Rapadura Blog - O Blog do Portal Cinema com Rapadura

Paixão e Maldição

Publicado em: 30-04-2007 @ 12:01 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Jonas Maciel

Pipoca

Cinéfilos são aqueles que gostam muito de cinema (salve, salve o Aurélio), no entanto, é a paixão dessas pessoas que pode se tornar uma grande maldição. Como? É aquele velho carma da humanidade: quanto mais se sabe, mais infeliz ou frustrado se é. Não colocando de forma generalizada, porém apenas “em geral”. Quanto mais o sábio sabe, mais ele vê que tem a saber, e isso pode ser algo negativo.

No caso dos amantes do cinema, acontece que quanto mais filmes nós assistimos, menos os mesmos passam a divertir-nos, porque nos tornamos mais exigentes. Conseqüência do amadurecimento cinematográfico pelo qual passamos. Em alguns casos, não consigo entender como ainda conseguimos ir aos cinemas. Alguns de nós, simplesmente, não encontram mais nenhum filme que lhes agradem. É essa a nossa grande contradição! Sim, nós cinéfilos estamos suscetíveis a esse problema. Conheço um cara que, desde 2000, já foi ao cinema mais de 450 vezes. Em alguns anos, ele chega a ir cerca de 3 vezes por semana. Meu Deus! Como é que ele consegue se divertir filme após filme? Afinal, que as histórias se repetem, não é novidade para ninguém. Só espero que ele não chegue na maturidade igual ao meu tio, que, de cada 10 vezes que vai ao cinema, volta dizendo que o filme é “bizarro” umas 9. Nesse momento, ele fica lembrando dos clássicos. Nossa! Não quero ser nostálgico assim. Quero ter a capacidade de admitir que se pode fazer boas películas. Melhores do que as que eu vi quando a vida não havia me calejado tanto.

Quando encaro mais uma produção “hollywoodiana” sem criatividade, fico pensando em como fui burro em ir assistir a um filme como esse. É lógico. Os filmes de Hollywood são feitos, em sua maioria esmagadora, para pessoas que vêem um filme por mês e olhe lá. São feitos seguindo o critério da massividade - tente agradar ao maior número de pessoas, para isso pode usar fórmulas batidas, pois a maioria nem vai perceber. Isso justifica porque alguns filmes são aclamados pela crítica e desprezados pelo público. Nem sempre a inovação é originada já consumível.

RapaduraCast 22 - A Origem do Cinema

Publicado em: 29-04-2007 @ 1:31 pm 
Postado em: RapaduraCast
Escrito por: Rapadura Team

Nunca o RapaduraCast se mostrou tão atrevido na escolha de um assunto, afinal escolhemos conversar sobre a origem desse negócio que tanto nos vicia: o cinema. Além de um básico resumo sobre a origem oficial, também falamos algumas curiosidades sobre o tema.

Com o intuito de deixarmos o nosso vigésimo segundo RapaduraCast bem mais recheado e informativo Raphael Santos e Jurandir Filho conversaram bastante sobre a equipe técnica que envolve a feitura de um filme, mas não daqueles conhecidos (diretores, atores, produtores…) e sim dos que são menos abordados mesmo tendo tamanha importância para o lançamento de uma mega produção.

LIVROS PARA COMPRAR:
- Revolução do Cinema Novo - GLAUBER ROCHA
- Cinema - ASSOC. CRITICOS DE CINEMA-RJ
- Cinema e Política - LEIF FURHAMMAR
- Som-Imagem no Cinema - LUIZ ADELMO F. MANZANO
- Cinema: Entre a Realidade e o Artifício - LUIZ CARLOS MERTEN
- Cinema Digital: um Novo Cinema? - LUIZ GONZAGA ASSIS DE LUCA
- Fome de Bola: Cinema e Futebol no Brasil - LUIZ ZANIN ORICCHIO
- Cinema: Direção de Atores - CARLOS GERBASE
- Bastidores: um Outro Lado do Cinema - ELAINE GUERINI
- Cinema: Arte e Indústria - ANATOL ROSENFELD
- Críticas de Luiz Geraldo de Miranda Leão: Analisando Cinema
- A Onda do Jovem Cinema e Sua Recepção - ALEXANDRE FIGUEIROA
- Direção de Câmera: um Manual de Técnicas de Vídeo e Cinema - HARRIS WATTS
- 300 Filmes para Ver Antes de Morrer - GLOBO (ED.)

Duração: 53 min

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Videoclipes ou Blockbusters Musicais?

Publicado em: 25-04-2007 @ 1:28 am 
Postado em: Especiais
Escrito por: Raphael Santos

A probabilidade de você ligar a televisão em um canal de música e ver um videoclipe é grande, lógico. E, de vez em quando, um filme. Não um grandioso filme, mas um curta-metragem. Sim, um curta com música, imagem e bastante ação. Os clipes caíram no gosto das bandas, a ponto de bandas pouquíssimas famosas gastarem um bom dinheiro em uma pequena produção, porém bem feita, para se projetarem - conseguem, bastante. A força da projeção, obstante a essas singelas imagens gravadas, é tamanha que muitas dessas bandas simplesmente param aí e algumas vezes a música, venhamos e convenhamos, é péssima.

Como tudo na vida amadurece, sofre modificações, os videoclipes passaram de ser apenas a gravação de uma banda tocando sua trilha – como nos tempos dos The Beatles - para serem verdadeiras curtas-metragens, abordando o tema da música e com história tendo um começo, meio e fim. Não muito explorados, mas passando o que precisa ser passado. Pouco satisfeitos, alguns clipes, têm em suas gravações atores. Certas vezes a banda nem chega a aparecer… e mais, pois podem contar com direções de famosos cineastas das telonas.

Ainda no assunto da maturidade dessas pequenas películas, na década de oitenta podemos ver um grande símbolo do crescimento delas com a criação da MTV, um canal que ampliou o conceito pop, dando rosto e vez para os artistas da música.

Por falar em revolução, um dos artistas que mais tem “dedo” nessa história é Michael Jackson. Ainda com sua cor real e sem seus ataques a pessoas pequenas (pelo menos eu acho) lançou clipes surreais para a época. Verdadeiras estórias, com elenco (mesmo que de dança) e suas atuações.

Logo mais na década de 90, surgiram vários clipes que, muito além de som com boa qualidade (ou nem tanto, em alguns casos) apresentaram idéias diferentes, ousadas e criativas. Alguns, por isso, se tornaram praticamente unanimidades no mundo das músicas ilustradas. Para demonstrar essa evolução, que tal um Top 10?

PS: Você pode assistir aos clipes clicando no Play. Se você está no trabalho e não é autorizado a assistir vídeos do YouTube, deixe para olhar em casa.

10 - Imitation of Life
(REM)

Mesmo na maioria dos curtas a receita financeira sendo muito pouca surgem produções a serem destacadas. “Imitation of Life” é a prova empírica disso. Um clipe genial que prima pela simplicidade, mas reduz total explicação do que se precisa para entender a música em seis minutos. Dizem por aí que o vídeo foi montado em um take de vinte segundos, e a graça toda foi dada ao milagre da edição. Se for ou não verdade, não se sabe, mas que essa música brilhante ganhou um mini-filme à altura, disso não há dúvida.



9 – Do The Evolution
(Pearl Jam)

Para ilustrar o que eu havia falado na introdução sobre pessoas famosas dirigirem videoclipes, vos apresento “Do The Evolution”. O clipe é de Tod McFarlane, criador de Spawn. Nesse ele criou uma animação apocalíptica. Na tela desfilam catástrofes mundiais e a loucura do mundo moderno, tudo ao som da voz grave e fabulosa de Eddie Vedder.



8 - Sabotage
(Beastie Boys)

Ah sim, um enlatado americano. Porque não! O mini filme é uma paródia dos seriados americanos. Ele é dirigido por Spike Jonze (Quero Ser John Malkovich) e mostra a perseguição dos policias de bigode e calças boca de sino. Cá para nós: o clipe foi feito para a música ou a música para o clipe?



7 - Learn To Fly
(Foo Fighters)

A comédia pastelão, da qual muitos riem, mas tem vergonha de dizer que gostou. Isso é reflexo também no clipe de “Learn To Fly”. Tudo bem que vem ano e vai ano Dave Grohl & CIA fazem coisas engraçadas como essa (lembre-se de “Everlong”, “Big me” e “Breakout”), mas no clipe da boa música, eles até zoam com os filmes que envolvem tragédia de avião, tal como fez o brilhante “Apertem os Cintos… O Piloto Sumiu”. Quem também poderia figurar nesse local seria a banda Blink 182, pois é impossível se manter sério frente a três marmanjos rebolando e imitando boy bands (“Backstreet Boys”, por exemplo) no clipe de “All The Small Things”, entre outros.



6 – Estranged
(Guns N’ Roses)

Com muitos erros de continuação, mas digno da posição. Sabe aqueles filmes que você só entende depois de ver algumas vezes. É como em “Estranged”. Por sinal se encaixa muito bem nesse top pelo tamanho da música e, conseqüentemente, do clipe; quase dez minutos. Sem falar que tem sim uma história, toda bem formulada. Ah, o Sr. William Axl Rose não figura só com “Estranged” nas paradas dos tops. Posso muito bem citar mini películas como “Don’t you Cry” ou “November Rain”; esse último não tão pequeno assim.



5 - Fly Away From Here
(Aerosmith)

Pensou que eu esqueceria da boa e velha ficção-científica? De forma alguma poderia deixar esse gênero para trás. O Aerosmith demonstrou muito, mas muitos efeitos especiais nessa obra. Vale a pena conferir. Não tão grandioso “The Kids Aren´t Allright”, da banda Offspring, também apresenta uns efeitos muito bons, mas como não se constitui em uma estória bem formulada, perdeu a posição nas paradas de sucesso desse especial.



4 - Coffee and TV
(Blur)

Sinto informar, mas não estou enganado em dizer para aqueles que assistiram esse clipe curtiram bastante a aventura na cidade da caixinha de leite. Seus passos de dança deixam com certeza o espectador acomodado com a projeção. Nesse caso a música é o de menos.



3 - A Minha Alma
(O Rappa)

Se me fosse desafiado fazer um Top 10 só com clipes brasileiros O Rappa estaria presente mais de uma vez com certeza. Para critério geral fico com “A Minha Alma”, dono de um comovente roteiro. Dirigido por Katia Lund (produção de “Cidade de Deus”), ele serve de fundo para a triste realidade dos morros cariocas. Parece que o passeio da praia não foi a melhor escolha do garoto “Gigante”, infelizmente, mas é a realidade de muitos.



2 - Wake Me Up When September Ends
(Green Day)

O mais recente da lista. Se você vê-lo por acaso virá a pensar que é uma música de trilha sonora de algum filme apenas usando cena do mesmo para propagar o clipe, mas não é. No começo um diálogo muito bom (e como diriam algumas garotas: fofo) entre os protagonistas, depois mostra um relacionamento feliz, mas a história se volta para um cunho dramático. O final? Bom, o final até hoje eu penso como ficou.



1 – Thriller
(Michael Jackson)

Um filme se preza por ter um bom começo, meio e fim – sem falar em alguns “enchimentos de lingüiça”. “Thriller” faz isso, e bem. Uma história referente � música, alguns passinhos legais de dança – afinal, quem não curtia o Michael Jackson e seus passos? –, figurino e um cast.

Michael Jackson merece estar em primeiro nesse top não só por isso, mas também pelo fato de ter marcado época na evolução dos videoclipes até chegarem a ser o que são hoje. Sem falar também que, poderia muito bem estar nessa vaga o clipe “Beat it”, do mesmo cantor. Sendo assim, com duas possibilidades de primeiro lugar, Michael Jackson marca esse top como o rei dos videoclipes.



A combinação perfeita de uma boa música, imagens bem postadas e nem tanta verba assim, pode servir de deleite primoroso para os olhos de qualquer espectador. Seja esse do cinema ou do mundo musical. Está provado, um videoclipe pode sim se constituir em um filme, mesmo sem tantos minutos assim.

À La 21 Gramas

Publicado em: 23-04-2007 @ 9:41 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Diego Benevides

Obs: Só leia se não se importar em saber mais ou menos a ideologia final do filme.


“Quantas vidas vivemos? Quantas vezes morremos? Dizem que todos nós perdemos 21 gramas no momento exato de nossa morte. Todos! Quanto cabe em 21 gramas? Quanto é perdido? Quando perdemos 21 gramas? Quanto se vai com eles? Quanto é ganho? Quanto é ganho? 21 gramas. O peso de cinco moedas de cinco centavos, o peso de um beija-flor. De uma barra de chocolate. Quanto pesam 21 gramas?” É a partir dessas reflexões que o personagem de Sean Penn faz no fim do filme “21 Gramas” que uso como premissa para discorrer meus pensamentos.

Alguns vivem várias mortes durante a vida. Não falo em morte do corpo. Cada decepção, cada lágrima, cada injustiça leva uns 21 gramas de nós. E até onde podemos perder? Será que podemos nos dar ao luxo de perdê-las e não fazer nada para compensá-las? Não se vive só de perdas. Por mais que o ser humano negue sua sensibilidade, é inevitável ficar indiferente aos sentimentos, se tornar frio e amargo. Existem até aqueles que conseguem, mas seriam elas as melhores pessoas? Será que precisamos mesmo das melhores pessoas? Talvez no fundo a gente clama tanto por precisar de alguém e um dia descobrimos que o que precisamos sempre tivemos: nós mesmos e pronto.

Talvez eu tenha vindo para confundir e acabar sem dizer nada. Me importaria? Não quero perder mais 21 gramas me importando com isso. De pouquinho em pouquinho a galinha enche o papo e eu fico sem nada. Tantos números (repetidos). Como já diria Paul Rivers (personagem de Penn), “há um número escondido em cada ato de vida, em cada aspecto do universo. Fractais, matéria… Há um numero gritando, tentando nos dizer algo. Os números são uma porta para entender um mistério que é maior do que nós, como duas pessoas, desconhecidas, acabam se encontrando”. Quem ousaria entender tais mistérios?

São vinte e um gramas perdidos, tão pouco que nem notamos. Será que viemos a esse mundo para deixar para trás essa quantidade inútil? Pequenas coisas fazem a diferença. Não vivemos por isso. Vivemos porque precisamos perder sempre 21 gramas para que, com isso, possamos aprender a viver sem ou aprender a não perder mais. Mas até quando precisamos passar por coisas na nossa vida para sempre perder e nunca ganhar? Até onde vai o sempre? A resposta está nos nossos limites e só nós próprios sabemos. Mesmo porque o para sempre, sempre acaba. Acaba?

Abaixo imagens do filme:

21 Gramas 01

21 Gramas 02

21 Gramas 03

21 Gramas 04

21 Gramas 05

RapaduraCast 21 - Hannibal

Publicado em: 22-04-2007 @ 1:02 am 
Postado em: RapaduraCast
Escrito por: Rapadura Team

Os fãs do personagem Hannibal Lecter, imortalizado na pele de Anthony Hopkins nos filmes “O Silêncio dos Incoentes”, “Hannibal” e “Dragão Vermelho”, conferem a origem do psiquiatra canibal em “Hannibal – A Origem do Mal” (em que é vivido agora pelo jovem Gaspard Ulliel), que chegou esta sexta-feira aos cinemas.

Aproveitando a chegada do filme, nós do Cinema com Rapadura preparamos esse RapaduraCast especial sobre toda a trajetória do personagem crido por Thomas Harris, e levado às telas pelo produtor Dino de Laurentiis. Parte da equipe original do Cast, formada por Jurandir Filho, Raphael Santos e Thiago Sampaio comenta simplesmente tudo sobre os três filmes originais da franquia, e óbvio, o novo filme.

Um completíssimo apanhado de informações e curiosidades sobre a filmografia de um dos vilões mais famosos do cinema, comentado com muito humor, como é de costume em nosso podcast.

Fiquem ligados, pois é conteúdo que merece ser ‘devorado’ seja fã, ou leigo.

COMPRE OS FILMES:
- O Silêncio dos Inocentes - Edição Especial
- Dragão Vermelho - Duplo

COMPRE OS LIVROS:
- Dragão Vermelho - THOMAS HARRIS
- Hannibal - THOMAS HARRIS
- Hannibal: A Origem do Mal - THOMAS HARRIS

Duração: 52 min

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Os Vilões Marcantes do Cinema

Publicado em: 20-04-2007 @ 11:59 am 
Postado em: Especiais
Escrito por: Thiago Sampaio

Foi-se o tempo em que os heróis ou os mocinhos dos filmes marcantes eram os personagens que chamavam toda a simpatia do público para si, e os vilões não passavam de meros seres sem importância, cuja única utilidade no desenvolvimento da estória, era serem detonados, trazendo glória aos heróis. Essa ideologia pode ter servido de base há muito tempo, em seriados de faroeste como Bonanza, James West, ou nos marcantes seriados de super-heróis japoneses, em que os vilões não passavam de monstros horripilantes. Mas isso na verdade, nunca funcionou assim.

Como diz o personagem de Samuel L. Jackson em “Corpo Fechado”: “Por trás de todo grande herói, existe um grande vilão. Não existe um herói sem um vilão”. O que não era premeditado, mas acabou por acontecer naturalmente no cinema, na eterna disputa entre bem e o mal, é que os “maus”, acabaram conquistando cada vez mais a simpatia do público, de forma que puderam se tornar as verdadeiras atrações de um filme, sem ao menos necessitar de um herói. Enquanto um herói necessita de um vilão, um ser mau por natureza pode ter um filme para si, e mesmo assim, agradará a todos. O que dizer então do canibal Hannibal Lecter, interpretado com maestria por Anthony Hopkins?

De um certo tempo para cá, as barreiras entre o bem e o mal passaram a não servirem mais como intermédio para ditar quem a sociedade deve idolatrar ou odiar. Seja pela simpatia, pelo charme, o visual sobrenatural, seu enorme poder, a atuação de seu intérprete, alguns vilões ficaram eternizados na mente do expectador, tornando-se verdadeiras referências de produções grandiosas. Os filmes da série “Batman” são claros exemplos disso, em que apenas agora, com esse último “Batman Begins”, o herói pela primeira vez se torna o verdadeiro protagonista e o centro das atenções. Seja o “Coringa” de Jack Nicholson, a sensual “Mulher-Gato” de Michelle Pfeiffer, o “Pingüim” de Danny De Vito, o “Charada” de Jim Carrey, o “Duas-Caras” de Tommy Lee Jones, a estonteante “Hera Venenosa” de Uma Thurman e até o hilário “Mr.Freeze” de Arnold Schwarzenegger conseguiram roubar a cena e jogar o herói para segundo plano. O que dizer então do nostálgico Darth Vader? É simplesmente impossível lembrar da mais marcante saga da história do cinema, e não pensar no vilão e sua famosa respiração.

Eis aqui uma lista de 10 ”caras maus” que se tornaram verdadeiras referências, entrando para a história do cinema e na memória de milhões de fãs:

1 – Darth Vader
(David Prowse / Hayden Christensen)
Saga STAR WARS

Vilão Marcantes - Darth VaderPoderia a primeira posição ficar com outro? Seu verdadeiro nome é Anakin Skywalker, um garoto que viveu como escravo desde seus três anos de idade, e sempre teve uma enorme aptidão com naves. Até que um dia, é libertado pelo jedi Qui-Gon Jin, que promete lhe dar um treinamento de um jedi. Após a morte de Qui-Gon, Obi-Wan-Kenobi se torna seu mestre. Teimoso e amargurado por ter se distanciado de sua mãe na infância, Anakin vai aos poucos, sendo dominado pelo ódio até passar para o lado do mal. Em um confronto com seu antigo mestre, Obi-Wan, ele é praticamente destroçado, restando nele mais partes mecânicas do que humanas, sendo necessário o uso da armadura negra e o capacete para poder respirar. Assim nasceu o maléfico Darth Vader.

Não há dúvidas de que Darth Vader é o vilão mais marcante da história do cinema. O vilão é simplesmente, a imagem da maior saga de todos os tempos: “Star Wars”. Luke Skywalker que nada, Darth Vader é o astro. Em 1977, o mundo se chocou com aquela misteriosa figura, vestindo uma armadura negra com capa e capacete diferentes de tudo o mundo já tinha visto, com a voz potente do ator James Earl Jones, e uma respiração única e memorável. Um verdadeiro reflexo do mal em forma de pessoa (ou máquina). A antiga trilogia mostrava apenas a continuidade da sua desgraçada trajetória, enquanto por muitos anos, sua origem virou a maior curiosidade de milhões de fãs lunáticos, que puderam obter suas respostas na nova trilogia de George Lucas, que por sinal, gira exclusivamente em torno da passagem de Anakin para o lado do mal. Era algo quase inimaginável que aquele ser maléfico um dia já fora uma pessoa boa. Não seria exagero dizer que Darth Vader é hoje, um dos principais ícones do cinema mundial.

2 – Norman Bates
(Anthony Perkins)
PSICOSE

Vilão Marcantes - Norman BatesNorman Bates é um típico cara pacato, simples, tímido, que administra junto com sua mãe, o Motel Bates, um escondido motel de beira de estrada. Mesmo com toda essa simplicidade, desde o primeiro momento, podemos descobrir que algo relacionado com a sua mãe doente atormenta aquele rapaz tímido, que de normal, não tem nada.

Imortalizado por Anthony Perkins (e ridicularizado por Vince Vaughn, no remake de 1998, dirigido por Gus Van Sant), Norman Bates consegue transmitir o medo exatamente por sua simplicidade, pois sempre fica claro que por trás daquele homem que fala gaguejando, existe o auge da insanidade que uma pessoa pode chegar. Anthony Perkins dá um verdadeiro show, passando a perfeita imagem de um homem, que não chega a ser mal por natureza, mas age de forma suspeita por causa da mãe que atormenta sua lucidez.

Sob a direção do “mestre do suspense” Alfred Hitchcock, e ao som de uma trilha sonora marcante, Norman Bates (e a misteriosa voz de sua mãe), consegue mexer com a paz de qualquer pessoa, que após assistir “Psicose”, nunca mais tomará aquele banho fora de casa com a mesma tranqüilidade.

3 – Jack Torrance
(Jack Nicholson)
O ILUMINADO

Vilão Marcantes - Jack TorranceJack Torrance é um homem contratado para o emprego temporário de vigia de um enorme hotel, que fecha as portas durante três meses por falta de público. Ele leva sua mulher e seu filho para lá, onde ocorreu um sangrento massacre em família alguns anos atrás. Depois de certo tempo, Jack começa a apresentar problemas mentais devido ao isolamento. Ou estaria ele sendo dominado pelos espíritos malignos que dizem dominar o hotel? Ele começa a ficar mais agressivo e impaciente, ao mesmo tempo em que seu filho tem visões e contatos com os acontecimentos ocorridos no sombrio passado daquele misterioso local.

Assim como Norman Bates, Jack Torrance é outro exemplo de uma pessoa que chega ao limite da insanidade humana, a ponto de perseguir a própria mulher e seu filho. Jack Nicholson está fenomenal na pele do homem, que passa agir de forma estranha, talvez por pura insanidade, ou por dominação dos possíveis espíritos malignos que dominam o local, deixando esse tormento para a imaginação do expectador. Dirigido com maestria por Stanley Kubrick, “O Iluminado” é um dos melhores suspenses da história, que consegue mexer com a tranqüilidade de qualquer pessoa, de forma que a insanidade de um homem, juntamente com uma trama sobrenatural, faz o medo vir � tona. E Jack Torrance é a nítida representação desse medo.

4 – Dr. Hannibal Lecter
(Anthony Hopkins)
O SILÊNCIO DOS INOCENTES
HANNIBAL - DRAGÃO VERMELHO

Vilão Marcantes - Hannibal LecterDr. Hannibal Lecter é um famoso psicólogo, adepto ao canibalismo. Após ser descoberto pelo polícia, o Dr. Hannibal é capturado pelo policial do FBI, Will Graham (fato mostrado em “Dragão Vermelho”). Dentro de sua cela especial, utilizando seu enorme conhecimento, ele ajuda jovens policiais a capturarem perigosos criminosos. Desse modo, passa a controlar do seu jeito, as vidas pessoais das pessoas com quem mantém contato, no caso, o policial Will Graham (Edward Norton em “Dragão Vermelho”), e a policial Clarice Starling (Jodie Foster em “O Silêncio dos Inocentes”, e Julianne Moore em “Hannibal”).

Um personagem que pode até parecer bom por ajudar a polícia a capturar perigosos serial-killers. Mas que na verdade, essa sua forma de fazer o bem, não passa de uma estratégia de invadir o lado psicológico dos tiras com quem mantém um longo contato. Tudo arquitetado milimetricamente com sua inteligência fora do normal, para que após invadir suas mentes, volte a espalhar o terror por anda, devorando (literalmente) quem ele bem tiver vontade. Anthony Hopkins conseguiu dar um tom completamente sábio ao personagem, lembrando que o Dr. Hannibal Lecter é um homem bastante inteligente, e sombrio, de forma a tornar impossível não se sentir intimidado, e principalmente, aterrorizado com seu penetrante olhar, que lhe fita de forma a parecer que sua vida está sendo entregue a ele, e você está prestes a ser devorado.

5 – Coringa
(Jack Nicholson)
BATMAN

Vilão Marcantes - CoringaO mais famoso inimigo do Batman, Coringa, na verdade, se chamava Jack Napier, um mafioso que após ser detido pelo Homem-Morcego, cai em um tonel de resíduos químicos. A estranha mistura de substâncias deixa sua pele branca como giz, os cabelos verdes e seus músculos faciais contraídos num sorriso constante. O choque da transformação foi tremendo e ele perdeu completamente a sanidade, tornando-se, a partir daquele momento, o maléfico Coringa.

Jack Nicholson conseguiu dar o tom perfeito a um Coringa, que talvez, nem nas HQ´s demonstre tanta clareza quanto a sua personalidade. Hoje, fica até difícil imaginar o Coringa de outra forma, senão sob a caracterização de Jack Nicholson. Não é nem preciso dizer que ele roubou a cena, ofuscando o herói, interpretado por um limitado Michael Keaton. Jack conseguiu transmitir com realismo toda a adversidade de uma pessoa: um ser com cara de palhaço, sorriso constante e uma maldade de espírito que poucos mafiosos possuem igual. Esse é o Coringa, mas o Coringa de Jack consegue ser mais cômico e aterrorizante ao mesmo tempo, do que qualquer outro Coringa de revistas em quadrinhos ou seriados antigos de TV. Destaque para a famosa cena em que o Coringa dança com a repórter Vick Vale (Kim Basinger) no alto de um prédio, em que ao mesmo tempo, provoca Batman através de seu irônico sorriso de palhaço. Este é o espírito de um vilão que simplesmente, brinca com o medo das pessoas.

6 – Mulher-Gato
(Michelle Pfeiffer)
BATMAN – O RETORNO

Vilão Marcantes - Mulher-GatoApesar de ter diversas estórias diferentes a respeito de sua origem (inclusive nomes diferentes), em “Batman – O Retorno”, ela se chama Selina Kyle, secretária de Max Schreck. Após descobrir uma de suas falcatruas, ela é assassinada por ele. Misteriosamente, é revivida por vários gatos, tornando-se a sexy vilã Mulher Gato. Aliada ao Pingüim (Danny De Vito), coloca em ação um plano para prejudicar Gotham City e Schreck, tendo o intento de se vingar do seu ex-chefe, além de mexer com os sentimentos de Batman.

Assim como aconteceu com o Coringa de Jack Nicholson no primeiro filme do Batman, Michelle Pfeiffer deu a mais nítida e memorável imagem da Mulher-Gato que o mundo já viu. Talvez seja melhor nem comentar a respeito do seu filme solo, protagonizado por Halle Barry em que ela se chama Patience Phillips, e usa um traje digno de um filme pornô sado-masoquista, pois o filme não merece sequer essas linhas que gastei para citá-lo. Aquela não é a Mulher-Gato que o mundo conhece. Michelle Pfeiffer é a verdadeira. Michelle Pfeiffer conseguiu unir com perfeição o ar lunático que a personagem exige, com seus atributos físicos, que em um provocante traje colante de couro, fizeram da personagem, um verdadeiro sinônimo de sensualidade, de forma a deixar o Homem-Morcego maluco perante todo seu charme. A caracterização foi tão perfeita, que calou a boca dos fãs de quadrinhos que criticaram o fato de terem escolhido uma atriz loira para o papel, já que a personagem nos quadrinhos é morena, assim como todas as atrizes que a haviam interpretado anteriormente nos seriados de TV. Destaque para a cena em que ela imobiliza Batman no chão e o provoca com uma lambida na face, mexendo com a libido do herói (e de qualquer homem que assista).

7 – Agente Smith
(Hugo Weaving)
MATRIX - MATRIX RELOADED
MATRIX REVOLUTIONS

Vilão Marcantes - Agente SmithO Agente Smith é o líder dos agentes, programas incumbidos de proteger a “realidade virtual” que é a matrix, dos constantes ataques dos rebeldes. Utilizando a linguagem nerd, o agente Smith (assim como os outros agentes), representa o “antivírus” da matrix, enquanto, os rebeldes, liderados por Neo (Keanu Reeves), representam o vírus. Nas seqüências de “Matrix”, Smith acaba por se tornar um programa independente da matrix, com o poder de se replicar, e com o intuito de dominar a matrix com seus clones.

O ator Hugo Weaving, antes conhecido mais pelo seu papel do travesti em “Priscila - A Rainha do Deserto” conseguiu dar um tom totalmente sério e sarcástico ao personagem que ganhou a simpatia do público pelo seu jeito único de ser, além de ser o único personagem dentro do universo da matrix, capaz de rivalizar com o “Escolhido” Neo, um dos maiores ícones dessa nova geração cyber-punk. Com seu jeito sério e sarcástico de ser, vestindo seu tradicional terno e óculos escuros, Smith é uma verdadeira arma de matar com sua imensa habilidade para luta. Nenhum outro ser da matrix, com exceção de Neo, por ser o “Escolhido”, é capaz de derrotá-lo. Como diz Morpheus (Laurence Fishburne) em um momento do primeiro filme: “Se você vir um agente em seu caminho, corra!” Smith se destaca por ser mais do que um “simples” agente.

8 – Lestat
(Tom Cruise)
ENTREVISTA COM O VAMPIRO

Vilão Marcantes - LestatBaseado no personagem de Anne Rice, Lestat era um jovem ator, fidalgo de uma família falida, que viviam num castelo em Auvergne, no interior da França. Em Paris, é encontrado pelo vampiro Magnus, que, cansado de viver e fascinado por sua beleza, o seqüestra e o transforma em vampiro (ou como Lestat prefere dizer, lhe dá o Poder das Trevas), deixando-lhe também grande fortuna antes de se suicidar, jogando-se numa pira (fatos retratados no livro “O Vampiro Lestat”). Em “Entrevista Com O Vampiro”, Lestat morde Louis (Brad Pitt), que não aceita o fato de ter se transformado em uma criatura maligna, e os dois mantém uma relação de amizade e ódio.

De início, a autora Anne Rice não gostou da contratação de Tom Cruise para interpretar o vampiro Lestat, achando que sua contratação não passava de um mero lance comercial. Mas, ela queimou a língua ao ver o filme pronto. Por mais ousada que tenha sido a escolha por Tom Cruise para o sanguinário papel, foi uma escolha mais do que acertada. Cruise, através de uma excelente atuação, conseguiu dar um charme extra ao personagem, que consegue ser um dos mais maléficos e odiados vampiros já vistos no cinema. Por trás daquele belo rosto, e daquela risada que é sua marca, existe uma maldade que é impossível usar um simples humano para comparar � ela, de forma que o vampiro personagem de Brad Pitt, se vê cada vez mais atordoado com o cerco de Lestat. Na cena em que Lestat sai de um pântano completamente desfigurado, de forma nenhuma parece ser aquele galã Tom Cruise em cena, e sim, um verdadeiro morto-vivo.

9 – T-1000
(Robert Patrick)
O EXTERMINADOR DO FUTURO 2 – O JULGAMENTO FINAL

Vilão Marcantes - T-1000T- 1000 é um protótipo de andróide bastante evoluído, constituído de metal líquido, com a capacidade de se transformar em qualquer coisa proporcional ao seu tamanho, além de possuir a habilidade de transformar seus braços em lanças. É enviado direto do futuro para o ano de 1991, com a missão de destruir John Connor, futuro líder dos humanos na guerra contra as máquinas, ainda quando criança. Porém, ele terá de enfrentar um protótipo ultrapassado, o T-800 (Arnold Schwarzenegger), que veio do futuro com a missão de proteger John Connor.

Em um verdadeiro marco dos efeitos especiais que foi “O Exterminador do Futuro 2”, o andróide T-1000 conseguiu ser um dos melhores atrativos do filme, por ter sido o primeiro personagem humano-digital feito para o cinema, e ainda assim, com uma perfeição dos efeitos, de forma que nada parece falso nele. A escolha pelo ator Robert Patrick, foi propositalmente pelo fato dele ter um porte físico totalmente diferente do de Schwarzenegger, e mostrar que apesar disso, ele consegue ser infimamente mais poderoso. T-1000 é um personagem tão bem elaborado (e bem feito), que é o tipo de vilão “perfeito”. Ele é teoricamente imortal, já que por ser feito de metal líquido, é invulnerável a qualquer golpe, tiro, além de possuir um imenso poder de ataque. Após o inovador T-1000, o mundo já estava preparado para receber qualquer outro tipo de vilão.

10 – Keyser Soze
(Não queremos estragar a surpresa)
OS SUSPEITOS

Vilão Marcantes - Keyser SozeKeyser Soze é um personagem cuja identidade, é revelada apenas no último segundo do filme. Em uma chacina ocorrida em um cais, que resulta em 27 mortos e 91 milhões de dólares desaparecidos, o único fato sabido, é da existência do nome de Keyser Soze por trás de tudo. Ele é o homem que guia e ameaça todos os personagens do filme, sem ninguém sequer saber quem ele é. Keyser Soze é o mistério em forma de vilão.

Exatamente pelo fato de ninguém saber a sua identidade durante toda a projeção do filme, Keyser Soze se torna a pessoa mais misteriosa e perigosa que o mundo real já pôde imaginar. O medo trazido pelo seu nome vem unicamente do mistério, que leva esse tal medo para todos os personagens do filme (com exceção de seu informante, interpretado por Pete Postlethwaite). Em uma cena do filme, um homem russo que saiu da chacina no cais com o corpo completamente queimado, apenas consegue falar uma coisa: Keyser Soze. Ouvindo essas palavras saírem de sua boca, é impossível não sentir um frio na espinha e temer o tamanho do perigo que esse nome traz. Para se ter uma idéia, cinco atores diferentes interpretaram cenas como Keyser Soze ao longo do filme, no formato de flashback, de forma que o suspense se torne cada vez maior ao seu redor. Ao final do filme, quando sua identidade finalmente é revelada, nossas expectativas apenas são confirmadas: Keyser Soze é mesmo a pessoa mais inteligente e perigosa que nosso mundo real pode presenciar.

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Nesta lista, poderiam muito bem entrar diversos outros nomes, como nosso brasileiro “Zé Pequeno” (Leandro Firmino da Hora) de “Cidade de Deus”, a melhor representação cinematográfica da violência das favelas do Brasil já feita. Assim como o eterno vilão do Superman, Lex Luthor, imortalizado por Gene Hackman. Ou porque não, os grandes nomes do terror trash, como Freddy Krueger, Jason Vorhees e Michael Myers?

Essas são apenas algumas provas que o bem, nem sempre reina soberano. Pelo menos em Hollywood.

Sessões à Beira de Um Ataque de Nervos

Publicado em: 19-04-2007 @ 2:32 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Thiago Sampaio

SauronJá aconteceu de você estar lá, no conforto do cinema, assistindo a um filme interessante, e de repente a sala de projeção tem algum defeito técnico (seja do mais simples como o filme perder o foco ou dos mais extremos como um incêndio), fazendo-o tirar toda a concentração do filme e tirando-o toda a paciência? É, apesar de ser algo freqüente, não é tão comum assim, e algumas pessoas “sortudas” já tiveram a chance de passar por situações como essas em diversas ocasiões. Eu sou uma delas.

O episódio mais marcante presenciado pela minha pessoa, foi sem dúvidas a grande estréia de “O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei”, que por coincidência, era a primeira vez que ia numa recém inaugurada sala de projeção, considerada pela maioria a melhor do Estado. Lá pela metade do filme, enquanto Frodo e Sam trilhavam seu caminho para destruir o anel maldito, um círculo vermelho aparece no centro da tela. Vocês podem achar graça, mas a primeira coisa que pensei foi: esse é o famoso olho de fogo do Sauron. Antes fosse! O círculo vermelho começou a ficar maior ocupando quase a tela toda, e foi quando percebi que não se tratava do olho de Sauron, e sim, de o filme que estava pegando fogo. Quando olho para aquele lugar ao alto onde fica o projetor, a única coisa que se podia ver era muita fumaça. Nunca pensei que um dia fosse presenciar um fato como esse: ver o rolo do filme queimar durante uma exibição. Depois disso, deram a todos os presentes na sala um vale com direito a ver o filme outro dia (por acaso existe alguma regra contra devolver o dinheiro?), e ficou para depois eu conferir o fim da saga de Frodo e a Irmandade do Anel.

Antes desse episódio, foram tantas as vezes em que faltou luz no cinema ou até mesmo deu problemas com o filme, que até já perdi a conta. Ano passado, uma noite de sexta-feira, sessão das 23h30min, o filme era “Terra dos Mortos”, lá estava eu e minha então namorada a fim de um programa light. O filme estava bom (por sinal, uma boa dica para quem curte filmes de zumbis, George Romero é mesmo o mestre) até que aproximadamente aos 40 minutos de projeção, o filme pára, as luzes se acendem, e demora nada menos que 25 minutos para o filme voltar a passar. Isso mesmo: 25 minutos, que nesse tempo, muitos já tinham saído da sala e ido pedir o precioso dinheiro de volta. Por pura curiosidade, perguntei ao funcionário do cinema o motivo da interrupção. O homem, meio que envergonhado pela situação vexatória, diz que eles receberam da distribuidora uma cópia promocional, com apenas esses 40 minutos de filme, e a colocaram por engano, demorando esse tempo todo para encontrar a cópia certa e continuar a exibição. É mole??


Acho que já deu para vocês perceberem que eu não tenho sorte de escapar desses problemas técnicos das salas de projeção. Uma época dessas, estava eu conferindo uma sessão de “Uma Comédia Nada Romântica”, quando em um determinado ponto do filme, a tela se divide horizontalmente ao meio (foto acima), deixando tudo cortado e impossível de se assistir. Foi preciso alguém que estava sentado na minha frente dar um berro pedindo para consertarem a tela, e ainda assim, quando se normalizou, o filme continuou um pouco fora do plano, digamos que um tanto acima do normal. O filme em si já era uma porcaria, imaginem assistir ele desse jeito?

Esses problemas são uns verdadeiros tormentos para os verdadeiros apreciadores da sétima arte como eu, e até mesmo o mais leigo que vai ao cinema para passar o tempo, namorar um pouco, fugir da rotina, ou o que seja. Simplesmente toda a atenção dada ao filme se quebra após incidentes como os citados acima, e quando o filme volta ao normal (e quando volta, pois são muitas as vezes em que o caso não tem solução no momento e eles te premiam com o bendito ingresso para outro dia), podem ter certeza que a emoção não será a mesma, e toda a atmosfera contagiante de antes, fora quebrada por problemas técnicos. Bom, mas como tudo de bom também tem problemas, temos que engolir isso e seguir com a vida, afinal, o que seria do mundo sem cinemas? Tem esses problemas, mas vale a pena arriscar. Ah, se vale!

Quais problemas já aconteceram com você durante uma sessão? Comente e compartilhe com os demais rapaduras.

Grandes narizes, grandes artistas

Publicado em: 19-04-2007 @ 2:32 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Beatriz Saldanha

Vivemos em uma época em que tudo o que é considerado defeito pode ser mudado com cirurgia plástica, lasers e mais uma tonelada de soluções escabrosas. Muitos atores recorrem a esse tipo de técnica, mas há os que preferem manter o seu imponente nariz e fazê-lo famoso por gerações.

Grandes Narizes do Cinema
Férrer e Depardieu, a dupla nariguda.

No caso do ator porto-riquenho Jose Férrer e do francês Gérard Depardieu, os seus grandes narizes lhe deram a oportunidade de interpretar o escritor Cyrano de Bergerac. Este viveu na metade do século XVII, é autor de livros que se encaixam entre a fantasia e a ficção científica e tem como maior característica física um enorme nariz. A vida do autor foi levada inúmeras vezes ao teatro, s telinhas e aos telões, tendo, no cinema, os nossos célebres narigudos como protagonistas.

Grandes Narizes do Cinema
Tim Roth em dose dupla. Nariz para dar e vender.

Já com o talentoso Tim Roth, as coisas não foram tão simples. O ator enfrentou severos comentários de Rick Baker, o responsável pela maquiagem do filme “Planeta dos Macacos”, de Tim Burton. Baker disse: “Roth tinha o pior rosto a ser transformado no de um chimpanzé. Para que isto funcione, é preciso procurar atores com a fisionomia ideal: nariz pequeno e os lábios superiores longos. Eu implorei a Burton para não selecionar pessoas de nariz grandes para o elenco. Acabou sendo uma vantagem, pois o personagem de Roth diferenciou-se dos demais“.

Grandes Narizes do Cinema
Nem o Beatle Ringo Starr escapou.

A ficção também já foi cruel com os narigudos. Um exemplo clássico é o musical “A Hard Day’s Night” (que chegou ao Brasil com o terrível título “Os Reis do Iê-Iê-Iê”), em que o pobre baterista do The Beatles, Ringo Starr, sofre preconceito até por parte das fãs, que não lhe enviam cartas porque Ringo possui um nariz “um pouco avantajado demais”. A dor de Ringo é tamanha, que este some pelas ruas, sozinho, prejudicando a si e banda.

Grandes Narizes do Cinema
Nariz, nariz e mais nariz. Rossy é a nariguda mais famosa.

Entre as moças, o exemplo mais marcante, quiçá, é o de Rossy de Palma. A atriz espanhola teve sua estréia em “A Lei do Desejo”, de Pedro Almodóvar e, entre os filmes do diretor permaneceu durante grande parte de sua carreira. Apesar de ter estreado em papéis secundários, jamais deixou de chamar a atenção dos espectadores, sempre impressionando-os com o seu nariz indefectível. Rossy é um exemplo de orgulho que todos os narigudos deveriam seguir: ao invés de ser submetida ao bisturi, a atriz conserva o seu diferencial, preferindo comparar-se a uma obra de Picasso.

Para você, o nariz da pessoa influi em algo? Que outros artistas você acha que deveria entrar na lista? O que é pior do que ter nariz grande? Comente!

Curta “O Andarilho” ganha vida nas mãos de Cláudio Figueiredo

Publicado em: 19-04-2007 @ 1:24 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Diego Benevides

Enquanto muitos descansavam ou bebiam vinho durante a Semana Santa, uma rigorosa equipe técnica começou a dar vida ao curta-metragem “O Andarilho”, novo projeto cinematográfico do diretor Cláudio Figueiredo (do curta “A Morte Prepara o Laço”), que começou a ser rodado nos estúdios do Colégio Marista Cearense entre os dias 4 e 6 de abril. Vencedor do V Edital Ceará de Cinema e Vídeo, o roteiro do curta competiu com outro projeto na categoria de Teleconto estabelecida pela Secult e conseguiu os recursos financeiros necessários para o início de sua realização. O CCR esteve presente no corrido set de filmagem de “O Andarilho” e trouxe imagens exclusivas.

O Andarilho - Foto 01

“O Andarilho” é baseado no conto homônimo do escritor cearense Eduardo Campos e deve contar a história de um homem idealista que é preso por andar pelo sertão e dividir o que conquista com pessoas necessitadas. Andarilhos como Antônio Conselheiro, ícone de Canudos, é exemplo claro de como suas ações influenciaram as gerações e confortaram as pessoas desiludidas com a difícil vida no sertão. É seguindo esse lado sensível que “O Andarilho” pretende dar um toque humano nos ideais levantados por essas pessoas. Devendo ter uma duração entre dez e quinze minutos, a ficção objetiva também resgatar o estilo do teleconto que tanto ocupou espaço no audiovisual dos anos 60.

O Andarilho - Foto 02

Segundo o produtor executivo do projeto, Paulo Benevides, as filmagens que aconteceram no Núcleo de Produção Audiovisual (NUPA) são apenas os primeiros registros do que irá compor a totalidade do curta. Como a maior parte da trama se passa dentro da cadeia onde o andarilho é julgado por seus atos, foi montada uma delegacia no estúdio do NUPA para servir de cenário � história. A segunda parte das filmagens acontecerá em breve em localidades do interior cearense como Icó, Juazeiro do Norte e Sobral, onde o principal objetivo é registrar os momentos de caminhada do protagonista que deverão ser alternadas com os discursos do andarilho na prisão, como modo de ilustrar e justificar seus atos.

O Andarilho - Foto 03

O compromisso com a história original e o modo que será transmitida pelo diretor ganhou dentre as várias ajudas no processo de produção, a orientação de especialistas em literatura e teleconto para que a trama pudesse ganhar mais originalidade em sua ambientação. Além disso, o profissionalismo da equipe técnica também foi uma preocupação primordial para a eficiência do curta. Segundo o produtor, por mais que os recursos financeiros sejam suficientes para a realização do curta, os gastos com equipe e o elenco ainda são altos, mas não devem ser economizados, já que a idéia é fazer um bom filme e continuar mostrando para várias partes do país a competência cearense em fazer cinema.

O Andarilho - Foto 04

No elenco, Rodger Rogério dá vida ao sofrido Andarilho, enquanto Giovanni Marsalis e Pedro Domingues serão, respectivamente, o soldado e o delegado responsáveis pela captura do protagonista. “O Andarilho” deve ser finalizado em alguns meses para competir no Festival de Cinema de Brasília que acontecerá no fim do ano. Para o público cearense, o curta deverá ser exibido durante o Festival Nacional de Cinema e Vídeo Universitário, o NÓIA 2007, além de exibições especiais ainda não definidas pelos produtores.

Qual a sua opinião sobre curta-metragem? Você assiste? Gosta? Já fez? Comente!

Fotografias tiradas por Té Pinheiro

Kill Bill - Volume 1

Publicado em: 17-04-2007 @ 7:16 pm 
Postado em: Citações Famosas
Escrito por: Thiago Sampaio

Com o sucesso da primeira matéria sobre “Matrix”, decidimos dar uma continuidade e toda semana agora você verá um filme diferente aqui nas “Citações Famosas”. Como o nome da seção diz, são diálogos, frases e comentários mais famosos da história do cinema. Escolheremos os mais variadores filmes, desde clássicos cults até filmes marcantes dos anos 80. Está semana, após muitos pedidos, desde comentários até e-mails, temos o filme “Kill Bill Vol. I“.

Citações Famosas - Kill Bill Vol. I

ATENÇÃO: Se você ainda não assistiu ao filme, lembre-se que aqui nesta matéria contém fatos que podem revelar algo do filme ou de sua história (”spoilers”), por isso fica ao seu critério ler ou não a matéria.

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EUA
CITAÇÃO Nº 01 - ORIGINAL
Palavras de Bill antes de (tentar) matar a Noiva

Bill: Do you find me sadistic? Know, I’ll bet I could fry an egg on your head right now…if i wanted to. You know, girl…I’d like to believe… you’re aware enough, even now… to know that there is nothing sadistic in my actions. Maybe towards those other jokers… but not you.

No, girl, at this moment…this is me… at my most masochistic.

A Noiva: Bill…it’s your baby…

(TIRO)

Brasil
CITAÇÃO Nº 01 - TRADUÇÃO
Palavras de Bill antes de (tentar) matar a Noiva

Bill: Você me acha sadista? Sabe, aposto que poderia fritar um ovo na sua cabeça agora mesmo…se eu quisesse. Sabe, garota…Eu gostaria de acreditar que você já está ciente o bastante, mesmo agora… para saber que não há nada de sadismo em minhas ações. Bem, talvez para aqueles outros palhaços. Mas você não.

Não, garota, nesse momento… esse sou eu… em meu ato mais masoquista.

A Noiva: Bill, é o seu bebê…

(TIRO)

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EUA
CITAÇÃO Nº 02 - ORIGINAL
A Noiva, após matar Vernita Green em frente a sua filha.

A Noiva: It was not my intention to do this in front of you. For that, I’m sorry. But you can take my word for it: Your mother had it coming. When you grow up… if you still feel raw about it. I’ll be waiting.

For those regarded as warriors… when engaged in combat… the vanquishing of thine enemy can be the warrior’s only concern. Suppress all human emotions and compassion… Kill whoever stands in thy way, even if that be Lord God, or Buddha himself. This truth lies at the heart of the art of combat. and next, we got some record.

Brasil
CITAÇÃO Nº 02 - TRADUÇÃO
A Noiva, após matar Vernita Green em frente a sua filha.

A Noiva: Não era minha intenção fazer isso na sua frente. Sinto muito por isso. Mas você tem minha palavra. Sua mãe estava esperando por isso. Quando você crescer, se ainda sentir raiva quanto a isso… eu estarei esperando.

Para aqueles respeitados como guerreiros… quando entrar em combate… vencer o inimigo deve ser a única preocupação do guerreiro. Suprimir todas as emoções humanas e compaixão… matar quem ficar em vosso caminho, mesmo que seja o Senhor Deus, ou o próprio Buda. Essa verdade está situada no coração da arte do combate. E em seguida, nós conquistamos algum recorde.

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EUA
CITAÇÃO Nº 03 - ORIGINAL
A Noiva, pensando, enquanto recupera o movimento do corpo, deitada na caminhote de Buck.

A Noiva: As I lay in Buck’s truck trying to will my limbs out of entropy… I saw the faces of the cunts who did this to me and the dlck responsible. Members all of Bill’s bralnchild:The Deadly Viper Assassination Squad.

“When fortune smiles on something as violent and ugly as revenge… it seems proof like no other that not only does God exist… you’re doing hls will.”

Brasil
CITAÇÃO Nº 03 - TRADUÇÃO
A Noiva, pensando, enquanto recupera o movimento do corpo, deitada na caminhote de Buck.

A Noiva: Enquanto estava deitada na caminhonete de Buck tentando tirar meus membros da entropia… Eu pude ver os rostos das bucetas que me fizeram isso. E o pau responsável. Todos membros do Esquadrão de Assassinos Víbora Mortal do Bill.

“Quando a sorte favorece em algo a uma coisa tão violenta e feia como a vingança… parece que a maior prova de que não só Deus existe… é que você está fazendo a vontade Dele.”

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EUA
CITAÇÃO Nº 04 - ORIGINAL
Hattori Hanzo, para a Noiva, após forjar a sua espada mais mortal.

Hattori Hanzo: I’ve completed doing… what I swore an oath to God, 28 years ago, to never do again. I have created,’’something that kills people.” And in that purpose, I was a success. I’ve done this because philosophically, I am sympathetic to your aim. I can tell you with no ego, this is my finest sword. If on your journey, you should encounter God… God will be cut.

Yellow-haired warrior.
Go.

Brasil
CITAÇÃO Nº 04 - TRADUÇÃO
Hattori Hanzo, para a Noiva, após forjar a sua espada mais mortal.

Hattori Hanzo: Acabei de fazer… o que eu fiz no juramento a Deus, há 28 anos atrás, para nunca mais fazer novamente. Eu criei “algo que mata as pessoas.” E nesse propósito, eu tive sucesso. Fiz isso porque filosoficamente, sou simpático ao seu objetivo. Posso lhe dizer sem nenhum ego, essa é a minha mais bela espada. Se na sua jornada, você se encontrar com Deus… Deus será cortado.

Guerreira de cabelos loiros…
Vá.

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EUA
CITAÇÃO Nº 05 - ORIGINAL
O-Ren Shi, mostrando em uma reunião, que não devem mexer com sua honra e nacionalidade.

O-Ren: So that you understand how serious i am… i’m going to say this in English. As your leader… I encourage you, from time to time,|and always in a respectful manner…to question my logic. If you’re unconvinced a particular plan|I’ve decided is the wisest, tell me so. But allow me to convince you… and I promise you right here and|now no subject will ever be taboo. Except of course the subject that was|just under discussion. The price you pay… for bringing up either my Chinese or American heritage as a negative is: I collect your fucking head. Just like this fucker here.

Now if any of you sons of bitches got anything else to say… now’s the fucking time!

I didn’t think so.
Gentlemen, this meeting is adjourned.

Brasil
CITAÇÃO Nº 05 - TRADUÇÃO
O-Ren Shi, mostrando em uma reunião, que não devem mexer com sua honra e nacionalidade.

O-Ren: Já que agora entendem o quão séria eu sou… vou falar isso em Inglês. Como sua líder… eu os encorajarei de vez em quando… e sempre em uma respeitosa maneira, a questionar minha lógica. Se não estão convencidos que o plano de ação que eu decidi é o mais sábio… me falem. Mas permitam-me convencê-los. E eu os prometo, aqui e agora… que nenhum assunto jamais será um tabu. Com exceção, é claro, do assunto que acabou de ser discutido. O preço que vocês pagam por questionar alguma das minhas heranças, Chinesa ou Americana como se fosse algo negativo: será eu colecionar suas cabeças. Como esse desgraçado aqui.

Agora, se algum de vocês, filhos da puta, tem algo mais a dizer, agora é a porra da hora!

Achei que não.
Senhores, essa reunião terminou.

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EUA
CITAÇÃO Nº 06 - ORIGINAL
Budd fala para Bill em seu trailer, a respeito da vontade de vingança da Noiva.

Budd: Revenge is never a straight line. It’s a forest. And like a forest it’s easy to lose your way… to get lost…to forget where you came In. That woman deserves her revenge. And we deserve to die.

Brasil
CITAÇÃO Nº 06 - TRADUÇÃO
Budd fala para Bill em seu trailer, a respeito da vontade de vingança da Noiva.

Budd: Vingança nunca é uma linha reta. É uma floresta. E como uma floresta, é fácil de perder seu caminho… de se perder… de se esquecer por onde entrou. Aquela mulher merece sua vingança. E nós merecemos morrer.

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Semana que vem você quer ver o que aqui?

1. Cidade dos Anjos
2. Closer - Perto Demais
3. O Iluminado

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