Dez anos depois, lançam o filme baseado na minha série favorita: “Sex and the City”. Depois de muitas histórias pessoais entrelaçadas com a série, chega a hora de matar um pouco a saudade – ou a vontade de ver qualquer coisa sobre o assunto. Superando o medo de frustrações, entrei na sala para conferir e adivinha só: me like it!
[Para ler ouvindo a música do filme] Hello, lover! Após um RapaduraCast comentando o pré-filme, eis que vem a coluna pós-filme. Fico até com medo de escrever. Primeiro porque o fato de ser auto-crítica aumenta bem mais quando o assunto é algo tão querido como SATC. E mais: quando já se soltaram tantos burbulhinhos sobre o assunto, a expectativa cresce. Como diz a personagem Carrie no filme, “o valor da aposta aumenta”. Mas, quer saber? Espontaneidade e diversão, eis o casal da vez.
Sobre a série. As expectativas rondavam sobre um filme tal qual um episódio “alongado”. De fato, são perceptíveis as semelhanças. Tenho certeza de que a intenção era agradar ao público que teve a oportunidade de acompanhar a série e, em conjunto, agradar aos “novatos” no assunto. A boa da vez é que tive a impressão de que eles conseguiram. O começo do filme, a intro narrada pela Carrie com todas as seqüências dinâmicas e glamourosas, é um presente nostálgico e querido aos fãs da série. Os pequenos flashes de cenas de episódios passados – que eu já sabia de cor, a música envolvente – apesar da Fergie – com o jingle cativo super sofisticado… Começa bem demais! Quando, de fato, entramos no enredo que vai guiar o resto do filme, percebemos os trocadilhos com detalhes da série, citações recorrentes, as lembranças dos desfechos… Tudo encaixado. Apesar do filme focar mais ainda na Carrie e tirar um pouco do espaço das outras três, foi um reencontro ótimo.
Sobre as personagens. Apesar das mudanças, as “meninas” continuam as mesmas. Claro, com seus retoques. Carrie anda menos confusa e destrambelhada, mas ainda envolvida “in a Big thing”… Samantha até conseguiu se comportar durante o filme todo, mas conservou sua essência de “sexualmente bem-resolvida” com afinco. Miranda provou que debaixo da couraça irracional, existe alguém que também sente. Mas que ainda valoriza o bom senso para tudo. E Charlotte, que tando já me deu abuso, me cativou horrores no filme. Romântica convicta, ela faz caras e bocas que pagam o ingresso. Queridas. Amigas queridas que adorei reencontrar.
Sobre o assistir. Quebrando outra expectativa, a primeira sessão foi a melhor. Sim, até agora, vi o filme duas vezes. E a primeira sessão foi infinitamente melhor. A sintonia dos cinéfilos era contagiante. As mesmas risadas, as mesmas sacadas… Tenho certeza de que na primeira sessão a maioria era de fãs veteranos. Senti como se fosse, de fato, um reencontro depois de anos sem contato. E claro, “Sex and the City” não é “Sex and the City” sem coquetéis. Definitivamente, deveria ter entrado com um drink na mão. Mas, ok, tive que deixar para depois.
Sobre o Marketing. Todo mundo esperava merchandising de peso no filme. E, de fato, ele bateu o ponto. Mas, como na série, estava bem disfarçado. A Apple marcando presença com a maçãzinha aparecendo de fundo sempre que a cena estava no quarto/apê da Carrie. O iPhone alado carregado pela Samantha e marcando presença no casamento. As marcas. A moda. O estilo. Apesar de tantas citações, a maior “venda” ali foi do status de ser fabulosa, independente e apaixonada, com muito, muito estilo.
Sobre o fashionismo. Óbvio, estava inundando o filme em todos os segundos. E estava lindo. Westwood, Oscar de La Renta, John Galliano, Prada, Gucci, Versace, Dior… A lista é enorme. E linda de se ver, apesar dos exageros. Admito que não morreria nem teria dor de cabeça por aquela bolsa da Luis Vitton da Louise. Mas morreria sim, por alguns saltos que vi patinando pelas calçadas… Afinal de contas, um bom salto alto faz parte do kit de qualquer mulher vaidosa.
Sobre as cenas. “No!”. A melhor cena do filme, certeza, é o grito da Charlotte para o Big. Quem viu, sabe qual é. Sensacional. Em segundos ela emocionou – e fez rir - em extremos rápidos. Aliás, ela me deixou com nó na garganta em todas as cenas. Arrasou. A cena da Miranda e do Steve, com Al Green de fundo… Deliciosa. A cena em que a Carrie aparece com o figurino da abertura da série. Fofo! E o Ano Novo com direito a beijinhos do Anthony e do Standford? Ótimo.
Sobre a saudade. Acho que ela foi o ingrediente principal para o fato de eu ter me divertido tanto com o filme. Sem sombra de dúvidas. Cumpriu o papel, com um timing quase perfeito – as cenas de drama mereciam uns segundos a mais para fechar bem a emoção. Agora é curtir a nostalgia com as seis temporadas e um longa-metragem de cabeceira.
Sobre sexo, cidade e cinema. Se tem uma coisa de sempre me agradou no pacote do “Sex and the City”, essa coisa é a liberdade destemida. É. Liberdade para falar o que se quer, como se quer e quando se quer, deixando de lado a vergonha, os tabus. Simplesmente natural. E quando digo ser livre, digo também o ser livre para ter opiniões. Logo, a liberdade acerta as críticas, as negações e os julgamentos contrários ao que a série mostra. Todos tem direito a opiniões, sejam elas coerentes ou não. Mas, acima de tudo, é livre. E destemida, principalmente, por tratar as mulheres como seres absolutamente competentes e reais, donas do seu próprio nariz, sem medo de admitir que procuram um grande amor. Trata-se de ser natural. E sentir-se natural.
Na coluna dessa semana, não vou questionar nada. Sem perguntas. Apenas excesso de saudade e de amor. Seja na chuva, na rua, na fazenda, numa casinha de sapê ou na cidade, atire a primeira pedra quem nunca sentiu amor e tesão. E se você, de fato, puder atirar essa pedra… Não sabe o que está perdendo.




Essa é uma especulação que pode ser confirmada nos próximos meses. O 4º filme da série Bourne já está sendo negociado. Robert Ludlum (escritor americano, autor de 29 novelas e criador da saga Bourne, que faleceu em 2001) escreveu apenas três livros sobre o personagem (que foram todos adaptados), mas Eric Van Lustbader escreveu outro três trabalhos: The Bourne Legacy, The Bourne Betrayal e The Bourne Sanction. Já está praticamente confirmado o envolvimento de Paul Greengrass, diretor de “A Supremacia Bourne” (2004) e “O Ultimato Bourne” (2007), e Matt Damon (Jason Bourne), em um próximo trabalho. “A Identidade Bourne” (2002) foi dirigido por Doug Liman (“Sr. & Sra. Smith”).
Os fãs de Quentin Tarantino terão que aguardar mais um pouco para conferirem seu mais recente trabalho: 




