Rapadura Blog - O Blog do Portal Cinema com Rapadura

A culpa é do vilão?

Publicado em: 19-11-2008 @ 3:27 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Amenar Neto

Em tempos de “O Cavaleiro das Trevas”, ouvimos que tudo nele é bacana. Tudo presta. Até de Oscar para Christian Bale eu já ouvi falar. Contudo, dentre uma das coisas que ele me fez refletir, foi sobre a idéia implícita do “ser vilão”. Ser vilão de cinema é legal. Podemos fazer o que queremos e ainda assim somos os mais bacanas da história. Ou será que só eu gosto mais do Coringa que do Batman?

Daí, me fez pensar o quanto o papel do vilão é fundamental. O quanto ele é quem faz os grandes questionamentos, as grandes reflexões. Mas ao mesmo tempo me fez pensar o que realmente faz o vilão ser o vilão. É simplesmente ser contra o mocinho, ou será que é porque ele não mede esforços para conquistar seus IDEAIS, mesmo que contrarie a monotonia das regras da sociedade? Até onde vai a idéia e essência do que é o vilão?

Essa idéia vem lá de longe. Lá em “2001: Uma Odisséia no Espaço” vemos o robô Hall 9000 tentar acabar com a missão Júpiter e dar cabo dos astronautas. Podemos pensar: “Ele é o vilão, poxa! Ele quer acabar com todo mundo!”, mas não é bem assim. As coisas não são tão simples como parecem. Podemos observar uma série de aspectos: Teria Hall inveja dos humanos, e por isso tentou acabar com eles por ficarem com o título de toda a missão que dependia de seu comando, ou ele sabia o que esperava por todos quando chegassem ao seu destino? (Leia-se: a passagem para outra dimensão ou até para o desconhecido). E mesmo que fosse a primeira opção (e mais crível), a culpa seria dele? Por que se tentaram igualá-lo com humanos, não imaginaram o quanto seria psicologicamente inviável para uma única pessoa coordenar tudo aquilo?

Outro perfeito exemplo da dualidade dos perfis de heróis e vilões é a personagem Hayley interpretada por Ellen Page no filme “Menina Má.com”. O tempo todo a consideramos como vilã. Ela dopa o cara, o sufoca, dá choques e faz uma tortura psicológica que todo homem temeria. Mas é levada em conta a questão do abuso de menores e que ele, o nosso injustiçado, poderia (e esteve) envolvido. O jogo muda completamente. Ela era a insana e malvada, mas o que faz com que ela se diferencie dele? Será que Hayley não estaria fazendo um bem enorme a humanidade em geral, exterminando-o?

E num exemplo mais ordinário, porém mais popular, está o Jigsaw da série (ladeira abaixo) “Jogos Mortais”. Ele faz as pessoas até comerem umas as outras, arquiteta as mais absurdas carnificinas, mas no final das contas, revela-se “nobre” onde mostra que, no fundo no fundo, quer ajudar àquelas pessoas as quais está deixando loucas. E como citei no início, tem o Coringa, que testa a todos o tempo inteiro, mas ele só é uma resposta a esse sistema agressivo. Ele, apesar de usar uma “máscara”, quer desmascarar as pessoas para elas mesmas, e aí reincide a genialidade.

Perdoem-me os spoilers, mas tudo isso foi para materializar uma idéia que vem fermentando há algum tempo em minha mente. E talvez na mente de alguns de vocês. Não me entendam mal: eu não quero Coringas, nem Hayleys, nem Halls (?) por aí. Só acho legal percebermos que esse jogo de idéias que é o cinema, só que nos mostrar que, clichês a parte, essa caracterização dúbia só é utilizada, talvez, para causar os questionamentos em nós mesmos. E que sempre (ou quase sempre) são proveitosos; psicologicamente falando, ou cinematograficamente falando. Só nos cabe usá-los da maneira correta.

Penso, logo desisto!

Publicado em: 14-10-2008 @ 1:02 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Zé Ronaldo

Existem determinados filmes cujo conteúdo é obscuro demais para nossa compreensão. Películas que, em um primeiro momento, são difíceis de entender. Longas que, depois de assistir, você tem vontade de dizer: “Não entendi porcaria nenhuma dessa besteira de filme”. E garanto que eu já disse isso várias vezes. Por exemplo, quando eu vi pela primeira vez “Clube da Luta”. Não tinha maturidade o suficiente para assimilar a mensagem do filme e, por isso, eu saía reclamando para os quatro cantos: “Ôh filmezinho vagabundo!”. Tempos depois, após inúmeras experiências de vida, eu consegui entendê-lo.

Contudo, existem filmes que até hoje não obtenho êxito em tentar compreender. E não tenho a menor vergonha em admitir isso. Três longas que ainda não entendi plenamente são “Os Doze Macacos”, “Full Frontal” e “O Apanhador de Sonhos” (este é terrível de tão sem noção da realidade que é!). Aí me pergunto: seria eu uma pessoa com pouca experiência de vida para compreender o conteúdo da projeção ou a intenção de quem fez o filme é para ser complicado mesmo?

Bom, se for o primeiro caso, acredito que rever o filme várias vezes, tentando fazer um link com a sua leitura de mundo, deve resolver. Mas e se for o segundo caso? Qual a motivação de se produzir uma película que quase poucos, senão ninguém, irá entender? Pretensão? Vaidade intelectual? Chutar o balde para zoar com os espectadores?

Um exemplo que é bastante conhecido do senso comum é “2001: Uma Odisséia no Espaço”, do saudoso Stanley Kubrick. Por onde eu observo, de uma roda de amigos a um grupo de professores da universidade onde estudo, o filme do Kubrick é debatido porque, além de ser um marco, também dá um nó na cabeça. Tem gente que prefere passar longe quando o assunto é “2001”. Arthur C. Clarke, que co-roteirizou o filme ao lado do diretor (que é inspirado no livro The Sentinel de Clarke), declarou que “se alguém entender o filme da primeira vez, nossas intenções terão falhado”.

E você, prezado leitor? Tem algum filme que, após uma sessão, é capaz de fazê-lo bradar “Ah, Meu Deus! Quero minha vida de volta!”? Compartilhe conosco.

RapaduraCast 88 - Biografia: Stanley Kubrick

Publicado em: 01-08-2008 @ 4:41 am 
Postado em: RapaduraCast
Escrito por: Rapadura Team

2001 – Uma Odisséia no Espaço“? “Nascido Para Matar“? “O Iluminado“? “Laranja Mecânica“? “Dr. Fantástico“? Com certeza você já ouviu falar desses filmes e, também sem dúvida, da mente por trás de cada um deles, Stanley Kubrick, mas nunca da maneira como foi comentada na edição 88 do RapaduraCast. Em mais uma edição do RC Biografia, nós repassamos toda a polêmica e fantástica carreira desse gênio do cinema. Se estivesse vivo, ele comemoraria 80 anos neste mês de julho. O que Kubrick tem de diferente dos outros cineastas?

Jurandir Filho (o Juras), Raphael Santos (o PH) e Maurício Saldanha (o Mau) recebem Bruno Mendonça. Ele escreve para o blog do portal Cinema com Rapadura na coluna Marketing no Cinema, trabalha com publicidade, e é o maior entusiasta de Stanley Kubrick na história da TV brasileira. Em que polêmicas o diretor se envolveu? Foi ele que dirigiu o vídeo do homem pisando na lua? Quais as suas características marcantes? Quem, além de Quentin Tarantino, copiou o seu estilo? O que os seus filmes trouxeram de positivo para o cinema?

Os participantes assistiram aos filmes, fizeram pesquisas e trouxeram para vocês os principais fatos da carreira brilhante de Kubrick, além de impressões sobre sua filmografia. Essa é mais uma edição especial sobre as personalidades do cinema.

ESTAMOS NO PODCAST DOS OUTROS
Participamos do MonaCast sobre Comédias Românticas

LINKS ÚTEIS
Animação satirizando os filmes do Kubrick
Uma cena de “O Iluminado”
Trailer oficial de “O Iluminado”
O efeito da Stadycam no Set de “O Iluminado”
Sargento Hartman em “Nascido para Matar”
Bruno Mendonça refilmando uma cena de “Laranja”

COMPRE AGORA
DVD: Spartacus - Duplo
DVD: Lolita
DVD: Dr. Fantástico
DVD: Laranja Mecânica - Duplo
DVD: Barry Lyndon
DVD: O Iluminado
DVD: Nascido para Matar - Edição Especial
DVD: De Olhos Bem Fechados - Duplo

Duração: 115 min

SUGESTÕES, CRÍTICAS, DÚVIDAS E CHUTES NO SACO
Envie e-mails para: rapaduracast@cinemacomrapadura.com.br

RSS e iTunes
Adicione o feed do RapaduraCast no seu iTunes ou no seu agregador.

INFORMAÇÕES
Aperte o botão PLAY abaixo ou BAIXE AQUI (clique com o botão direito do mouse no link e escolha a opção Salvar Destino Como) o arquivo no formato MP3 na MELHOR QUALIDADE (64 Kbps) para o seu PC. Desfrute, ou não! ;)

 
icon for podpress  [alta qualidade]: Play Now | [play em popup] | [baixe aqui]

RapaduraCast 68 - Jukebox: Temas p/ Sempre

Publicado em: 14-03-2008 @ 10:02 pm 
Postado em: RapaduraCast
Escrito por: Rapadura Team

Está no ar mais um Jukebox. Esta é a terceira edição do nosso programa sobre as músicas mais especiais da história do cinema. São homenagens aos grandes filmes que possuem grandes trilhas sonoras e aos mestres da arte da música. Já fizemos um programa para os enamorados na edição “52 - Jukebox: Sempre Apaixonados“. Também fizemos uma edição bastante animada na edição “58 - Jukebox: Vamos Dançar“. Agora chegou a vez dos temas mais marcantes da história do cinema.

Jurandir Filho (o Juras), Maurício Saldanha (o Mau) e Gilberto Knuttz (o Knuttz, do site Uêba.com.br) reviraram seus arquivos pessoais de cinema e relembram grandes filmes e grandes aberturas/temas inesquecíveis. Você já ouviu falar de: John Williams, John Barry, Danny Elfman, Richard Strauss, John Carpenter e Alan Silverman? Não? Pois falamos de todos eles e aqui você saberá mais sobre as suas obras. São 13 músicas especiais e não revelaremos os filmes e clipes das obras comentadas. Você tem que escutar, conferir, vibrar, se emocionar e comentar!

Duração: 67 min

SUGESTÕES, CRÍTICAS, DÚVIDAS E CHUTES NO SACO
Envie e-mails para: rapaduracast@cinemacomrapadura.com.br

RSS e iTunes
Adicione o feed do RapaduraCast no seu iTunes ou no seu agregador.

INFORMAÇÕES
Aperte o botão PLAY abaixo ou BAIXE AQUI (clique com o botão direito do mouse no link e escolha a opção Salvar Destino Como) o arquivo no formato MP3 na MELHOR QUALIDADE (64 Kbps) para o seu PC. Desfrute, ou não! ;)

 
icon for podpress  [alta qualidade]: Play Now | [play em popup] | [baixe aqui]

Opções:

Size

Colors