“Um é pouco, dois é bom, três é demais” e quatro? Quatro é o quê? Bem, agora vai ser Rapadura, pelos quatro anos de história, ora doce, ora dura, mas sempre no estilo Rapadura. E para não deixar passar em branco essa data, resolvi escrever rapidamente sobre os filmes que me marcaram 2004 - ano em que o portal surgiu e que minha pessoa surgiu no portal.
[Ouvindo Inexplicata, de Apollo 9 + Ceu] Bem, não teria como começar a coluna dessa semana sem citar esse filme lançado de 2004. Ele foi responsável pelo meu primeiro contato com o Rapadura´s World. “Tainá 2 – A Aventura Continua”. Não, eu não vi o filme, mas ele foi motivo de muita cara de pau e diversão. Foi quando fui chamada para quebrar um galho de entrevista. Horas (muitas horas) depois, estava eu e outros dois Rapaduras comendo pastel e discutindo um certo futuro aculá.
Depois veio “Closer - Perto Demais”, que deu pauta para uma das colunas que eu mais amei escrever e que foi um dos primeiros filmes que eu assisti com a “cambada” Rapadura junto. Certamente, foi um filme que marcou muito. Tanto que repercute até hoje em linhas tortas por aqui.
Teve “Alexandre” também, outro filme que rendeu algumas muitas citações. Claro, ele foi o responsável pela minha maior brochada no cinema. Afinal de contas, eu esperei horrores pelo filme, vibrei pelo tanto que já havia lido sobre o pequeno Alex e aí, aí vem o Oliver Stone e joga tudo suspiro abaixo… Enfim, brochei.
Mas “Alexandre” não foi um único “pioneiro” ou “top top” de alguma “categoria”. Em 2004, teve “O Aviador”, ganhador da categoria de maior cochilo que eu já tirei no cinema. Foi bem na época em que tava na moda fazer filme longo: “Menina de Ouro”, “Ray” e “O Sonhador”, aliás, “O Aviador”.
Tiveram aqueles filmes que me fizeram incorporar o personagem. Tipo, depois de “Jogos Mortais”, lembro que levantei da cadeira e pensei: já quero virar uma serial killer. Mas ok, não matei ninguém – só pensei em, mas ainda não. Teve “Sideways” que me fez querer sair e degustar todos os vinhos do mundo – e sim, ainda estou nessa árdua tarefa. Teve o documentário quântico “Quem Somos Nós?”, que me fez repensar mil vezes a loucura do dia-a-dia e ver bolhas em tudo que eu olhava… Sempre divertido quando aparecem esses filmes que ficam ecoando na nossa cabeça de alguma forma.
Claro, 2004 trouxe muito filme que fez a gente pensar de forma mais coisativa, de forma mais reflexiva. Teve “Diários de Motocicleta”, que me fez ter um orgulho estranho da coragem de alguns homens. Teve “Crash”, um dos melhores filmes para deixar você “coisativo”. Saindo do lado mais humano da coisa, 2004 trouxe “Em Busca da Terra do Nunca”, que fez muito Rapadura chorar.
Trouxe “Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças”, que deixou – e deixa até hoje – muita gente torta das idéias. Eu mesma lembro que assisti ao filme pela primeira vez duas semanas após terminar um namoro longo. Seria traumático, se não tivesse sido tão inovador a experiência. Teve também “Antes do Pôr do Sol”, que até hoje me faz querer correr para aproveitar tudo antes que o sol se ponha. Teve “Efeito Borboleta”, que me fez pensar em como seria tudo se pudesse voltar no tempo e mudar certos detalhes. E não só isso: me fez pensar como seria o hoje com algumas mudanças no passado. Por exemplo: como eu estaria hoje se não tivesse atendido o telefonema que me chamava para quebrar o tal galho-Rapadura?
Vishe, “O Fantasma da Ópera” saiu em 2004 também. Esse seria outro filme que poderia me render uma brochada fulminante como “Alexandre”, mas acho que o Gerard Butler e o momento em que eu estava contribuíram para o meu ponto de vista positivo.
Ah, também teve filmes estranhamente engraçados, como “Napoleon Dynamite”, meu nerd favorito, e “I Heart Huckabess” que é o bizarro em carisma. E teve “De Repente 30”, que veio cheio de surpresas boas e sensações legais.
Enfim, 2004 trouxe filmes para tudo quanto era gosto, pra tudo que era humor. Trouxe comédia, trouxe drama, trouxe experiências e frustrações. Acho que são ingredientes interessantes para mixar em um ano. E mais interessante ainda quando vem com uma Rapadura no meio. É, quatro anos depois, parece que foi ontem. Até o cinco, então.
