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Os Vilões Marcantes do Cinema

Publicado em: 20-04-2007 @ 11:59 am 
Postado em: Especiais
Escrito por: Thiago Sampaio

Foi-se o tempo em que os heróis ou os mocinhos dos filmes marcantes eram os personagens que chamavam toda a simpatia do público para si, e os vilões não passavam de meros seres sem importância, cuja única utilidade no desenvolvimento da estória, era serem detonados, trazendo glória aos heróis. Essa ideologia pode ter servido de base há muito tempo, em seriados de faroeste como Bonanza, James West, ou nos marcantes seriados de super-heróis japoneses, em que os vilões não passavam de monstros horripilantes. Mas isso na verdade, nunca funcionou assim.

Como diz o personagem de Samuel L. Jackson em “Corpo Fechado”: “Por trás de todo grande herói, existe um grande vilão. Não existe um herói sem um vilão”. O que não era premeditado, mas acabou por acontecer naturalmente no cinema, na eterna disputa entre bem e o mal, é que os “maus”, acabaram conquistando cada vez mais a simpatia do público, de forma que puderam se tornar as verdadeiras atrações de um filme, sem ao menos necessitar de um herói. Enquanto um herói necessita de um vilão, um ser mau por natureza pode ter um filme para si, e mesmo assim, agradará a todos. O que dizer então do canibal Hannibal Lecter, interpretado com maestria por Anthony Hopkins?

De um certo tempo para cá, as barreiras entre o bem e o mal passaram a não servirem mais como intermédio para ditar quem a sociedade deve idolatrar ou odiar. Seja pela simpatia, pelo charme, o visual sobrenatural, seu enorme poder, a atuação de seu intérprete, alguns vilões ficaram eternizados na mente do expectador, tornando-se verdadeiras referências de produções grandiosas. Os filmes da série “Batman” são claros exemplos disso, em que apenas agora, com esse último “Batman Begins”, o herói pela primeira vez se torna o verdadeiro protagonista e o centro das atenções. Seja o “Coringa” de Jack Nicholson, a sensual “Mulher-Gato” de Michelle Pfeiffer, o “Pingüim” de Danny De Vito, o “Charada” de Jim Carrey, o “Duas-Caras” de Tommy Lee Jones, a estonteante “Hera Venenosa” de Uma Thurman e até o hilário “Mr.Freeze” de Arnold Schwarzenegger conseguiram roubar a cena e jogar o herói para segundo plano. O que dizer então do nostálgico Darth Vader? É simplesmente impossível lembrar da mais marcante saga da história do cinema, e não pensar no vilão e sua famosa respiração.

Eis aqui uma lista de 10 ”caras maus” que se tornaram verdadeiras referências, entrando para a história do cinema e na memória de milhões de fãs:

1 – Darth Vader
(David Prowse / Hayden Christensen)
Saga STAR WARS

Vilão Marcantes - Darth VaderPoderia a primeira posição ficar com outro? Seu verdadeiro nome é Anakin Skywalker, um garoto que viveu como escravo desde seus três anos de idade, e sempre teve uma enorme aptidão com naves. Até que um dia, é libertado pelo jedi Qui-Gon Jin, que promete lhe dar um treinamento de um jedi. Após a morte de Qui-Gon, Obi-Wan-Kenobi se torna seu mestre. Teimoso e amargurado por ter se distanciado de sua mãe na infância, Anakin vai aos poucos, sendo dominado pelo ódio até passar para o lado do mal. Em um confronto com seu antigo mestre, Obi-Wan, ele é praticamente destroçado, restando nele mais partes mecânicas do que humanas, sendo necessário o uso da armadura negra e o capacete para poder respirar. Assim nasceu o maléfico Darth Vader.

Não há dúvidas de que Darth Vader é o vilão mais marcante da história do cinema. O vilão é simplesmente, a imagem da maior saga de todos os tempos: “Star Wars”. Luke Skywalker que nada, Darth Vader é o astro. Em 1977, o mundo se chocou com aquela misteriosa figura, vestindo uma armadura negra com capa e capacete diferentes de tudo o mundo já tinha visto, com a voz potente do ator James Earl Jones, e uma respiração única e memorável. Um verdadeiro reflexo do mal em forma de pessoa (ou máquina). A antiga trilogia mostrava apenas a continuidade da sua desgraçada trajetória, enquanto por muitos anos, sua origem virou a maior curiosidade de milhões de fãs lunáticos, que puderam obter suas respostas na nova trilogia de George Lucas, que por sinal, gira exclusivamente em torno da passagem de Anakin para o lado do mal. Era algo quase inimaginável que aquele ser maléfico um dia já fora uma pessoa boa. Não seria exagero dizer que Darth Vader é hoje, um dos principais ícones do cinema mundial.

2 – Norman Bates
(Anthony Perkins)
PSICOSE

Vilão Marcantes - Norman BatesNorman Bates é um típico cara pacato, simples, tímido, que administra junto com sua mãe, o Motel Bates, um escondido motel de beira de estrada. Mesmo com toda essa simplicidade, desde o primeiro momento, podemos descobrir que algo relacionado com a sua mãe doente atormenta aquele rapaz tímido, que de normal, não tem nada.

Imortalizado por Anthony Perkins (e ridicularizado por Vince Vaughn, no remake de 1998, dirigido por Gus Van Sant), Norman Bates consegue transmitir o medo exatamente por sua simplicidade, pois sempre fica claro que por trás daquele homem que fala gaguejando, existe o auge da insanidade que uma pessoa pode chegar. Anthony Perkins dá um verdadeiro show, passando a perfeita imagem de um homem, que não chega a ser mal por natureza, mas age de forma suspeita por causa da mãe que atormenta sua lucidez.

Sob a direção do “mestre do suspense” Alfred Hitchcock, e ao som de uma trilha sonora marcante, Norman Bates (e a misteriosa voz de sua mãe), consegue mexer com a paz de qualquer pessoa, que após assistir “Psicose”, nunca mais tomará aquele banho fora de casa com a mesma tranqüilidade.

3 – Jack Torrance
(Jack Nicholson)
O ILUMINADO

Vilão Marcantes - Jack TorranceJack Torrance é um homem contratado para o emprego temporário de vigia de um enorme hotel, que fecha as portas durante três meses por falta de público. Ele leva sua mulher e seu filho para lá, onde ocorreu um sangrento massacre em família alguns anos atrás. Depois de certo tempo, Jack começa a apresentar problemas mentais devido ao isolamento. Ou estaria ele sendo dominado pelos espíritos malignos que dizem dominar o hotel? Ele começa a ficar mais agressivo e impaciente, ao mesmo tempo em que seu filho tem visões e contatos com os acontecimentos ocorridos no sombrio passado daquele misterioso local.

Assim como Norman Bates, Jack Torrance é outro exemplo de uma pessoa que chega ao limite da insanidade humana, a ponto de perseguir a própria mulher e seu filho. Jack Nicholson está fenomenal na pele do homem, que passa agir de forma estranha, talvez por pura insanidade, ou por dominação dos possíveis espíritos malignos que dominam o local, deixando esse tormento para a imaginação do expectador. Dirigido com maestria por Stanley Kubrick, “O Iluminado” é um dos melhores suspenses da história, que consegue mexer com a tranqüilidade de qualquer pessoa, de forma que a insanidade de um homem, juntamente com uma trama sobrenatural, faz o medo vir � tona. E Jack Torrance é a nítida representação desse medo.

4 – Dr. Hannibal Lecter
(Anthony Hopkins)
O SILÊNCIO DOS INOCENTES
HANNIBAL - DRAGÃO VERMELHO

Vilão Marcantes - Hannibal LecterDr. Hannibal Lecter é um famoso psicólogo, adepto ao canibalismo. Após ser descoberto pelo polícia, o Dr. Hannibal é capturado pelo policial do FBI, Will Graham (fato mostrado em “Dragão Vermelho”). Dentro de sua cela especial, utilizando seu enorme conhecimento, ele ajuda jovens policiais a capturarem perigosos criminosos. Desse modo, passa a controlar do seu jeito, as vidas pessoais das pessoas com quem mantém contato, no caso, o policial Will Graham (Edward Norton em “Dragão Vermelho”), e a policial Clarice Starling (Jodie Foster em “O Silêncio dos Inocentes”, e Julianne Moore em “Hannibal”).

Um personagem que pode até parecer bom por ajudar a polícia a capturar perigosos serial-killers. Mas que na verdade, essa sua forma de fazer o bem, não passa de uma estratégia de invadir o lado psicológico dos tiras com quem mantém um longo contato. Tudo arquitetado milimetricamente com sua inteligência fora do normal, para que após invadir suas mentes, volte a espalhar o terror por anda, devorando (literalmente) quem ele bem tiver vontade. Anthony Hopkins conseguiu dar um tom completamente sábio ao personagem, lembrando que o Dr. Hannibal Lecter é um homem bastante inteligente, e sombrio, de forma a tornar impossível não se sentir intimidado, e principalmente, aterrorizado com seu penetrante olhar, que lhe fita de forma a parecer que sua vida está sendo entregue a ele, e você está prestes a ser devorado.

5 – Coringa
(Jack Nicholson)
BATMAN

Vilão Marcantes - CoringaO mais famoso inimigo do Batman, Coringa, na verdade, se chamava Jack Napier, um mafioso que após ser detido pelo Homem-Morcego, cai em um tonel de resíduos químicos. A estranha mistura de substâncias deixa sua pele branca como giz, os cabelos verdes e seus músculos faciais contraídos num sorriso constante. O choque da transformação foi tremendo e ele perdeu completamente a sanidade, tornando-se, a partir daquele momento, o maléfico Coringa.

Jack Nicholson conseguiu dar o tom perfeito a um Coringa, que talvez, nem nas HQ´s demonstre tanta clareza quanto a sua personalidade. Hoje, fica até difícil imaginar o Coringa de outra forma, senão sob a caracterização de Jack Nicholson. Não é nem preciso dizer que ele roubou a cena, ofuscando o herói, interpretado por um limitado Michael Keaton. Jack conseguiu transmitir com realismo toda a adversidade de uma pessoa: um ser com cara de palhaço, sorriso constante e uma maldade de espírito que poucos mafiosos possuem igual. Esse é o Coringa, mas o Coringa de Jack consegue ser mais cômico e aterrorizante ao mesmo tempo, do que qualquer outro Coringa de revistas em quadrinhos ou seriados antigos de TV. Destaque para a famosa cena em que o Coringa dança com a repórter Vick Vale (Kim Basinger) no alto de um prédio, em que ao mesmo tempo, provoca Batman através de seu irônico sorriso de palhaço. Este é o espírito de um vilão que simplesmente, brinca com o medo das pessoas.

6 – Mulher-Gato
(Michelle Pfeiffer)
BATMAN – O RETORNO

Vilão Marcantes - Mulher-GatoApesar de ter diversas estórias diferentes a respeito de sua origem (inclusive nomes diferentes), em “Batman – O Retorno”, ela se chama Selina Kyle, secretária de Max Schreck. Após descobrir uma de suas falcatruas, ela é assassinada por ele. Misteriosamente, é revivida por vários gatos, tornando-se a sexy vilã Mulher Gato. Aliada ao Pingüim (Danny De Vito), coloca em ação um plano para prejudicar Gotham City e Schreck, tendo o intento de se vingar do seu ex-chefe, além de mexer com os sentimentos de Batman.

Assim como aconteceu com o Coringa de Jack Nicholson no primeiro filme do Batman, Michelle Pfeiffer deu a mais nítida e memorável imagem da Mulher-Gato que o mundo já viu. Talvez seja melhor nem comentar a respeito do seu filme solo, protagonizado por Halle Barry em que ela se chama Patience Phillips, e usa um traje digno de um filme pornô sado-masoquista, pois o filme não merece sequer essas linhas que gastei para citá-lo. Aquela não é a Mulher-Gato que o mundo conhece. Michelle Pfeiffer é a verdadeira. Michelle Pfeiffer conseguiu unir com perfeição o ar lunático que a personagem exige, com seus atributos físicos, que em um provocante traje colante de couro, fizeram da personagem, um verdadeiro sinônimo de sensualidade, de forma a deixar o Homem-Morcego maluco perante todo seu charme. A caracterização foi tão perfeita, que calou a boca dos fãs de quadrinhos que criticaram o fato de terem escolhido uma atriz loira para o papel, já que a personagem nos quadrinhos é morena, assim como todas as atrizes que a haviam interpretado anteriormente nos seriados de TV. Destaque para a cena em que ela imobiliza Batman no chão e o provoca com uma lambida na face, mexendo com a libido do herói (e de qualquer homem que assista).

7 – Agente Smith
(Hugo Weaving)
MATRIX - MATRIX RELOADED
MATRIX REVOLUTIONS

Vilão Marcantes - Agente SmithO Agente Smith é o líder dos agentes, programas incumbidos de proteger a “realidade virtual” que é a matrix, dos constantes ataques dos rebeldes. Utilizando a linguagem nerd, o agente Smith (assim como os outros agentes), representa o “antivírus” da matrix, enquanto, os rebeldes, liderados por Neo (Keanu Reeves), representam o vírus. Nas seqüências de “Matrix”, Smith acaba por se tornar um programa independente da matrix, com o poder de se replicar, e com o intuito de dominar a matrix com seus clones.

O ator Hugo Weaving, antes conhecido mais pelo seu papel do travesti em “Priscila - A Rainha do Deserto” conseguiu dar um tom totalmente sério e sarcástico ao personagem que ganhou a simpatia do público pelo seu jeito único de ser, além de ser o único personagem dentro do universo da matrix, capaz de rivalizar com o “Escolhido” Neo, um dos maiores ícones dessa nova geração cyber-punk. Com seu jeito sério e sarcástico de ser, vestindo seu tradicional terno e óculos escuros, Smith é uma verdadeira arma de matar com sua imensa habilidade para luta. Nenhum outro ser da matrix, com exceção de Neo, por ser o “Escolhido”, é capaz de derrotá-lo. Como diz Morpheus (Laurence Fishburne) em um momento do primeiro filme: “Se você vir um agente em seu caminho, corra!” Smith se destaca por ser mais do que um “simples” agente.

8 – Lestat
(Tom Cruise)
ENTREVISTA COM O VAMPIRO

Vilão Marcantes - LestatBaseado no personagem de Anne Rice, Lestat era um jovem ator, fidalgo de uma família falida, que viviam num castelo em Auvergne, no interior da França. Em Paris, é encontrado pelo vampiro Magnus, que, cansado de viver e fascinado por sua beleza, o seqüestra e o transforma em vampiro (ou como Lestat prefere dizer, lhe dá o Poder das Trevas), deixando-lhe também grande fortuna antes de se suicidar, jogando-se numa pira (fatos retratados no livro “O Vampiro Lestat”). Em “Entrevista Com O Vampiro”, Lestat morde Louis (Brad Pitt), que não aceita o fato de ter se transformado em uma criatura maligna, e os dois mantém uma relação de amizade e ódio.

De início, a autora Anne Rice não gostou da contratação de Tom Cruise para interpretar o vampiro Lestat, achando que sua contratação não passava de um mero lance comercial. Mas, ela queimou a língua ao ver o filme pronto. Por mais ousada que tenha sido a escolha por Tom Cruise para o sanguinário papel, foi uma escolha mais do que acertada. Cruise, através de uma excelente atuação, conseguiu dar um charme extra ao personagem, que consegue ser um dos mais maléficos e odiados vampiros já vistos no cinema. Por trás daquele belo rosto, e daquela risada que é sua marca, existe uma maldade que é impossível usar um simples humano para comparar � ela, de forma que o vampiro personagem de Brad Pitt, se vê cada vez mais atordoado com o cerco de Lestat. Na cena em que Lestat sai de um pântano completamente desfigurado, de forma nenhuma parece ser aquele galã Tom Cruise em cena, e sim, um verdadeiro morto-vivo.

9 – T-1000
(Robert Patrick)
O EXTERMINADOR DO FUTURO 2 – O JULGAMENTO FINAL

Vilão Marcantes - T-1000T- 1000 é um protótipo de andróide bastante evoluído, constituído de metal líquido, com a capacidade de se transformar em qualquer coisa proporcional ao seu tamanho, além de possuir a habilidade de transformar seus braços em lanças. É enviado direto do futuro para o ano de 1991, com a missão de destruir John Connor, futuro líder dos humanos na guerra contra as máquinas, ainda quando criança. Porém, ele terá de enfrentar um protótipo ultrapassado, o T-800 (Arnold Schwarzenegger), que veio do futuro com a missão de proteger John Connor.

Em um verdadeiro marco dos efeitos especiais que foi “O Exterminador do Futuro 2”, o andróide T-1000 conseguiu ser um dos melhores atrativos do filme, por ter sido o primeiro personagem humano-digital feito para o cinema, e ainda assim, com uma perfeição dos efeitos, de forma que nada parece falso nele. A escolha pelo ator Robert Patrick, foi propositalmente pelo fato dele ter um porte físico totalmente diferente do de Schwarzenegger, e mostrar que apesar disso, ele consegue ser infimamente mais poderoso. T-1000 é um personagem tão bem elaborado (e bem feito), que é o tipo de vilão “perfeito”. Ele é teoricamente imortal, já que por ser feito de metal líquido, é invulnerável a qualquer golpe, tiro, além de possuir um imenso poder de ataque. Após o inovador T-1000, o mundo já estava preparado para receber qualquer outro tipo de vilão.

10 – Keyser Soze
(Não queremos estragar a surpresa)
OS SUSPEITOS

Vilão Marcantes - Keyser SozeKeyser Soze é um personagem cuja identidade, é revelada apenas no último segundo do filme. Em uma chacina ocorrida em um cais, que resulta em 27 mortos e 91 milhões de dólares desaparecidos, o único fato sabido, é da existência do nome de Keyser Soze por trás de tudo. Ele é o homem que guia e ameaça todos os personagens do filme, sem ninguém sequer saber quem ele é. Keyser Soze é o mistério em forma de vilão.

Exatamente pelo fato de ninguém saber a sua identidade durante toda a projeção do filme, Keyser Soze se torna a pessoa mais misteriosa e perigosa que o mundo real já pôde imaginar. O medo trazido pelo seu nome vem unicamente do mistério, que leva esse tal medo para todos os personagens do filme (com exceção de seu informante, interpretado por Pete Postlethwaite). Em uma cena do filme, um homem russo que saiu da chacina no cais com o corpo completamente queimado, apenas consegue falar uma coisa: Keyser Soze. Ouvindo essas palavras saírem de sua boca, é impossível não sentir um frio na espinha e temer o tamanho do perigo que esse nome traz. Para se ter uma idéia, cinco atores diferentes interpretaram cenas como Keyser Soze ao longo do filme, no formato de flashback, de forma que o suspense se torne cada vez maior ao seu redor. Ao final do filme, quando sua identidade finalmente é revelada, nossas expectativas apenas são confirmadas: Keyser Soze é mesmo a pessoa mais inteligente e perigosa que nosso mundo real pode presenciar.

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Nesta lista, poderiam muito bem entrar diversos outros nomes, como nosso brasileiro “Zé Pequeno” (Leandro Firmino da Hora) de “Cidade de Deus”, a melhor representação cinematográfica da violência das favelas do Brasil já feita. Assim como o eterno vilão do Superman, Lex Luthor, imortalizado por Gene Hackman. Ou porque não, os grandes nomes do terror trash, como Freddy Krueger, Jason Vorhees e Michael Myers?

Essas são apenas algumas provas que o bem, nem sempre reina soberano. Pelo menos em Hollywood.

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