Rapadura Blog - O Blog do Portal Cinema com Rapadura

Homenagem do CCR a Newton Da Matta

Publicado em: 20-08-2007 @ 2:32 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Igor Vieira

Newton Da Matta nasceu no dia 14 de fevereiro de 1935. Sua carreira artística teve início na rádio, aos onze anos, quando atou nas emissoras Tupy, Mayrink Veiga e Nacional. Nesta, foi também escritor de novelas e diretor de elenco. Posteriormente, foi ator e autor de tele-peças nas TV’s Tupi, Rio e Globo. No teatro, foi o primeiro Pedrinho do Sítio do Pica Pau Amarelo, montagem do Teatro Ginástico e Copacabana, no Rio de Janeiro. Ator e diretor, Da Matta foi o responsável por montagens do dramaturgo italiano Luigi Pirandello. Um dos diretores do musical “Alô Dolly”, no Teatro João Caetano, em 1960, foi convidado pelo próprio Herbert Richers e por Vitor Berbara a dirigir e atuar também como dublador.

A partir daí, Newton Da Matta tornou-se conhecido do grande público nacional. Pode ser que seu nome não lhe soe familiar, mas com certeza você já ouviu sua voz em um ou mais trabalhos na TV. Ele dublou seriados como “Dr. Kildare” (emprestando a voz a Richard Chamberlain) e “A Gata e o Rato” (dublando Bruce Willis). Participou também de longas-metragens dando voz aos rostos famosos de Dustin Hoffman, Paul Newman, Louis Jordan, Mickey Rourke, James Farantino, Peter O’Toole e, claro, Bruce Willis.

Em 1980, dirigiu a dublagem do desenho animado “Thundercats” e deu vida ao protagonista da série, Lion, quiçá seu trabalho mais marcante. Diretor do estúdio de dublagem Tempo Filmes, responsável por programas do Discovery Channel, People+Arts e Animal Planet, seu último trabalho como dublador foi o filme “Sin City”, emprestando mais uma vez sua voz ao astro de “Duro de Matar”. Faleceu aos 71 anos, no dia 06 de março de 2006, e entrou para a história da dublagem brasileira. Em São Paulo, lançou uma nova opção de trabalho para o mercado artístico. Seu curso técnico formou crianças e adultos nessa profissão que ainda é pouco valorizada.

Confira o vídeo exclusivo em homenagem a este grande profissional da dublagem brasileira que se foi e vai deixar muitas saudades:



Outros personagens famosos dublados por Newton da Matta foram Don Lockwood (Gene Kelly em “Cantando na Chuva”), Bert (Dick Van Dyke em “Mary Poppins”), Sonny (no filme “Eu, Robô”) e Padre Ralph de Bricassart (Richard Chamberlain na minissérie “Pássaros Feridos”).

RapaduraCast 37 - Aquele do Flashback

Publicado em: 17-08-2007 @ 1:20 am 
Postado em: RapaduraCast
Escrito por: Rapadura Team

Não, você não está na ilha de Lost. Muito menos isso se trata de um filme de Quentin Tarantino com suas tramas não lineares. Esse é um RapaduraCast completamente especial, pois o time de elite do programa está de volta: Leonardo Heffer, Thiago Sampaio, Raphael Santos e Jurandir Filho. Você não sabe que formação é essa? Então talvez você tenha passado a escutar o RapaduraCast recentemente e pode até estranhar esse formato. Mas, para a alegria geral da nação rapaduriana, nós voltamos com os quadros antigos, mesmo que seja por apenas uma edição.

Comentamos as notícias e inutilidades da semana. Além disso, cantamos a música Hakuna Matata, do filme “O Rei Leão”, de uma forma completamente sem juízo (o Leonardo estava meio bêbado) e a Maíra Suspiro voltou com seus 30 Segundos, desta vez, com o filme “Cães de Aluguel”, do mestre Tarantino. Essa edição tem também a participação da dupla Chi e Cuh, no quadro Crítica em Quase 30 Segundos, discutindo o filme “Piratas do Caribe 3″. Se isso não for o bastante, no final do programa há uma surpresinha que preparamos para vocês. É quase um final de livro de Agatha Christie. Vale muito a pena conferir. Divirtam-se e comentem!

Duração: 54 min

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Gerard Butler, Clive Owen e Russell Crowe

Publicado em: 17-08-2007 @ 12:02 am 
Postado em: Hot - Homens
Escrito por: Maíra Suspiro

“Homi maxu sim, sinhô!”. Eis a frase célebre que me vem � cabeça quando pensei nesse HOT pela primeira vez. Promessa é dívida, minhas caras, e é por isso que o CCR agora trouxe nesta edição o trio parada dura, com ferormônio para deixar qualquer criatura do sexo feminino (e simpatizantes) com as pernas arriadas. Chega de meninos com barbas falhas! Digam não � s feições femininas e aos homens cheios de frescurinhas! É hora de provar de quem sabe bem do riscado másculo, exalando masculinidade por todos os poros. Três vivas e inúmeros gritinhos ensandecidos para as beldades que dispensam comentários: Gerard Butler, Clive Owen e Russell Crowe. Uarrrrh. (Ok, isso deveria ser a onomatopéia de um rugido. E de leão, nada de gato véi, não.)

Gerard Butler

Uh-la-la, fale devagar, por favor. Esse mocinho desde sempre aparece arrasando suspiros de muita gente, com seus olhinhos verdes, seus traços fenomenais e uma voz que deixa qualquer criatura guenza. Também, pudera! Descendente de Glasgow (e não é Grayscow, esse é o He-Man), certamente Gerardão é tão bom quanto um whisky escocês. E ele prova isso a cada filme que conta com sua máscula presença. Pior que além do rapaz ser bonito e com cara de homem sem defeito de fábrica, ele ainda é simpático, divertido e etc tal. Tá vendo como Deus gosta mais de um do que de outros?

Então, continuando, vamos revelar em quais sagrados DVDs vocês poderão encontrar a desenvoltura do Mister Butler. Recentemente, pudemos conferir o moço em uma ótima forma, exageradamente boa. O épico “300” traz Gerardão no papel do Rei Leônidas com frases que foram eternizadas na sua voz. Quem não obedeceria ao “Tonight, we´ll dine in hell“? Aonde você quiser, meu patrão! Janto até embaixo da ponte… E quando ele berra “This is Sparta!”, quem é que ousaria dizer que não era? Podia ser a tribo dos índios tremembés que se ele falou, ta dito! Ui, ui. Em 2004, Butler provou que é um artista completo, atuando e cantando na adaptação da peça “O Fantasma da Ópera” para os cinemas. E veja ai um extremo porreta: o bruto gasguito super musculoso em ” 300″ e o requintado sensível cantor sedutor em “Fantasma”. Quem é que ousa resistir � quele pedaço de mal caminho, � quela estrada para a perdição cantando “All I Ask of You” e a trilha sonora memorável do romance? Né brinquedo, não, viu? É um caso muito sério! Em 2003, ele fez um par sexy com a musa Angelina Jolie no filme “Lara Croft“. Vale ressaltar que ele fez seqüências inebriantes com a Sra. Pitt, de deixar muita gente sem fôlego… Em 2000, ele encarnou um vampiro que muitas de nós adoraríamos que viesse morder nossos pescoços. O filme não é lá essas rapaduras todas, mas vale pelas cenas com o mais-mais escocês que faz qualquer kilt virar peça de respeito. E ah, um detalhe ótimo para esse HOT: no filme “Reino de Fogo“, nosso querido contracenou com outra beldade que não está na edição dessa semana, mas poderia, o também querido Christian Bale.

E só porque somos bem legais, ainda escolhemos alguns vídeos do Gerard Butler para vocês conferirem o elemento em todos os ângulos possíveis.

+ Butler de todas as formas ao som de Pink
+ I wish I was you lover… Quem não queria, né?
+ Butler e sua veia humorística (+ 1 vídeo)
+ Butler no World Stunt Awards 2007














Clive Owen

Mantendo a boa fama que a Inglaterra tem de mandar homens maravilhosos ao mundo, Clive Owen não é uma exceção dessa regra. Nem de longe, viu? Com seus 1,89m de altura muito bem distribuídos e impregnados de uma força cheia de charme, o rapaz não dá mole e rouba o fôlego de muita gente. Expliquem-me, minha gente, o que é aquele queixo protuberante com aquela covinha que rouba atenção dos mais fracos? E aquela aparente cara de emburrado que atiça as mais sensíveis? Ave Maria, o que aconteceria se ele mirasse aquelas preciosas bilas em alguém? Chão, chão, chão! Seria difícil não perder a compostura, viu?

No filme “Amor Sem Fronteiras” (2003), Clive aparece politicamente correto em um romance com… Adivinha quem? Angelina Jolie! Pausa: essa mulher arrasa demais. Como se não bastasse ser casada com “o” Brad Pitt, ela ainda não se contenta e pega os tops-tops do cinema americano? Brincadeira… Pois bem, continuando. Em 2004, pudemos conferir o galã no filme “Rei Arthur“. Sim, lindo como sempre, claro. Mas o filme não foi lá essas coisas todas… Porém, entretanto, todavia… 2004 foi também o ano de “Closer – Perto Demais“. Respiraram? Certo. Vou até mudar de parágrafo para todo mundo ficar bem acomodado…

Aqui. O que é aquele homem no papel do doutor que faria qualquer hospital ser “atacado” por criaturas doentes de amor, paixão, tesão e o tudo mais de bom no mundo? Meu Deus, quem foi capaz de esquecer a cena de “Closer” que ele descobre o “enfeite” na cabeça? “´Cos i´m a f***** caveman!”. Sim, sim, e se ele é o homem das cavernas, me arrasta pelo cabelo, me joga no chão, na parede, pode chamar de lagartixa. Tudo. Santo Projetos das Luzes Tortas… Sensacional demais. Intenso demais. Forte demais para os pobres coraçõezinhos.

No ano seguinte, 2005, conferimos o sotaque de Owen em “Sin City“. E mais uma pausa. Lembra do Gerard em ” 300″, um filme do Frank Miller? Pois é. Para quem não sabe, “Sin City” foi o precursor dessa história toda, veio antes de “300″ arrasando nas adaptações estéticas de quadrinhos para cinema… Mas, sim, falando em estética, pergunto: Frank Miller merece muitas palmas. E não pelo trabalho dele (que sim, merece), mas por saber escolher um elenco fenomenal. Clivão em um e Gerardão em outro? Ta podendo, hein? Pois é. Em “Sin City” a gente conferiu Clive Owen no papel super tudo de bom, pegando fogo com a personagem de Rosário Dawson. E podem ficar preparadas: ele vai estar presente na continuação, “Sin City 2″.

E chegando no ano passado, em 2006, vimos nossa beldade em “Plano Perfeito“, filme que inspira qualquer uma a virar uma fora-da-lei. Principalmente pela idéia de “fora-da-lei-dentro-de-Owen”. E também no filme “Filhos da Esperança“, muito bem comentado, e que atiça as esperanças de muitas meninas de um dia encontrarem o genérico desse moço dando sopa por aí.

E seguindo a idéia de mostrar todos os detalhes dos nossos escolhidos, segue abaixo alguns links de vídeos inspiradores com Clive Owen.

+ Comercial para Mercedez ao lado de Madonna
+ Seqüência de Clive Owen e Julia Roberts em “Closer”
+ Clive Owen como Dwight em “Sin City”













Russell Crowe

Coleguinha da Nicole Kidman, o nosso escolhido aqui tem fama de brigão. Birrento. Uén. Mas ele é um exemplo sim da categoria “homi maxu, sim, sinhô” com tríceps, barba e tudo. E o rapaz aqui não brinca em serviço. Russell Crowe já recebeu 3 indicações ao Oscar e ganhou uma. O rabugento-sexy foi nomeado por “O Informante” (1999), por “Uma Mente Brilhante” (2001) e “O Gladiador” (2000). Alguém lembra? Sim, foi pelo papel de gladiador que ele levou o homenzinho-de-ouro para casa.

Ele pode ter tido confusões sobre a sua conduta, mas, calma, gente. Vamos dar um desconto para o rapaz… Ele estava defendendo a sua fama de mau! E bad boys são até sexys, não? E ele não é só ator, não. Assim como Gerardão, Russelão também bota as cordas vocais � teste e tem até clipe, menina!

+ Vozeirão
+ Plus de Russell Crowe
+ So sexy












Que é isso Che?

Publicado em: 15-08-2007 @ 8:47 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Jurandir Filho

Quem não tem um amigo(a) metido(a) a super dotado culturalmente ou que acha todos os blockbusters uma porcaria por que só assiste a filmes de arte? Geralmente eles são ou foram estudantes de universidades federais/estaduais e usam roupas vermelhas com imagens de revolucionários, ou são defensores ardorosos do cinema nacional. Nada contra os gostos de cada um, mas acho que tem limite para tudo. Eu respeito a opinião, agora aceitar são outros quinhentos. E quando isso acaba interferindo em algo, eu fico com muita raiva. Vou dar um exemplo, que pode até parecer anti-ético, mas como não vou citar nomes, não tem problema. Geralmente recebemos muitos e-mails todos santo dia de pessoas de todo o país (e até fora dele, já que temos muitos acessos nos EUA e adjacências) que querem ser os novos Rapaduras, que querem fazer parte da nossa famosa, premiada e sensacional equipe. Então, uma dessas pessoas chamou a atenção. Mandou um e-mail bacana, dizendo que queria falar dos filmes de arte para popularizar um pouco mais o mercado e etc. Aceitamos na boa e fomos conversar com essa pessoa eletronicamente. Entre uma conversa e outra, perguntamos se ela teria disponibilidade para produzir sobre o mercado comercial, cerca de 96,99999% do mercado que atingimos. Mercado comercial, no caso, filmes comerciais. Blockbusters e coisas do gênero. Sabe qual foi a resposta: “Eu posso até produzir, mas isso vai contra os meus princípios”.

Essa frase foi tão forte que preferi até pular do parágrafo. Escrever sobre blockbusters é contra os princípios? O que isso tem a ver? Só porque você é contra o PT que não pode escrever sobre ele? Só porque você torce pelo Vasco que não pode escrever sobre o Flamengo? Cadê a imparcialidade? Cadê o profissionalismo? Vamos sair dessa parte e ir para algo mais abrangente. Você tem um grupo de amigos e todos combinam de ver “Transformers” no fim de semana. Todos concordam, menos um, aqueles neandertal que é metido a Che Guevara que diz que tudo isso é culpa do sistema. Este também prefere não ver TV porque é controlada pela mídia, não escuta rádio porque a música cantada nelas geralmente são norte-americanas e outras frescuras do tipo.

Qual o problema em ver um blockbuster? Questão de gosto não se discute, mas deixar de ver por que não quer contribuir para algo ilusório que eles defendem é foda. Tem gente que deixa de tomar coca-cola por causa do capitalismo e não por causa do mal que ela faz. Entendem o que quero dizer? Cada um pensa da forma que quer, mas eu fico muito fulo quando vejo esse tipo de gente fazendo esse tipo de coisa. Se não já bastasse ter que aceitar políticos corruptos, agora temos que aturar uma epidemia de mentes fechadas.

Agora dizer que tudo é culpa do “sistema” para os problemas do mundo não resolve nada. Se quiser defender algo, faça com convicção. Não use telefone celular, não veja TV, não use computador, não coma McDonalds, não tome coca-cola, não escute músicas no rádio, não use câmeras fotográficas, não faça nada. Assim irei respeitar sua decisão. No mais, deixe de frescura, você não sabe o que está perdendo deixando de assistir a vários filmes bons por causa de besteira. Abra a cabeça e tome uma Brahma. E pare de dizer que a culpa é do sistema, porque todo programador fica fulo com isso. ;)

“Minha voz continua a mesma, mas os meus cabelos, quanta diferença”

Publicado em: 14-08-2007 @ 12:40 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Igor Vieira

Ao conceber um trabalho, seja para o cinema, teatro ou televisão, atores e atrizes enfrentam um processo conhecido como caracterização. Através dele, eles encontrarão as características psicológicas de seus personagens e poderão passar através do corpo o que se passa em suas mentes. Para ajudar no tal procedimento, existe um outro específico de caracterização física. É aí que queremos chegar com essa matéria. Provavelmente, você já reparou que existem astros e estrelas de Hollywood que passam por verdadeiras transformações a cada novo trabalho. Isso os ajuda a construir e incorporar melhor o alter-ego da vez. Emagrece daqui, engorda dali, coloca uma prótese acolá ou mesmo um simples corte de cabelo transformando os rostinhos carimbados da maior indústria do cinema em pessoas completamente diferentes.

Escolhemos duas atrizes e um ator que durante a sua longa filmografia mostraram facetas diferentes e vez ou outra irreconhecíveis. Seja qual for a cor do cabelo ou o peso indicado na balança, o Cinema com Rapadura reconhece acima de tudo o talento desses profissionais e presta a eles sua homenagem.

Sugestão: ler a matéria ouvindo a música “Cabelo”, na voz de Gal Costa.

Nicole Kidman

No começo da carreira, Nicole Kidman ainda aparecia nas telonas com a vasta cabeleira que a incomodava nos tempos de criança, seja no tom castanho avermelhado de “Terror a Bordo” (1989) ou nos loiros em “Dias de Trovão” (1990) e “Um Sonho Distante” (1992). Mais tarde, já casada com Tom Cruise, com o qual contracenou nos últimos dois filmes citados, a bela volta a protagonizar filmes com um visual, digamos, menos selvagem. Foi com as madeixas domadas e alisadas que ela estrelou “Um Sonho Sem Limites” (1995) e fez uma participação em “Batman Eternamente” (1995).


Depois foi a vez de testar tons diferentes. Foi morena que ela apareceu ao lado de George Clooney em “O Pacificador” e ruiva ela deu vida bruxa Guillian de “Da Magia Sedução”. De volta aos cachos, desta vez, arrumados milimetricamente, e s mechas loiras, Kidman atua mais uma vez ao lado do marido em “De Olhos Bem Fechados” (1999). Após o divórcio, a carreira e o visual da moça deram um upgrade e, assim, as transformações tornaram-se mais constantes. Loira e bela, com os cabelos mais curtos ela fez “Os Outros” (2001), “Dogville” (2003) e “A Intérprete” (2005). Ruivíssima, ela protagonizou “Moulin Rouge” (2001). No melhor estilo joãozinho, a estrela surgiu em “Reencarnação” (2004). Nicole Kidman é a prova de que talento e beleza estão acima de cortes, cores de tintura e próteses nasais (com as quais confundiu muita gente no pôster de “As Horas”, de 2002).


Drew Barrymore

Desde que chamou a atenção em “E.T.” (1982), Drew Barrymore, ainda criança, trazia na cabeça belos cachinhos dourados. E foi com eles que continuou fazendo sucesso nos trabalhos seguintes como “Diferenças Irreconciliáveis” (1984), “Chamas da Vingança” (1984) e “Olhos de Gato” (1985). Mais grandinha e com os cabelos mais escuros decorrentes da idade, ela está em “Bem Longe de Casa” (1989). Melena loira ao seu favor, Barrymore troca a imagem inocente por uma sensualidade natural em produções como “Relação Indecente” (1992) e “Sem Refúgio” (1993).


Drew Barrymore no clássico “E.T.”

Morena, ela estrelou a produção “Enigma Mortal” (1993) e, em 1994, voltou mais loira ainda no longa “Quatro Mulheres e Um Destino”. De cabelo curtinho, a atriz levou o ano de 1995 trabalhando em “Amor Louco” e “Somente Elas”. Em 1996, fez uma participação marcante em “Pânico”, no qual aparece ao estilo chanel. Mais tarde, com uma longa cabeleira castanha, Barrymore deu vida a um clássico dos contos de fadas em “Para Sempre Cinderela” (1998) e voltou a utilizar tons mais escuros e penteados diferentes em “Fora de Casa” (2001) e “Os Garotos da Minha Vida” (2001). Recentemente, a também produtora encontrou um tom de loiro mais discreto como pode ser visto nas comédias românticas “Amor em Jogo” (2005) e “Letra e Música” (2006), adotando de vez em quando o ruivo (caso de “As Panteras”, de 2000).


Loira, morena ou ruiva.
Não dá para atribuir um só visual!

Brad Pitt

Brad Pitt chamou a atenção como o caubói bonitão de “Thelma & Louise” (1991) e em 1993 emprestaria seu rosto angelical, desta vez com cabelos e barba mais escuros, a um assassino psicótico em “Kalifornia” (1993). Porém, foi reconhecido como galã de Hollywood somente em 1994 graças aos olhos azuis e aos longos fios loiros. Foi com esse visual que ele estrelou “Lendas da Paixão” e “Entrevista com o Vampiro”. Em “Seven” (1995) e “Doze Macacos” (1995), ele surgiu com os cabelos mais curtos, mas ainda assim continuou arrancando suspiros da mulherada. Em “Inimigo Íntimo” e “Sete Anos no Tibet”, ambos de 1997, os tons mais claros e o comprimento médio voltaram a ocupar a cabeça de Pitt.




O visual de Brad Pitt é sempre um show parte

Outra vez com o corte e a cor diferentes, o ator arrancou elogios por sua atuação em “Clube da Luta” (1998). De cabelo raspadinho, o ator participou da seqüência “Doze Homens e Outro Segredo” (2004) e protagonizou ao lado da nova esposa Angelina Jolie o longa “Sr. e Sra. Smith” (2005). Ano passado, assumiu sem reservas os tons grisalhos no premiado “Babel” (2006). Fora das salas de exibição, Brad Pitt também é famoso por desfilar por aí surpreendendo sempre com um toque diferente no visual, fazendo dele um par perfeito para a ex Jennifer Aniston, famosa por ditar moda com seus penteados nos Estados Unidos.




De cabelos longos, curtos ou raspados.
Não importa, trata-se de Brad Pitt!

“O Poder da Edição”

Publicado em: 13-08-2007 @ 9:51 pm 
Postado em: Suspirolândia
Escrito por: Maíra Suspiro

Já venho falando nas últimas colunas sobre os requisitos que um bom filme deve ter. Falei do roteiro e agora lembrei de outro: a edição. Afinal de contas, você pode ter um ótimo elenco, um enredo bacana e tudo acertado. Mas se o editor não tiver um bom timming e ainda estiver perdido na década de 80, muito do filme (ou ele por inteiro) pode ir por água abaixo.

Edição é algo espetacular. Eu, particularmente, acho super divertido. Você tem um mundo de possibilidades e sensações que pode criar através de efeitos e imagens. E ela está presente em tudo que for relacionado a audiovisual nos dias de hoje: clipes, comerciais, filmes, vinhetas, trailers… Acho que quanto menor o tempo, mais importante a edição se torna, porque você tem menos tempo para causar uma ótima impressão.

Seguindo por essa vertente e pegando como “objeto de estudo” dessa semana os citados trailers, decidi escrever a coluna dessa semana após conferir uma série de “fake-trailers” que vi no YouTube. São vários trailers de filmes conhecidos nossos, feitos com a intenção de vender uma idéia completamente diferente do original. Super bem feito, extremamente convincente e ótimo para exemplificar o que digo ser “o poder da edição”, vou mostrar alguns links para que vocês possam conferir também.

O Iluminado: Clássico de Stanley Kubrick, adaptado do livro de Stephen King, o filme em questão é tenso e passa longe de dramas pastelões americanos. Eis que o “fake-trailer” de “O Iluminado” consegue ir ao extremo oposto e sugerir uma história fofa, cheia de emoção paterna e bons momentos. Desde a voz do narrador até as cenas perfeitamente bem escolhidas e montadas, o trailer convence demais e deixa muita gente boquiaberta, além de enganar direitinho quem não tiver visto o filme. E diga-se de passagem: quem não viu, merece ser pregado uma peça mesmo!

Link: “O Iluminado” em versão serelepe

Mary Poppins: Quem não lembra daquela babá simpática e bonita, cheia de truques legais que animavam as criancinhas afobadas e mimadas? Eu tinha esse filme em VHS, gente. Assistia quando era um protótipo de pessoa, morta de feliz, doida para ter uma babá “a la Mary Poppins”. Eis que eu vejo o “fake-trailer” do filme e todas as minhas doces lembranças, felizes e nostálgicas, somem repentinamente. A re-edição do trailer traz uma babá sombria, um filme de suspense, de colocar qualquer criança “pimentinha” nos eixos. A inserção das legendas deu todo um ar maligno e o áudio brilhante, tanto no timing quanto nas notas para dar aquele susto. Confiram vocês mesmos!

Link: Mary “Scary” Poppins

Top Gun: Aqui, descobrimos que “O Segredo de Brokeback Mountain” não foi o primeiro filme clichê americano a ser enturmado pela mídia. Na verdade, a re-edição do trailer de “Top Gun” mostra que antes dos cowboys vieram os mocinhos da aeronáutica norte-americana. Uh! Com direito a olhares comprometedores e tudo mais. Val Kilmer e Tom Cruise até que formam um casal simpático, tirando a cor brega de cabelo do Kilmer.

Link: O segredo de “Top Gun”

Clube da Luta: E já que citei o casal passado, vou aproveitar para falar da semelhança invertida em “Clube da Luta”. Só que aqui não é tão romântico quanto o passado. A obsessão e a intensidade do filme original continuam, só que focadas (focadas mesmo) em outra coisa. Vale ressaltar o final do “fake-trailer”, quando o editor usa um sabonete, mais que conveniente, para divulgar o “fake-movie”. Nossa, muito bom. Brad Pitt e Edward Norton, dois dos meus atores favoritos, em uma versão que eu adoraria ver!

Link: Um Clube diferente do da Luta

Táxi Driver: Essa é para rir. E para pregar peças nos infames que se dizem cinéfilos e não viram esse filme. E esse “fake-trailer” foi audacioso! Tirou toda a essência do original e transformou em algo completamente “saltitante”. E mais: em clima do seriado “Sex and the City”. Minha nossa, o que é uma edição, não é mesmo?

Link: Taxi Driver “a la Bradshaw”

O Chamado: Aqui também não poderia ser diferente. Assisti re-edição pela primeira vez e, claro, se não conhecesse o filme, jurava que a Naomi Watts iria morrer de câncer e o filme ia se lambuzar com toda aquele drama de “os últimos dias de minha vida” e algo do tipo “Doce Novembro”. Deu vontade perguntar o que a Samara achou disso. Confiram!

Link: “O Chamado” em outra linha

Bem, acho que já dei pano demais para manga para entreter vocês com exemplos de como a edição faz um diferença significativa em um filme, ou qualquer produção audiovisual que seja. Divirtam-se. E para os mais inquietos, recriem filmes!

RapaduraCast 36 - Os Simpsons

Publicado em: 11-08-2007 @ 11:41 pm 
Postado em: RapaduraCast
Escrito por: Rapadura Team

Preparando os nossos leitores e ouvintes para a estréia de “Os Simpsons - O Filme”, fizemos um RapaduraCast especial sobre essa família maluca. Nessa 36ª edição, temos a presença de Jurandir Filho, Thiago Siqueira e Bruno Sales, além de uma participação mega especial de Raphael Santos. Aqui você conhece como foi a criação do seriado, confere um raio-x em cada membro da trupe e quais são os melhores episódios. Comentamos também todos os episódios temáticos em outros países, a polêmica da dublagem nacional e internacional e muitos detalhes do seriado que está a quase 20 anos no ar.

Para aqueles que estão muito ansiosos pelo filme, nós já vimos e criticamos. Saiba por quais motivos, razões ou circunstâncias achamos “Os Simpsons - O Filme” uma grande baboseira. Entenda os motivos pelos quais o filme não chega aos pés desse belíssimo seriado.

- Imagens, cartazes e trailers de Os Simpsons - O Filme
- Imagem da PRIMEIRA família Simpsons
- Vídeo dos Simpsons em live-action

Duração: 84 min

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Pessoas que odeiam todos os filmes

Publicado em: 08-08-2007 @ 9:04 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Andreisa Caminha

Geralmente, os críticos de cinema têm fama de serem chatos e rabugentos apenas por, algumas vezes, cotarem um filme com uma nota muito baixa. Opiniões a respeito de tudo, não somente sobre produções cinematográficas, literárias e afins, são pessoais e devem ser respeitadas, afinal, já imaginaram se todos pensassem da mesma forma? Íamos viver em um mundo horrível.

No decorrer de nossa trajetória de vida, nos deparamos com pessoas bastante exigentes em relação a tudo. Seja um filme, uma situação, um relacionamento amoroso, elas sempre desejam que seja perfeito. Todavia, sabemos muito bem que a perfeição não existe… Muitas vezes, a perseguição pelo perfeccionismo apenas nos atrapalha.

Sabe aqueles indivíduos que, assim que assistem uma produção cinematográfica, geralmente estão sempre prontos a criticá-la negativamente? Nada, mas nada parece agradá-los. Quero deixar claro que não tenho nada contra quem não gosta de filme X ou filme Y, assim como disse no início desta coluna, opiniões são pessoais. Eu, particularmente, não gosto de vários projetos cinematográficos que vejo, porém, a partir do momento que uma pessoa nunca (e é nunca mesmo) aprecia nenhum, acaba se tornando até chata.

Tem gente que possui uma certa dificuldade em elogiar algo. Até procuro entender, porém, na maioria das vezes, não consigo. Tenho uma amiga que, de 100 filmes que a recomendo, 101 ela não gosta. Pode até parecer exagero, mas a situação é praticamente essa mesmo. Claro que medida que passamos a assistir a várias produções, nosso gosto vai ficando mais apurado, sabemos identificar de maneira mais eficiente os erros. No entanto, isso não justifica alguém não gostar de nada. Creio que da maioria dos filmes dá para tirar algum proveito, por menor que seja.

Cinema, para mim, é um lugar mágico, onde, acima de tudo, a diversão reina. Do que adianta freqüentar um local como esse apenas para aprofundar-se na arte da rabugice? Nada! Por isso, caro leitor, aqui vai o meu humilde conselho: procure não se tornar como essa minha amiga citada na coluna, ou se já se transformou em uma pessoa assim, tente reformular um pouco a sua maneira de pensar. Com desgosto não ganhamos absolutamente nada.

Welcome to Twin Peaks…

Publicado em: 08-08-2007 @ 3:30 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Beatriz Saldanha


Os cineastas David Lynch e Mark Frost se conheceram através de um projeto de longa-metragem da Warner sobre a vida de Marilyn Monroe. Eles deveriam dirigir e roteirizar o filme, respectivamente, mas, apesar de sentir-se atraído pela turbulenta vida da atriz, Lynch deixou clara a sua preferência pela ficção. Mais tarde, em uma conversa casual, Lynch e Frost visualizaram algo como um corpo sendo carregado pela água na margem de um rio. Os dois foram ABC com um projeto completo, incluindo o mapa de uma cidade fictícia que chamaram Twin Peaks. Em 08 de abril de 1990, após uma enormidade de burocracias, o piloto de Twin Peaks estreou na televisão americana. E assim foi lançado o que se tornaria um dos maiores mistérios da cultura pop internacional: “Quem matou Laura Palmer?”.

Numa manhã supostamente comum na aparente pacata cidade de Twin Peaks, é encontrado embrulhado em plástico o corpo da adolescente Laura Palmer. Garota mais popular do colégio, integrante de projetos sociais, filha e amiga adorada; sua morte causa extremo impacto em toda a cidade. Para solucionar o caso, o FBI envia a Twin Peaks o incorruptível Agente Dale Cooper, um jovem que adota métodos nada habituais em suas investigações, como sonhos premonitórios protagonizados por um anão dançarino e pela própria vítima do assassinato, Laura Palmer.


Sheryl Lee no papel da misteriosa Laura Palmer; o contraste entre
o momento mais sereno da personagem, no baile da escola, e a cena
em que seu corpo é encontrado.

A partir das averiguações de Cooper, a série é dividida em diversas tramas paralelas, quase sempre relacionadas ao caso de Laura, como se sua morte fosse necessária para, enfim, serem reveladas as verdadeiras facetas dos habitantes da pequena e misteriosa Twin Peaks. Temas como assassinato, adultério, estupro, incesto, prostituição, corrupção, solidão, incomunicabilidade, amor e sobrenatural são abordados através de uma ótica bastante particular, já conhecida do público de cinema através de filmes como Erasehead (1977), O Homem Elefante (1980) e Veludo Azul (1990), de David Lynch. Em Twin Peaks, Lynch, Frost e uma extensa equipe de roteiristas e diretores, demonstram um talento irresistível para transformar o trivial em extraordinário. Fazem com que qualquer espectador imaginativo entregue-se completamente sua trama mórbida e sublime, como as canções de Julee Cruise para a trilha sonora, que, com a colaboração de Angelo Badalamenti, ganha dose extra de mistério e sensualidade.


Esquerda: Agente Dale Cooper e a insaciável Audrey Horne
Direita: Agente Dale Cooper e o Xerife Harry Truman

Twin Peaks deixou uma legião de fãs saudosos ao final de 29 parcos episódios, tornando-se presença garantida em qualquer lista de “programas de TV mais cultuados” ou “melhores programas de TV de todos os tempos”. Repleta de simbologias, a série deu origem a memorabilias como o diário secreto de Laura Palmer e as fitas de Cooper para sua secretária, itens mais do que atraentes para os fãs; e consagrou dezenas de citações e cacoetes de seus personagens únicos. Em 1992, foi realizada pelas mesmas cabeças pensantes da série uma espécie de filme-fetiche intitulado Twin Peaks: Os Últimos Dias de Laura Palmer. É uma chance de ver, sem censura, tudo o que a série insinuou. Não obstante, é essencial lembrar a colaboração do projeto original ao amadurecimento do sistema televisivo. Twin Peaks quebrou barreiras, tabus, e foi de indispensável influência na criação de séries populares como Arquivo X (1993), Lost e Desperate Housewives (ambas de 2004).

Interação com a telona

Publicado em: 06-08-2007 @ 5:24 pm 
Postado em: Suspirolândia
Escrito por: Maíra Suspiro

Cinema é muito mais além de todas aquelas técnicas e equipamentos de filmagem. Cinema também é pipoca, é namorico no escuro e, principalmente, cinema é encontro de pessoas desconhecidas (ou não) em uma sala escura e intimista. Todos diferentes e unidos igualmente. O que mais poderia sair disso?

Saindo de uma sessão de cinema no horário mais clichê para se conferir um – em pleno domingo noite, enquanto descia as escadas pensei: nossa, como a companhia faz a diferença em um filme! E aí fiquei lembrando de todos os clichês e situações inusitados que já me ocorreram dentro de uma salinha de exibição.

O barulho das pipocas, os celulares inconvenientes que tocam, os cochichos, as risadas espontâneas, os choros, as piadas. Nossa, muita coisa. Existe uma tremenda diferença entre assistir a um filme numa sala de cinema e no sofá da sua casa. Uma diferença que vai além da telona e das poltronas sistemáticas.

Com filmes, eu me divirto de qualquer jeito. E tenho sorte de sempre ter companhias excelentes. Só que acaba sendo mais interessante quando se tem a oportunidade de se estar junto grande massa, quele grupo de pessoas que foi ali conferir aquele mesmo filme. As piadas podem ser engrandecidas… Enfim, as emoções ganham um tom maior, um tom diferente.

Para me fazer melhor entender, vou exemplificar com três idas ao cinema em três filmes diferentes. “O Diabo Veste Prada”, “300” e “O Cheiro do Ralo”. Por mais que reveja esses três filmes em DVD ou no próprio cinema (como refiz em dois deles), a primeira vez não poderia ter igual.

O Diabo Veste Prada. Depois de muito esperar pelo filme, finalmente fui conferi-lo nos cinemas. Sim, eu sou uma vítima da moda. E daí? Jogo um scarpin na cabeça de quem vier tirar onda. Com Meryl Streep no elenco e moda como pauta, era impossível a menina Suspiro aqui não ir conferir saltitante o resultado do livro nas telonas. E lá estava eu: de make-up, scarpins e a companhia ideal. A sala estava lotada. Nossa. E deu pra sentir logo na entrada que todos ali estavam tão empolgados quanto eu. Fãs da moda, fãs de filmes clichês, fãs de ir ao cinema só para ser besta, não interessa. O clima da sala era contagiante. E quando o filme começou? Cada vibe da trilha sonora era uma onda dentro da sala. Quase saiu uma “ôla”. E os comentários sobre os figurinos do filme? Era gente da fila da frente comentando o que alguém da fila de trás tinha comentado, eram garfes ridículas do tipo “quem é esse?” quando o Valentino (estilista famoso) aparecia na tela… Bom demais. O filme é clichê e redondo. Ótimo para um divertimento despretensioso. E naquela sala lotada foi melhor ainda.

300. Louca estarei eu no dia que perder algum filme de Gerardão no cinema. Depois de todo o bafafá em cima desse filme e ainda contando com um elenco de homens espetaculares, é claro que eu não iria perder. Tinha que prestigiar o Santoro no seu papel mais estrondoso e ver qual a última pérola do gênio do Frank Miller. Novamente, dia de estréia, a sala lotada. Onde a Maíra senta? Na escada. Isso mesmo, no chão! Começa daí a adrenalina da coisa. Aqueles sons, os gritos unânimes, as piadas e as risadas mais altas impossíveis… Todo mundo vira colega naquele momento. E quem foi que não vibrou com “this-is-sparta!”? Hein? Uma sala com mais de 400 pessoas eufóricas emana uma energia grande, viu, seu-menino? Foi bastante divertido! E a pérola dos créditos finais? “Mulher, se com 300 homens eu já morri de passar mal, tu imagina esses 10 mil que chegaram no final!”.

O Cheiro do Ralo. “Bufu”. “E bufu”. Mal começa o filme e já aparecem as “interações” hilárias das companhias da sessão. Sabe aquelas risadas que fazem os outros rirem sem nem saber o motivo? Pois é. Tenho certeza que eu e minhas amigas participamos mais do filme do que os figurantes do mesmo. E o melhor é que as pessoas presentes realmente se divertiram conosco. Bom quando a gente consegue ser legal assim, né? Notei demais os olhares daqueles curiosos que queria saber “cadê as palhacinhas da sessão?”. Mas ora, o personagem do Selton Melo nesse filme, o tal Lourenço, tem um humor sensacional. Impossível não brincar. E agora, tudo na vida é culpa do ralo. Tsc, tsc. Ora, vamos ser corretos. Esse negócio de fazer cara blasé para ir ao cinema não tá com nada.

Cinema é arte. E também é entretenimento. E não precisamos fazer cara de doce para mostrar que entendemos da história. Se o filme é bom, temos mais é que aproveitar e interagir com ele e fazer valer bem aqueles feixes de luz na telona. E se você tiver com a companhia certa, é certeza que quando as luzes se acenderem, tudo vai ser mais divertido. Principalmente porque, além dos comentários sobre o filme, haverão os comentários sobre os momentos “interativos” do filme.

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