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Os Seus, os Meus e os Nossos
(Yours, Mine and Ours, 2005)

Data: 12 de Março de 2006

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Por: Amanda Pontes

Uma comédia sem maiores pretensões, de temática já batida, sem nada de extraordinário ou inovador. Porém, dentro do que se propõe a fazer, “Os Seus, os Meus e os Nossos” não é dos piores filmes do gênero.

O diretor Raja Gosnell não é um nome propriamente conhecido, mas ao examinar seu currículo percebemos que ele tem vasta experiência no ramo das comédias descartáveis. Como editor, função que exerceu por muito tempo antes de se aventurar na direção, trabalhou em “sucessos” como “Esqueceram de Mim” e “Uma Babá Quase Perfeita”. Dirigindo, ele está por trás de “Nunca Fui Beijada”, “Scooby-Doo” e ‘Vovó...Zona”, entre outros. Esses precedentes só mostram o que esperar de “Os Seus, os Meus e os Nossos”. Comédia voltada pura e exclusivamente para o divertimento, nada mais que isso.

A trama gira em torno de uma fórmula já bastante explorada: um homem e uma mulher viúvos se apaixonam e resolvem se casar, levando para o novo lar os filhos de seus casamentos anteriores que, nesse caso, somam 18. O problema aqui é que as famílias foram criadas sob regras diferentes, os filhos do Almirante Frank são acostumados com regras e disciplina e os da designer de roupas metida a hippie Helen parecem ter um talento natural para a desordem. Os novos irmãos logo percebem que não conseguem viver juntos de decidem pôr em prática um plano para separar seus pais. Essa estratégia, no entanto, acaba sendo o que vai os unir e descobrir que podem sim ser uma família.

Apesar de apresentar, de cara, elementos extremamente previsíveis, desde o começo o filme se mostra num ritmo extremamente dinâmico, o que é um ponto positivo, já que evita o cansaço do espectador. Não há como ser pego de surpresa durante o desenrolar da trama, mas o fator previsibilidade não chega a incomodar. Quem for assistir ao filme, no entanto, deve saber que ele tem que ser encarado como apenas algo para passar o tempo.

Rene Russo e Denis Quaid interpretam os pais do batalhão de filhos encrenqueiros. Ambos estão dentro do esperado, tendo em vista que o filme não pede propriamente um show de interpretação. Aliás, depois desse “Os Seus, os Meus e os Nossos” os dois podem incluir no currículo um tópico para a “versatilidade”, já que provaram que topam fazer qualquer tipo de filme.

As cenas envolvendo o caos criado pelas crianças convivendo juntas na mesma casa são puramente baseadas no humor físico, que pode agradar o público alvo, mas se torna algo um tanto irritante para que tem um pouco mais de padrão de exigência. No entanto, o filme ganha méritos por se sustentar sem usar o humor apelativo, presente em quase todos os “besteiróis” americanos que vemos hoje. É tudo muito simples, porém agradável.

A ressalvas ao filmes são, basicamente, as mesma que fazemos a quase todos do gênero. Porém o fato de se tratar de diversão descartável não implica que o filme seja necessariamente ruim. A história é manjada, as piadas batidas e o final é piegas, mas dá pra se divertir.

Pra quem está procurando uma historinha apenas para passar o tempo e comer uma pipoca é uma ótima pedida. Quem espera alguma coisa a mais, nem deve passar por perto.
Cotação:  (6/10)

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