Autor de “Jurassic Park” morre aos 66 anos

Publicado em: 07-11-2008 @ 3:15 am 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Rapadura Team

O produtor e autor de “Jurassic Park” e do seriado de televisão “ER“, Michael Crichton, morreu nesta terça-feira, 4, aos 66 anos em Los Angeles, devido a um câncer não especificado. Crichton ficou conhecido ao vender mais de 150 milhões de cópias de suas obras.

Em um comunicado oficial, a família do autor disse que “o mundo o conhecia como um grande contador de histórias que desafiou nossas noções preconcebidas sobre o mundo que nos cerca e nos entreteve enquanto fazia isso“. O comunicado ainda dizia que “sua mulher Sherri, sua filha Taylor, família e amigos conheceram Michael Crichton como marido devotado, pai carinhoso e amigo generoso, que inspirou cada um de nós para lutar e ver as maravilhas de nosso mundo através de novos olhos“.

O escritor nasceu na cidade de Chicago e cresceu em Nova York. Já a inspiração para escrever veio de seu pai, um jornalista. Crichton estudou Inglês e Medicina na Universidade de Harvard, mas não chegou a terminar nenhuma das duas faculdades. Nos anos 70, ele se mudou para Hollywood onde passou a escrever filmes.

RIP!

Paul Newman vai deixar saudades…

Publicado em: 29-09-2008 @ 9:56 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Léo Francisco

Morreu na última sexta-feira, dia 26 de Setembro, o ator norte-americano Paul Newman. Com 83 anos de idade, ele lutava contra um câncer de pulmão. Atuando em mais de 50 filmes, o ator recebeu ao todo nove indicações ao Oscar, premiado apenas uma única vez, como melhor ator em 1986, pelo papel em “A Cor do dinheiro”, mesmo papel que lhe deu uma indicação ao prêmio em 1961, no filme “Desafio à corrupção”. Aos 61 anos, Newman foi homenageado pela academia de cinema norte-americana com um Oscar pelo seu conjunto da obra.

Os carros de corrida eram a segunda paixão do ator, que chegou a montar uma equipe e ganhou vários campeonatos. Há três anos Newman sofreu um acidente durante os treinos, mas por sorte não se machucou.

Após anunciar há pouco mais de um ano que estava se aposentando dos cinemas devido à sua idade, o ator teve como seu último trabalho o longa-metragem de animação dos estúdios Disney e Pixar, “Carros“, onde emprestou sua voz a um carro de corrida chamado Doc Hudson.

Atualmente o ator estava cotado para voltar a dar voz a seu personagem na continuação do animado. O próprio diretor, John Lasseter, em entrevista para o site da MTV em Julho desse ano, revelou sobre a participação do ator no novo longa, quando sua doença fora constada. “O personagem dele vai voltar. Newman é um bom amigo e estamos esperando para ver“, comentou o diretor.

Mesmo considerado um dos maiores símbolos sexuais, Newman sempre foi muito discreto quando o assunto tratado era sua vida intima. Casado a mais de 40 anos com a atriz Joanne Woodward, o ator teve três filhas, além das outras duas filhas e um filho de seu primeiro casamento com Jackie White. Seu único filho homem, Scott, faleceu no ano de 1978 por uma overdose, causando um duro golpe para Newman, que criou um centro para a prevenção do uso de drogas, chamado Scott Newman Center.

Newman estava se dedicando a trabalhos filantrópicos e destinou cerca de US$ 250 milhões a diversos projetos no mundo todo. Além disso, o ator criou uma linha de produtos alimentícios, chamada de Newman’s Own, pela qual sempre se orgulhou, já que todos os lucros que tinha eram destinados para diversas instituições de caridade.

Sua morte foi divulgada apenas na manhã de sábado, pelo jornal “The Oregonian” e pela agência de notícias Associated Press. Nascido em 26 de janeiro de 1925, em Ohio (EUA), Newman sempre será conhecido por seus marcantes olhos azuis, além de ser um dos maiores atores da história de Hollywood.

RIP - 5/01/1925 - 26/09/2008

A Alegria e o Sorriso de Bernie Mac

Publicado em: 19-08-2008 @ 7:51 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Marcos Nascimento

A comédia perdeu muito este mês de agosto. O Brasil pode não ter tido a honra de se integrar mais à Bernie Mac, assim como acontece com muitos atores/comediantes que são bem sucedidos lá fora, mas não fazem tanto sucesso aqui (vide Will Ferrell). Mas Bernie Mac era especial. Não era só um cara negro com falas engraçadas ou apenas mais um comediante. Ele tinha presença na tela e roubava toda e qualquer cena que estivesse presente. Ainda que seu papel fosse o de um coadjuvante, seu sorriso largo e contagiante sempre dava um jeito de ser protagonista, e foi com essa imagem na cabeça que comecei a escrever.

Não consegui por um momento visualizar na mente um só momento no cinema em que Mac não estivesse sorrindo. Vejamos “Onze Homens e um Segredo“. Não podia estar mais feliz, participando de um dos assaltos mais bem sucedidos da história dos cassinos (e do cinema). E assim vai pelos outros filmes da franquia, “Doze Homens” e “Treze Homens”. “A Família da Noiva“? Pai durão e responsável, intimidador que quer afastar o namorado da filhinha querida. Só pelo fato de querer arrancar a pele de Ashton Kutcher já vale o riso. Em “Transformers”, quem mais poderia fazer Bobby Bolivia? E até em “As Panteras - Detonando” é seu Bosley que é responsável pelas boas piadas do filme e o salva da desgraça. E sempre sorrindo.

Bernie Mac era um homem feito para comédia. Ganhou um programa com seu próprio nome, “The Bernie Mac Show“, o que não é pouca coisa se for comparar à concorrência ferrenha da comédia americana que ele teve que enfrentar para sobreviver na TV. Experimentou fazer drama no cinema também, com o longa “Pride” de 2007 ao lado de Terrence Howard, e se preparava para o lançamento do longa “Soul Man”, ao lado de ninguém menos do que Samuel L. Jackson.

O ator, de 50 anos, faleceu após uma complicação em razão de uma pneumonia. Estava internado desde o início do mês em um hospital e sofria de sarcoidose, uma doença que atinge em cheio os pulmões, causando dores, dificuldades respiratórias e inflamações. O irônico é que ele teria alta em breve. Sua perda foi sentida pelos amigos Brad Pitt e George Clooney. Aliás, qualquer um que tivesse acompanhado os bastidores da franquia de Danny Ocean podia perceber claramente o clima de camaradagem e companheirismo que todos tinham entre si. Ali não estavam só fazendo um filme, estavam reencontrando amigos e rindo de si mesmos. Bernie Mac era e ainda é parte da essência da franquia e com certeza, assisti-la agora vai ficar um pouco mais triste, mas talvez possamos prestar mais atenção agora no talento do grande astro que ele foi.

E é assim que eu lembro de Bernie Mac. Feliz, sempre rindo, fazendo piadas e é como todos lembram dele também. Conversei com muitas pessoas esses dias que realmente sentiram a morte do ator. Todos imediatamente visualizam a imagem do sorriso largo dele e se comovem… Mas seu legado está aí, para quem quiser assistir e se divertir. Que ele siga em paz e permeie a aura mágica do cinema e da comédia para sempre, ao lado dos grandes que sempre fizeram a humanidade se alegrar e rir um pouco mais.

RIP - 5/10/1957 - 9/08/2008

Heath Ledger: O Baque!

Publicado em: 28-01-2008 @ 11:34 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Beatriz Diogo

Sempre que eu escutei frases do tipo “apaga-se uma estrela”, ou qualquer outro eufemismo do tipo para falar da morte de uma celebridade… não sei, para mim soava falso. Até uns dias atrás.

Na tarde da última terça-feira, 22, o mundo ficou chocado com uma notícia que parecia até inventada: o ator Heath Ledger havia sido encontrado morto em seu apartamento, em Nova York. Quer dizer, foi como me senti. E fiquei parada alguns minutos olhando a tela do computador, sem conseguir engolir as informações que estava lendo.

Imediatamente, começaram a pipocar notícias dando mais detalhes. O corpo estava no apartamento de uma gêmea Olsen (informação desmentida em seguida); indícios davam conta de que Ledger havia cometido suicídio (haviam pílulas ao lado do corpo); foi divulgado que uma nota de vinte dólares toda enrolada, encontrada no local, teria sido usada para cheirar cocaína e que outras drogas haviam sido encontradas no local – outro dado verificado mais tarde como falso. Fato é que nada disso importava exatamente: Ledger estava morto e nada mudaria isso.

Nascido em Perth, aos dezesseis anos ele deixou a cidade natal para viver em Sydney, onde poderia investir melhor na carreira almejada: ser ator. Quando a metrópole não conseguiu mais comportar os objetivos dele, simplesmente pegou a mochila e foi para os Estados Unidos, onde faturou o papel principal do longa-metragem adolescente “10 Coisas Que Eu Odeio Em Você“. Sucesso de público, o filme tornou o nome de Ledger conhecido mundialmente de maneira instantânea. Seu trabalho excedeu expectativas: era divertido, misterioso e extremamente carismático, com apenas vinte anos.

Admirado pela crítica, pelos colegas de profissão, familiares, amigos e milhares de fãs espalhados no planeta, o australiano chegou de mansinho � Hollywood e se tornou uma das grandes apostas da indústria, provando seu talento em produções polêmicas como “O Segredo de Brokeback Mountain“, que lhe rendeu uma indicação ao Oscar.

Sobre o trabalho atrás das câmeras, ele costumava dizer: “Só faço isso porque me divirto. No dia em que não me divertir mais, simplesmente não farei mais“. O set para ele era como um segundo lar, amava o que fazia e fazia com paixão. Não é � toa que em pouco tempo conseguiu a proeza de atingir todas as atenções para si, sem precisar usar “truques” para fazer com que seu nome aparecesse. As pessoas gostavam dele: simples assim.

Alguns atores provocam no público verdadeira histeria, fanatismo e outros sentimentos quase doentios e inexplicáveis. Com ele não era assim. Avesso aos paparazzis, não era baladeiro e nunca fez nenhum esforço para aparecer na mídia. Talvez tenha sido esse um dos principais motivos para tanta admiração. Era genuíno, talentoso e fazia quem o assistisse em suas entrevistas se sentir mais próximo (pausa de uns cinco minutos). É, acho que tentar descrever isso não vai ser mesmo possível, mas espero que alguém tenha entendido.

Ledger deixou uma filha de apenas 2 anos, Matilda Rose; pais e familiares com o coração partido pela perda; e um público extremamente saudoso. Saudosos de escutar seu nome em produções mundo afora, saudosos de assistir ótimos filmes que ele poderia vir a fazer. Saudosos de Heath Ledger.

Mortos em Cena

Publicado em: 17-09-2007 @ 5:27 pm 
Postado em: Mistureba
Escrito por: Aílton Monteiro

Teve um célebre diretor que chegou a dizer que ator era como gado. Mas por mais que não se dê a devida importância a eles, quando um deles morre no meio das filmagens, o diretor fica sem saber o que fazer e o filme fica seriamente prejudicado.

Lendo ontem uma entrevista de Leo McCarey publicada no livro “Afinal, Quem Faz os Filmes”, de Peter Bogdanovich, soube de um interessante fato ocorrido durante as filmagens de “Não Desonres o Teu Sangue” (1952). No meio das filmagens, o ator Robert Walker faleceu. Leo McCarey ficou sem saber o que fazer e teve uma solução inteligente para finalizar o seu filme. Ele modificou o roteiro, fazendo com que o personagem de Walker morresse e procurou alguma cena retirada de outro filme que mostrava Walker morrendo. Ele conversou com Alfred Hitchcock, que havia trabalhado com o ator em “Pacto Sinistro” (1951) e aproveitou uma cena do filme de Hitch que mostra ele morrendo - fingindo que estava morrendo, claro. Depois, fizeram uma trucagem para mudar o fundo, desenvolveram uma situação em que o personagem morre num acidente de táxi e o próprio McCarey gravou as últimas palavras do personagem com uma voz quase inaudível. Nunca vi esse filme, que parece não ser o melhor do diretor, mas confesso que fiquei curioso para assistir.

Uma das maiores tragédias da história do cinema aconteceu durante as filmagens de “No Limite da Realidade” (1983). Apesar de possuir suas qualidades, infelizmente, o filme ficou mais famoso pelo terrível acidente ocorrido durante as gravações do segmento de John Landis, quando Vic Morrow (justamente o protagonista!) morreu num acidente com um helicóptero, juntamente com mais duas crianças. A hélice do helicóptero cortou fora a cabeça de Morrow. Isso prejudicou bastante a carreira do diretor, que vinha de um grande sucesso, “Um Lobisomem Americano em Londres (1981). Landis teve que testemunhar várias vezes no tribunal, sendo acusado de negligência. É um caso bastante delicado que já deu muito o que falar.

Alguns casos de atores que morrem acabam virando motivo de piada. É o que aconteceu quando o então decadente Bela Lugosi faleceu durante as filmagens de “Plan 9 from Outer Space” (1959), de Ed Wood. Hoje o filme é conhecido como o pior filme de todos os tempos e Wood é considerado o pior dos diretores. Quem assistiu “Ed Wood” (1994), de Tim Burton, sabe qual foi a solução encontrada pelo cineasta para o problema da morte de Lugosi. Ele simplesmente colocou um dublê que ficava o resto do filme inteiro com o braço cobrindo o rosto. Não deixa de ser muito engraçado.

Saindo um pouco do cinema e entrando na televisão, aqui no Brasil, tivemos o caso da morte de Jardel Filho, durante as filmagens da novela “Sol de Verão” (1982), de Manoel Carlos. Na época, eu só tinha dez anos, mas fiquei bastante impressionado com o caso. Há cerca de três meses, assisti uma entrevista de Manoel Carlos no programa Conexão Roberto D’Ávila. Na entrevista, o escritor contou do impacto da morte do ator e do quanto isso significou pra ele o fim definitivo da novela. Manoel Carlos se demitiu da função de escritor e um outro assumiu o seu lugar, não conseguindo manter a novela no ar durante muito tempo e tendo que encerrar antes da época prevista.

Voltando para o cinema, um dos casos mais misteriosos é o da morte de Brandon Lee, filho de Bruce Lee, que recebeu um tiro de uma arma de verdade durante as filmagens de “O Corvo” (1994), de Alex Proyas. Até hoje a morte do jovem ator constitui um mistério e algumas pessoas até atribuem a uma espécie de maldição. Os negativos com a morte de Brandon Lee foram destruídos. Algo semelhante aconteceu com o seu pai, que faleceu durante as filmagens de “O Jogo da Morte” (1978). Os produtores usaram de picaretagem e conseguiram terminar o filme usando um dublê que aparecia sem mostrar o rosto. Usaram também uma filmagem real do funeral de Bruce. No entanto, a estória do filme foi totalmente prejudicada e o filme é extremamente confuso.

Um outro caso morbidamente curioso diz respeito ao filme “Tubarão” (1969), de Samuel Fuller. Conta-se que durante as filmagens, um dos dublês morreu de verdade de um ataque de tubarão. Obviamente, Fuller fez questão de retirar do filme essa cena. Até porque o sujeito que morreu era parceiro de copo de Fuller. No entanto, os produtores, contra a sua vontade, resolveram colocar a cena da morte do dublê no filme. Fuller ficou indignado e abandonou a produção, deixando por conta de outros montadores, que picotaram o filme e colocaram a tal cena.

Devo ter esquecido algum caso importante, mas acho que lembrei dos exemplos mais conhecidos de atores (ou dublês, no caso do filme de Fuller) mortos em cena. Desculpem o tema mórbido e que eles descansem em paz.

Opções:

Size

Colors