteiro valer a pena. Além de juntar todas as pontas, como já disse, ele faz isso de uma maneira inteligente. É tanto que assistir ao filme pela segunda vez, já conhecendo de seus aspectos, é bastante válido e faz você captar alguns pequenos detalhes que enriquecem o título.

Por falar em tais detalhes, é interessante sempre guiar um olho atento. Ao longo dos seus minutos de projeção, “The Morgue” conta com vários pequenos detalhes. Uma característica de direção do Halder Gomes, agora aliado a seu amigo Gerson Sanginitto. Os dois lotaram as cenas com particularidades. Um exemplo é a pequena participação dos dois diretores no filme (mais referencias à M. Night Shyamalan?). Halder, e seus cabelos esvoaçantes, fecha o filme, enquanto que Gerson faz uma rápida participação como para-médico. Porém, são os detalhes que fazem sentido na trama que valem a pena. De uma forma ou de outra tudo ganha certo sentido: fotografia, trilha sonora e até a falta de ação em certas cenas. Será possível que nem um simples livro ganhando vários close-ups está a esmo? Pois bem, não está!

The Morgue” conta com nomes conhecidos no elenco. Heather Donahue, por exemplo, foi a protagonista de “A Bruxa de Blair” – filme que foi sucesso de bilheterias, mesmo sendo de baixo orçamento. O simpático Bill Cobbs, veterano de vários filmes sendo o último “Uma Noite no Museu” com Ben Stiller, também esteve lá. Inclusive, o personagem de Cobbs, no caso George, é peça chave no entendimento da trama.

O baixo orçamento de “The Morgue” talvez não tenha deixado o filme mais pomposo, mas para seus moldes não deixa de ser um destaque. Enquanto filmes medíocres com bom orçamento para o gênero - como “A Caverna”, de 2005, por exemplo - são bem vendidos, mas fracassam na opinião popular, “The Morgue” pode ter muito mais receptividade perante o público. À medida que outros se vendem com ultras-perseguições ou cenas que tentam tirar o fôlego (eu disse “tentam”), “The Morgue” se apresenta sutil, e acaba até propondo uma nova interpretação de aspectos religiosos que para todos é um mistério, quer queira, quer não.

Acima de tudo já citado, o filme ainda chega para reafirmar a versatilidade do diretor Halder Gomes. Para se ter idéia, o cearense já trilhou vários caminhos na vida. Agora no cinema tenta fazer o mesmo. Ele já passou de “filme de porrada” (“Sunland Heat”, de 2005), para um clássico da comédia regional que por onde passou conquistou chamado “Cine Holiúdy” e o fantástico “Loucos de Futebol”, para agora dar continuidade à sua carreira com o suspense “The Morgue”. Que venha mais de Halder Gomes!

PARA SABER MAIS DETALHES
- Trailer Oficial de THE MORGUE
- Podcast: Dublês no Cinema, com Halder Gomes
- Podcast: Carreira de Halder Gomes (versão nacional)
- Podcast: Carreira de Halder Gomes (versão internacional)
- Compre “Loucos de Futebol” + “Cine Holiúdy”

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