Rapadura Blog - O Blog do Portal Cinema com Rapadura

Resumão da blogosfera - 20/12

Publicado em: 20-12-2007 @ 11:25 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Raphael Santos

Você não pode acompanhar todos os blogs? Está mais perdido do que cego no Wikipédia? Don’t cry tonight, baby. O Farelo na Poltrona (fale rapidamente o nome farelo seis vezes) faz um resumão do que aconteceu de melhor na semana blogosférica. Sendo ou não de cinema.

+ BLOGUESTEIRA
Blogueiras quase peladinhas! Humm…

+ PENSAR ENLOUQUECE
Presente de natal: vírus no Orkut

+ MUNDO TECNO
Nós somos da blogosfera e você?

+ SEDENTÁRIO E HIPERATIVO
Eu sempre jogo com os terroristas! E sempre quis ter uma AK47

+ PODSEMFIO
Compre, mas saiba comprar. Bia Kunze ensina!

+ XPOCK
Jeito inusitado de desejar feliz natal

+ MEIO BIT GAMES
Analisaram o Call of Duty 4. Eu quero jogar!!

+ UÊBA
O Uêba e suas imagens. Ótimas pra mandar para os amigos da empresa!

+ BLOG DO JUCA
Técnico da seleção escolhe volante como melhor do mundo. Eu concordo!

+ GUANABARA.INFO
Duke Nukem is back, amigos. Preparem os polegares!

+ MEIO BIT
Jax não é um personagem do Mortal Kombat? É, mas aqui é o Ajax!

+ SEDENTÁRIO E HIPERATIVO
Lost, volta! Enquanto isso não acontece, assista miniepisódios da série

+ DIGITAL DROPS
Vai natar? Quer tirar fotos? Mascara de mergulho com camera!

Nota baixa: Nenhuma atualização no inovaVOX. Volte de férias, Sampson!
Nota alta: Inteligente promoção de MP4 Player no Guanabara.info

PS: A semana analisada nessa coluna vai se de sexta-feira quinta-feira.

Não Vi e Não Gostei

Publicado em: 19-12-2007 @ 8:02 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Luiz Belmiro

Minha paixão pelo cinema começou ainda na infância, com Jerry Lewis, Peter Sellers, o Gordo e o Magro e Charles Chaplin naquelas sessões dominicais dos anos 80. Mas foi na adolescência que me tornei aquilo que comumente chamam de cinéfilo, um verdadeiro compulsivo, chegando a assistir dois ou três filmes por dia. Confesso que não tinha muito critério para escolher qual filme assistir, bastava ligar a tv e ver os créditos iniciais para me dispor a passar duas horas ali parado, mesmo que fosse a maior bomba do mundo.

Mas de uns anos pra cá resolvi ser um pouco mais seletivo, decidi que já tinha visto bombas suficientes pelo resto da minha vida. E por algumas vezes sou radical a ponto de me recusar assistir alguns filmes, cheguei até mesmo a criar uma categoria pessoal para essas obras: NÃO VI E NÃO GOSTEI. Pode ser um nome no elenco, um trailler sem graça ou na maioria das vezes, a sinopse, e pronto, não faço o menor esforço para ver o filme. A princípio pode até parecer um preconceito, em alguns casos talvez seja mesmo, mas não é nada que não possa ser remediado. Eu disse que não me esforço para ver o filme, mas se estiver em casa e ele estiver começando na televisão, e eu não tiver nada melhor para fazer no momento, até me disponho a por prova minha pré-avaliação.

Deixem-me dar alguns exemplos. Primeiramente, novas versões para alguns de meus filmes preferidos: “Cidade dos Anjos” e “Mensagem para você”. O primeiro é uma versão hollywoodiana para um dos grandes filmes de Win Wenders, “Asas do Desejo”. No original um anjo passando por uma crise existencial, se questionando pelo sentido da vida eterna, acaba apaixonando-se por uma trapezista e resolve tornar-se um mortal para viver esse amor. Na versão americana temos os rostos conhecidos de Nicolas Cage e Meg Ryan, ela é uma médica e ele é o anjo caído e apaixonado.

O filme de Wenders possui beleza e sutileza apaixonantes, além do mérito de transformar filosofia em cinema a partir de uma história de amor. Isso sem falar na fotografia, belíssima feita metade em preto e branco e metade colorida. Todas essas qualidades afirmam o diretor como um grande artista, possuidor de uma linguagem tão própria e de uma obra tão característica que qualquer tentativa de copiá-las ou de se aproximar delas não passa disso, de uma cópia.

Agora falando de “Mensagem para você”, temos aí uma refilmagem de um clássico dos anos 40, “A Loja da Esquina”. Na primeira versão James Stewart e Margaret Sullavan são dois funcionários da loja do título, que se odeiam, mas trocam juras de amor por correspondência sob pseudônimos. Sessenta anos depois o casal é formado por Tom Hanks e Meg Ryan, dois livreiros concorrentes que trocam mensagens de amor por e-mail, estamos na era da Internet afinal de contas.

Aqui o central é justamente a questão conjuntural, simplesmente não estamos mais nos anos 40, toda a inocência e otimismo que dão o tom no clássico do diretor Ernest Lubitsch soam no mínimo démodé em nossos tempos cínicos. Isso sem contar no carisma de James Stewart, Tom Hanks pode ser o queridinho de Hollywood hoje em dia, mas com certeza não tem a mesma força que o ator preferido de Alfred Hitchcock, Frank Capra e John Ford (simplesmente os três maiores diretores do cinemão holywoodiano). Quanto a Meg Ryan não se trata de perseguição de minha parte, mesmo ela tendo atuado em um de meus filmes preferidos, “Harry e Sally”, não são todos os trabalhos dela que chamam minha atenção.

Já um ator que me afasta de qualquer filme simplesmente com seu nome nos letreiros é o ex-astro Kevin Costner, desde o mega fracasso “Waterworld” o nome do americano para mim é sinônimo de bomba. Me parece que o sucesso alcançado depois de “Dança com Lobos”, subiu cabeça dele, ou alguém se lembra de algum filme memorável após o oscarizado western? Ele teve a cara de pau de protagonizar bobagens como “O Mensageiro” e “Dez dias que abalaram o mundo”, além de recentemente ter bancado o serial killer em “Instinto Secreto” (e ameaçar que este na verdade é a primeira parte de uma trilogia). E pelos números das bilheterias não foi só o meu interesse pelos filmes de Costner que desapareceu, se um dia ele já foi o galã número um de Hollywood, hoje ele não passa de um coroa boa pinta.

Isso não quer dizer que meu interesse se conduz apenas pelo sucesso de público, alguns filmes que tiveram sucesso retumbante também não me apetecem, nesses casos é a temática nada original que me afasta. Vide a série “Jogos Mortais” e todos seus derivados: “Albergue” e “Turistas”. Todas essas produções possuem como maior atrativo o bizarro e o escatológico para fazer terror, me bastou assistir o primeiro “Jogos” pra constatar algo que parece claro como água, esse novo subgênero do terror nada mais é do que um derivado de mau gosto de “Seven”. Ao lado de “Clube da Luta”, outro filme também do diretor David Fincher, o suspense protagonizado por Brad Pitt e Morgan Freeman conseguia ir a fundo no que diz respeito banalização da violência e perda do valor da vida humana, enquanto o assassino Jigsaw se destaca exatamente pelo contrário: choca pelo excesso, transformando em mero espetáculo o grotesco como se fosse uma proposta estética. E essa receita parece ter sido feita para as bilheterias, tanto que já estamos na quarta parte dessa bizarrice.

Continuações despropositadas também me irritam, como as séries já infinitas “Premonição” e “Eu sei o que vocês fizeram no verão passado”. Idéias que a princípio eram até interessantes, e bem resolvidas num único filme são espremidas até o bagaço em mais duas ou três continuações, chegando a irritar os seus próprios fãs. Em suma, o grande problema de todas essas produções lamentáveis é um só: grana. É uma pena que em sua sanha por lucros astronômicos os grandes estúdios por vezes percam o bom senso, e revelem seu maior talento, acabar com qualquer idéia realmente original e inovadora.

RapaduraCast 55 - Indicados ao Globo de Ouro

Publicado em: 18-12-2007 @ 10:59 pm 
Postado em: RapaduraCast
Escrito por: Rapadura Team

RapaduraCast dia de quarta-feira? Sim e não ao mesmo tempo. Não poderíamos deixar de falar dos indicados ao Globo de Ouro, como também não poderíamos comprometer um programa todo para aborda-los. Logo, o quarteto Jurandir Filho (o Juras), Raphael Santos (o Ph), Maurício Saldanha (o Mau) e o Thiago Siqueira (o Sicas) juntou-se para um podcast extraordinário.

É isso mesmo. Para a edição 55 nós da equipe CCR fizemos como uma Assembléia quando se precisa inocentar julgar um deputado às pressas, chamamos uma edição extraordinária. Não lemos os e-mails, praticamente não houve apresentação e etc. Tudo isso sairá no RapaduraCast 56, normalmente lançado na sexta-feira.

Comentem sobre o programa e sobre os indicados, mas não esqueçam que a promoção para assistir ao filme “Encantada” está rolando no post da edição 54. Comentem lá, comentem aqui, comentem ali e vão dormir. Aproveitem! Segue a lista dos indicados abaixo:

MELHOR FILME - DRAMA
O Gângster
Desejo e Reparação
Senhores do Crime
The Great Debaters
Conduta de Risco
Onde os Fracos não têm Vez
Sangue Negro

MELHOR FILME - COMÉDIA OU MUSICAL
Across The Universe
Jogos do Poder
Hairspray
Juno
Sweeney Todd

MELHOR ATRIZ - DRAMA
Cate Blanchett - “Elizabeth: A Era de Ouro
Julie Christie - “Longe Dela
Jodie Foster - “Valente
Angelina Jolie - “O Preço da Coragem
Keira Knightley - “Desejo e Reparação

MELHOR ATOR - DRAMA
George Clooney - “Conduta de Risco
Daniel Day-Lewis - “Sangue Negro
James McAvoy - “Desejo e Reparação
Viggo Mortensen - “Senhores do Crime
Denzel Washington - “O Gângster

MELHOR ATRIZ - COMÉDIA OU MUSICAL
Amy Adams - “Encantada
Nikki Blonsky - “Hairspray
Helena Bonham Carter - “Sweeney Todd
Marion Cotillard - “Piaf - Um Hino ao Amor
Ellen Page - “Juno

MELHOR ATOR - COMÉDIA OU MUSICAL
Johnny Depp - “Sweeney Todd
Ryan Gosling - “Lars and the Real Girl
Tom Hanks - “Jogos do Poder
Philip Seymour Hoffman - “The Savages
John C. Reilly - “Walk Hard: The Dewey Cox Story

Melhor Ator Coadjuvante
Casey Affleck - “O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford
Javier Bardem - “Onde os Fracos não têm Vez
Philip Seymour Hoffman - “Jogos do Poder
John Travolta - “Hairspray
Tom Wilkinson - “Conduta de Risco

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Cate Blanchett - “I’m Not There
Julia Roberts - “Jogos do Poder
Saoirse Ronan - “Desejo e Reparação
Amy Ryan - “Medo da Verdade
Tilda Swinton - “Conduta de Risco

MELHOR DIRETOR
Tim Burton - “Sweeney Todd
Ethan Coen e Joel Coen - “Onde os Fracos não têm Vez
Julian Schnabel - “O Escafandro e a Borboleta
Ridley Scott - “O Gângster
Joe Wright - “Desejo e Reparação

MELHOR ROTEIRO
Desejo e Reparação” - Christopher Hampton
Jogos do Poder” - Aaron Sorkin
O Escafandro e a Borboleta” - Ronald Harwood
Juno” - Diablo Cody
Onde os Fracos não têm Vez” - Joel Coen, Ethan Coen

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias” (Romênia)
O Escafandro e a Borboleta” (França, EUA)
O Caçador de Pipas” (EUA)
Lust, Caution” (Taiwan)
Persepolis” (França)

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO
Bee Movie - A História de uma Abelha
Ratatouille
Os Simpsons: O Filme

MELHOR CANÇÃO
Encantada” - “That’s How You Know”
Grace Is Gone” - “Grace Is Gone”
Na Natureza Selvagem” - “Guaranteed”
O Amor nos Tempos do Cólera” - “Despedida”
Walk Hard: The Dewey Cox Story” - “Walk Hard”

MELHOR TRILHA SONORA
Desejo e Reparação” - Dario Marianelli
Senhores do Crime” - Howard Shore
Grace Is Gone” - Clint Eastwood
Na Natureza Selvagem” - Michael Brook
O Caçador de Pipas” - Alberto Iglesias

Duração: 33 min

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Um close nos publicitários

Publicado em: 18-12-2007 @ 1:11 am 
Postado em: Suspirolândia
Escrito por: Maíra Suspiro

Como já falei inúmeras outras vezes por aqui, é sempre muito bacana ver algo seu nas telonas: uma situação, um pensamento, uma impressão e até mesmo sua profissão ou o que seja lá que você faz para tirar uns trocados. Esses dias, fiquei rindo lembrando dos naipes de publicitários espalhados nos filmes.

Pensando bem, não são “os” naipes, mas sim “o” naipe. Rola um estereotipo dos publicitários que não passa muito longe da realidade, mas certamente exagera determinados pontos. E ao contrário da maioria das impressões que uma rotulação estereotipada provoca, eu me divirto com essas.

Costumo ver os publicitários (e publicitárias) na telona como pessoas desenroladas e, no mínimo, um tanto fora do eixo pertencente aos normais. Depois, varia entre seguir o tipo canalha ou o tipo engraçado. E claro, existem os mix de tudo isso. Afinal de contas, no mundo da comunicação, quanto mais integrado, melhor, não é mesmo?

Pois bem. Em “Do Que As Mulheres Gostam”, o Mel Gibson interpreta um publicitário canastrão com seu toque de simpatia e se mete em uma guerra fria com a colega-concorrente, também publicitária, interpretada pela Helen Hunt. Claro, super rico e desenrolado… Eis o tipo “mix”.

Em “Isca Perfeita”, Bruce Willis é um publicitário canastrão e malvadão. Desde quando trocaram os advogados pelos publicitários para os papéis de vilão? Por sinal, desde os 13 anos que eu decidi correr para o rumo da publicidade, mas nos 18, admito, senti uma queda pelo mundo dos advogados. Tudo culpa daquele filme, “O Júri”, que eu achei sensacional toda a manipulação e adrenalina. Mas aí vi que aqui no Brasil nem rola julgamento legal como nos filmes, tsc, e que eu poderia brincar de manipular de forma mais diversificadas no time dos publicitários. Enfim, voltando “Isca”, não assisti ao filme, mas parece que ele era o cara do mal na história. E também era rico. Sim, ô povo para ter dinheiro… Aqui, o Bruce é o tipo canastrão não tão legal.

Em “Paixão de Ocasião”, a gente tem a Jennifer Aniston se metendo em uma roubada para subir na empresa. Toda desengonçada, mas uma gracinha com todo seu jeito tapioca de ser. Quase a mesma vibe que vemos no nacional “E Se eu fosse você?”, que tem o Tony Ramos e o Thiago Lacerda como donos de uma agência de publicidade, com todo o glamour dos prêmios e conquistas de clientes. Aí é o tipo anormal, mas super competente no entretenimento.

Mas, o cinema se inspira na realidade, mas não copia. Assim, normalmente rola grana no meio. E aí, eu me pergunto: quem foi que disse que todo publicitário é cheio da grana assim? Tá bom que o terreno é propicio e que tem muita festa, mas não é para qualquer um não, viu? Fora que os filmes não mostram muito a guerra de nervos e o papel de cada divisão de setor, e quem leva a boa vida no tapete vermelho é o povo da criação, que nem anda em festa e só é responsável pelo final da história toda. Sim, sim. Onde estão os mídias, que recebem toda a babação em brindes, convites e tudo de bom? E o povo do atendimento, que vive de DRs com os clientes?

Quem ainda mostra um lado mais tosco da vida da gente é o seriado “Ugly Betty”, que rola dentro de uma agência moderninha e a nossa amiga Betty é o lado looser simpático que nos faz rir. E ela nem é publicitária, só trabalha no ninho… A grande maioria dos casos gira em torno do lado glamour. Vejamos: “Sex and the city” e “Queer as Folk”. Samantha Jones e Brian Kinney. Dois personagens que eu adoro: canalhões, mas ótimos para se ter entre amigos. Claro, várias festas, histórias divertidas e personalidades atípicas. Impossível não se divertir vendo esses dois, e ficar com um pingo de vontade de passar um dia na pele deles. Principalmente no caso do Brian Kinney, que abre a própria agência no final do seriado e é a coisa mais linda e branca e moderna que eu poderia querer para mim.

Enfim, enquanto nós, pequenos publicitários, não chegamos lá, podemos nos projetar nos personagens que aparecem vez ou outra na telona. E de quebra, ainda fazemos o público rir das aventuras e situações inusitadas.

Batman - The Dark Knight (2008)

Publicado em: 17-12-2007 @ 5:16 pm 
Postado em: Trailers
Escrito por: Maurício Saldanha


Quando um ator é chamado para fazer uma cine-biografia é quase certo: ele vai estar em muitas listas de indicados a importantes prêmios do cinema. Mas e quando um ator tem de encarnar um personagem que nunca teve voz? Melhor, e se esse ator tem de interpretar um personagem que foi criado para ser um desenho?

Batman entrou nas nossas vidas como um quadrinho. Normal que a indústria tanto televisiva quanto cinematográfica, tivesse intenções de adaptar para as respectivas mídias. E o fizeram. Porém foi com “Batman Begins” que começamos a observar que o homem-morcego pode ser sim de carne e osso. Christian Bale deu vida e seu sangue ao morcegão e agora, nesse trailer, Heath Ledger fez o mesmo com Coringa.

O trailer começa com o desabafo em off do Coringa dizendo que não existe como mudar as coisas, o morcegão é assim como ele, uma aberração. Aparece o comissário Gordon (Gary Oldman) observando dos pés a cabeça o Coringa. Simplesmente assustador. Vemos Morgan Freeman, Michael Caine, Maggie Gyllenhaal… e por fim, o que deve ser a grande luta final, entre Batman e Coringa no meio da rua. Não conseguimos é enxergar qualquer cena do Duas-Caras (Aaron Eckhart) mas nem notamos, tamanho é o arrepio que levamos quando entra forte a trilha de Hans Zimmer. Isso finaliza com chave de ouro os dois minutos e 6 segundos do trailer.

É fato. Todo mundo teve muito medo quando foi anunciado que Heath Ledger faria Coringa. Imagina? O cara tinha feito um papel homossexual (ativo, ok), como então conseguiria fazer algo contrário? Digo, algo tão assustador? Digo, algo verdadeiramente arrepiante? Mordi minha língua e não senti falta de Jack Nicholson ou de qualquer outro que tenha interpretado Coringa nesses anos todos.

Heath Ledger tem o tom na voz, tem a expressão, tem o medo e o entendimento do personagem que nunca antes conhecemos, e agora teremos a chance real. Deveriam era criar uma categoria para melhor quadrinho-biografia. Seria BATMAN - THE DARK KNIGHT na cabeça. Ufa, deixa eu respirar.

Então, com tamanha emoção, como vamos agüentar esperar?

AVALIAÇÃO DO TRAILER:10/10
ESTRÉIA NOS EUA E NO BRASIL: 18 de Julho de 2008
SAIBA MAIS SOBRE O FILME: Clique aqui!

O que você achou do trailer?
Qual a sua nota?

Cloverfield - Monstro (2008)

Publicado em: 16-12-2007 @ 4:00 pm 
Postado em: Trailers
Escrito por: Maurício Saldanha


ATUALIZADO: Trailer legendado. ;)

2008 será algo de maravilhoso nas salas de cinema. Digo nas salas de cinema, pois quem não assistir “Indiana Jones 4” ou “Batman - The Dark Night” nas telonas é um bundão. Mas arrisco aqui dizer que CLOVERFIELD (Cloverfield | 1-18-08, 2008) será a maior experiência do cinema ano que vem, ao menos até chegada de maio do mesmo ano.

Vamos ao mais que esperado trailer? Tela preta informa que vamos assistir ao caso do “Cloverfield” ocorrido no U.S. 447, área conhecida como Central Park. Cenas do teaser são mostradas. A festa de despedida de Rob, que acaba por se transformar na noite dos horrores em Nova Iorque. Muito barulho, pouca luz. Algo como “A Bruxa de Blair” com monstros e não lendas (ou será “Cloverfield” uma lenda?). Então que a frase de efeito surge:

- Você esta filmando?
- Sim, as pessoas vão querer saber como nós fomos dizimados!

A estátua da liberdade aparece, sem cabeça e um helicóptero tenta levantar… pronto, temos o título: CLOVERFIELD. J.J. Abrams sabe das coisas, pra não dizer de tudo, e assim deixar claro que sou fã do cara, que aqui banca tudo, como o produtor da história. História essa que teria sentido com “Lost“, a série? O que faz um barulho desses tão parecido com o show exibido na ABC?? O monstro que ataca a grande maçã, não seria o mesmo de “Lost“?

Dúvidas e mais dúvidas. CLOVERFIELD teve seu teaser na rede em julho do ano passado e gerou muita ansiedade em torno des fãs do gênero e de J.J. Abrams. Sites misteriosos, blogs duvidosos, cartazes falsos, tudo foi colocado na Internet como sendo ou uma pista ou tentando deixar todos nós com mais dúvidas sobre o projeto que até dia 16 de novembro de 2007 (sexta-passada) não tinha sequer nome definido.

Matt Reeves dirige o espetáculo, filmado com câmeras digitais (dando assim a impressão real do ataque) e estrelado por atores quase todos amadores. Vale lembrar que Matt dirigiu vários episódios de Felicity, série criada por ele e Abrams. Outra nota que merece muita atenção: o roteiro de CLOVERFIELD é escrito por Drew Goddard, co-produtor de inúmeros episódios de Lost. Então, vamos ver Jack, Locke, Kate, Sawyer, Hurley, Charlie, Rose, Desmond, Bernard, na capital atacada pelo monstro?

A resposta só dia 1 de fevereiro de 2008 aqui no Brasil. E até lá, nos resta estas dúvidas e a possibilidade de assistir 1 bilhão de vezes este vídeo espetacular.

AVALIAÇÃO DO TRAILER: 10/10
ESTRÉIA NOS EUA: 18 de Janeiro de 2008
ESTRÉIA NO BRASIL: 01 de Fevereiro de 2008
SAIBA TUDO SOBRE O FILME: Clique aqui!

O que você achou?
Qual a sua nota?

Qual é a Cena? - Edição #08

Publicado em: 15-12-2007 @ 12:29 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Diego Benevides

Carros“? “Resident Evil“? “Matrix“? As edições anteriores do “Qual é a Cena” estavam muito fáceis. Agora a seção volta com três novos desafios. Quem é bom mesmo em desvendar filmes não tão comerciais e que ocupam a prateleira de Arte das locadoras? O pedido é simples. Além do nome do filme, é preciso também uma breve descrição para a cena. A melhor resposta se juntará às imagens dos filmes aqui no post. E então, quem sabe quais são os filmes?

Você ainda não sabe o que é a seção? É simples. Colocaremos imagens marcantes e vocês terão que adivinhar qual é o nome do filme e descrever a cena. Porém, o leitor que MELHOR descrevê-la, terá seu comentário juntamente com seu nome e sua cidade inseridos aqui na matéria, logo abaixo da imagem correspondente ao filme. Seja bastante claro e objetivo nas suas palavras. Diga os nomes dos personagens para reforçar ainda mais a sua descrição. Vale lembrar que quem já acertar o nome do filme de primeira, já terá seu crédito fixo. Vamos aos filmes e suas cenas:

PS: Edição encerrada! Vocês estão horríveis! ;)
28 de Maio de 2008

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Nome do filme: Réquiem Para um Sonho (Marcus Rocha)
Descrição da cena: Mostra Sara Goldfarb em um de seus devaneios por causa de uma proposta para aparecer num programa de televisão. Ela começa a tomar pílulas para emagrecer e entrar no vestido vermelho que ela se casou. Na cena ela está falando com a enfermeira do hospital de que os remédios receitados não estão adiantando. (Marcelo Coldfer)
Dificuldade: 5/10

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Nome do filme: Mistérios da Carne (Leonardo de Paiva Fernandes)
Descrição da cena: Eric Lackey, Neil McCormick e Wendy, param no sinal ao lado de uma camionete, os três olham pela janela e então Neil e Brian começam a se beijar, o cara da camionete fica indignado, pega uma espingarda, mas antes que ele atire, eles arrancam e fogem. (Juliano Aragão Pessoa)
Dificuldade: 7/10

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Nome do filme: Um Homem e Uma Mulher (Nathalia Diniz)
Descrição da cena: A cena mostra Anne e Jean na primeira noite de amor, entretanto ela não consegue se desvencilhar da memória de seu falecido marido. (Nathalia Diniz)
Dificuldade: 8/10

Uma Chamada Perdida (2008)

Publicado em: 15-12-2007 @ 11:54 am 
Postado em: Trailers
Escrito por: Maurício Saldanha


Estes dias eu assisti mais uma vez “Teoria da Conspiração“. O filme é de 1997 e em certa cena, Mel Gibson leva Julia Roberts de carro para um lugar que ele lembra vagamente. Julia esta com medo, e por isso liga do seu celular para seu gabinete. O celular que ela usa, era ponta de linha em 97, e tinha somente um visor verde, dígitos em preto, tela de 2×4 ou algo assim.

Hoje estamos na era do IPHONE. Celular de 3,5 polegadas de tela tátil. Acessamos internet, assistimos vídeos , ouvimos músicas (podcasts). Dez anos se passaram desde a cena citada ai acima. Hoje o cel passou de um acessório de emergência e virou protagonista de todo um longa-metragem. Quem assistiu a “Celular”? Uma tentativa de ser um “Velocidade Máxima” a bordo de um celular com bateria invejável e freqüência impecável.

Em UMA CHAMADA PERDIDA (One Missed Call, 2008) é o celular que abre, ao menos o trailer. Shannyn Sossamon (“Coração de Cavaleiro”) indiscutivelmente sexy, e sua amiga Azura Skye (“CSI: Miami”) escutam o celular tocar…

- Este não é o toque do meu celular!

Diz Azura. Shannyn abre e descobre que na verdade se trata de uma mensagem de voz. Ela escuta:

- Amiga! a gravação é sua própria voz…MORRENDO!

Pronto. Começa o trailer de fato. Sabemos que quem escuta tal mensagem acaba morrendo em seguida como em “O Chamado” e a tal VHS sinistra. “O Chamado”, assim como este UMA CHAMADA PERDIDA são refilmagens de produções japonesas. E percebemos isso no trailer, a tentativa de planos orientais, mas que funcionam mesmo pra quem tem olho puxado e por isso entende de horizontais (planos executáveis orientais). Segue imagens de um Edward Burns (o cara já ganhou Sundance como diretor!) canastrão, acreditando nas absurdas mensagens. Amigos morrendo, e a mocinha e sexy Shannyn passando maus bocados.

Para mim, terror + telefone é “Pânico” (1997) e deu. UMA CHAMADA PERDIDA é mais uma produção que abusa do gosto público de sentir medo na sala escura. Pega-se um sucesso falado em uma língua, coloca-se um diretor que fale outra, e acaba sendo isso: filme sem alma.

AVALIAÇÃO DO TRAILER: 6/10
ESTRÉIA NOS EUA: 4 de Janeiro de 2008
ESTRÉIA NO BRASIL: 18 de Abril de 2008
SAIBA MAIS SOBRE O FILME: Clique Aqui

O que você achou?
Qual a sua nota?

RapaduraCast 54 - Princesas Disney

Publicado em: 14-12-2007 @ 2:19 pm 
Postado em: RapaduraCast
Escrito por: Rapadura Team

Após o excelente programa falando sobre a Pixar Animation Studios e o especial da semana passada falando sobre os animados da Dreamworks SKG, finalmente chegou a vez do estúdio que primeiramente investiu em longa-metragem de animação a 70 anos atrás. Isso mesmo, um especial sobre os estúdios de Walt Disney, mas como é impossível falar desse estúdio que há anos vem trazendo histórias encantadoras e outras que não agradaram muito, resolvemos falar apenas das princesas Disney, já que essa semana chega aos cinemas a primeira princesa do estúdio que vai sair dos contos de fadas e invadir o mundo real.

Jurandir Filho (o Juras), Raphael Santos (o Ph), Maurício Saldanha (o Mau) e Léo Francisco (o Léo) falaram das principais princesas do estúdio, as que estão presentes na linha oficial e as que infelizmente não ganharam seu devido destaque. Como já é de costume, quando estão conversando sobre cinema, sempre tem discórdias e quando um bate o pé, você já sabe no que vai dar, não é? Brigas. Mais um quebra pau entre os participantes.

Branca de Neve (Branca de Neve e os Sete Anões), Feline (Bambi), Cinderela (Cinderela), Aurora ou Rosa (A Bela Adormecida), Ariel (A Pequena Sereia), Bela (A Bela e a Fera), Jasmine (Aladdin), Nala (O Rei Leão), Pocahontas (Pocahontas), Mia Thermopolis (O Diário da Princesa), Giselle (Encantada), Tiana (A Princesa e o Sapo) e Rapunzel (Rapunzel) são as princesas que ganharam destaque nesse especial que falará o porquê a linha princesas faz tanto sucesso em todo mundo. É tanto sucesso que a Disney já tem planos para novas princesas e até mesmo a PIXAR deverá lançar sua primeira princesa em breve. Divirtam-se.

Duração: 69 min

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Rever Filmes

Publicado em: 12-12-2007 @ 1:15 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Aílton Monteiro

“Mais importante que ver é rever”. O hábito de rever filmes. Os filmes que crescem na revisão, os que caem. A memória afetiva. As retrospectivas.

Certa vez, conversando com um amigo pela internet, ele me falou que tinha assistido a “Amor Flor da Pele”, de Wong Kar-wai, umas seis vezes, a fim de compreender melhor. Da primeira vez, ele não havia gostado muito, mas depois passou a achar Kar-wai um gênio. Fiquei realmente admirado com o que ele disse, já que tenho um problema de ansiedade que faz com que eu dificilmente adquira o hábito de rever filmes. São tantos os títulos pra se ver que eu ia achar que estaria perdendo tempo. Poderia estar vendo um inédito.

Lembro que há alguns anos, numa lista de discussão sobre cinema, um colega costumava dizer: “mais importante que ver é rever.” Rever um filme pode ser fundamental para uma melhor compreensão do mesmo. O lado ruim é rever um que se adorou no passado e ver cair a cortina do desencanto. Com medo de que isso aconteça, alguns filmes que eu gostei muito, até prefiro não revê-los para conservá-los em minha memória afetiva como peças mágicas.

Por exemplo, “Evil Dead” é um dos poucos filmes que vi duas vezes no cinema. Revi-o em DVD há algum tempo e não achei mais tão divertido ou assustador. Filmes que vejo mais de uma vez no cinema, eu posso contar nos dedos das mãos. O recordista dessa categoria é “Sociedade dos Poetas Mortos”, que eu vi três vezes no saudoso Cine Fortaleza. E teria visto mais, se o filme demorasse um pouco mais a sair de cartaz. Os outros que revi no cinema foram: “A Vila”, “Máquina Mortífera 4″, “Corra que a Polícia Vem Aí”, “Quem Vai Ficar com Mary?” e “Matrix”.

Alguns cineastas se beneficiam da revisão. Filmes de Jean-Luc Godard só têm a ganhar com as revisões. Recentemente pude rever “Acossado” e foi melhor do que a primeira vez. Em breve, poderei rever “Pierrot le Fou”. Suspeito que irei gostar muito mais. Francis Ford Coppola é outro cineasta que cresce muito com a revisão. Lembro que vi “Peggy Sue - Seu Passado a Espera” e da primeira vez não gostei. Na segunda, o filme foi pras alturas. Hoje é o meu favorito da fase oitentista de Coppola. A trilogia “O Poderoso Chefão”, então, é um caso especialíssimo. Ainda pretendo rever nessas edições especiais em DVD.

Há os filmes que vimos na infância e que consideramos especiais. Quando era criança, eu não gostava tanto de filmes. Os que eu mais via eram as comédias de Jerry Lewis, que passavam bastante na Sessão da Tarde. Agora que alguns desses filmes foram lançados em DVD, é possível ver se eles continuam tão bons. Tive a oportunidade de rever alguns deles no ano passado. O que muda é que agora estamos mais velhos e perdemos a inocência, algo que ajuda na apreciação dessas comédias. Por outro lado, o conhecimento que se adquire com o tempo nos permite ver o filme com outros olhos e ver o quanto Lewis era genial. Quase tanto quanto Charles Chaplin. Ainda sobre os favoritos da infância, recentemente adquiri o DVD de “Fugindo do Inferno”, de John Sturges. Finalmente vou poder vê-lo na janela correta.

De vez em quando, escolho alguns cineastas para acompanhar suas obras em ordem cronológica. Fiz isso com Alfred Hitchcock e com Howard Hawks e estou fazendo atualmente com Godard e Leo McCarey. Dentro dessas incursões, a gente, além de se divertir muito, aprende muito também. Quero ver quando eu tiver fazendo uma retrospectiva dos filmes de Orson Welles e tiver que rever “O Processo”, filme que da primeira vez que vi achei-o insuportável e perturbador. Eu chego lá.

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