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Bastidores do Sucesso em Hollywood

Publicado em: 19-08-2008 @ 7:38 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Zé Ronaldo

Certa vez, uma amiga me mandou um e-mail muito interessante sobre possíveis diálogos que ocorreram entre os famosos de Hollywood e que deram origem a clássicos do cinema. Muito engraçado. Algumas alterações foram feitas por conta de palavras de baixo calão:

INSTINTO SELVAGEM
OBS: Texto feito antes do lançamento de “Instinto Selvagem 2”

Paul: Minha Nossa Senhora do Perpétuo Socorro! Eu nunca li nada tão ruim como esse roteiro.
Produtores: Agora danou-se. Os atores já tão contratados e nós investimos a maior grana.
Paul: Mas…
Produtores: Se vira.
Paul, após uma breve pausa: Já sei! Vou enfiar as partes da Sharon Stone no meio do filme. Com todo respeito.

Instinto Selvagem”, dirigido por Paul Verhoeven, fez o maior barulho nos cinemas ao estrear, em 92. Quando fui ver, era só, er… aquilo. Mas tanta gente caiu na armadilha da perseguida (o filme arrecadou 352.700.000 dólares) que vai ter continuação – prevista para sair este ano. E dinheiro para mim ninguém quer dar.

FORREST GUMP

Produtor 1: Puxa, agora que o Tom ganhou o Oscar por “Filadélfia”, não seria legal darmos um jeitinho dele ganhar outro hominho dourado – assim, na seqüência?
Produtor 2: Ô se seria. Assim quem sabe o Spencer pára com aquelas piadinhas idiotas de fazer um Oscar conversar com o outro toda vez que vamos tomar umas biritas na casa dele…
Produtor 1: Hum… Você está pensando o mesmo que eu?
Produtor 2: Claro que sim! Vamos arranjar-lhe um papel de retardado.
Produtor 1: É Oscar na certa! Me passa o telefone do Zemeckis. Tá aí nessa agenda.

Forrest Gump – O Contador de Histórias”, dirigido por Robert Zemeckis, foi sucesso de público e crítica e teve um dos subtítulos mais constrangedores da história das traduções. Além disso, o drama deu a Tom Hanks seu segundo Oscar de ator na seqüência. O único a conseguir tal proeza antes de Hanks foi Spencer Tracy.

PULP FICTION

Assistente: Ôpa! Ih, olha só! Derrubei tudo.
Tarantino: Droga! Espalhou todos os rolos de filme!
Assistente: Desculpa, quando entrei não vi que o senhor estava aí no cantinho vendo filme de kung fu… Pior que as latas não estavam etiquetadas.
Tarantino: Ah, dane-se. Vou montar a edição na seqüência em que for pegando do chão.

Pulp Fiction – Tempo de Violência” alçou Quentin Tarantino ao estrelato. Uma das razões do sucesso do filme, além das inúmeras referências ao mundo pop, foi a narrativa não-linear em que foi apresentado. De quebra, ainda ressuscitou a carreira de John Travolta e levou o Oscar de roteiro original – conhecido “prêmio de consolação” da Academia.

O EXORCISTA

William: VOCÊ CHAMA ISSO DE VÔMITO?
Especialista em efeitos especiais: Ué… Isso É vômito.
William: Pelamordedeus, o que ela está vomitando é o gorfo do demônio! Não pode ser esse vomitinho comum, aqui, não!
Especialista em efeitos especiais: Sinto muito, não sei mais o que arrumar. Aliás, não gosto que gritem comigo. Tô fora dessa joça de filme.
William: Mas já está tudo pronto para filmarmos a cena!
Especialista em efeitos especiais: Cada um com seus problemas. Fui!
William, olhando para um dos contra-regras que está almoçando: Hum. O que é isso aí na sua marmita, hein?
Contra-regra: Isso? É a sopa de ervilha da minha mãe! Quer?
William: Ô se quero.

O Exorcista” foi dirigido com mão de ferro por William Friedkin – que costumava gritar com a equipe e disparar armas escondidas pelo set para captar a expressão natural de pavor dos atores. Uma das cenas clássicas é a do vômito de Regan, a menina possuída, que foi feito com sopa de ervilhas. De que outro jeito eles podem ter descoberto tal uso para a iguaria?

FESTIM DIABÓLICO

Estagiário: Ei, sêo Alfred… o editor acaba de pedir demissão.
Hitchcock: Cuma?!
Estagiário: É, isso mesmo que o senhor ouviu. Pior que a categoria entrou em greve.
Hitchcock: E agora?
Estagiário: Se o senhor me permite… tenho uma sugestão. Vamos filmar tudo de uma vez só, assim poupamos o trabalho de edição – que, desconfio, sobraria para mim…
Hitchcock: Menino, você é um gênio. Vamos nessa.

Festim Diabólico” foi filmado de uma tacada só. Alfred Hitchcock, o diretor, dispensou cortes e levou a narrativa quase como numa peça de teatro. A história se passa no apartamento de dois jovens, que matam um colega pelo simples desafio de cometer o crime perfeito, e depois oferecem um jantar – com o cadáver escondido na sala.

MAGNÓLIA

Paul: Eu sempre quis fazer um filme onde chovessem sapos…
Produtor: O quê?
Paul: Eu sempre quis fazer um filme onde chovessem sapos…
Produtor: O quê?
Paul: Eu sempre quis fazer um filme onde chovessem sapos! Tá surdo?
Produtor, sem jeito de perguntar pela terceira vez: Ahn… É… Pode crer.

Magnólia” deixou platéias intrigadas e críticos embasbacados. Dirigido por Paul Thomas Anderson, não segue linhas tradicionais de narrativa e aposta no drama pesado de vidas que se cruzam. No ápice da história, chovem sapos sobre a cidade onde se passa a história – localizada no Vale de San Fernando, Califórnia, por sinal.

TUBARÃO

Spielberg: Isso aí é o tubarão?!
Equipe de efeitos especiais: Estamos na década de 70, meu filho. Foi o que deu para arrumar.
Spielberg: Mas é claramente um boneco de borracha!
Equipe de efeitos especiais, com uma pitada de cinismo: Fazer o quê, né? Vai querer ou não?
Spielberg: Vou, né. Mas terei que mostrá-lo o mínimo possível durante o filme… Faz favor? Chama lá os roteiristas. Vamos reescrever todas as cenas em que o bicho aparece.

Tubarão” foi lançado em 1975 e bateu todos os recordes de público de até então. De fato, Steven Spielberg – o diretor – se desapontou com o resultado final do tubarão mecânico (que, aliás, vivia quebrando). Tendo que ocultar o bicho ao máximo, acabou criando um clássico do suspense moderno. E se esbaldou nas bilheterias.

Não Conte o Final a Ninguém

Publicado em: 22-08-2007 @ 2:47 pm 
Postado em: Especiais
Escrito por: Thiago Sampaio

Uma forma bastante manjada, usada pelos grandes estúdios como forma de merchandising de suas produções, é colocar em seus meios de divulgação (que incluem trailers, chamadas de televisão, pôsteres e páginas oficiais), a frase: “Não conte o final deste filme a ninguém”. Usando um pouco de bom senso, não é correto sair contando os finais de filme nenhum a ninguém, porém, o uso desta frase nunca deixa de causar uma espécie de alerta à curiosidade do expectador, que se sente quase que na obrigação de ir ao cinema, nem mesmo por interesse pelo filme em si, mas pela vontade de matar a curiosidade e conferir o “final surpreendente”. Muitas vezes este final não corresponde � altura das expectativas do público.

Tal estratégia foi utilizada em “A Vila” (2004), de M. Night Shyamalan, e no lançamento “O Amigo Oculto”. Este último utilizou deste meio, uma forma diferente de chamar a atenção do público: todos os rolos com o filme foram entregues âs distribuidoras sem o final, deixando os rolos com a conclusão do longa para serem entregues em mãos, apenas momentos antes de sua primeira exibição, tudo para que o final não fosse descoberto com antecedência e revelado na Internet. Sem dúvidas, foi um lance muito inteligente, pois essa estratégia da FOX logo caiu no conhecimento da mídia e do público, atenuando cada vez mais a curiosidade a respeito do conteúdo do “final misterioso”.

Afinal, o que podemos classificar como um “final surpreendente”? È, simplesmente, aquele desfecho da história que pode durar poucos segundos, e nos fazer, após o término do filme, repassar toda a história em nossas cabeças, reimaginando tudo sob uma forma totalmente diferente do que foi vista pela primeira vez. Em outras palavras, um filme com “final surpreendente” é uma obra que brinca com o expectador, fazendo-o acreditar estar entendendo a história, quando, no final, nada é como ele imaginava.

Fiz aqui uma lista de dez filmes que seguem esse estilo. Com certeza eles farão você surpreender-se com os seus respectivos finais:

1 - PSICOSE (1960)
Este grande clássico do mestre do suspense Alfred Hitchcock (de “Os Pássaros” e “Janela Indiscreta”), é, sem dúvidas, um dos melhores suspenses da história. Prima pela direção frenética de Hitchcock, uma trilha sonora mais do que marcante,e a atuação perfeita de Anthony Perkins como o calmo e simples, porém lunático, Norman Bates. Uma pena foi o fato de o diretor Gus Van Sant ter tido a idéia de refilmá-lo em cores, no ano de 1999, estragando todo o charme do original. Destaque no filme para a famosa cena do assassinato no chuveiro, além, é claro, da grande reviravolta do final. Janet Leigh interpreta uma secretária que rouba 40 mil dólares para que possa casar. Durante a fuga, erra o caminho e chega a um velho motel, onde é amavelmente atendida pelo dono (Anthony Perkins), mas escuta a voz da mãe do rapaz, que diz não desejar a presença de uma estranha. Mal sabe a moça o que virá a acontecer em apenas uma noite neste motel.


2 - OS SUSPEITOS (1995)
Este excelente filme dirigido por Bryan Singer (dos dois “X-Men” e “O Aprendiz”), criou um dos vilões mais assustadores do cinema, sem sequer sabermos quem ele é até o último segundo do filme, Só ao pronunciar o seu nome, Keyser Soze, já nos dá um frio na espinha. Kevin Spacey dá aqui um verdadeiro show de interpretação, em que, merecidamente, recebeu o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por sua interpretação. Spacey vive Roger “Verbal” Kint, um criminoso com deficiência física que narra para um policial (interpretado por Chazz Palmiteri) uma chacina ocorrida em um cais. Esta tragédia resultou em 27 mortos e 91 milhões de dólares desaparecidos, e o único fato sabido, é da existência do nome de Keyser Soze por trás de tudo. Reviravoltas são detalhes que não faltam nessa produção. O final, realmente é de deixar todos com o queixo no chão, e intimidados perante o show dado por Kevin Spacey. Também merecido, o filme recebeu o Oscar de Melhor Roteiro Original.


3 - O SEXTO SENTIDO (1999)
Em seu ano de lançamento, o tal “final surpreendente” foi comentado em toda esquina, e o público ficou conhecendo a grande vocação do diretor M. Night Shyamalan de fazer suspense. “O Sexto Sentido” deu início à uma onda de filmes com temas que envolvem o sobrenatural, apelativos para os sustos, e com a obrigação de forçar um final surpresa. Recebeu seis indicações ao Oscar: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator Coadjuvante (Haley Joel Osment), Melhor Atriz Coadjuvante (Toni Collette), Melhor Roteiro Original e Melhor Montagem. Bruce Willis interpreta um psicólogo infantil que busca se recuperar de um trauma sofrido anos antes, quando um de seus pacientes lhe deu um tiro e, em seguida, suicidou-se em sua frente. Seu personagem assume o caso de um garoto de oito anos, interpretado pelo talentoso Haley - Joel Osment (indicado ao Oscar), que tem dificuldades de entrosamento no colégio e vive paralisado de medo. Um dia, o menino revela para o psicólogo a razão de tanto medo: ele possui o dom de ver pessoas mortas.


4 - AS DUAS FACES DE UM CRIME (1996)
Com este thriller de tribunal, o mundo ficou conhecendo o talento de Edward Norton, que fazia o seu primeiro filme e, de cara, ganhou o Globo de Ouro, e foi indicado para o Oscar na categoria de Melhor Ator Coadjuvante. Norton interpreta um jovem de 19 anos preso sob a acusação de assassinar um arcebispo com 78 facadas. Um ex-promotor (Richard Gere), que se tornou um advogado bem-sucedido, propõe defendê-lo, sem cobrar honorários. Ele tem um motivo para isto: adora ser coberto pela mídia, além de ter uma incrível necessidade de vencer. O jovem demonstra ser muito calmo e tímido, mas logo mostra sofrer de dupla-personalidade e se torna uma pessoa rude, de péssimo caráter, capaz de fazer qualquer coisa. O filme é envolvente e faz o expectador simpatizar com o jovem tímido, e, ao mesmo tempo, sentir raiva da sua segunda personalidade, deixando a sua possível inocência em dúvida. O filme possui grandes momentos de tensão, e a química entre os personagens de Richard Gere e Edward Norton é muito envolvente.


5 - CLUBE DA LUTA (1999)
Neste chocante longa do cineasta David Fincher (que já havia dirigido Brad Pitt em “Seven”), existe muito mais do que lutas e violência como muitos enxergam. Por trás de todo o roteiro há uma grande crítica ao capitalismo e o consumismo, de forma bastante inteligente. Edward Norton interpreta um executivo que trabalha como investigador de seguros de uma grande montadora de automóveis. Ele vive em loucura progressiva e, para driblar suas crises de insônia, extravasa sua ansiedade em sessões de terapia grupal, ao lado de gente com câncer, tuberculose e outras doenças, pois é só no meio de moribundos, que ele se sente vivo e assim consegue dormir. Repentinamente, entra na sua vida Tyler Durden (Brad Pitt), um maluco que tem a idéia de por à prova seu instinto animalesco em combates corporais, fundando o “Clube da Luta”. Com o tempo, Tyler demonstra que seus planos vão além da criação do clube, uma mania, que ganha adeptos no país inteiro.


6 – AMNÉSIA (2001)
De certa forma, é até covardia citar “Amnésia” nesta lista de finais surpreendentes, pois o filme consegue nos surpreender a cada cinco minutos através de sua narrativa de trás para frente, de modo que nunca sabermos exatamente o que está ocorrendo com o personagem de Guy Pearce. Por outro lado, o final (que na verdade equivale ao começo da história) é a chave para tantas reviravoltas, e, pode acreditar, é mesmo impressionante. “Amnésia” foi a maior surpresa do ano de 2001, aparecendo discretamente nos cinemas, e logo virou cult pelo seu roteiro e sua montagem geniais (ambos indicados ao Oscar). Revelou ao mundo o diretor Christopher Nolan, que este ano, será o responsável por trazer o Homem-Morcego de volta às telas. Guy Pearce interpreta um homem que sobrevive a um ataque de um ladrão em que perde a sua mulher, e passa a sofrer de uma doença que o impede de gravar na memória fatos recentes, o que faz com que ele esqueça por completo o que aconteceu poucos instantes antes. Ele parte em uma jornada pessoal, a fim de descobrir o assassino de sua mulher para poder vingá-la.


7 – SEVEN – OS 7 CRIMES CAPITAIS (1995)
Um filme impressionante em todos os aspectos. Esta é a definição para “Seven”. É ao lado de “O Silêncio dos Inocentes”, em minha opinião, o melhor filme do gênero. O tal “final surpreendente” deste, foge um pouco do estilo dos outros desta lista, pois ao contrário dos outros, ele não muda todo o resto da história, brincando com nossa imaginação. Ou melhor, ele mexe, sim, com nossa imaginação, mas apenas no exato momento, fazendo imaginarmos imagens angustiantes não mostradas, e atiçando nossa curiosidade. O final de “Seven”, chega a ser um dos mais chocantes e inteligentes já feitos para o cinema, chegando a ser perturbador e genial. Brad Pitt interpreta um policial jovem e impetuoso, e Morgan Freeman, um policial maduro e prestes a se aposentar. Os dois são encarregados de uma perigosa investigação: encontrar um assassino em série que extermina as pessoas seguindo a ordem dos sete pecados capitais.


8 - O SUSPEITO DA RUA ARLINGTON (1999)
Este é o caso de um filme pouco visto, mas que merece ser conferido pelo seu roteiro muito bem desenvolvido e, principalmente, pelo duelo de interpretações entre Jeff Bridges e Tim Robbins, ambos muito bem em uma verdadeira batalha de egos. O final, além de surpreender, nos faz refletir sobre a situação mundial de que em todo canto do planeta existem grupos terroristas planejando algo sobre pessoas inocentes. Brigdes interpreta um professor de História que faz amizade com seus novos vizinhos (Tim Robbins e Joan Cusack), logo após ter salvado o filho do casal. No começo, tudo parece correr bem entre a sua família e a deles, mas logo começa a desconfiar que há algo suspeito, e passa a investigar sobre o passado de seu vizinho, descobrindo diversos fatos obscuros. Ele, então, começa a tomar consciência do perigo pelo qual ele e sua família estão passando, e resolve ir a fundo em suas investigações, descobrindo um plano terrorista que visa explodir um prédio público.


9 – OS OUTROS (1999)
Pelo fato de ter estreado aqui depois de “O Sexto Sentido”, seu final, apesar de muito impressionante, não provocou o mesmo impacto no público, mas, nem por isso, tirou o prestígio desse ótimo filme. Nicole Kidman está em um de seus melhores momentos, vivendo uma mulher que, durante a 2ª Guerra Mundial, decide por se mudar, juntamente com seus dois filhos, para uma mansão isolada na ilha de Jersey, a fim de esperar que seu marido retorne da guerra. Como seus filhos possuem uma estranha doença que os impedem de receber diretamente a luz do sol, a casa onde vivem está sempre em total escuridão. Eles vivem sozinhos, seguindo, religiosamente, certas regras, como nunca abrir uma porta sem fechar a anterior, mas quando eles contratam empregados para a casa, diversos acontecimentos estranhos e assustadores começam a acontecer.


10 – CORPO FECHADO (2000)
O diretor M. Night Shyamalan acabou usando os “finais surpreendentes” como a sua marca registrada. Após impressionar o mundo com “O Sexto Sentido”, ele volta a dirigir Bruce Willis, mas agora sem crianças que vêem mortos. Mesmo não tendo um final de impacto como em seu filme anterior, “Corpo Fechado” também surpreende, mostrando os lados que � s vezes não costumamos enxergar nas pessoas. Shyamalan, desta vez, foca o mundo dos super-heróis, de forma muito bem feita, através de suas filosofias de como viver e agir em um mundo humano. Bruce Willis interpreta David Dunne, um segurança de estádio de futebol que sobrevive a um espantoso desastre de trem, o qual todos os passageiros morrem e ele sai ileso, para espanto dos médicos e de si mesmo. Buscando explicações sobre o ocorrido, ele encontra Elijah Price (Samuel L. Jackson), um estranho que tem uma deficiência: possui ossos frágeis, vulneráveis a qualquer pancada. Elijah tenta convencer David de que ele é exatamente o oposto dele, que ele seja um super herói “inquebrável”.

Os Vilões Marcantes do Cinema

Publicado em: 20-04-2007 @ 11:59 am 
Postado em: Especiais
Escrito por: Thiago Sampaio

Foi-se o tempo em que os heróis ou os mocinhos dos filmes marcantes eram os personagens que chamavam toda a simpatia do público para si, e os vilões não passavam de meros seres sem importância, cuja única utilidade no desenvolvimento da estória, era serem detonados, trazendo glória aos heróis. Essa ideologia pode ter servido de base há muito tempo, em seriados de faroeste como Bonanza, James West, ou nos marcantes seriados de super-heróis japoneses, em que os vilões não passavam de monstros horripilantes. Mas isso na verdade, nunca funcionou assim.

Como diz o personagem de Samuel L. Jackson em “Corpo Fechado”: “Por trás de todo grande herói, existe um grande vilão. Não existe um herói sem um vilão”. O que não era premeditado, mas acabou por acontecer naturalmente no cinema, na eterna disputa entre bem e o mal, é que os “maus”, acabaram conquistando cada vez mais a simpatia do público, de forma que puderam se tornar as verdadeiras atrações de um filme, sem ao menos necessitar de um herói. Enquanto um herói necessita de um vilão, um ser mau por natureza pode ter um filme para si, e mesmo assim, agradará a todos. O que dizer então do canibal Hannibal Lecter, interpretado com maestria por Anthony Hopkins?

De um certo tempo para cá, as barreiras entre o bem e o mal passaram a não servirem mais como intermédio para ditar quem a sociedade deve idolatrar ou odiar. Seja pela simpatia, pelo charme, o visual sobrenatural, seu enorme poder, a atuação de seu intérprete, alguns vilões ficaram eternizados na mente do expectador, tornando-se verdadeiras referências de produções grandiosas. Os filmes da série “Batman” são claros exemplos disso, em que apenas agora, com esse último “Batman Begins”, o herói pela primeira vez se torna o verdadeiro protagonista e o centro das atenções. Seja o “Coringa” de Jack Nicholson, a sensual “Mulher-Gato” de Michelle Pfeiffer, o “Pingüim” de Danny De Vito, o “Charada” de Jim Carrey, o “Duas-Caras” de Tommy Lee Jones, a estonteante “Hera Venenosa” de Uma Thurman e até o hilário “Mr.Freeze” de Arnold Schwarzenegger conseguiram roubar a cena e jogar o herói para segundo plano. O que dizer então do nostálgico Darth Vader? É simplesmente impossível lembrar da mais marcante saga da história do cinema, e não pensar no vilão e sua famosa respiração.

Eis aqui uma lista de 10 ”caras maus” que se tornaram verdadeiras referências, entrando para a história do cinema e na memória de milhões de fãs:

1 – Darth Vader
(David Prowse / Hayden Christensen)
Saga STAR WARS

Vilão Marcantes - Darth VaderPoderia a primeira posição ficar com outro? Seu verdadeiro nome é Anakin Skywalker, um garoto que viveu como escravo desde seus três anos de idade, e sempre teve uma enorme aptidão com naves. Até que um dia, é libertado pelo jedi Qui-Gon Jin, que promete lhe dar um treinamento de um jedi. Após a morte de Qui-Gon, Obi-Wan-Kenobi se torna seu mestre. Teimoso e amargurado por ter se distanciado de sua mãe na infância, Anakin vai aos poucos, sendo dominado pelo ódio até passar para o lado do mal. Em um confronto com seu antigo mestre, Obi-Wan, ele é praticamente destroçado, restando nele mais partes mecânicas do que humanas, sendo necessário o uso da armadura negra e o capacete para poder respirar. Assim nasceu o maléfico Darth Vader.

Não há dúvidas de que Darth Vader é o vilão mais marcante da história do cinema. O vilão é simplesmente, a imagem da maior saga de todos os tempos: “Star Wars”. Luke Skywalker que nada, Darth Vader é o astro. Em 1977, o mundo se chocou com aquela misteriosa figura, vestindo uma armadura negra com capa e capacete diferentes de tudo o mundo já tinha visto, com a voz potente do ator James Earl Jones, e uma respiração única e memorável. Um verdadeiro reflexo do mal em forma de pessoa (ou máquina). A antiga trilogia mostrava apenas a continuidade da sua desgraçada trajetória, enquanto por muitos anos, sua origem virou a maior curiosidade de milhões de fãs lunáticos, que puderam obter suas respostas na nova trilogia de George Lucas, que por sinal, gira exclusivamente em torno da passagem de Anakin para o lado do mal. Era algo quase inimaginável que aquele ser maléfico um dia já fora uma pessoa boa. Não seria exagero dizer que Darth Vader é hoje, um dos principais ícones do cinema mundial.

2 – Norman Bates
(Anthony Perkins)
PSICOSE

Vilão Marcantes - Norman BatesNorman Bates é um típico cara pacato, simples, tímido, que administra junto com sua mãe, o Motel Bates, um escondido motel de beira de estrada. Mesmo com toda essa simplicidade, desde o primeiro momento, podemos descobrir que algo relacionado com a sua mãe doente atormenta aquele rapaz tímido, que de normal, não tem nada.

Imortalizado por Anthony Perkins (e ridicularizado por Vince Vaughn, no remake de 1998, dirigido por Gus Van Sant), Norman Bates consegue transmitir o medo exatamente por sua simplicidade, pois sempre fica claro que por trás daquele homem que fala gaguejando, existe o auge da insanidade que uma pessoa pode chegar. Anthony Perkins dá um verdadeiro show, passando a perfeita imagem de um homem, que não chega a ser mal por natureza, mas age de forma suspeita por causa da mãe que atormenta sua lucidez.

Sob a direção do “mestre do suspense” Alfred Hitchcock, e ao som de uma trilha sonora marcante, Norman Bates (e a misteriosa voz de sua mãe), consegue mexer com a paz de qualquer pessoa, que após assistir “Psicose”, nunca mais tomará aquele banho fora de casa com a mesma tranqüilidade.

3 – Jack Torrance
(Jack Nicholson)
O ILUMINADO

Vilão Marcantes - Jack TorranceJack Torrance é um homem contratado para o emprego temporário de vigia de um enorme hotel, que fecha as portas durante três meses por falta de público. Ele leva sua mulher e seu filho para lá, onde ocorreu um sangrento massacre em família alguns anos atrás. Depois de certo tempo, Jack começa a apresentar problemas mentais devido ao isolamento. Ou estaria ele sendo dominado pelos espíritos malignos que dizem dominar o hotel? Ele começa a ficar mais agressivo e impaciente, ao mesmo tempo em que seu filho tem visões e contatos com os acontecimentos ocorridos no sombrio passado daquele misterioso local.

Assim como Norman Bates, Jack Torrance é outro exemplo de uma pessoa que chega ao limite da insanidade humana, a ponto de perseguir a própria mulher e seu filho. Jack Nicholson está fenomenal na pele do homem, que passa agir de forma estranha, talvez por pura insanidade, ou por dominação dos possíveis espíritos malignos que dominam o local, deixando esse tormento para a imaginação do expectador. Dirigido com maestria por Stanley Kubrick, “O Iluminado” é um dos melhores suspenses da história, que consegue mexer com a tranqüilidade de qualquer pessoa, de forma que a insanidade de um homem, juntamente com uma trama sobrenatural, faz o medo vir � tona. E Jack Torrance é a nítida representação desse medo.

4 – Dr. Hannibal Lecter
(Anthony Hopkins)
O SILÊNCIO DOS INOCENTES
HANNIBAL - DRAGÃO VERMELHO

Vilão Marcantes - Hannibal LecterDr. Hannibal Lecter é um famoso psicólogo, adepto ao canibalismo. Após ser descoberto pelo polícia, o Dr. Hannibal é capturado pelo policial do FBI, Will Graham (fato mostrado em “Dragão Vermelho”). Dentro de sua cela especial, utilizando seu enorme conhecimento, ele ajuda jovens policiais a capturarem perigosos criminosos. Desse modo, passa a controlar do seu jeito, as vidas pessoais das pessoas com quem mantém contato, no caso, o policial Will Graham (Edward Norton em “Dragão Vermelho”), e a policial Clarice Starling (Jodie Foster em “O Silêncio dos Inocentes”, e Julianne Moore em “Hannibal”).

Um personagem que pode até parecer bom por ajudar a polícia a capturar perigosos serial-killers. Mas que na verdade, essa sua forma de fazer o bem, não passa de uma estratégia de invadir o lado psicológico dos tiras com quem mantém um longo contato. Tudo arquitetado milimetricamente com sua inteligência fora do normal, para que após invadir suas mentes, volte a espalhar o terror por anda, devorando (literalmente) quem ele bem tiver vontade. Anthony Hopkins conseguiu dar um tom completamente sábio ao personagem, lembrando que o Dr. Hannibal Lecter é um homem bastante inteligente, e sombrio, de forma a tornar impossível não se sentir intimidado, e principalmente, aterrorizado com seu penetrante olhar, que lhe fita de forma a parecer que sua vida está sendo entregue a ele, e você está prestes a ser devorado.

5 – Coringa
(Jack Nicholson)
BATMAN

Vilão Marcantes - CoringaO mais famoso inimigo do Batman, Coringa, na verdade, se chamava Jack Napier, um mafioso que após ser detido pelo Homem-Morcego, cai em um tonel de resíduos químicos. A estranha mistura de substâncias deixa sua pele branca como giz, os cabelos verdes e seus músculos faciais contraídos num sorriso constante. O choque da transformação foi tremendo e ele perdeu completamente a sanidade, tornando-se, a partir daquele momento, o maléfico Coringa.

Jack Nicholson conseguiu dar o tom perfeito a um Coringa, que talvez, nem nas HQ´s demonstre tanta clareza quanto a sua personalidade. Hoje, fica até difícil imaginar o Coringa de outra forma, senão sob a caracterização de Jack Nicholson. Não é nem preciso dizer que ele roubou a cena, ofuscando o herói, interpretado por um limitado Michael Keaton. Jack conseguiu transmitir com realismo toda a adversidade de uma pessoa: um ser com cara de palhaço, sorriso constante e uma maldade de espírito que poucos mafiosos possuem igual. Esse é o Coringa, mas o Coringa de Jack consegue ser mais cômico e aterrorizante ao mesmo tempo, do que qualquer outro Coringa de revistas em quadrinhos ou seriados antigos de TV. Destaque para a famosa cena em que o Coringa dança com a repórter Vick Vale (Kim Basinger) no alto de um prédio, em que ao mesmo tempo, provoca Batman através de seu irônico sorriso de palhaço. Este é o espírito de um vilão que simplesmente, brinca com o medo das pessoas.

6 – Mulher-Gato
(Michelle Pfeiffer)
BATMAN – O RETORNO

Vilão Marcantes - Mulher-GatoApesar de ter diversas estórias diferentes a respeito de sua origem (inclusive nomes diferentes), em “Batman – O Retorno”, ela se chama Selina Kyle, secretária de Max Schreck. Após descobrir uma de suas falcatruas, ela é assassinada por ele. Misteriosamente, é revivida por vários gatos, tornando-se a sexy vilã Mulher Gato. Aliada ao Pingüim (Danny De Vito), coloca em ação um plano para prejudicar Gotham City e Schreck, tendo o intento de se vingar do seu ex-chefe, além de mexer com os sentimentos de Batman.

Assim como aconteceu com o Coringa de Jack Nicholson no primeiro filme do Batman, Michelle Pfeiffer deu a mais nítida e memorável imagem da Mulher-Gato que o mundo já viu. Talvez seja melhor nem comentar a respeito do seu filme solo, protagonizado por Halle Barry em que ela se chama Patience Phillips, e usa um traje digno de um filme pornô sado-masoquista, pois o filme não merece sequer essas linhas que gastei para citá-lo. Aquela não é a Mulher-Gato que o mundo conhece. Michelle Pfeiffer é a verdadeira. Michelle Pfeiffer conseguiu unir com perfeição o ar lunático que a personagem exige, com seus atributos físicos, que em um provocante traje colante de couro, fizeram da personagem, um verdadeiro sinônimo de sensualidade, de forma a deixar o Homem-Morcego maluco perante todo seu charme. A caracterização foi tão perfeita, que calou a boca dos fãs de quadrinhos que criticaram o fato de terem escolhido uma atriz loira para o papel, já que a personagem nos quadrinhos é morena, assim como todas as atrizes que a haviam interpretado anteriormente nos seriados de TV. Destaque para a cena em que ela imobiliza Batman no chão e o provoca com uma lambida na face, mexendo com a libido do herói (e de qualquer homem que assista).

7 – Agente Smith
(Hugo Weaving)
MATRIX - MATRIX RELOADED
MATRIX REVOLUTIONS

Vilão Marcantes - Agente SmithO Agente Smith é o líder dos agentes, programas incumbidos de proteger a “realidade virtual” que é a matrix, dos constantes ataques dos rebeldes. Utilizando a linguagem nerd, o agente Smith (assim como os outros agentes), representa o “antivírus” da matrix, enquanto, os rebeldes, liderados por Neo (Keanu Reeves), representam o vírus. Nas seqüências de “Matrix”, Smith acaba por se tornar um programa independente da matrix, com o poder de se replicar, e com o intuito de dominar a matrix com seus clones.

O ator Hugo Weaving, antes conhecido mais pelo seu papel do travesti em “Priscila - A Rainha do Deserto” conseguiu dar um tom totalmente sério e sarcástico ao personagem que ganhou a simpatia do público pelo seu jeito único de ser, além de ser o único personagem dentro do universo da matrix, capaz de rivalizar com o “Escolhido” Neo, um dos maiores ícones dessa nova geração cyber-punk. Com seu jeito sério e sarcástico de ser, vestindo seu tradicional terno e óculos escuros, Smith é uma verdadeira arma de matar com sua imensa habilidade para luta. Nenhum outro ser da matrix, com exceção de Neo, por ser o “Escolhido”, é capaz de derrotá-lo. Como diz Morpheus (Laurence Fishburne) em um momento do primeiro filme: “Se você vir um agente em seu caminho, corra!” Smith se destaca por ser mais do que um “simples” agente.

8 – Lestat
(Tom Cruise)
ENTREVISTA COM O VAMPIRO

Vilão Marcantes - LestatBaseado no personagem de Anne Rice, Lestat era um jovem ator, fidalgo de uma família falida, que viviam num castelo em Auvergne, no interior da França. Em Paris, é encontrado pelo vampiro Magnus, que, cansado de viver e fascinado por sua beleza, o seqüestra e o transforma em vampiro (ou como Lestat prefere dizer, lhe dá o Poder das Trevas), deixando-lhe também grande fortuna antes de se suicidar, jogando-se numa pira (fatos retratados no livro “O Vampiro Lestat”). Em “Entrevista Com O Vampiro”, Lestat morde Louis (Brad Pitt), que não aceita o fato de ter se transformado em uma criatura maligna, e os dois mantém uma relação de amizade e ódio.

De início, a autora Anne Rice não gostou da contratação de Tom Cruise para interpretar o vampiro Lestat, achando que sua contratação não passava de um mero lance comercial. Mas, ela queimou a língua ao ver o filme pronto. Por mais ousada que tenha sido a escolha por Tom Cruise para o sanguinário papel, foi uma escolha mais do que acertada. Cruise, através de uma excelente atuação, conseguiu dar um charme extra ao personagem, que consegue ser um dos mais maléficos e odiados vampiros já vistos no cinema. Por trás daquele belo rosto, e daquela risada que é sua marca, existe uma maldade que é impossível usar um simples humano para comparar � ela, de forma que o vampiro personagem de Brad Pitt, se vê cada vez mais atordoado com o cerco de Lestat. Na cena em que Lestat sai de um pântano completamente desfigurado, de forma nenhuma parece ser aquele galã Tom Cruise em cena, e sim, um verdadeiro morto-vivo.

9 – T-1000
(Robert Patrick)
O EXTERMINADOR DO FUTURO 2 – O JULGAMENTO FINAL

Vilão Marcantes - T-1000T- 1000 é um protótipo de andróide bastante evoluído, constituído de metal líquido, com a capacidade de se transformar em qualquer coisa proporcional ao seu tamanho, além de possuir a habilidade de transformar seus braços em lanças. É enviado direto do futuro para o ano de 1991, com a missão de destruir John Connor, futuro líder dos humanos na guerra contra as máquinas, ainda quando criança. Porém, ele terá de enfrentar um protótipo ultrapassado, o T-800 (Arnold Schwarzenegger), que veio do futuro com a missão de proteger John Connor.

Em um verdadeiro marco dos efeitos especiais que foi “O Exterminador do Futuro 2”, o andróide T-1000 conseguiu ser um dos melhores atrativos do filme, por ter sido o primeiro personagem humano-digital feito para o cinema, e ainda assim, com uma perfeição dos efeitos, de forma que nada parece falso nele. A escolha pelo ator Robert Patrick, foi propositalmente pelo fato dele ter um porte físico totalmente diferente do de Schwarzenegger, e mostrar que apesar disso, ele consegue ser infimamente mais poderoso. T-1000 é um personagem tão bem elaborado (e bem feito), que é o tipo de vilão “perfeito”. Ele é teoricamente imortal, já que por ser feito de metal líquido, é invulnerável a qualquer golpe, tiro, além de possuir um imenso poder de ataque. Após o inovador T-1000, o mundo já estava preparado para receber qualquer outro tipo de vilão.

10 – Keyser Soze
(Não queremos estragar a surpresa)
OS SUSPEITOS

Vilão Marcantes - Keyser SozeKeyser Soze é um personagem cuja identidade, é revelada apenas no último segundo do filme. Em uma chacina ocorrida em um cais, que resulta em 27 mortos e 91 milhões de dólares desaparecidos, o único fato sabido, é da existência do nome de Keyser Soze por trás de tudo. Ele é o homem que guia e ameaça todos os personagens do filme, sem ninguém sequer saber quem ele é. Keyser Soze é o mistério em forma de vilão.

Exatamente pelo fato de ninguém saber a sua identidade durante toda a projeção do filme, Keyser Soze se torna a pessoa mais misteriosa e perigosa que o mundo real já pôde imaginar. O medo trazido pelo seu nome vem unicamente do mistério, que leva esse tal medo para todos os personagens do filme (com exceção de seu informante, interpretado por Pete Postlethwaite). Em uma cena do filme, um homem russo que saiu da chacina no cais com o corpo completamente queimado, apenas consegue falar uma coisa: Keyser Soze. Ouvindo essas palavras saírem de sua boca, é impossível não sentir um frio na espinha e temer o tamanho do perigo que esse nome traz. Para se ter uma idéia, cinco atores diferentes interpretaram cenas como Keyser Soze ao longo do filme, no formato de flashback, de forma que o suspense se torne cada vez maior ao seu redor. Ao final do filme, quando sua identidade finalmente é revelada, nossas expectativas apenas são confirmadas: Keyser Soze é mesmo a pessoa mais inteligente e perigosa que nosso mundo real pode presenciar.

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Nesta lista, poderiam muito bem entrar diversos outros nomes, como nosso brasileiro “Zé Pequeno” (Leandro Firmino da Hora) de “Cidade de Deus”, a melhor representação cinematográfica da violência das favelas do Brasil já feita. Assim como o eterno vilão do Superman, Lex Luthor, imortalizado por Gene Hackman. Ou porque não, os grandes nomes do terror trash, como Freddy Krueger, Jason Vorhees e Michael Myers?

Essas são apenas algumas provas que o bem, nem sempre reina soberano. Pelo menos em Hollywood.

As 5 Cenas Mais Famosas

Publicado em: 11-04-2007 @ 1:00 am 
Postado em: Especiais
Escrito por: Rodrigo Cunha

Se você é daqueles que grava as cenas de certos filmes na cabeça, com certeza vai se lembrar de pelo menos duas cenas desse Top 5. Os filmes fazem parte da nossa vida, e essas cenas também. Desfrute!

Existem algumas seqüências que, surpreendentemente, ficam cada vez melhores com o passar dos anos. São seqüências realmente marcantes, que costumam assinar uma obra por toda a eternidade. Chega, assiste, e este pequeno momento resume toda a obra quando você pensa nela posteriormente. Não levo em consideração, ao escrever esta coluna, nenhuma opinião externa. Tudo o que estou escrevendo é opinião pessoal, portanto, você pode concordar ou não com o que escrevo. Não concorda? Utilize nosso sistema de comentários do blog e faça o seu top de 5 cenas mais famosas da história. Com certeza poderemos trocar uma boa idéia sobre o assunto.

O fato é que, não importa o quanto nos esforcemos, sempre haverá um ou outro merecedor que ficará de fora, como por exemplo a seqüência em que Chaplin brinca com o globo terrestre em “O Grande Ditador”, em clara referência à Hitler e a época em que o filme fora realizado, ou então a bela canção “Over the Rainbow”, que Dorothy canta em “O Mágico de Oz”. Isso porque também estou levando em conta o aspecto atual do sucesso, afinal, acredito que filmes recentes já conseguiram marcar o seu espaço na história do cinema tamanho o número de vezes que já foram plagiadas, em um período curtíssimo de tempo. Estar nesse top não representa, necessariamente, que sejam as melhores cenas já feitas, apenas as mais conhecidas, não se esqueçam disso.

Dito o meu sistema de escolha, sem mais delongas, vamos ao top!

5. PSICOSE (Psycho - 1960)

PsicoseMesmo com mais de 40 anos do seu lançamento, quem não conhece a famosa cena do chuveiro em Psicose? Algumas pessoas podem nem conhecer o filme, diretor ou elenco, mas a musiquinha, acompanhada de cortes sincronizados na imagem garantem o quinto lugar neste concorrido top. O diretor é Alfred Hitchcock, um dos grandes gênios, que também realizou obras como “Um Corpo que Cai” e “Intriga Internacional”. A cena já foi plagiada, refeita e satirizada, em bem humoradas referências de filmes como “Procurando Nemo” ou a trágica refilmagem feita por Gus Van Sant.

- Leia a crítica de Psicose

4. E.T. – O EXTRA-TERRESTRE (E.T., The Extra-Terrestrial - 1982)

ET' Um dos melhores filmes família de todos os tempos tem sua perfeita assinatura. É quase impossível que uma pessoa entre 20 e 25 anos não conheça a famosa cena em que a bicicleta do jovem Elliott atravessa com sua silhueta à frente de uma bela e redonda lua azulada, tudo temperado com uma das mais inspiradas composições de John Williams. Steven Spielberg marca a infância de milhares de pessoas e, mais de vinte anos depois, a recordação ainda está marcada no coração de todos.

3. MATRIX (The Matrix - 1999)

MatrixMesmo sendo atualíssimo, “Matrix” já conseguiu estabelecer uma invejável legião de fãs. Seus efeitos especiais causaram um enorme rebuliço na época, principalmente por vencer o Oscar na categoria, batendo o favorito “Star Wars Episódio I – A Ameaça Fantasma”. O fato é que o tempo passou, e ninguém se lembra de “Star Wars” por causa de seus efeitos, ao contrário de “Matrix”, que até hoje o efeito bullet time é ligado à ele. Porém, este efeito foi usado em demasia, pois praticamente todas as produções estão querendo mostrar que sabem fazer o mesmo. Só que ter a imaginação que os irmãos Wachowski tiveram, ninguém teve, e é justamente esse o diferencial. Ah, só para não restarem dúvidas, o bullet time é aquele efeito em câmera lenta, onde a câmera gira em torno de algo ou alguém – no caso de “Matrix”, em volta de Neo, enquanto o agente atira nele.

- Saiba mais sobre Matrix
- Saiba mais sobre Matrix Reloaded
- Saiba mais sobre Matrix Revolutions

2. CANTANDO NA CHUVA (Singin’ in the Rain - 1952)

Cantando na ChuvaUma das cenas mais imortais de todos os tempos é também o melhor número musical já feito. A seqüência em que Gene Kelly corre, dança, sapateia na chuva não é apenas uma das mais conhecidas, mas é do tipo que, quanto mais se assiste, mais se gosta e se tem vontade de ver novamente. Simplesmente um marco que sobrevive em meio à tantos efeitos especiais e carrega mais de cinqüenta anos de existência nas costas, sem nunca perder o charme ou soar envelhecida. Você com certeza a conhece, mesmo que de forma indireta, através de outros trabalhos.

1. TITANIC (Titanic - 1997)

TitanicA seqüência em que Leonardo DiCaprio e Kate Winslet se beijam na proa do Titanic é, atualmente, a seqüência mais conhecida de todo o planeta. Não há uma alma sequer que não reconheça a cena, quando ela passa em algum outro lugar ou é satirizada em algum outro filme. Volto a dizer que, apesar dela estar nessa posição, não necessariamente a acho a melhor já feita (prefiro a do “Cantando na Chuva”, por exemplo), porém, de uma faixa etária entre 10 à 70 anos, todos sabem de onde ela vem. Não sabemos se, com o tempo, a seqüência será esquecida, mas que ela se tornou uma referência do filme, vencedor de 11 Oscar, isso tornou.

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