Rapadura Blog - O Blog do Portal Cinema com Rapadura

Jennifer Lopez, Lindsay Lohan e Beyoncé Knowles

Publicado em: 06-09-2007 @ 12:50 am 
Postado em: Hot - Mulheres
Escrito por: Diego Benevides

O mundo artístico gera inúmeras possibilidades para um astro que esteja na moda. Atualmente, o que mais se vê são cantores investindo na carreira cinematográfica ou vice-versa. Este hábito não é novo, já que Elvis Presley[bb] e The Beatles[bb] foram uns dos maiores exemplos de sucesso em ambas as vertentes dos holofotes.

O 4º Hot Feminino traz três das melhores beldades que o universo do cinema e da música tem a honra de possuir. Jennifer Lopez[bb], Lindsay Lohan[bb] e Beyoncé Knowles[bb] insistem em seduzir o público não só com suas músicas calientes que deixam qualquer um com vontade de usar um babador, mas também têm demonstrado jogo de cintura nos trabalhos para o cinema. Para quem, mesmo assim, não gosta das moças, ou repudiam o gênero pop que as três representam, ou não simpatizam com os personagens já vividos por elas, relaxem… nada melhor do que admirar a sensualidade do trio nesta seção onde, mais do que nunca, fica comprovada que o culto ao corpo nunca é em vão. Haja bunda!

Jennifer Lopez

Nem parece que a moça já está chegando à casa dos 40 anos. As curvas de Lopez nunca foram fáceis de esconder. Figurinha carimbada no atual cenário artístico, Lopez é bastante versátil no que faz. Para quem pensa que ela começou na música e depois se aventurou no cinema, como é mais comum, se engana! A primeira incursão de J.Lo no mundo artístico foi em programas como “South Central” e “Hotel Malibu”, logo recebendo um convite em 1995 para estrear nas telonas com o drama “Minha Família”. Depois disso, atuou ao lado de Wesley Snipes em “Assalto Sobre Trilhos” e não tardou para ser dirigida por um dos maiores nomes do cinema internacional, Francis Ford Coppola, na comédia “Jack”, de 1996.

Tendo sua carreira cinematográfica bastante questionada, J.Lo foi indicada a seis prêmios Framboesa de Ouro, vencendo um deles ao lado do ex Ben Affleck, pelo filme “Contato de Risco”. Após isso, passou por outros papéis antes de se aventurar na música. Em 1997, foi indicada ao Globo de Ouro por sua performance em “Selena”, ganhando mais visibilidade em Hollywood. Filha de pais porto-riquenhos, ela foi consagrada como a primeira atriz latina a conseguir US$ 1 milhão ou mais por um papel em filme. Seria em 1999 que começaria sua vida de cantora, com o álbum “On The 6”, cujos singles ajudaram a alcançar o Top 10 da lista da Billboard em 2000.

Sempre se dedicando às duas paixões em sua carreira, Lopez também é compositora, dançarina e estilista. Com tanta experiência nas áreas que têm como ponto forte a beleza e o talento, J.Lo nunca se deu ao luxo de aparecer com uma gordurinha a mais ou deixar que algum paparazzi a fotografasse em momentos constrangedores de nudez. Porém, a cantora surpreendeu o público quando apareceu vestindo apenas um pedaço de pano que pode ser definido como “vestido” durante uma apresentação do Oscar. Certamente os cinéfilos não conseguiram prestar atenção na premiação, muito menos os fotógrafos, que torciam para que um vento levantasse o vestido e mostrasse tudo o que qualquer homem com vida sexualmente ativa gostaria de ver.

Representante firme da classe dos admiradores de corpos esculturais, Lopez tem mais de vinte filmes na sua filmografia, onde destacam-se “Anaconda”, “Sangue e Vinho”, “A Cela”, “Dança Comigo?” e no recente “A Sogra”, pelo qual recebeu uma quantia de 15 milhões para atuar ao lado da gloriosa Jane Fonda. Em breve, Lopez poderá ser vista no independente “El Cantante”, onde atua com o sortudo por conhecer cada esquina do seu corpo, o maridão Mark Anthony. Na lista de próximas aparições da musa da música pop está também o longa “Cidade do Silêncio” (Bordertown), onde divide cenas com Antonio Banderas e Sonia Braga. A carreira musical também vai muito bem, obrigado. O sétimo álbum, quinto em inglês, intitulado “Brave”, tem previsão para invadir as pistas de todo o mundo nos próximos meses.

Com tanta informação, vale a pena espiar o que a queridinha J.Lo tem a mostrar, seja de frente, de costas, de lado… ser vouyer nunca foi tão bom.

[Vídeos]
+ JLo e o taco de Beisebol em “I’m Gonna Be Alright”
+ Ben Affleck tira o biquíni de JLo em “Jenny From The Block”
+ JLo revive “Flashdance” em “I’m Glad”

Jennifer Lopez
Jennifer Lopez
Jennifer Lopez
Jennifer Lopez
Jennifer Lopez
Jennifer Lopez
Jennifer Lopez
Jennifer Lopez
Jennifer Lopez
Jennifer Lopez
Jennifer Lopez
Jennifer Lopez
Jennifer Lopez
Jennifer Lopez
Jennifer Lopez
Jennifer Lopez
Jennifer Lopez

+ 5 FILMES DE JENNIFER LOPEZ
- Selena
- Dança Comigo?
- Mensagem Para Você e Olhar de Anjo
- Anaconda
- Encontro de Amor

Lindsay Lohan

Saindo do mulherão-Lopez e indo para a ninfeta problemática, mas não menos sexy, Lindsay Lohan, muito dela já foi visto na mídia. Sem vergonha de esconder o que guarda debaixo dos trajes, a atriz e cantora pop já protagonizou cenas desnudas e chegou até a alimentar os fetiches dos marmanjos mais exóticos com os possíveis casos lésbicos que a imprensa já apontou. Sem fazer questão de ser mais uma mulher fatal, a estrela ocupa o posto de menininha-das-sardas-excitantes. Definitivamente, Lohan é um dos melhores motivos para torcermos por mais polêmicas. Só não seria agradável ela machucando o seu belo corpo com aquelas facas perigosas com quais estava brincando um dia desses. A não ser que seja em uma relação sadomaso na minha cama ou na dela.

Modelo desde os três anos de idade, Lohan nunca dispensou um comercial de televisão. Exibida, esteve em seriados famosos como “A Luz Guia”. Iniciando também a carreira de atriz bem antes do que a de cantora, Lohan fez seu debut no cinema com “Operação Cupido”, de 1998. A nova-iorquina de atuais 21 anos despontou no gosto adolescente após protagonizar filmes como “Sexta-Feira Muito Louca” e “Meninas Malvadas”, este último um dos maiores marcos em sua filmografia, agraciado pelo público e crítica. Ainda pudemos ver tamanho charme nos longas “Confissões de uma Adolescente em Crise” e “Herbie: Meu Fusca Turbinado”. Entretanto, Lohan não deu o ar de sua graça somente em comédias. Em 2006, a estrela participou do drama “Bobby”, sendo inclusive elogiada por sua performance. Seu nome está atualmente atrelado ao suspense “Eu Sei Quem Me Matou”, no qual deverá matar vários corações apaixonados com cenas quentes de strip-tease.

Na vida musical, 2002 foi o ano em que decidiu gravar as primeiras notas. Dois anos depois, deu vida ao álbum “Speak”, pelo qual conseguiu alcançar o Top 5 de todas as paradas de sucesso. Aqueles que já admiravam a docilidade e fatalidade de Lohan viraram fãs de suas músicas. Como toda boa cantora que se preze, desde então Lohan muda o visual constantemente e participa de apresentações bem quentes. Mesmo assim, nunca foi de segurar o temperamento explosivo que quase fez com que perdesse algumas participações em filmes, além de já ter trocado farpas em público com a ex-melhor-amiga-forever Paris Hilton, após esta ter tido um pseudo affair com a cantora Britney Spears.

A norte-americana já apareceu loira, morena, ruiva e até enfrentou problemas com anorexia, mas nunca deixou de ser um símbolo da sensualidade hollywoodiana. Declaradamente viciada em álcool e drogas ilícitas, ela devia saber como o rosto de menina vicia aqueles que gostam de pegar no colo e fazer cafuné. Alguém também está precisando de reabilitação sexual?

[Vídeos]
+ Lindsay e o elevador em “Rumors”
+ Lindsay e o desafio de cantar ao vivo
+ Lindsay em paródia de “Harry Potter”

Lindsay Lohan
Lindsay Lohan
Lindsay Lohan
Lindsay Lohan
Lindsay Lohan
Lindsay Lohan
Lindsay Lohan
Lindsay Lohan
Lindsay Lohan
Lindsay Lohan
Lindsay Lohan
Lindsay Lohan
Lindsay Lohan
Lindsay Lohan
Lindsay Lohan
Lindsay Lohan
Lindsay Lohan
Lindsay Lohan
Lindsay Lohan
Lindsay Lohan

+ 5 FILMES DE LINDSAY LOHAN
- Sorte no Amor
- Operação Cupido
- Sexta-Feira Muito Louca
- Meninas Malvadas
- Herbie: Meu Fusca Turbinado

Beyoncé Knowles

Da lista, ela é a que menos tem experiência cinematográfica, tendo sido destaque maior do grupo pop “Destiny’s Child”. Mesmo assim, ela é uma das que competem bunda-a-bunda com Jennifer Lopez no quesito femme fatale. Se Beyoncé fosse baiana, não seria tão provida de pernas torneadas e curvas que só o Jay-Z pode conferir a cada noite em que tocam… e cantam juntos. If you know what I mean!

A beleza de B. deixa qualquer protótipo de americana perfeita no chinelo. Nada de loirinha, da cintura fina e dos olhos azuis não! Aqui, a americana que foi criada em Houston, Texas, tem sangue afro-americando correndo na veia. Sempre foi dedica à religião, foi na igreja que revelou seu potencial vocal. Ainda criança, chocou sua escola ao cantar “Imagine” de John Lennon, pelo qual arrebatou um prêmio na ocasião. Depois, conheceu a amiga Kelly Rowland e se apaixonou mais ainda pela música, fazendo com que seu pai buscasse um selo musical que investisse nelas duas, dando origem ao já citado grupo “Destiny’s Child”. A febre durou de 1990 a 2005 e até hoje é um dos grupos musicais de maior referência da música pop. A cada apresentação, Beyoncé não se intimidava em usar decotes, em mudar o cabelo, a maquiagem e soltar seus gritos que faziam os fãs vibrarem. A sensualidade com que interpretava cada canção deixava as companheiras de grupo em segundo (ou terceiro) plano.

Vendo seu futuro promissor, Beyoncé não relutou em seguir seus próprios passos e até agora tem ido onde muitos não foram. Com dois álbuns solo lançados, a cantora também se aventurou no cinema em “Austin Powers e o Membro de Ouro”, “Resistindo às Tentações” e na versão mais atual de “A Pantera Cor-de-Rosa”. Porém, foi no recente musical “Dreamgirls” que seu potencial de atriz foi revelado, rendendo-lhe, inclusive, uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor Atriz. Neste filme, com alguns quilos a menos e dando charme ao exuberante figurino, Beyoncé compartilharia a voz do filme com Jennifer Hudson, outra revelação na música e no cinema.

Baby B. construiu um símbolo sexual praticamente sem defeitos. Dotada do carisma necessário para conquistar a audiência, Beyoncé mostra que não é só de uma bela rebolada que se faz um bom artista. Apesar de que todas as sensuais coreografias, com direito a penteados e roupas exóticas, além de mexidinhas inigualáveis dos poderosos quadris são mais do que motivos para fazer um homem gritar e implorar por mais. Estão servidos?

[Vídeos]
+ Beyoncé feels sexy em “Naughty Girl”
+ Beyoncé mostra o que consegue fazer ao vivo
+ Beyoncé canta “Listen”, do filme “Dreamgirls”
+ Beyoncé no grupo “Destiny’s Child”

Beyoncé Knowles
Beyoncé Knowles
Beyoncé Knowles
Beyoncé Knowles
Beyoncé Knowles
Beyoncé Knowles
Beyoncé Knowles
Beyoncé Knowles
Beyoncé Knowles
Beyoncé Knowles
Beyoncé Knowles
Beyoncé Knowles
Beyoncé Knowles
Beyoncé Knowles
Beyoncé Knowles
Beyoncé Knowles

+ 3 FILMES DE BEYONCÉ KNOWLES
- A Pantera Cor de Rosa
- Resistindo às Tentações
- Dreamgirls: Em Busca de Um Sonho

Andy Warhol: Arte e Vida Interligadas

Publicado em: 05-09-2007 @ 5:56 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Beatriz Diogo

Autor da famosa citação “in the future everyone will be famous for fifteen minutes” (algo como “no futuro todos serão famosos por quinze minutos”), Andy Warhol é conhecido como um dos pais da cultura pop da maneira como a conhecemos, responsável por uma verdadeira revolução, social e culturalmente falando. Imortalizado pelo trabalho que realizou, brincava com a arte relacionando-a a uma sociedade completamente rendida ao consumo.


Nascido entre 1928 e 1931 (nunca se soube ao certo), Andrew Warlola, seu nome de batismo, era filho de imigrantes vindos da Checoslováquia e começou sua carreira trabalhando basicamente com anúncios publicitários, fazendo as ilustrações. Empírico, buscava firmar-se na realidade da sociedade em que vivia, tornando-se conhecido no fim dos anos cinqüenta, quando começa a personificar em seu trabalho ícones populares, sendo uma de suas pinturas mais famosas o retrato da diva Marylin Monroe (”O Pecado Mora ao Lado“). O fenômeno Warhol surgia com sua esfuziante combinação de cores, sensações e emoções, sempre presentes de forma espetacularmente viva em suas obras.


Marylin Monroe e as cores sentimentais

Intercalado às suas imagens da Coca-Cola e outros produtos de consumo, além dos já costumeiros retratos, trazendo nesse conjunto o seu modo de ver figuras que estavam constantemente nos jornais da época, como Mao Tse-Tung, Che Guevara, Jacqueline Kennedy e mais tarde John Lennon; existia ainda um lado menos colorido no americano que cresceu vivendo o “american way of life” (”modo americano de viver”). Como todo grande artista, Warhol tinha suas angústias e medos, retratados quando ele pintava situações catastróficas, escuras e confusas. Num desses períodos ele produziu “The Thirteen Most Wanted Men” (”Os Treze Homens Mais Procurados“), considerado impróprio por apresentar mafiosos que já haviam sido julgados e considerados inocentes.


Mao Tse-Tung e John Lennon

Na década de sessenta Andy Warhol embarcava por um terreno até então desconhecido: o cinema. Seus primeiros trabalhos nascem em sua fábrica de criações, um galpão que ele havia comprado na East 47th Street, em Nova Iorque. Usando como atores os amigos que o visitavam no ateliê com certa freqüência, ele traz de seu trabalho como artista plástico a preocupação com a intensidade de suas imagens. Filmando em 16mm, seus primeiros trabalhos como cineasta são essencialmente contemplativos, momentos em que ele acredita tornar o espectador mais capaz de conhecer a si mesmo. “No cinema, geralmente se está sentado num mundo imaginário. Se, entretanto, se vê qualquer coisa que se acha maçante, a nossa atenção dirige-se sobretudo para a pessoa que está sentada ao nosso lado. Neste aspecto, os filmes são mais apropriados do que as peças de teatro ou os concertos, onde temos simplesmente de ficar sentados. Parece-me que só com a televisão é possível obter melhores resultados do que com o cinema. Quando se está a ver os meus filmes, podem-se fazer mais coisas do que quando se está a ver outros filmes: pode-se comer e beber, fumar, tossir e olhar para o lado e, depois, olhar de novo e verificar que está lá tudo“, afirmou certa vez quando questionado sobre a idéia inicial de seus projetos. Com essa frase, ele talvez tenha resumido grande parte de sua obra na indústria cinematográfica, apontando para sua crença de que a maioria dos trabalhos feitos naquele momento condenavam o público a determinada alienação que os fazia esquecer da própria vida. Warhol trabalhava com a constante de que em seus filmes existia tempo para reflexões, explicando assim seus planos que se repetiam ou passavam minutos a fio simplesmente congelados. O que muitos consideravam enfadonho, ele achava essencial; em desacordo com os preconceitos que a maioria dos cineastas depositavam na televisão, ele mostrava-se partidário.


James Dean, Elvis Presley, Beethoven (1987) e Julia Warhola (1974)


Muhammad Ali, Ethel_Scull (1963) e Friedrich Der Grosse (1986)

Entre seus principais trabalhos cinematográficos estão “Sleep”, de 1963, que tinha duração de seis horas e era na verdade a repetição constante de 20 minutos que ele havia gravado; “Kiss”, também de 1963, que mantinha o mesmo conceito do trabalho anterior, mostrando cinqüenta minutos de projeção de beijos; e “The Andy Warhol Story”, de 1967, uma sucessão de imagens que provocava e seria uma importante marca para o que mais tarde seria fonte de inspiração para o surgimento dos videoclipes trazidos pela MTV.


Butterfly (1983), Ingrid (1983), Moonwalk (1987) e The Star (1981)

Contraditório, explosivo e audacioso, o artista americano morreu em 1987, logo depois de uma operação na vesícula biliar. Os trabalhos que ele realizou continuam bem cotados até hoje, e pode-se encontrar somente na internet inúmeros sites que vendem réplicas de suas pinturas mais famosas. Recentemente, o original “Green Car Crash (Green Burning Car 1)” foi arrematado em um leilão em Nova York pela singela quantia de R$ 135 milhões.

Telinha ou Telona?

Publicado em: 03-09-2007 @ 4:07 pm 
Postado em: Suspirolândia
Escrito por: Maíra Suspiro

Tamanho é documento? Digo, o tamanho da tela ainda provoca muita diferença? E são as mesmas diferenças de antes? Afinal de contas, a telinha da TV e a telona do Cinema são concorrentes ou complementares? Ou não são nem farinha do mesmo saco? Abram os olhos, sem piadinhas com o “Vanilla Sky”, porque o mercado televisivo e o cinematográfico estão passando por mudanças significativas.

Antes, era notória a diferença entre TV e Cinema. Agora, essa linha fica cada vez mais tênue. E não acho que seja para provocar uma fusão, mas sim, uma mudança de formatos e estilos. Estamos vendo uma série de trocas, de mesclas, de adaptações nos dois mercados. Fico, então, pensando onde essa “gelatina” toda vai dar.

Antes, a escadinha era TV-Cinema. Hoje, não mais. Mas também não me arrisco a dizer que ela foi invertida. Acredito mesmo é que temos dois estilos, dois mercados. Dois paralelos estão se formando, com inúmeras possibilidades de experiências e influências. E só temos a ganhar. Acredito ainda que a TV esteja sofrendo mudanças mais notórias, e logo, tendo mais destaque, justamente porque o Cinema sempre teve um âmbito maior, e logo, um poder de influência muito maior. Não é uma questão de ganhar e engolis, mas sim de criar e adaptar. No final das contas, ninguém sabe ainda exatamente pesar essa balança.

Temos grandes nomes do Cinema que desenvolvem projetos da TV. Francis Ford Coppola, o ícone da trilogia “O Poderoso Chefão” (a melhor, na minha opinião) e do inquietante “Apocalypse Now”, está produzindo a série “The 4400”. O homem mais rico da TV, Jerry Bruckheimer, além de trabalhar no bem-sucedido “C.S.I”, tem o dedo no meio do projeto milionário “Piratas do Caribe”. Steven Spielberg, o diretor do E.T. mais famoso do século, levou suas idéias extraterrestres para as séries “Taken” e “Band of Brothers”. E, abre aspas: vale lembrar da intertextualidade entre o cinema e a TV com o nome de Steven, quando ele era bastante citado pelo personagem bonitinho, mas ordinário Dawson Lerry, na série juvenil “Dawson´s Creek”. Fecha aspas. Tom Hanks, o eterno Forrest Gump, além de ter dirigido o filme “The Wonders” e produzido “O Náufrago”, agora faz polêmica na TV com o seriado “Big Love”. E o Ridley Scott, o famoso lá por “Blade Runner” e “Gladiador”, produz a série “Numb3rs”. Última citação e a mais importante: Quentin Taratino, minha gente. Meu querido Quentin mandou bem no episódio “Grave Danger” da série “C.S.I”, levando a audiência do seriado s alturas. Ok. Já basta, certo? Deu para listar alguns dos grandes nomes da Sétima Arte com projetos no mundo televisivo. Então, eu pergunto: isso limita suas atuações no Cinema? Será? Acredito que só os menos iluminados pensem assim. Não é anulação. É soma. Vejo aí sim, uma valiosa oportunidade de expansão.

Robert Mckee, um dos mais renomados professores de cinema dos EUA, diz que “os melhores escritores da América estão migrando para a TV”. Prova disso foi a ascensão de séries como “Sex and the City” e “Família Soprano”, duas das minhas favoritas, por sinal, principalmente a primeira. Ao mesmo tempo, séries que tem muito sucesso, logo são cotadas para virar filmes. “Sex and the City” tem projeto para o cinema, assim como “24 Horas”. E a animação dos “Simpsons” já está aí, estourando em inúmeras salas de exibição. Isso não mostra uma conexão entre os dois mundos? Acredito que sim. Não é concorrência, é complementariedade. Motivos diferentes, estruturas diferentes, respostas diferentes.

O cinema é mais caro. É mais demorado. Mas em comparação TV, assume ainda um status de luxo, enquanto a TV é produto mais acessível, mais rápido, mais comum. O retorno do público é imediato, logo, a TV é mais volátil. Um mercado ótimo para experimentações. Se antes os diretores e atores iam ao teatro para “arriscar”, acho que hoje eles estão indo para a TV, que “arrebata” um público maior e mais diversificado. Esse talvez possa ser um dos motivos que atraem roteiristas e até atores bem-sucedidos de Hollywood para a telinha.

E outra. Infelizmente, no cinema, temos muito mais papéis masculinos que femininos. Eis outro motivo pelo qual grandes atrizes estão fechando contratos com emissoras de TV. Exemplos: Glenn Close (”Ligações Perigosas”) e Geenna Davis (”Thelma & Louise”). Duas atrizes de peso, ambas indicadas ao Oscar mais de uma vez. Entretando, nunca mais tinham conseguido um papel nos cinemas (parece que isso vem sendo proeza da Meryl Streep mesmo). Resultado? Glenn Close trabalhará na série “Damages” e Geenna Davis estrelou a série “Commander in Chie” com notório sucesso. E se de cá para lá funciona, de lá para cá também. Atrizes com pouca expressão no cinema conquistaram grande fama através de séries bem sucedidas, como é o caso da atriz Sandra Oh (”Sideways”) que interpreta a Christina em “Grey´s Anatomy”. Mas também tem atriz que dá um show na série e paga um mico no cinema, como foi o caso da minha querida Sarah Jessica Parker, que protagonizou a série “Sex and the City”.

Mas não comecem a pensar que tem um lance sexista na história. Kieth Sutherland, o famoso Jack Bauer da série “24 Horas”, está fazendo um enorme sucesso. Mas isso se deve exclusivamente série, visto que sua carreira no cinema foi inexpressiva até então.

Não acho que vá existir um “caminho” obrigatório entre os dois mercados. Tem gente que só vai estar na TV. Tem gente que só vai aparecer no Cinema. Por opção. E aptidão também, claro. Assim como temos atores hoje que só querem saber de teatro, como o Kevin Spacey (para a minha tristeza profunda…).

Acho que TV e Cinema perderam aquela característica opositória de valor e passaram a ganhar espaço para a produção, sem muita preocupação com richas. Esse papo de apocalipse da Sétima Arte não me convence. E nem acho que exista desmerecimento para um lado nem para o outro. São opções. E quem acaba saindo ganhando com isso somos nós, públicos, que temos mais oportunidades de conferir gente boa trabalhando, de formas novas e diferentes, em dois mercados acessíveis e frequentados pela maioria.

Os robôs no cinema

Publicado em: 03-09-2007 @ 3:39 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Raphael Santos

Vamos lá, pense em algo que ande lado a lado com o cinema… isso mesmo, a tecnologia. De tempos em tempos, aparece algo que revoluciona o mundo cinematográfico, como uma nova tecnologia de se fazer animação ou uma maneira diferente de conduzir uma determinada cena, como de ação, guerra e até romance. E no nosso dia-a-dia convenhamos que os robôs representam muito, não poderia ser diferente dessas máquinas para com o cinema.

Como muita coisa no mundo cinematográfico evolui, com os robôs é igual. Talvez uma das primeiras dessas fascinantes máquinas que ganharam destaque no cinema foi a andróide Maria que aparece no famoso filme “Metrópolis” (1927), do diretor Fritz Lang. No filme, Maria trabalha como uma espécie de sacerdotisa, cuja função é manter os trabalhadores da cidade sob controle. Até que ela acaba sendo clonada por um cientista e sua versão metálica passa a incitar uma rebelião contra os governantes do lugar. Em 1956, fomos apresentados ao robô Robby, de “O Planeta Proibido”. Diga-se de passagem, Robby foi um dos primeiros robôs do cinema a apresentar muitas habilidades: carregava grandes pesos, falava diversas línguas e conseguia produzir coisas apenas com a descrição de sua fórmula.

Maria, C3PO e R2D2
Maria, robô de “Metrópolis”, ao lado de C3PO e R2D2, de “Star Wars”

Essas duas citadas máquinas acabaram influenciando um rapaz chamado George Lucas a escrever e posteriormente filmar dois robôs que talvez sejam os mais lembrados do cinema. Quem nunca ouviu falar no C3PO e no pequenino R2D2? Pois bem, o divertido andróide e o inteligente robô aparecem na série “Star Wars” de seis filmes (lançados entre 1977-2005), criada por George Lucas. A princípio, os dois parecem meros coadjuvantes. Mas com o desenrolar da trama assumem papel fundamental na luta contra o lado negro da força, seu exército e na salvação do universo.

Falar em robô e não falar em Roy Batty seria um grande erro meu. Ele é um dos replicantes de “Blade Runner” (de 1982) e era uma cópia idêntica de um humano. Na trama, acaba sendo o autor de uma surra no policial Deckard, interpretado por Harrison Ford. Mas nem sempre os robozinhos são fortes e competentes, visto que em “O Guia do Mochileiro das Galáxias” somos apresentados a um dos robôs mais engraçados do cinema e literatura, no caso o depressivo Marvin. Ele, que deveria fazer várias funções na trama do filme, acaba nunca tendo vontade de fazer nada e, quando tem a obrigação de fazer, acaba reclamando e só reclamando. O mais conhecido, porém, é sem dúvida o agressivo T800. Não lembra pelo nome de série? Pois que tal o “Exterminador do Futuro”? O ator Arnold Schwarzenegger interpreta o robô vingador do filme de 1984. O personagem, um humanóide esquentado e violento, ainda hoje é lembrado pelo famoso bordão “Hasta la vista, Baby!”.

arnold_e_roy.jpg
T800 e Roy Batte,
dois clássicos personagens do gênero

Não poderia deixar de fora duas máquinas recentes, um é o Rodney Lataria (no inglês, o personagem é conhecido como Rodney Cooperbottom). Rodney é o protagonista da animação “Robôs” (2005) e é um grande inventor, cujo maior sonho consiste em encontrar seu ídolo: um criador ainda mais genial que ele. Enquanto isto não acontece, ele vai montando apetrechos para melhorar o mundo. Outros, que talvez sejam os mais espetaculares de todos, no caso, os robôs do filme “Eu, Robô”, estrelado por Will Smith. A curiosidade é que o filme é a adaptação de um livro do mestre em fazer histórias sobre robôs, no caso, Isaac Asimov. Para se ter idéia, ele foi nada mais, nada menos, a pessoa que primeiro usou o nome robótica. Então, nada melhor do que terminar falando do mestre dos romances robóticos.

RapaduraCast 39 - Self-Service no Cinema

Publicado em: 31-08-2007 @ 12:09 am 
Postado em: RapaduraCast
Escrito por: Rapadura Team

Você não agüenta mais ir ao cinema e não escutar(!) ao filme escolhido por causa do barulho ao seu redor? Sim, esse é o Rapaduracast ideal. Jurandir Filho (Juras), Raphael Santos (PH) e Maurício Saldanha bateram um papo revoltoso sobre o assunto – ou melhor, quase se degladiaram. Os três debateram os problemas das salas de projeção, do marketing e das pessoas mal educadas que vão para esses locais apenas para fazer bagunça. Por isso, algumas palavras de baixo calão são usadas para libertar a raiva.

Esse RapaduraCast também marca o lançamento de uma campanha que visa melhorar os cinemas de todo o Brasil e, porque não, do mundo inteiro. O cineasta Maurício não falou no podcast da boca pra fora sobre seu incomodo. Ele tem um blog, chamado As Pipocas do Sr. Sal, com vários vídeos denunciando os problemas que vai encontrando e propondo soluções. Acesse lá e comente.

Duração: 68 min

SUGESTÕES, CRÍTICAS, DÚVIDAS E CHUTES NO SACO
Envie e-mails para: rapaduracast@cinemacomrapadura.com.br

RSS e iTunes
Adicione o feed do RapaduraCast no seu iTunes ou no seu agregador.

INFORMAÇÕES
Aperte o botão PLAY abaixo ou BAIXE AQUI (clique com o botão direito do mouse no link e escolha a opção Salvar Destino Como) o arquivo no formato MP3 na MELHOR QUALIDADE (64 Kbps) para o seu PC. Desfrute, ou não! ;)

 
icon for podpress  [alta qualidade]: Play Now | [play em popup] | [baixe aqui]

Bonequinha de Luxo

Publicado em: 28-08-2007 @ 11:01 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Beatriz Saldanha

Bonequinha de LuxoNova Iorque s 6 da manhã. Uma entre as principais metrópoles do mundo ainda está despertando quando um táxi pára diante da Tiffany & Co., uma centenária joalheria. Do carro sai a solitária Holly Golightly, acompanhada somente do seu café da manhã: um croissant e uma bebida quente. Enquanto caminha para casa, observa as jóias nas vitrines. Essa é a rotina de Holly, uma moça ambiciosa que, além de cultivar uma séria obsessão por jóias, é cheia de desejos nobres como comprar o seu próprio apartamento para dar um lar ao irmão que está prestes a voltar da guerra; além de sustentá-lo. Para isso, ela se submete ao cargo de ‘acompanhante’, tendo que enfrentar horas ao lado de dezenas de ricaços de meia-idade em festas, bares etc.

Bonequinha de Luxo é inspirado em “Ao Começo do Dia”, romance do escritor estadunidense Truman Capote, publicado em 1958. O livro possui um conteúdo intenso e provocador; perfeito se a estrela do filme fosse alguém sexy e ousada como Marilyn Monroe. A loira foi cotada para o papel, mas este ficou com Audrey Hepburn, atriz de físico mirrado e de rosto angelical que trazia no currículo papéis como os de princesa, adolescente, freira… Era impossível para o público americano vê-la no papel de uma prostituta, de uma garota de programa (títulos que jamais seriam citados no decorrer do filme). Assim, deu-se início ao famigerado ‘inferno de desenvolvimento’, ou seja, a criação do roteiro. Neste caso, o processo tornou-se ainda mais difícil devido s limitações em relação personagem de Audrey, que deveria ser ‘eufemizada’ na medida do impossível. Apesar de todo o melindre, o filme gerou algumas polêmicas por conteúdo politicamente incorreto. Entre elas, o fato de Mickey Rooney, ator americano sob intensa maquiagem, interpretar jocosamente o carrancudo vizinho japonês da bonequinha de luxo. Blake Edwards redime-se assumindo que, apesar de sua forte amizade com Rooney, não repetiria a mancada se tivesse a chance.

Bonequinha de Luxo

Bonequinha de Luxo é marcado por duas célebres parcerias. A primeira delas é entre Audrey Hepburn e Hubert de Givenchy, iniciada nas gravações de Sabrina (1954), do respeitado cineasta Billy Wilder. O que começou como uma decepção (o jovem estilista pensava que vestiria Katharine Hepburn; não a neófita Audrey) durou até o fim da vida da atriz. Ela tornou-se sua musa definitiva e símbolo incontestável da moda. A outra parceria é entre Edwards, o cineasta, e Henry Mancini, o compositor. Os dois trabalharam juntos pela primeira vez em 1957, no drama Hienas do Pano Verde. Em seguida, vieram sucessos mundiais como o tema de A Pantera Cor-de-Rosa (1963) e, claro, “Moon River”, de Bonequinha de Luxo.

Como manda a elegância sugerida pelo filme, Mancini alterna a trilha sonora entre nuances jazzísticas. As músicas mais alegres, naturalmente, servem de fundo para os momentos divertidos e bem-humorados, bem como para a amalucada festa que Holly oferece alta-sociedade nova-iorquina. Um momento puramente Blake Edwards, de um humor surreal e, o melhor de tudo, improvisado. Vê-se gente bêbada fazendo todo o tipo de besteira inimaginável e Mancini acerta em cheio no despojado tom musical. Também em clima de brincadeira surgem as estereotipadas “Mr. Yunioshi” e “Latin Golightly”. O músico deixa a dramaticidade de suas composições para a música-tema da bonequinha de luxo, “Holly”, mas brinca até com a lacrimosa “Moon River”, transformando-a ao final num animado mambo com “Moon River Cha Cha”. Audrey Hepburn presenteia-nos novamente com sua doce voz (sublime é sua versão para “La Vie em Rose”, em Sabrina) em uma das cenas mais marcantes desta adorável ode futilidade.

Bonequinha de Luxo

Você, personagem

Publicado em: 27-08-2007 @ 9:31 pm 
Postado em: Suspirolândia
Escrito por: Maíra Suspiro

Quem nunca se identificou com um personagem? Quem nunca se espantou com a semelhança entre você mesmo e uma figura dentro de determinado filme? Quem nunca achou ter dito algo parecido com o diálogo de tal filme? Quem nunca imaginou ou se inspirou em determinado personagem? Quem, quem, quem?

Filmes com personagens fortes, acredito eu, tendem a provocar uma maior empatia com o público, principalmente se colocamos o cinema como uma imitação da vida, uma reprodução dela, de forma livre, na telona. Exemplos? Joel e Clementine, do várias vezes aqui citado “Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças”. Jack Twist, de “Brokeback Mountain”. Alice Ayres, de “Closer” e os outros três também. Rick, de “Casablanca”. James Bond, o homem do 007. David Aames, de “Vanilla Sky”. Ah, são inúmeros os personagens que cativaram o público, que tornaram-se tão importantes – ou até mais – que os próprios filmes e ganharam até comunidades no Orkut. Depende de cada um, mas acredito que quem gosta mesmo de cinema, deve ter seus personagens favoritos e seus momentos de êxtase profundo ao se imaginar na pele de algum deles.

Há quem diga que buscamos o cinema para nos entreter, para viajarmos por mundos e nos projetarmos em situações que não poderíamos viver facilmente na realidade. E, se realmente buscamos isso (não só isso, mas também isso), fica muito mais fácil conseguir essa proeza se houver um personagem que seja como nós. Ou como gostaríamos de ser.

Lendo um comentário no meu blog, achei o assunto para a coluna dessa semana. Falando sobre um filme com o qual eu muito me identificava e de um personagem que vira e mexe aparece nas minhas citações, parei e pensei: afinal de contas, quem são os personagens? Essas “criaturas”, criadas em papéis em branco e projetadas em grandes telas nos encantam, irritam, consolam, divertem. É como se eles fossem um elo entre a gente, público real, e a virtualidade do cinema.

Mas, pensando ainda mais um pouco: personagens só existem no cinema? Nas grandes expressões de arte? Aproveito e pego a pergunta clássica do clichê existencial: afinal de contas, de onde vêm os personagens?

Bem, eu acho que nós somos os grandes personagens. Somos nós que inspiramos os personagens do cinema e as situações das nossas vidas sugerem criações para roteiros e o que mais puder. Nós somos a matéria bruta da sétima arte. Por isso mesmo nos identificamos tanto com certos personagens. Justamente porque eles são feitos a partir de sensações que alguém, como nós, um dia, sentiu.

E não só no cinema podemos perceber que nós merecemos crédito como personagens em nossas próprias vidas. Chico Buarque, na letra da música “Ela Faz Cinema”, questiona: serei eu meramente mais um personagem efêmero da sua trama? Ora pois, nós acabamos sendo personagens de inúmeras tramas, que variam de romance, drama, ação, suspense. Seja em um relacionamento, seja em uma intriga entre amigos, seja em uma aventura durante uma viagem, seja em um assalto no meio da rua. Ana Carolina em “A Câmera que Filma os Dias” fala: a luz que eu vi naquele dia escuro e ruim, era a luz por encomenda para te filme, teus gestos solitários pela lente sem fim, e lento o tempo parecia desfocar nosso enredo. Sim, sim, porque em algumas situações das nossas vidas, parece que tudo conspirava para uma “seqüência” de filme. E há quem ainda diga que tem a impressão de viver em um tipo de “show de Truman”…

Pensando assim, chega até a ser divertido. Não sei vocês, mas eu acho mais que sensacional quando vejo no cinema alguma situação semelhante ou um personagem que em muito parece comigo. E é divertido também imaginar que de situações corriqueiras da realidade, idéias boas são geradas para algum roteiro. O único detalhe importante é não esquecer que, se for para levar a sério que nós realmente somos a fonte de inspiração disso tudo, lembre-se de que você é o protagonista da sua história, e não um figurante qualquer. Portanto, aproveite a “fama” e enquadre bem o foco, porque o público mais exigente do seu “filme” é você mesmo. E nesse caso, não rola edição nem nova gravação.

A Colher Não Existe

Publicado em: 27-08-2007 @ 9:18 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Jurandir Filho

Matrix

Tenho um costume de sempre revisitar clássicos, principalmente trilogias. Sou do tipo que não gosto muito de filmes antigos. O sentido da palavra clássicos, para este rapadura que vos escreve, são filmes que marcaram para mim e não para os outros. Pouco me importa se “Tempos Modernos” ou “Ben-Hur” são tidos como clássicos do cinema mundial. Não me sinto mais burro por não gostar desses filmes, até porque, não sou obrigado a gostar.

De 1970 para cá é minha praia. Então não venham me dizer que eu não gosto de cinema. Eu posso até assistir e gostar de filmes mais antigos, mas reassistir? Raramente faço isso. Existem duas trilogias que ritualmente eu reassisto a cada um ou dois anos: “O Senhor dos Anéis” e “Matrix”. Vão me chamar de Pop e Teen. Não quero aqui dar uma de Oráculo, mas dá para perceber que tem gente metida a revolucionária que odeia todos os blockbusters. É impressionante como essas duas trilogias que citei não envelhecem. “O Senhor dos Anéis” eu comento em outra hora, ou melhor, no ano que vem, quando eu reassistir. Desta vez, fico apenas com a trilogia “Matrix”, que revi esses dias.

Passou flash quando começou o filme. Parecia eu, sentado numa poltrona no meio do cinema, na sexta-feira de estréia, depois de ter lido muita coisa boa sobre ele em 1999, época na qual o filme foi lançado nos EUA. Sem pretensão, fui assistir. Acabei saindo da sala de cinema sem entender píula nenhuma. Algumas idéias vagavam. Pegávamos pouca coisa no ar. O filme tem um contexto muito sensacional. É impressionante isso. É tanto que, hoje, depois de já ter assistido umas quatro ou cinco vezes toda a trilogia, tem coisa que ainda não consigo pegar. É o exemplo de “V de Vingança”, no qual existe um conteúdo bastante complexo e cada diálogo é uma arte a parte (coincidentemente, têm roteiro e produção dos irmãos Wachowski, os diretores/roteiristas/criadores de Matrix). O importante é ver como a cada vez que assistimos, entendemos algo diferente. Talvez por nossas experiências de vida irem mudando com o decorrer dos anos, o nosso poder de percepção acaba mudando também.

E as lutas? E os efeitos? O primeiro filme continua atual. Mesmo quase oito anos depois, onde a computação gráfica só evolui a cada dia, “Matrix” não fica atrás. Aquela cena do desvio das balas ainda impressiona. E ainda fico empolgado quando Morpheus diz, após presenciar tal ato, que Neo é “O Escolhido”. Ele é um pipocão de marca maior, pois além de ter seus atrativos visuais, tem muito conteúdo. Muito mesmo.

Fica a dica para quem viu há muito tempo a trilogia. Veja de novo. Tenho certeza absoluta que quem gostou, vai sentir a mesma coisa que sentiu quando assistiu no cinema. Daqui a pouco você vai voltar a falar “déj vu” nas pequenas repetições da vida. Pode ficar tranqüilo, que isso não é um erro da Matrix. Ou é? O_o

Para saber tudo os filmes, clique nos links abaixo:

- Matrix (The Matrix, 1999)
- Matrix Reloaded (Matrix Reloaded, 2003)
- Matrix Revolutions (Matrix Revolutions, 2003)

RapaduraCast 38 - A Trilogia Bourne

Publicado em: 24-08-2007 @ 9:21 am 
Postado em: RapaduraCast
Escrito por: Rapadura Team

Ele nem mesmo sabia quem era, qual era o seu nome ou de onde viera. Agora, Jason Bourne já sabe tudo, mas só pelo fato de ter escutado o 38º RapaduraCast. Não seja como o nosso querido Bourne, que passou três filmes para descobrir sobre sua própria vida. Escute a nova edição do programa e fique sabendo tudo, tudo mesmo, até mesmo antes de ver o final da trilogia.

Nesse cast, Jurandir Filho (o Juras), Raphael Santos (o PH) e Thiago (o Siqueira) conversaram a respeito de tudo que rege o mundo de Jason Bourne: os livros, os três filmes (A Identidade Bourne, A Supremacia Bourne e O Ultimato Bourne), o telefilme, as especulações, impressões sobre cada um dos longas, as possíveis seqüências, as comparações com James Bond, Jack Bauer e Ethan Hunt e muito mais. Como se não bastasse, também lemos e-mails dos gloriosos ouvintes.

Fizemos questão de colocar de fundo as músicas dos três filmes compostas por John Powell. Todas dão um toque especial à trilogia. Para encerrar o programa, colocamos na íntegra uma canção fantástica do Moby, chamada Extreme Ways, que é responsável por encerrar o segundo e o terceiro filme da série.

Duração: 75 min

LINKS ÚTEIS
- Crítica de A Identidade Bourne
- Crítica de A Supremacia Bourne (1)
- Crítica de A Supremacia Bourne (2)
- Crítica de O Ultimato Bourne

COMPRE OS FILMES
- A Identidade Bourne
- A Supremacia Bourne

SUGESTÕES, CRÍTICAS, DÚVIDAS E CHUTES NO SACO
Envie e-mails para: rapaduracast@cinemacomrapadura.com.br

RSS e iTunes
Adicione o feed do RapaduraCast no seu iTunes ou no seu agregador.

INFORMAÇÕES
Aperte o botão PLAY abaixo ou BAIXE AQUI (clique com o botão direito do mouse no link e escolha a opção Salvar Destino Como) o arquivo no formato MP3 na MELHOR QUALIDADE (64 Kbps) para o seu PC. Desfrute, ou não! ;)

 
icon for podpress  [alta qualidade]: Play Now | [play em popup] | [baixe aqui]

Aqui os baixinhos têm vez!

Publicado em: 24-08-2007 @ 9:20 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Raphael Santos

Com meus “imensos” 1,70m de altura, além de saber que não cresço mais, me acho baixo demais. Inclusive virei um curioso mor por saber a altura dos outros. Agregando isso a meu papel de cinéfilo, sempre olho a altura dos atores e vou procurando observar como as câmeras desdobram essa falta de centímetros.


Michael J. Fox, Danny De Vito e Dustin Hoffman, os baixinhos de peso

Já repararam que em “De Volta Para o Futuro” Michael J. Fox, que interpreta plenamente bem o protagonista Mart McFly, nem parece ser tão baixo? Pois bem, J. Fox tem apenas 1,64m de altura. Eu digo isso porque o Doc. Brown, seu fiel companheiro na trama, interpretado pelo brilhante Christopher Lloyd (clique aqui para ver uma foto atual dele), com seu 1,85m de altura nem parece ter 21 centímetros a mais do que J. Fox, no máximo 10 centímetros. O que uma câmera bem colocada não faz!

Por falar em falta de altura, Danny De Vito vem logo cabeça. Ah sim, esse soube se aproveitar muito bem de sua pouca estatura, afinal ele só mede 1,52, sendo um dos atores mais baixos de Hollywood, mas a maioria de seus papéis levou em conta seu tamanho, tanto que o ator caiu como uma luva no papel do arqui-rival do Batman, o seboso Pingüim. Nesse caso, nenhum efeito de câmera precisou ser usado, mas nenhum mesmo! Tem também aqueles um pouco mais altos, mas que continuam baixos para a média, no caso, com apenas 1,67m, o grandioso ator Dustin Hoffman também figura entre os baixinhos, mas, convenhamos, a altura dele não faz jus ao quanto ele é bom.

Outro que também tem 1,67m é Al Pacino (pasmem!). Ele, que recebeu 5 indicações ao Oscar e 10 ao Globo de Ouro na categoria de Melhor Ator, além de outras 9 indicações em categorias diversas juntando os dois festivais ao BAFTA, é a prova viva que altura realmente não é documento quando se fala em cinema. Se a competência do ator fosse paralela sua altura, ele teria aí uns 10 metros brincando. Ora 10 metros, coloca mais aí!

Fica mais do que provado que a altura não diz em hipótese alguma se o cara é bom ou ruim. O que uma câmera bem colocada e uma dosagem de talento não fazem, hã? Com meus 1,70m me achei gigante (é, nem tanto) em tamanho na frente desses atores citados, mas minimizado completamente em talento. Então, altinhos, podem ir descendo do salto.

Página 55 à 74« Primeira...«52535455565758»...Última »

Opções:

Size

Colors