Cinema de Autor

Publicado em: 26-06-2007 @ 3:10 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Igor Vieira

A idéia deste post surgiu em uma conversa de bar com o nosso amigo Raphael Santos. O assunto é um tanto polêmico para alguns. Há quem diga que, com a industrialização do cinema em Hollywood, o cinema autoral parou de existir. A influência do produtor é tanta que o filme acaba sendo mais dele do que do próprio diretor. Walter Salles utilizou essa justificativa para o fracasso de crítica de “Água Negra”, seu debute na indústria americana.


Volver: Cores e Mulheres de Almodóvar:
marca registrada do cineasta

Outros ainda afirmam que o roteirista e o editor são tão importantes no resultado final quanto o diretor das películas. Isso é fato, mas não podemos negar que em meio enxurrada de produções comerciais, cineastas de verdade resistem bravamente.

Podemos citar alguns tipos de autores. Existem aqueles que trabalham em sintonia com o resto da equipe e seus trabalhos podem ser reconhecidos facilmente. Estética, direção de atores, temáticas, tudo em uníssono, como uma espécie de marca registrada. Esse é o caso de nomes como Pedro Almodóvar e Martin Scorsese. O espanhol e o americano têm um estilo muito peculiar e mesmo quem não é muito fã reconhece fácil a sua assinatura. Quem se enquadra nessa categoria é o também americano Woody Allen. O excêntrico nova-iorquino construiu a carreira com um tipo de comédia só seu e mesmo quando foge regra produzindo dramas tensos como é o caso de “Match Point – Ponto Final” deixa escapar em alguns momentos as características que o tornaram famoso. Allen e Almodóvar se diferenciam aqui de Scorsese por escreverem seus próprios roteiros. Talvez por isso o diretor de “Os Infiltrados” mereça maiores créditos por conseguir manter uma unidade.


Eastwood em “Menina de Ouro”:
temática recorrente

Outro grupo de autores é daqueles que não imprimem uma marca visual a seus filmes, mas somente temática. Clint Eastwood conta histórias diferentes em suas fitas, mas não esconde a preferência por questões éticas e sempre com um olhar bondoso para aqueles que escolhem caminhos por vezes condenados pela opinião pública. Foi assim com “Sobre Meninos e Lobos”, “Menina de Ouro” e os dois mais recentes “A Conquista da Honra” e “Cartas de Iwo Jima”. Mel Gibson também é adepto deste grupo, ao tratar da expiação dos pecados pela dor em seus três últimos projetos realizados no comando da direção.

Por fim, encontramos os que trabalham com estórias diferenciadas, temas divergentes, estética própria a cada nova incursão cinematográfica. Nem por isso, eles deixam de imprimir na tela sua ideologia e visão de mundo produzindo uma obra de arte que carrega uma autoria. Darren Aronofsky é, quem sabe, o maior expoente desse bando. Você consegue imaginar algum outro diretor realizando “Fonte da Vida”?


Quentin Tarantino: autor de
seus próprios filmes

Não podemos esquecer de Quentin Tarantino e Tim Burton, difíceis de classificação já que apresentam todas as características citadas. O que todos esses nomes têm em comum é a idéia de que um verdadeiro autor de cinema trabalha não só dirigindo câmeras e atores, mas passeia pelo mundo das idéias seja na forma ou conteúdo de seus filmes.

RapaduraCast 29 - Seriados¹

Publicado em: 22-06-2007 @ 1:43 am 
Postado em: RapaduraCast
Escrito por: Redação CCR


Essa história de que entraríamos no mundo dos seriados não era da boca pra fora. Para tanto, chamamos dois especialistas no assunto para iniciarmos nossa jornada em tão glorioso caminho. Kennewick e o Ogro são do fórum LostBrasil, além disso, Kenne é apresentador do podcast semanal sobre o seriado Lost, o LBCast.

Nós (Jurandir Filho e Raphael Santos) batemos um papo com a dupla sobre as fases mais interessantes dos seriados. Todavia, como o assunto não acabava e para não ficar um programa de mil horas, demos uma parada no final dos anos 90. Melhor para você, leitor/ouvinte que terá no futuro um RapaduraCast somente sobre as séries da atualidade (as mais conhecidas, para sermos mais exato, como Lost, 24 horas, Heroes, The Office, Prison Break e outros).

É óbvio que muitas séries importantes ficaram de fora, mas demos foi uma geral por cima do assunto – com argumentos, diga-se de passagem – e é aí que você entra, leitor. Mande um comentário falando sobre o que deixamos de fora e VOCÊ mesmo comenta, afinal o seu comentário está valendo um ingresso. Ahn, ingresso? Escute e confira!

- COMPRAR DVDs com FRETE DE GRAÇA!
(Cães de Aluguel acabou! Agradecemos a todo mundo que comprou lá! Vocês esgostaram o estoque do DVD no Submarino) ;)

Duração: 81 min

ATUALIZAÇÃO: Já ouviu o RapaduraCast 29? Gostou? Tá querendo escutar mais, porém não agüenta esperar até a próxima sexta-feira? Fique tranqüilo, pois o Jurandir Filho e Raphael Santos participaram como convidados do melhor podcast de Lost do Brasil. O LBcast é o podcast da vez!

Para quem não conhece, o LBcast é um programa do maior portal sobre o seriado “Lost” do mundo, o LostBrasil (www.lostbrasil.com). O programa aborda, logicamente, “Lost” como tema principal, mas, como a série televisiva está na parada entre a terceira e quarta temporada, o LBcast terá temas variados. Quando se trata de cinema, porque não lembrar do Cinema com Rapadura? Sendo assim, essa semana (e outras, quem sabe), Juras e PH foram parar na ilha de “Lost” e conversaram com os losts Kenne (convidado do RapaduraCast 29), RBO06 (colaborador LostBrasil) e Haendel Dias (membro do portal) sobre as estréias no Brasil desde o mês de janeiro. Está imperdível!

PROMOÇÃO ENCERRADA
Resultado da promoção “13 HOMENS E UM NOVO SEGREDO” está no RapaduraCast 31. Escuta lá!

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3 ANOS: Ò a Rapadura, pessoal!

Publicado em: 20-06-2007 @ 10:59 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Redação CCR

Chegou a hora de apagar as velinhas, vamos cantar aquela musiquinha!”. Certo, parou, parou. Vamos falar sério. O Cinema Com Rapadura, o seu portal de Cinema, completa hoje 3 anos. É sim, os dentinhos já começam a aparecer e a rapadura já pode ser melhor degustada! Depois de muita alegria, muita trabalheira, muita experiência, o CCR chega a mais um ano completado, com muita raça e muito orgulho, viu?

Na verdade, essa notinha não é para apenas para lembrar que hoje é aniversário do CCR. Mais do que lembrete, essa nota é um obrigado e um parabéns a todos nós que fazemos parte da equipe desse grupo-rapadura, seja como usuário, seja como parceiro, seja como membro.

Desde a criação do portal, sempre prezamos por oferecer o melhor serviço de acesso a informação on-line no Brasil. E conseguimos! As fichas técnicas do CCR são as mais completas do país, sem limitação de imagens, cartazes, trailers, papéis de parede, críticas, etc. Sem contar o recurso inovador, criado por nós (como muitas outras seções de sucesso, como a espetacular Metamorfose), de visualização das fotos do elenco de cada filme, dentro da respectiva ficha técnica, além de um grande arquivo de personalidades, matérias especiais, podcasts, blog, seções interativas, entrevistas, perfis de usuários cadastrados (que já está sendo copiada por aí) e hot-sites especiais ÚNICOS no Brasil (depois que começamos a fazer hot-sites bem elaborados, todos agora querem fazer, mas nunca chegam perto do nível de informação que oferecemos). O mais recompensador é que, além do público, que diz que produzimos o melhor serviço, a IMPRENSA também diz. Somos acessados e prestamos serviços para as mais variadas mídias no país (rádio, tv e impresso), e normalmente aparecemos em grandes veículos como Folha de SP, Estadão, O Dia, A Tarde, Correio Brasiliense, Canal Brasil, Rede Globo, etc.

O Cinema Com Rapadura, mais do que um grande portal de cinema, é um grupo de pessoas unidas trabalhando por paixão � Sétima Arte. Aqui todo mundo torce pelo mesmo time, não interessa o estado, o país, cor, credo ou estado civil.

Se chegamos até aqui, chegamos porque contamos com o apoio de muita gente. Se a gente for citar todo mundo, a Redação do portal pára! Que fique então o muito obrigado a todos os Rapaduras que fizeram parte da equipe. Claro, não poderíamos deixar de unir nessa comemoração o jornal Diário do Nordeste, o UCI Multiplex (que segundo eles, nós somos o melhor parceiros deles), Espaço Z e as distribuidoras que apóiam o projeto do CCR desde o início (todas, sem exceção, são parceiras do portal). Além daqueles profissionais que quebraram o nosso galho nos momentos difíceis e nos defenderam quando preciso. E o mais importante: todos os usuários que nos visitam diariamente e trocam contatos conosco. A melhor parte do nosso trabalho é ter o retorno de vocês! Não tem presente melhor de aniversário que o apoio de quem faz a nossa força, seja através do portal, do RapaduraCast, do Blog, do quadro na TV ou da coluna no jornal.

Parabéns a todos os que colaboram e colaboraram de alguma forma para o crescimento do Cinema Com Rapadura. E que venha o quarto ano, cheio de amigos “visionários”!

Bons filmes ruins…

Publicado em: 18-06-2007 @ 2:36 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Thiago Sampaio

Você com certeza já ouviu falar em algum canto, pessoas afirmando que para o filme ter qualidade, ele precisa ter um roteiro inteligente, transmitir lições, possuir uma análise psicológica de detalhes interessantes. De certa forma, isso não deixa de ser verdade, porém quero que levante o dedo quem algum dia não se divertiu com algum filme cujo teor não passa de entretenimento gratuito. Creio que ninguém há de levantar.

Certamente os filmes inteligentes movem valores diversos, porém são muitos os casos em que estamos entediados e temos vontade de assistir algo totalmente sem compromisso apenas para desopilar do tédio e sem ocupar demasiadamente a cabeça com reflexões. Passar cerca de quase duas horas entretido com filmes de ação desenfreada, comédia pastelona daquelas cujas piadas beiram o ridículo, nem sempre é sinônimo de perca de tempo. Chamo isso de entretenimento de melhor qualidade!


Filmes que já enjoaram de passar na Sessão da Tarde como a infinita série “Loucademia de Polícia” (foto), os pirados viajantes do tempo “Bill & Ted”, as séries clássicas do pastelão como “Corra Que a Polícia Vem Aí”, “Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu”, “Top Gang”, e a impagável dupla de imbecis “Debi & Lóide” são exemplos de produções que já sabemos as piadas de cor de tanto vermos repetidamente, mas, ainda assim, caímos nas gargalhadas. O mesmo acontece com aqueles inúmeros filmes de ação de Van Damme, Schwarzenegger, Stallone e cia., que muitos não passam de um festival de tiros, explosões, socos e chutes, são facilmente rotulados como “filmes ruins” pelos exigentes de plantão, mas volta e meia pegamos assistindo-os compenetradamente.

Sempre considerei os termos bom e ruim algo extremamente relativo e dependente, obviamente, do gosto de cada um, do momento, do local, do humor, e uma série de infinitos fatores. Por isso, rotular um filme ruim por não passar de um entretenimento gratuito nem sempre é o que há de mais plausível a se fazer. Comédias bobocas, filmes de ação sem cérebro, romances água-com-açúcar, podem até não serem incluídos na lista do chamado “Cinema de Primeira Linha”, mas, uma vez ou outra, não faz mal a ninguém e ainda proporciona ótimos momentos. Isso eu garanto!

COMPRE OS FILMES

- Loucademia de Polícia
- Bill & Ted: Uma Aventura Fantástica
- Corra que a Polícia Vem Aí
- Top Gang: Ases Muito Loucos
- Top Gang 2!: A Missão

Cantoras ou Atrizes?

Publicado em: 18-06-2007 @ 2:21 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Diego Benevides

Loiras, morenas, ruivas, excêntricas e polêmicas. Além disso, será que elas seriam atrizes? Hum, não sei se já me entenderam, mas meu tema desta semana é sobre as cantorinhas que se jogam para fazer filmes (não necessariamente nessa mesma ordem) e acabam atraindo legiões de fãs que não estão preocupados com a qualidade do filme (ou da atuação), e sim em ver seu ídolo nas telonas. Há coisa melhor? Acho que sim.

Beyoncé KnowlesO mundo da música internacional é bastante disputado, principalmente quando se trata de pop music. Falo em pop porque a maioria das moças que falarei aqui se enquadra neste gênero, mas não descarto cantoras de outras tribos. Quando uma loirinha recebe um papel para estrelar no cinema, já alerta suas concorrentes para seguirem o mesmo destino para não ficarem atrás, sempre resultando em filmes nem sempre bons e olhe lá se puderem ser classificados como medianos.

A questão é: como e por que elas se engajam em projetos assim? Primeiro, porque atrai o público que gosta de suas músicas. Segundo, devido ânsia das próprias atrizes em aparecer e pichar seus nomes em outros projetos além do cenário musical, fazendo com que elas participem de tudo que sua fama pode lhes dar. Mas essa nem sempre é a melhor escolha. Vários exemplos podem ser vistos por aí nas locadoras. No caso da loirinha polêmica Britney Spears, seu filme “Crossroads – Amigas para Sempre” foi um verdadeiro fracasso de bilheteria e deixou a desejar, se incluindo na lista daqueles filmes que passam a tarde na tv. A moça pode agitar nas baladas, mas no cinema ela ainda precisa aprender muito.

Jennifer Love Hewitt, Beyoncé Knowles (foto), Mandy Moore, Jennifer Lopez, Madonna, Mariah Carey, Hillary Duff, Lindsay Lohan, Queen Latifah, Whitney Houston. Sem contar das outras que não sabe nem o que são… se são atrizes ou cantoras ou sei lá o quê; quando na verdade são apenas riquinhas mimadas querendo aparecer. Dessas moças citadas até saíram filmes legais como “Meninas Malvadas” (Lohan) e “Chicago” (Latifah), mas talvez o índice de fracasso seja maior. Não discordo que algumas delas (Lopez, Lohan, Latifah) tenham talento para assumir bons papéis nas telonas e, por isso, já conseguem desvincular seu interesse cinematográfico do ‘fazer por fazer’, mas acho desnecessário produzir algo por puro luxo e ser um fracasso como temos Glitter (de Carey). E até quando continuarem surgindo cantorinhas novas e mais fama e mais ambição, várias delas vão continuar atacando como atrizes sem ao menos ter talento para tal coisa. O público aceitará? Pior que sim. Se não por admiração, para criticá-las negativamente.


Nicole Kidman e Uma Thurman

Mas é isso mesmo. Enquanto esses rostinhos bonitos não brilham tanto nas telonas, temos verdadeiras atrizes que soltaram a voz e surpreenderam com o talento musical, e desculpem aos que me conhecem, vou puxar a bola de duas mulheres perfeitas: Nicole Kidman e Uma Thurman. Ao atuarem respectivamente em “Moulin Rouge” e “Os Produtores“, elas mostraram talento e voz para tal tarefa. Isso sim é ser atriz!

Qual cantora você acha que pode despontar como uma excelente atriz? Ou qual cantora que virou atriz, você acha que nunca deveria ter entrado no mundo dos cinemas?

RapaduraCast 28 - A História Épica de um Guerreiro (Versão Hollywoodiana)

Publicado em: 16-06-2007 @ 4:08 pm 
Postado em: RapaduraCast
Escrito por: Redação CCR


Chega o fim de uma jornada. A jornada épica do guerreiro Halder Gomes - intitulados por alguns leitores como Jedi Halder GomeSkywalker. Você se comoveu com as histórias incríveis do simpático cineasta para realizar seu sonho de ter um filme ou como foi conseguir fazer isso no Brasil? Agora você vai chorar e rir ao mesmo tempo ouvindo o final da nossa trilogia.

Nesse episódio, Jurandir Filho (o Juras), Raphael Santos (o PH) e Thiago Sampaio conversaram com o cineasta sobre sua vida nos Estados Unidos e vários assuntos.

Halder contou mais das várias histórias que passou pela vida. Todavia, agora as peripécias são focadas nas gravações do filme “The Morgue” em Hollywood. Ele ainda apontou as diversas diferenças dos padrões brasileiros para com os americanos e como foi simplesmente só dirigir (antes ele tinha produzido, roteirizado, captado recursos e tudo). Além disso, falou como foi trabalhar com Bill Cobbs (de “Uma Noite no Museu”) e outros atores conhecidos do público.

Como de praxe, lemos e-mails, zoamos com leitores e abrimos o verbo para falar de um podcast que nos copia muito mal - os que copiam bem, a gente deixa com maior prazer. Escutem, conheçam Halder Gomes e comentem. Não é todo dia que uma trilogia é fechada!

Duração: 69 min

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RapaduraCast 27 - A História Épica de um Guerreiro (Versão Nacional)

Publicado em: 08-06-2007 @ 5:49 pm 
Postado em: RapaduraCast
Escrito por: Redação CCR


No programa anterior, falamos sobre a carreira de “Dublês”, dando espaço para um profissional da área contar os bastidores dessa profissão pouco reconhecida no Brasil e em alguns países do mundo. Desta vez, passamos para o outro lado. O lado do cineasta. Halder Gomes, nosso convidado especial, conta como foi o início da sua carreira como diretor; como é batalha para conseguir filmar no Brasil; quais as dificuldades; o que ele fez para obter sucesso em seus filmes; como alguém deve começar para tornar-se um cineasta e muito mais.

Como o papo foi muito bom, decidimos dividir em dois programas. Sendo o RapaduraCast 27 a história nacional da carreira de Halder Gomes e no próximo (28) a carreira internacional. Quando falamos que ele é um ídolo, não é da boca para fora. Ele é considerado por muitos, atualmente, o embaixador brasileiro em Hollywood.

Escute, reflita, aprenda sobre cinema e saiba que a batalha para conseguir êxito no mercado cinematográfico vai muito além do que você está acostumado a ver.

Duração: 78 min

LINKS
- Crítica de O Astista Contra o Caba do Mal
- Dicionário Cearensês

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Filme em Clipe – Guns, Aerosmith e U2

Publicado em: 08-06-2007 @ 3:48 pm 
Postado em: Especiais
Escrito por: Raphael Santos

O advento do cinema move muito mais do que simplesmente o filme. É visível como as várias mídias aderem ao mesmo. Não poderia ser diferente com o mundo musical e seus clipes. Não é toa que várias bandas e cantores que tiveram sua música tema de filme acabam utilizando-se desse filme e o trazem para dentro sua música ou, principalmente, seu clipe. É justamente esse assunto o estímulo desse post semanal. Mostrar clipes de música que utilizam cenas ou elementos dos filmes que foram tema.

A fim de não causar estranheza começarei essa coluna com bandas conhecidas e seus respectivos filmes. Guns N’ Roses, Aerosmith e U2 fazem essa primeira edição. Conheça um pouco das bandas, da sua música, do filme-tema e assista aos clipes, é lógico.

Música: You Could Be Mine (Guns N’ Roses)
Filme: “Exterminador do Futuro II” (1991)

Talvez Guns N’ Roses tenha sido realmente a primeira banda de rock que acompanhei. Foi quem me deu base para hoje eu ter um determinado gosto musical. Peço desculpas aos que não gostam do estridente W. Axl Rose, mas não poderia deixar de começar essa banda que teve seu ápice entre 1988 e 1993, mas teve seu início na segunda metade da década de 1980.

Quando a banda acabou a formação original era Dizzy Reed (teclados), Matt Sorum (bateria), Duff McKagan (baixo), Gilby Clark (guitarra), Slash (guitarra) e Axl Rose (vocal). O Guns era famosíssimo e produzia ótimos Clips, como “November Rain”, “Estranged”, entre outros. Além disso, seus shows eram memoráveis, como o da turnê “Use Your Illusion”. Mas é o clipe da música “You Could be Mine” que faz jus a essa coluna.

A música é tema de “Exterminador do Futuro II”, filme que estrela Arnold Schwarzenegger e Linda Hamilton. É tanto que o clip utiliza-se de várias passagens marcantes do filme, enquanto a banda faz um show em uma casa noturna enquanto o Exterminador (Arnold) procura os integrantes do alvoroço. No final do clip somos presenteados com um encontro do andróide e da banda, onde depois de analisar cada um em seu sistema o andróide dá um sorrisinho para Axl Rose. Schwarzenegger é um declarado fã da banda.

No filme nós podemos ver algumas referências música, mas principalmente banda. Uma das referências é quando no começo do filme um amigo de John Connor (Edward Furlong) utiliza uma camisa tradicional da banda por debaixo de sua jaqueta. Cenas seguintes inicia-se uma perseguição onde a música é utilizada como trilha sonora. Mais para a metade do filme, o Exterminador esconde sua escopeta dentro de uma caixa de rosas. Quando precisa utilizar a arma, ele saca-a da caixa e a câmera pega em plano as rosas caindo e a arma de fundo. Uma direta simbologia ao nome da banda Guns N’ Roses, que traduzido é Armas e Rosas.

Música: I don’t want to miss a thing (Aerosmith)
Filme: “Armageddon” (1998)

O filme é conhecidíssimo, trás um elenco famoso e ótimo roteiro. A música também, a banda mais ainda e ambos foram indicados ao Oscar. Das quatro indicações de “Armageddon” ao Oscar, 3 são relacionados ao som. O filme foi indicado nas seguintes categorias: Melhor Som, Melhores Efeitos Sonoros, Melhores Efeitos Especiais e, como não poderia ser diferente, Melhor Canção Original. Essa canção chama-se “I don’t want to miss a thing” e é um dos melhores clips da banda Aerosmith.

O interessante é que no elenco do filme temos Bruce Willis, Ben Affleck e, dentre outros, a atriz Liv Tyler. Liv é filha do vocalista do Aerosmith: Steven Tyler.

Aerosmith é uma banda americana de hard rock e rock ‘n roll. Formada em Boston, cidade de Massachusetts, tudo teve início nos anos 70. Porém, a grande popularidade durante do grupo musical foi por meados dos anos 70, final dos anos 80 e início da década de 90. Volta e meia Aerosmith aparece com um novo hit para os amantes do bom rock.

Assistindo ao clip da música “I don’t want to miss a thing” somos transportados de volta para o filme, mesmo que por algumas pequenas cenas, até porque nossa memória auditiva ativa as lembranças de emocionantes cenas da trama. Quem assistiu e gostou do filme, além dos fãs da banda, vale com certeza dar uma olhada (mais uma vez, creio) no clip.

Música: Elevation (U2)
Filme: “Lara Croft: Tomb Raider” (2001)

Para encerrar a primeira edição, não poderia deixar de fora a banda U2 e seu hit “Elevation”. Liderados pelo vocalista Bono Vox, a banda irlandesa de rock é composta por The Edge (guitarra, piano, voz e baixo) Adam Clayton (baixo e guitarra) e Larry Mullen, Jr. (bateria). O U2 já está aí no mercado desde 1976 e, sucesso vai, sucesso vem, a música “Elevation” fez um grande sucesso em 2001-2002, principalmente com seu clip que andava lado a lado com o filme “Lara Croft: Tomb Raider”.

Como muitos devem saber, “Lara Croft: Tomb Raider” é o primeiro filme baseado na personagem Lara Croft, que protagonizou diversos jogos de computador da série “Tomb Raider”. Mostrando toda suas habilidades (e curvas), ninguém menos do que a lindíssima Angelina Jolie (“Sr. e Sra. Smith”) interpreta a famosa personagem.

O clip da música “Elevation” é simplesmente um espetáculo de efeitos especiais. Digo que os efeitos do clip superam até os do filme (maldade minha). Além disso, os integrantes da banda revivem algumas cenas do filme de forma bem interessante – inclusive o guitarrista The Edge atua ao lado de Angelina Jolie (pena que só no clip mesmo). Não sei se o carisma que tenho pela banda, faz eu ser tendencioso, mas não vejo como alguém deixar esse clip passar batido.

Não esqueçam de comentar e dar sugestões de novos clips. Nos vemos na próxima edição do Filme em Clipe.

Bons de briga, ruins de fama

Publicado em: 08-06-2007 @ 3:46 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Thiago Sampaio

Chuck Norris, Charles Bronson, Steven Seagal, Jean Claude Van-Damme, Sylvester Stallone… com certeza você já viu inúmeros filmes com esses nomes, sejam mofando no fundo de alguma locadora de vídeo e DVD, ou em algum “Domingo Maior” desses da vida. Atores marcados por se prenderem a um estilo cinematográfico e a ele se dedicar toda vida: os filmes de ação e, diga-se de passagem, daqueles de orçamento baixo. Nomes como esses são considerados por muitos verdadeiros “ícones”, mas que, paradoxalmente, tal rótulo de “ícones” é dado de uma forma irônica. Sim, são ídolos trash. Lutadores e/ou fisiculturistas que de repente descobriram que fazer filmes de porrada era uma fórmula lucrativa – ah, reparem que sequer o figurino precisa variar de um filme para outro!

Chuck Norris, Charles Bronson, Steven Seagal, Jean Claude Van-Damme, Sylvester Stallone

Porém há de lembrar que esses nomes foram umas raras exceções que deram certo nessa fórmula. E olhe lá o que vocês consideram dar certo! Todos tiveram seus momentos de auge. Qual o admirador de filmes de ação que nunca assistiu a “A Força em Alerta 1 e 2”, com Steven Seagal, ou “O Grande Dragão Branco”, com Van Damme? Mas há de lembrar que o mesmo Seagal atuou em filmes como “Hoje Você Morre”, e Van Damme em “O Agente Biológico”. Desses vocês se lembram? É, atualmente eles sobrevivem fazendo esses filmes de nomes toscos que chegam direto nas locadoras e com distribuição limitada. Stallone há anos anda colecionando fracassos na carreira e agora tenta apostar na ressurreição de seus maiores sucessos – as franquias “Rambo” e “Rocky” - para voltar aos holofotes. Charles Bronson, o primeiro a ator da história a cobrar um cachê que atingisse a marca de U$: 1 milhão, após ficar marcado por atuar nos cinco filmes da série “Desejo de Matar”, faleceu no ano de 2003 vítima de pneumonia e a doença de Alzheimer, e só depois de morto teve seu “talento” reconhecido ao ser lembrado pela Academia. Já Chuck Norris, coitado! Após ficar marcado por estrelar “clássicos” como as franquias “Braddock” e “Comando Delta”, hoje é mais lembrado pelas piadinhas que fazem a seu estereótipo do que pelos filmes em si. “Bruce Banner quando fica com raiva se transforma no Hulk; o Hulk quando fica com raiva se transforma no Chuck Norris!”. “Chuck Norris na verdade já morreu há dez anos, acontece que a Morte ainda não teve coragem de dizer isso para ele”. Tudo bem, tudo bem, vou parar!!

E olhe que estou falando dos nomes que deram certo nesse ramo de filmes de ação. Diversos nomes chegaram a aparecer como grandes promessas do ramo e chegaram até a conseguir um certo reconhecimento entre o público alvo, como são os casos de Dolph Lundgreen, Mark Dacascos, Lorenzo Lamas, Michael Paré, Louis Gossett Jr., Gary Busey, entre muitos outros, mas hoje não passam de nomes que recheiam as prateleiras daquelas locadoras de quinta categoria. Ah, não podemos esquecer de Patrick Swayze, que fora os sucessos que fez como o fantasminha apaixonado de “Ghost” e o professor de dança de “Dirty Dancing – Ritmo Quente”, teve sua carreira marcada por muitos desses filmes de pancadaria gratuita, como “Matador de Aluguel” e “Black Dog – Estrada Alucinante”. Hoje, qualquer papel de coadjuvante em uma produção mediana pode ser considerado luxo para Swayze.

Fora esses, há inúmeros outros atores de filmes de ação que fizeram zilhões de filmes e até hoje não atingiram o devido reconhecimento. Posso citar nomes como Don “The Dragon” Wilson, Jeff Fahey, Mario Van Peebles, Frank Zagarino, Micheal Dudikoff (aquele mesmo de “American Ninja”, que tanto passa nas “Sessões da Tarde”), e mais uma lista interminável. Quer que eu cite grandes sucessos desses nomes? Desculpem, já é pedir demais.

O público alvo dos filmes estrelados por esses disparadores de socos e chutes de plantão pode até ser reduzido, mas, mesmo assim, há um público fiel apreciando a arte de seus trabalhos – mesmo que pelo status de trash. Para você que curte um bom filme de ação com muita pancadaria, vá até a locadora mais próxima do seu bairro, e quem sabe em meio aqueles montes de produções de orçamento reduzido com títulos toscos, você encontre algo de interessante. Uma coisa lhes garanto: há sim qualidade, e todos esses nomes citados possuem seu valor.

COMPRE ALGUNS CLÁSSICOS

- Comando Delta
- Comando Delta 2- Conexão Colômbia
- Braddock- O Super Comando
- McQuade O Lobo Solitário
- O Vôo do Dragão
- Coleção Charles Bronson
- Violent City
- Lutador de Rua
- A Força em Alerta
- Fúria Mortal
- O Homem das Sombras e Ameaça Subterrânea
- Difícil De Matar
- Cyborg - O Dragão do Futuro
- Soldado Universal - O Retorno
- Coleção Rocky Antologia - Ultimate Edition
- Cobra - Tango & Cash - Os Vingadores
- O Demolidor
- O Juiz
- Rambo: A Saga Completa
- Agente Biológico
- Hoje Você Morre

Nas telinhas – 24 Horas, CSI e Friends

Publicado em: 08-06-2007 @ 3:23 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Raphael Santos

Edição passada as séries inteligentes e envolventes predominaram. Dessa vez, abordaremos três diferentes estilos de seriado. A ação estará em evidencia juntamente com o suspense e o tão assistido estilo americano de comédia. “24 Horas”, “CSI – Crime Scene Investigation” e “Friends”, são destaques em cada um de seu gênero, sendo a primeira citada o ponto alto das recentes inovações propostas para as telinhas.

24-horas.jpg

Damn it!

Os seriados de ação andavam meio de lado. Não que tivessem parado, mas depois de vários sucessos, quando esse estilo conquistou o mundo todo, nada de inovador aparecia mais. Era sempre o desenvolvimento almejando chegar bem (ou não) ação final, sem criar mais pontas ou enriquecer personagens e elementos. Eis que surge Jack Bauer (Kiefer Sutherland) e sua capacidade incrível de resolver problemas magnânimos em apenas 24 horas.

A inovação principal da série está bem figurada no seu título: “24 Horas”. Cada episódio é uma hora do dia do agente da CTU (sigla em inglês para Unidade Contra Terrorista – UCT, no Brasil) Jack Bauer. Tudo acontece praticamente em tempo real, com uma narrativa sempre linear, e o roteiro se distribuindo em diferentes núcleos, sempre tendo como base o núcleo ação/drama de Bauer. Certas vezes a série foca-se nas atividades dos agentes da CTU, como em outras vezes foca-se nas ações dos terroristas e, como se não bastasse, também nas reações do governo federal.

Como a série clama muito pela ação, demonstrando cenas espetaculares para o gênero (responsável por altos orçamentos em comparação a outras séries), alguns confundem o seu verdadeiro cunho. De fato é uma série de ação - com muitas pronuncias fortes da palavra “damn it” (quer dizer em português algo como: “droga!”) - mas com o passar das temporadas vemos que é, acima de tudo, um drama muito bem amarrado. Ao passo que as temporadas vão se apresentado há uma maior abordagem da vida complicada (e amaldiçoada, diga-se de passagem) do agente contra-terrorista. Aí está o outro ponto de destaque da série. Não é a toa que já ganhou Emmy (o Oscar da TV) como Melhor Série Dramática pela quinta temporada.

Apesar de tudo girar em torno do agente, como disse anteriormente, a série cria núcleos, onde vários personagens viram inesquecíveis para os fãs. Toda a temporada há sempre um ou mais personagens além de Bauer que passamos a admirar. A cada dia na vida de Jack Bauer (entenda-se como: a cada temporada) um personagem muito interessante também é apresentado.

Também notável na série é a facilidade que os responsáveis tem em matar os personagens, até os mais adorados pelos espectadores. Não se assuste se, quando você gostar muito de um determinado papel, ele simplesmente desapareça com uma morte dramática ou, se duvidar, simples e direta.

Ao contrário do que possa parecer, houve ao longo das seis temporadas um processo de maturação da trama. Em vez de cair no estereotipo americano de se fazer ação, a série evoluiu bastante e teve seu ápice na quinta temporada – onde mais morreram personagens queridos e onde o roteiro teve muitos elementos novos com relação temporadas passadas. Além do roteiro e dos moldes da série, a estrela-mor da série, Kiefer Sutherland, vem cada vez mais melhorando o personagem Jack Bauer.

Sendo um divisor de águas no âmbito dos seriados, “24 Horas” não pode deixar de ser conferida pelos amantes do bom gênero ação e drama, mas comece a acompanhar rápido, pois não há limites para Jack Bauer.

- Box 24 Horas: 1ª Temporada - 6 DVDs
- Box 24 Horas: 3ª Temporada - 7 DVDs
- Box 24 Horas: 5ª Temporada - 7 DVDs

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Entrando na cena do crime!

Só assistindo “CSI – Crime Scene Investigation” (“Investigação Criminal”, aqui no Brasil) para entrarmos em uma cena do crime, ultrapassando aquela faixa amarela. “CSI” é o maior sucesso do gênero policial das séries norte-americanas dos últimos tempos. O sucesso do seriado é tão grande que teve até alguns derivados diretos. A série original (da qual falaremos nessa matéria) se passa em Las Vegas, e outras duas se passam em Miami e Nova Iorque.

O ponto forte da série é o fato de mostrar bem o dia-a-dia dos investigadores criminais. Os episódios seguem um roteiro base, aonde primeiro mostra-se a apresentação da cena do crime, depois quem serão os investigadores resignados, o desenrolar apresentando os suspeitos – durante esse tempo tem todo o processo investigativo tanto laboratorial quanto de campo - e, finalmente, mostra-se o culpado do crime e como este fora feito.

Apesar de ser uma ficção, a série esbanja qualidade ao falar de um assunto que muito precisa andar ao lado da verdade. Não é só criar casos de morte ou assalto e sair falando sobre, tem que ter bons argumentos – inclusive, alguns casos reais da polícia de Las Vegas, que já foram resolvidos em vida real e tiveram a devida liberação, foram adaptados em um ou outro episódio, além também de objetos que são comumente utilizados pela polícia técnica dos Estados Unidos também foram levados para a trama do seriado.

Valido também é o fato de se aprofundar os personagens, por mais que o principal de cada episódio seja como certo crime foi operado e por quem. Sempre que necessário apresenta-se um pouco da vida fora do trabalho da equipe de CSIs que fizeram muitos se tornarem fãs da série.

Essa equipe dos CSIs de Las Vegas - mais especificamente a equipe noturna - é liderada por Gil Grissom. Personagem espetacularmente vivido pelo ator William Petersen. A atuação de William é, sem dúvidas, o outro ponto forte do seriado. Para se ter idéia, s vezes quando são dadas algumas “férias” a Gil, a série cai drasticamente de nível. Outro personagem bastante interessante também – esse por conta não do ator, mas das falas que lhes são dadas - é o Capitão Jim Brass (Paul Guilfoyle). Sempre que aparece Jim joga uma de suas tiradas irônicas, sobretudo nos momentos mais inusitados de uma investigação.

Depois de sete temporadas, muitos acham que “CSI” tornou-se repetitiva. Isso realmente aconteceu pode ser percebido, mas depois de se apaixonar nas três primeiras temporadas, fica difícil largar o seriado facilmente. Além disso, vira e mexe, os produtores encontram novas situações para esse problema. Como exemplo, um episódio de final de temporada (que chamam no mundo das séries de season finale) de uma hora foi dirigido por Quentin Tarantino (competente diretor de “Kill Bill I e II”, “Pulp Fiction” e etc). Ele foi assistido por mais de 40 milhões de pessoas, fazendo dela um dos programas mais assistidos da história. O episódio, totalmente a cara de Tarantino, é brilhante, principalmente por colocar de forma inteligente um dos CSIs como vítima.

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How you doooing!?

O glorioso seriado “Friends” gira em torno da vida de seis amigos que moram em Nova Iorque, no bairro de Greenwich Village. Do sexteto, alguns vivem no mesmo prédio ou moram próximo. Apesar de serem lá de Nova Iorque, o passar das dez temporadas esses seis amigos se tornaram milhões espalhados por todo o mundo, de norte a sul e leste a oeste.

A receita de “Friends” é muito simples. Os episódios mostram o jeito americano de ser, sempre abordando acontecimentos estereotipados da vida, pois fica difícil algum de nós não ter passado por algumas coisas das quais os nossos seis queridos friends passaram.

Dentre os seis personagens, é muito pessoal dizer quem é o melhor. Mas é fato que a veia humorística de Matthew Perry faz de Chandler Bing um dos personagens mais queridos. Não há um episódio sequer que Chandler não nos roube alguma risada. Sem nem ao menos sabermos com o que Chandler trabalha (eu acho que ele é analista de sistemas), já sabemos de antemão que ele odeia seu emprego. Suas piadas são baseadas no sarcasmo e, por conta disso, elas sempre aparecem certas, entretanto nas horas completamente erradas, se é que você me entende. Sem falar também em seus frustrados relacionamentos amorosos, que só passam a ser resolvidos (ou não) até ele ficar com Monica (brilhantemente interpretada por Courteney Cox).

Apesar de eu aprofundar somente em Chandler por ser o que escolhi como favorito da série, cada um dos integrantes mantém uma característica marcante. Chandler, como já foi dito, é o piadista sarcástico; Ross Geller (David Schwimmer) o perfeccionista, mas que nada dá certo em sua vida; Monica Geller, irmã de Ross, é neurótica por limpeza e sempre quer ser a dona da verdade; Rachel Green (Jennifer Aniston) a típica patricinha americana; Phoebe Buffay (Lisa Kudrow) a vegetariana totalmente nonsense; e o ator frustrado Joey Tribbiani (Matt LeBlanc) que passa longe de ser uma pessoa notável pela inteligência.

“Friends” é uma das séries mais assistidas no mundo. Para se ter idéia de como o seriado realmente obteve sucesso, ao fim da décima temporada cada um dos seis atores recebia US$ 1 milhão por episódio. Propagandas nos intervalos do episódio final, que atraiu uma audiência de mais de 52 milhões de espectadores, custaram em média US$ 2 milhões a cada trinta segundos. Além de outras coisas mais que a franquia conquistou.

Como na retórica da vida tudo que é bom dura apenas um tempo finito, dez anos não foi bastante convivendo com os seis adorados personagens e, até hoje, a saudade comove um grande número de fãs, como eu, por exemplo. Escrever sobre a série é um grande martírio para minha memória tão rica de boas lembranças desses tempos que não voltam mais.

Espero que tenham gostado de mais uma edição dessa seção. Em breve voltaremos com mais três séries sendo aqui analisadas. Caso a resposta seja satisfatória, passaremos a fazer resenhas episódio por episódio de algumas séries que estejam fazendo sucesso.

- Box Friends - 1ª Temporada- 4 DVDs
- Box Friends - 2ª Temporada- 4 DVDs
- Box Friends - 3ª Temporada- 4 DVDs
- Box Friends - 4ª Temporada- 4 DVDs
- Box Friends - 5ª Temporada- 4 DVDs
- Box Friends - 6ª Temporada- 4 DVDs
- Box Friends - 9ª Temporada- 4 DVDs
- Box Friends - 10ª Temporada- 4 DVDs

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