Hollywood parece ter um fetiche pelo fim do Planeta Terra. De imensos asteróides que atingem o mundo, como em “Armageddon” e “Impacto Profundo”, até uma selvagem invasão alien, como em “Independence Day”, a indústria cinematográfica americana sempre procurou fazer suas próprias versões sobre o fim dos tempos. Mesmo que os três filmes citados terminem com um final feliz açucarado, assim como tantos outros, nunca faltou pretensão aos roteiristas, diretores e produtores da terra do Tio Sam. Recheadas de efeitos especiais de última geração, mas donas de tramas sem inspiração, estas películas de grande orçamento procuram atrair aquele público pouco exigente que se interessa principalmente por ótimas cenas de ação.
Se há um diretor expoente deste estilo catastrófico de se fazer filmes, este é Roland Emmerich. Alemão de nascença, mas americano de coração (vide o patriotismo que exala em suas produções), o cineasta tem em seu currículo longas-metragens como o próprio “Independence Day”, “Godzilla” e “O Dia Depois de Amanhã”, ou seja, megalomania sobra aos montes em seus projetos. No mais novo deles, Emmerich se supera. Dispensando razões extraterrestres ou ambientais, o diretor prova que sua intenção nunca foi questionar, mas apenas exagerar, explorando todas as possibilidades que os efeitos especiais proporcionam.
Em “2012”, a história tem como protagonista o pai divorciado Jackson Curtis (John Cusack). Diferente de outros longas do gênero, ele não tem ligação nenhuma com os estudos sobre o fim dos tempos ou faz parte de uma força armada contra os invasores. É apenas um escritor mal sucedido. Afastado dos dois filhos que teve com sua ex-esposa Kate Curtis (Amanda Peet), Jackson tenta se aproximar deles levando-os para uma região isolada dos Estados Unidos que sempre foi visitada pela família com o objetivo de acampar.
Chegando lá, uma cerca de “proibido ultrapassar” não impede que os três descumpram as ordens e constatem que um antigo rio secou totalmente. Eles são então capturados pelo exército americano e depois liberados. Sem entender a reação militar, Curtis é alertado por Charlie Frost (Woody Harrelson), um lunático apresentador de um programa de rádio, de que aquela área deve em breve se tornar o maior vulcão em erupção do mundo e que esse fato faz parte de uma série de tragédias que acometerá o mundo até o dia 12 de dezembro de 2012, terminando com a destruição total do planeta.
Enquanto isso, na Casa Branca, o geólogo Adrian Helmsley (Chiwetel Ejiofor), que desde 2009 trabalha para o governo americano no que concerne a data fatídica, acompanha pela televisão catástrofes tendo início por todo o mundo. Grandes terremotos causam enormes rachaduras por diversas cidades da Terra, fazendo pedacinhos até do Cristo Redentor. Helmsley, sob a tutela do Presidente Thomas Wilson (Danny Glover), integra uma equipe que tem a função de resgatar o maior número de humanos possível para uma eventual colonização. Sentindo na pele os efeitos da proximidade do fim, Jackson Curtis enfrentará os mais apocalípticos dos fenômenos e, munido de um mapa que tem como país central a China, tentará que sua família consiga embarcar nesse projeto idealizado pelos Chefes de Governo de vários países.
Roland Emmerich dessa vez justifica o fim do mundo via estudos científicos e crenças antigas. O calendário maia indica que não há nada além do dia 21 de dezembro daquele ano, e as profecias são confirmadas pelo aquecimento exagerado da crosta terrestre. Como consequência, a superfície do planeta irá se partir, causando terremotos e tsunamis. Por mais que essa justificativa seja um tanto atraente, principalmente por inserir História em sua trama, a película, assim como a maioria dos filmes de Emmerich, extrapola os limites. Assinado por ele mesmo, em parceria com Harald Kloser, o roteiro se excede em todas as cenas. Como se não bastasse destruir o mundo, tinham que fazer algo incrivelmente inverossímil, tanto que a “2012” deve ser concedido, com folga, o título de filme mais mentiroso de todos os tempos.
Sem ter pena da equipe de efeitos visuais do longa, a dupla de roteiristas procura inserir a cada dez minutos, no máximo, uma grande tragédia. É como se eles soubessem que a história dos personagens não se sustentaria sozinha e para isso compensam com sequências como a de mais uma destruição da Casa Branca. No entanto, também sobra para os astros do filme. Eles, em especial John Cusack, têm de estar presentes em todo grande evento que acontece, sempre escapando por um triz da morte. A sequência em que Jackson Curtis resgata a sua família e foge de avião é a maior expoente dos exageros do enredo, mas disputa de perto com uma outra que conta com uma participação especial de Woody Harrelson.
Por mais que estas cenas beirem muitas vezes o cômico de tão mentirosas, elas são a alma do filme. Não haveria “2012” sem uma correria insana ou cenários grandiosos. Afinal, nunca em uma produção de Roland Emmerich os personagens foram tão desinteressantes. Rasos como só um blockbuster americano consegue construir, eles não nos passam nenhum carisma, nem nos deixam furiosos, com exceção do personagem de Oliver Platt, que obtém êxito como o vilão da história. Assumindo estereótipos, o roteiro deixa fácil para o público adivinhar o destino de cada um desses papéis: quem vai morrer, quem vai sobreviver, quem vai ser esquecido pela história, quem vai se apaixonar…
A direção da película funciona apenas nas cenas de ação. Mas mesmo assim poderiam ser bem mais eletrizantes. Roland Emmerich opta por planos comuns e tomadas sem inspiração. Se a edição o salva de um cataclisma, a trilha sonora e a fotografia tentam empurrá-lo buraco abaixo. Mas quem realmente resgata a todos são os efeitos especiais, a razão pela qual produziram o filme e pela qual a maioria do público vai conferi-lo. Nisso, “2012” jamais deixa a desejar. Por mais que não chegue ao nível de qualidade da franquia “Transformers”, a película atende às expectativas da audiência, guardando sua melhor parte para o final, justamente quando o foco não são as destruições, mas a salvação da humanidade. Chega a ser irônico, não?
Em relação ao elenco, todos são prejudicados pelos absurdos do roteiro, escapando poucos do fracasso. John Cusack, ator de renome mas que ainda almeja um reconhecimento maior da crítica, surge inexpressivo, o que é normal para protagonistas de blockbusters. Completando a família Curtis temos os filhos Lilly (Morgan Lily) e Noah (Liam James) e a esposa Kate, que cumprem a sua função, com destaque para a performance de Amanda Peet. Ela é a única que parece realmente abalada com as tragédias. Passando para o elenco governamental, temos o sucesso dos discretos e eficientes Chiwetel Ejiofor e Thandie Newton, como a Primeira Filha, e o fracasso de Danny Glover como o Presidente americano mais ético e religioso que o cinema já viu. Entre os coadjuvantes, as atuações são desastrosas, dando-se devida ênfase a Woody Harrelson, no pior papel de sua carreira.
Ao longo de seus 158 minutos de duração, que aliás passam muito rápido, “2012” explora com intensidade jamais vista o fetiche hollywoodiano pelo fim do mundo. Dessa vez, não sobra praticamente nada. Mas o fracasso dessa nova empreitada de Roland Emmerich é tão grande que ele consegue aniquilar até o pouco de fé que os seus antigos apreciadores ainda tinham sobre ele. Recentemente, ele afirmou que este filme deve encerrar sua trilha de destruição nas telas. Talvez agora ele se foque em reconstruções, começando pela sua carreira.



























32 Comentários
Eu assisti o filme, e sinceramente, não concordo com sua opinião. Você, ao falar que o filme “tem como princípio básico o exagero, e que o diretor realiza uma obra tão pretensiosa quanto absurda”, está esquecendo de um pequeno fato, o filme não se trata de seguir uma linha normal, ou em outras palavras, não absurda. 2012, como o nome já diz, trata-se de uma dada importante no calendario Maia, o qual, está escrito, de uma forma explicida, que o mundo vai acabar no dia 21/12/2012. No filme, é mostrado isso, contudo, concordo que é exagerado um poco, mas não de uma forma absurda, pois dentro do proprio filme, o mesmo explica o porque do exagero, que neste caso seria pelo fato do sol reativar o nucleo da terra. Você também diz, que o foco não está nos personagens, certo? Mas esse filme não foi feito para ter foco em personagens, e sim nas catastrofez. E se um púplico está indo para ver efeitos especiais de ultima geração, qual o proposito de não ressalta-los? E digo também, que apesar de o filme não focar nos personagens, ele consegue, mesmo assim, levar o espectador a uma grande emoção e aflição em certos momentos. A fotografia em minha opinião também estava muito boa! O climax do filme, sem dúvida, foi a fuga de Los Angeles, como uma das melhores cenas de destruição que já assisti! Os efeitos especiais foram esbanjados! Fazendo com que o espectador esquece da realidade.
Sobre os personagens, foram pouco explorados, alguns deles faltaram estar impressionados ou com um poco de “medo”, com tudo aquilo que estavam passando.
Essa é minha crítica em relação ao filme 2012 e a crítica acima.
obrigado!
Derek, os exageros não estão na destruição do mundo, mesmo porque não posso julgar o enredo, a sinopse do filme, mas como esses fatos acontececem, com a intensa participação do personagem do John Cusack, que sempre escapa por um triz. A cena da fuga de Los Angeles é realmente alucinante, mas muito previsível e absurda. Sabemos que eles vão escapar, não resta dúvidas, mas é a inserção de elementos quase “sobrenaturais” que me causaram estranhamento. As ligações entre os personagens é outra coincidência recorrente no filme.
Além disso, não cobro personagens profundos, introspectivos, mas no mínimo carismáticos e interessantes, donos de histórias legais de acompanhar, o que não acontece em “2012″. A trama pai-divorciado-tenta-resgatar-e-se-aproximar-da-família é bastante desinteressante, porque é exatamente aí que Hollywood costuma se garantir, ao contar uma história comum mas atraente. Enfim, “2012″ não me convenceu. Já vi filmes-catástrofe melhores, com tramas mais críveis e emocionantes.
Vi esse filme em 14/11, e sinceramente, sua análise foi técnica demais para qualquer leitor que não acompanha as grandes produções. E pelo visto, voce não assistiu “As Profecias Maias”, produzida pela Arcobaque Haus, exaustivamente exibida pelo Canal Infinito, na TV paga, nos últimos anos, já que não cita essa produção em nenhum momento. Sobre a trama pai-divorciado-tenta-resgatar-e-se-aproximar-da-família já foi explorada, sim, mas é um filme norte-americano produzido para norte-americanos. O divórcio é quase uma cultura lá. Se fosse feito no Brasil, qual seria a trama? Favelados perseguidos? Tráfico no morro? Pessoas lutando contra a corrupção no governo? Ou torcedores tentando salvar seu ídolos nos times? Pode atrair alguns brasileiros, mas o mundo será difícil. Em meu ver, a viga mestre do filme não são as estórias das famílias envolvidas. Longe disso. Todo o roteiro está baseado em uma suposta transformação do planeta após explosões solares, re-alinhamento dos pólos, etc e tudo isso, está sim, ocorrendo. Basta acessar as páginas de pesquisas científicas e de monitoramento das atividades solares e atividades magnéticas do planeta. O que vai acontecer, então? Ninguém sabe. Mas os último acontecimentos geológicos nos dão uma “leve” idéia.
As cenas “mentirosas” citadas por você, podem até ter este nome, mas sem elas, o filme não passaria de um “suposto documentário” de “acontecimentos apocalípticos” ou “proféticos maianos” recheado de efeitos especiais. Isso não atrai as pessoas ao cinema. Todas as cenas do carro na California e do avião tentando escapar do cataclismo foram “apenas” para mostrar, “por dentro”, o que ocorre em cataclismos. A falha de San Andreas existe, realmente na California. Um terremoto ali e tudo afunda, mas continuam morando lá. Incrível, não é mesmo? Dissimuladamente, o filme também passa que a causa do aquecimento global ou efeito estufa não são os gases poluidores, mas a alta atividade solar. No entanto, ainda há mais nas profecias maias que o filme não explorou. Quanto a isso, deixo por suas pesquisas sobre as profecias maias e também as científicas sobre estes assuntos.
eu não assisti ainda mas vou assistir,pelo que eu vi no trailer o filme está muito bom
O que esperar de 2012?
O aclamado fim do mundo, desde os primórdios da humanidade, relatados pelas mais diversas culturas, ou um filme realista que possa nos preparar para o real “Fim do Mundo”, ou uma super produção com efeitos especiais de tirar o fôlego e sentir a cena?
2012 foi a mais cara produção, atual, de Hollywood. E como toda super produção, logicamente atraiu muitas pessoas as bilheterias de cinema em todo o mundo.
O fim do mundo sempre causou expectativas nos seres humanos, e qualquer assunto relacionado a ele possui muita especulação. E o homem sempre tem uma visão catastrófica para se, mais parece que quanto pior for a situação, melhor fica.
Ao assistir 2012, qualquer pessoa, um pouco mais atenta, vai lembrar imediatamente de cenas muito parecidas, com mesmo enquadramento e tal de outros filmes… E não só nas cenas, no enredo também.
O filme começa com pai divorciado, com emprego ruim, meio fracassado, filha meiga, filho revoltado, marido da ex legal: O cara!, e um futuro onde poderá recuperar sua família salvando-a da catástrofe… Ops! Mas isso é Guerra dos mundos… Continuando, até que chega a cena em que acontece a corrida maluca, Jackson Curtis simples atravessa a cidade em meio ao caos, terremotos, crateras gigantes, rampas(formadas pelo asfalto), prédios caindo, rosquinha gigante rolando, etc. Seria uma das cenas de maior impacto, não fosse a banda californiana Red Hot Chili Peppers ter feito algo muito parecido no clipe Californication…hum, ainda tá no começo do filme. Ainda tem O Retorno da Múmia, clipe do Maroon 5, Titanic, e por aí vai, que também fizeram uma “doação” ao filme 2012.
Pois é, nem tão original assim é o novo filme do diretor Roland Emmerich.
Mas confesso, assistir 2012 no auge dos comentários, em quanto seus efeitos especiais são bons para a atualidade, mesmo com personagens rasos, cenas já vistas e final previsível é muito bom e vale a pena. O filme consegue prender a atenção do espectador e transmitir a emoção das personagens.
2012 pode ser um filme bom ou ruim, vai depender do que cada pessoa espera do filme. Se for muito criterioso: filme ruim. Se não, esperar um bom programa para um sábado a tarde, por exemplo: filme bom.
não é pq eu gostei do filme q eu achei essa crítica PÉSSIMA! as outras duas foram imparciais, mas essa tá só no: n gostei, sabia q n ia gostar e ponto.
o filme é do tipo só para diversão, aqueles que vc precisa desligar um pouquinho o cérebro e curtir. os estereótipo dos personagens são para criar uma identidade com o público. o Cusack sempre escapa por um triz? e daí? ele é o herói da trama! nda mais natural, mesmo q pareça absurdo o público n quer q ele morra, a gente quer ver ele passar pelo maior sufoco e conseguir se safar, ter um renascimento… é a jornada do herói, oras!
se vc achou as cenas mentirosas, significa q vc n fez nenhuma pesquisa sobre o que acham q deve acontecer em 2012. n acho q todo mundo q vá ver o filme tenha q ter assistido algum documentário ou pesquisado na internet algo sobre o tema, mas se vc vai escrever uma crítica, ainda mais em um dos sites de cinema mais importantes do Brasil, vc deveria ter no mínimo se aprofundado no assunto. mas, se vc fez isso e escreveu essa crítica, demonstra q vc acha q essa história de 2012 é a maior balela ever e usou isso na sua crítica sendo totalmente parcial.
sem dúvida foi a pior crítica q eu já li no site, uma pena… contudo, essa é só a minha opinião, afinal é um país livre…
Earinë, respeito a sua opinião, afinal, como vc mesmo disse, estamos num país democrático, mas discordo. Volta a ressaltar que a palavra mentirosa jamais se refere aos fenomenos naturais, as tragédias, que acontecem, mas sim a participação de John Cusack em praticamente 90% delas, numa trama que preza somente pela estética e que nem mesmo diverte como deveria.
Falar em parcialidade é outro assunto que discordo. Afinal, ao entrar em qualquer filme, tiro todos os meus preconceitos e julgo como ele merece ser julgado. Como ressaltado pelo comentário do Dilly preciso ser criterioso com todo filme. Não é porque é um filme é só diversão que tenho que analisá-lo de maneira mais branda, mas como todos os outros, vendo ao que o filme se propounha, o que atingiu e de que forma.
SÉRIO! to farta desses filmes. Poxa ja vi o mundo acabr 4 vezes!! e sempre foi IDIOTA! não gastarei meu rico dinheirinho com mais um superprodução sem NEXO!
Darlano Dídimo, preciso discordar de sua crítica, porque você comenta que os personagens do filme não nos deixam furiosos, mas deixam sim, principalmente quando o cantor de Jazz tenta se despedir de seu filho no telefone enquanto ele esta na China.
O filme “2012″, possui sim mega efeitos visuais e como descrito em sua crítica:Por mais que não chegue ao nível de qualidade da franquia “Transformers”… , so queria esclarecer que “2012″ possui efeitos bem melhores que “Transformers”´por que pelo menos neste,o diretor da película Roland Emmerich sabe aproveitar os efeitos de maneira excelente, diferente de Michael Bay.
Você ainda comenta:”…procuram atrair aquele público pouco exigente que se interessa principalmente por ótimas cenas de ação…”.Esta totalmente errado pois muitas pessoas vão ao cinema apreciar o trabalho excelente que Roland Emmerich faz em “2012″, tanto como nas cenas de ação, tanto na trama.
Em um dos seus comentários concordo quando voc\ê comenta que não devemos analizar somente a diversão do fiilme e julgalo da maneira que deve ser julgado, afinal seu trabalho aqui é um crítico.
E ainda comenta:”Já vi filmes-catástrofe melhores, com tramas mais críveis e emocionantes”, qual é trama mais emocionante de um filme catástrofe, do que a destruição do mundo?
Antes de falar sobre o comentário do Gabriel, preciso confessar uma coisa: apesar de nem todos os comentários serem favoráveis ao texto, estou adorando a interatividade que o novo CCR proporciona.
Voltando ao comentário, preciso dizer que o cantor de Jazz não me emocionou em nada, e que o único que mexeu com os meus sentimentos foi o personagem do Oliver Platt. Aliás, que cara chato!
Sinceramente acho os efeitos de “Transformers” (que é muito ruim) mais eficiente que o de “2012″. Não é pq se retrata algo maior que efeito é melhor. Acho que “Transformers” faz algo mais difícil de maneira mais convincente: retratar humanos integindo com os efeitos.
Em relação a filmes catástrofes melhores, posso citar dois do próprio Emmerich, “O Dia Depois de Amanhã” e “Independence Day”. Os dois funcionam melhor como ação, mesmo tendo uma trama ainda falha. São menos pretensiosos, mais só um pouquinho. Enfim, Emmerich passa longe de ser o meu diretor favorito.
Desculpe, mas não tem sentido dizer que é exagerado. É o fim do mundo, deveria ser como? Tudo calmo como se não fosse uma grande coisa? Exagero mesmo foi essa crítica.
Caro Darlan, preciso concordar com sua critica. 2012 é realmente um filme exagerado, e cheio de situações inverossimeis, mas cá p/ nós, taxar um filme do Roland Emmerich de exagerado é quase pleonasmo né?! Afinal o q dizer de um diretor q tem em seu curriculo Independece Day, Godzilla(blerg!), O Dia Depois de Amanhã, 10.000 a.C (ô filme ruim) etc?
O filme tem uma trama rasa, tá certo q há uma profecia para tudo o q acontece no filme, mas nem se deram ao trabalho de se aprofundar nem q fosse só um pouco na tal profecia maia e esse foi um erro grave q 2012 cometeu. No mais há atores competentes mas q ñ se mostraram nada inspirados durante as mais de duas horas e meia de produção. Com exceção do Oliver Platt. Ô carinha cabuloso!
Mas devo admitir q o filme é até divertido. Graças aos seus efeitos especiais q são, de fato as grandes estrelas da película. Nos salvando da inércia total em partes incrivelmente chatas. Inércia q me fez bocejar durante boa parte da projeção.
Enfim, a grande sensação q fica ao assistir 2012 é “eu já vi isso em algum lugar”.
Mas peraí pessoal, p/ quê tanto alarde? É só o Roland “Exagero” Emmerich destruindo o mundo mais uma vez.
Te perseguindo mais uma vez Darlano kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Depois de Besouro to aqui!
”2012 pode ser um filme bom ou ruim, vai depender do que cada pessoa espera do filme. Se for muito criterioso: filme ruim. Se não, esperar um bom programa para um sábado a tarde, por exemplo: filme bom.”
Li esse comentaario e gostei muito.
Vc como critico, esta mais q certo na sua critica. Filme fraco se pensar por esse lado.
Bom filme se vc nao tiver senso critico super aguçado.
Espero muito por bons filmes.
Que saudade de Batmam-TDK
Aquela sensação da primeira vez q assitir!
Nao comparo os filmes e sim a sensação!
Em 2012 – Ja vi isso antes ta enchendo o saco. O visual eh animal! O Q SAO AQUELAS NAVES-ARCAS DO FINAL?
Em TDK – A tempos vejo algo ta bom!
Esperava mais de 2012. Mas ao mesmo tempo sabia o q viria!
Roland “Exagero” Emmerich
apskpaoksopaksop
ja eh normal esperar essas coisas dele!
So para constar que sua critica nao agradou a mim e pelo que vi, a maioria, entao acho que esta na hora de você pensar se realmente voce analisou com bons olhos.
O filme nao é grande coisa, mas nao é do jeito que você falou.
Vi o filme 2 vezes neste fim de semana, e constam muitos erros no filme, porem tem boas cenas e as atuacos como Woody Harrelson que nao foi tao mal.
Abraços
Valeu Darlano Dídimo !!!!!!
“Mas o fracasso dessa nova empreitada de Roland Emmerich é tão grande que ele consegue aniquilar até o pouco de fé que os seus antigos apreciadores ainda tinham sobre ele”
DISSE TUDO!!
Bem, acho que o filme falhou não pelo exagero, como ja foi dito exagero é claro que deve ter, afinal estamos falando do fim do mundo. Agora o que mais me decepciona é essa mania america de colocar umas histórias que não tem nada a vê, umas aventuras totalmente fora de lógica, como aquelas fugas mirabulosas do ator em sua limosine como atravessar prédio caindo, as catastrofes sempre dar um tempinho pra que tudo de certo na vida dos artistas.. como um indiana jones.. ora, poderia expor o fim do mundo sem aquela palhaçada toda. sem esses exageros sórdidos que não precisariam fazer parte do filme.
Interessante ver como críticos detestam comédia em filmes de comédia, ação em filmes de ação, drama em películas dramáticas e catástrofes em … filmes catástrofes!!! Num entendo essa lógica de querer que tudo tenha uma explicação plausível comprovada e aprovada mesmo que demore horas para ser explicada, de que personagem sejam ricamente desenhados e possuam uma carga dramática a níveis de deixar qualquer mosntro do teatro de cabelos em pé, essa mania besta de querer colocar defeitos em filmes que foram feito única e exclusivamente para divertire impressionar. Adorei 2012 como qualquer outro filme de ação, obviamente que não é o melhor filme de todos os tempos mas para o que ele se propõe, ele cumpre fielmente o seu papel, ou seja é puro entretenimento. Difícil observar alguém durante a projeção que não fique maravilhado com todas as cenas de ação que são apresentadas no decorrer do filme. Se são exageradas, e daí, é o fim do mundo ora bolas como um próprio personagem do filme diz “vocês pensaram que seria o quê? um monte de gente se abraçando ou dando as mãos e cantando cumbaiá “(sei lá se a escrita é assim). Interessante ver também a crítica sobre como o presidente dos Estados Unidos é tratado como “… o mais ético e religioso…”, vem cá, mas não é assim que vemos o tal do Obama e nossa piegas obamamania?
Lastimável é ver críticos que não sabem entender o porquê ou pra que que certas coisas são apresentadas, sabem apenas se debruçar sobre o óbvio que ninguém quer, nem pagou, nem tem interesse de ver. Isto porque pra eles é legal constatar o óbvio e relatá-lo como grande novidade os faz sentir mais espertos e acima de todos nós, meros mortais que sabemos apenas nos divertir e entrar na viagem que o tal cinema proporciona. Amigo, que o filme é exagerado eu e a torcida do flamengo sabemos, que o filme tem personagens fracos eu e a torcida do conrinthians sabemos, que o grande astro do filme são os efeitos especiais eu e a torcida do NY Yankes também sabemos. Em suma, você não nos trouxe nenhuma novidade.
Seu crítico, histórias e enredos reais (mesmo que vez ou outra pareçam exageradas) estão nas ruas, 24 horas por dia. Agora por favor, deixa eu comer minha pipoca em paz e esperar um próximo filme que destrua o nosso querido planeta terra ou qualquer outra coisa.
Explicando pela terceira vez! Eu não reclamo do fato de o filme relatar o fim do mundo. Qualquer diretor tem esse direito, principalmente em Hollywood. Mas para fazer isso tem que desenvolver algo plausível e interessante, o que não acontece em “2012″. Debrucei-me sobre isso no texto porque este é o maior erro do filme e ignorá-lo durante uma crítica seria irresponsabilidade. O que incomodou a mim e a vários foram os abusos do diretor. Não basta fazer um filme catástrofe e mostrar várias tragédias e pronto. Mas contruir também uma história envolvente e madura. A ação deve ser o forte do filme, e realmente é, porém acho que já vi cenas mais empolgantes e menos forçadas do que as de “2012″.
Quando você diz, “histórias e enredos reais (mesmo que vez ou outra pareçam exageradas) estão nas ruas, 24 horas por dia”, você está mais do que certo. E é justamente de uma boa história pé no chão, daquelas que vemos pelas ruas que Emmerich precisa beber para realizar seus filmes. Não é preciso idealizar cenas para fazer algo de qualidade. Muito pelo contrário.
Ó céus!! Caro Darlano, entenda de uma vez por todas.
Este filme é caça níquel, para entretenimento de massas e com uma história superfantasiosa com o único intuito de divertir. Ponto.
É pra isso que ele se presta e é pra isso que foi feito e, sendo assim, vem cumprindo muito bem o seu papel.
já que o fetiche de Hollywood é a destruição do mundo ( algo que rende milhões em bilheteria) o seu me parece ser dequeles filmes belgas que se debruçam por horas em doses cavalares de dramaticidade e poesia e que não rendem um tostão furado em retorno e depois uns dois ou três críticos aparecem pra dizer que foi o filme do milênio ( pra dar um ar de “olha só como sou culto, inteligente e vejo o que ninguém vê”).
Críticas de cinema, música e artes em geral são sempre bem vindas, entretanto, a sua me pareceu muito tendenciosa e como já disse, nos conta “novidades” que estamos carecas de saber.
Cinema é uma indústria como qualquer outra, existem produtos para todos os gostos e para todas as finalidades, saiba por favor, diferenciá-los e tratá-los de forma parcial, não deixando que seus desejos e vontades transparecerem durante a sua “crítica”, o que pra nós seria um grande favor.
ps. você diz “A direção da película funciona apenas nas cenas de ação”, graças a deus que esse filme é de comédia, por isso ele é um fracaço.
Phelipe, não tenho o prazer de criticar mal um filme. Muito pelo contrário, adoro elogiá-los, porque sempre me coloco na posição de quem realizou o produto. E não deve ser muito legal vem um texto que esculacha sua obra. Por isso, procuro tratá-la de maneira isenta.
Da mesma forma foi em “2012″. Não achava que iria ver o filme mais inteligente da década. Queria uma ação que prestasse, que me envolvesse. Mas este filme é mais do mesmo e pior do que o mesmo. Se você se satisfez com ela, parabéns. Talvez daqui alguns você não o trate mais da mesma forma.
Em relação a adorar filmes europeus, eu gosto sim. Mas ainda prefiro uma história muito bem contada, algo que Hollywood sabe fazer melhor que qualquer um. Apenas alguns diretores “estrangeiros” me agradam, dentre eles até tem uns belgas.
Então, enfim, já vi filmes pipoca melhores. E eles definitivamente fazem em dobro o que “2012″ faz apenas pela metade, divertir.
Ok então.
Só continuo achando que você, sei lá, tentou procurar demais num filme que como você e eu bem dissemos, é apenas um filme pipoca.
Não espero lembrar deste filme por todo o sempre ( o fato é que já devo até ter esquecido). Só fiquei incomodado, repetindo mais uma vez, com o fato de você querer elevar esta película a um patamar ao qual ela não se propõe.
Se o filme não te envolveu, paciência, num era esse o proprósito. Creio que, como todo filme catástrofe essa não é a intenção inicial ( mesmo que por vezes Hollywood tente mostrar todo aquele mote chavão que acaba cansando).
Tipo, o que é legal de se notar é que Independence Day foi duramente criticado quando foi lançado, com os mesmos artifícios que você tanto falou, entretanto hoje em dia ele é tido como cult. Mesma coisa com Inferno Na Torre e tantos outros filmes de mil novecentos e bolinha que hoje são tidos como cult também ( aposto que você vai me responder que os atores eram outros, que havia história e blá blá blá .. rs).
2012 num vai entrar pra história, é apenas mais um filme que veio para nos levar ao cinema, gastar dinheiro com a pipoca e … só.
Ah, só pra te ajudar nas suas próximas críticas, rsrs, não espere tanto realismo e histórias plausíveis e melodrámáticas em Avatar, Lua Nova, Planeta 51, Homem de Ferro 2 e por aí vai. Tá todo mundo no mesmo balaio de 2012.
Destes filmes citados, assim como de “2012″, espero(ava) apenas um ótimo divertimento, em especial de “Avatar”, porque James Cameron sim sabe como fazer cinema pipoca que permanece nas nossas mentes por dias depois da sessão, o que muitas vezes nos dá vontade de reassisti-los.
Eu juro que tentei gostar do filme, mas não consegui, eu quase dormi na sala do cinema, e um monte de gente saiu da sala antes de terminar!
Achei EXCELENTE o CCR disponibilizar os comentários para as críticas.
Olha Darlano,eu acho que tem filmes que servem “só pra gente assistir” e se divertir,e nada mais que isso.Ficar querendo analizar a trama etc não vale a pena,é perda de tempo,pois é lógico que elas serão ruins.mas é claro que você teve de fazer isso aqui não é.Afinal é uma critica
Ao contrário de você,eu achei esse o melhor filme catástrofe.Pois o que acontece é uma verdadeira catástrofe mesmo,com meia dúzia de sobreviventes…O que não deveria acontecer,não é o FIM do mundo oras bolas?rsrsrs
Com relação ao protagonista ficar escapando de situações incríveis,bom,esse é o único meio que Hollyhood encontrou para manter as pessoas gostando do filme.E uma ótima desculpa pra jogar centenas de efeitos especiais.
O filme não é bom.Mas é muito divertido,e nada mais.
Na boa. O filme é ruim, e muito. O camarada sair dos EUA e chegar na china no meio da total destruição é uma piada. O filme tem piadinhas que são totalmente ridículas e estragam o que já não vale muito. Os efeitos são show, qqr sem nenhum senso crítico percebe isso. Agora que conseguiram estargar o pouco de bom que o filme tinha, que são os efeitos, colocando uma história totalmente sessão da tarde conseguiram.
É um filme que bate de frete com GAMER, que por sua vez nos mostrol o protagonista vomitando vodka no tanque de combustível do carro e fugindo nele…
Filme PIPOCÃO, nível sessão da tarde.
O filme realmente é exagerado e pretensioso, mas afinal, não é a isso que ele se propõem??? Basta ver os diversos cartazes, e sabemos o que esperar ao sentar na poltrona do cinema.
Mas uma coisa realmente me perturbou durante todo o filme: os clichês. Desde a apresentação inicial dos personagens (pai-divorciado-com-problema-de-relacionamento-com-os-filhos-e-o-substituto, o padrasto “paizão”, o garoto rebelde e a filhinha “do papai”… Guerra dos Mundos, alguém?), até as “amostras grátis” de devastação que temos, um uma pirada de humor negro (a rachadura na capela Sistina passa exatamente entre os dedos de Deus e Adão, simbolicamente representando a “quebra” da aliança de Deus com a humanidade).
No entanto, o filme agrada com as cenas de tirar o fôlego e a explicação semi-verossímil para o fim do mundo. História repetida, sim, mas diversão garantida!
… Sou viciado em ler e escrever críticas, mas vou ser sincero cara, não consegui ler a sua até o final …
So sei que me diverti demais com este filme que foi feito para ser exatamente o que resultou ser: um filme catastrofe para divertir o publico… e so. Ponto final.
Valeu, Darlano…
Uma grande comédia de tão absurdo que é!!! Extremamente exagerado… uso descabido de efeitos especiais faz mal aos olhos…
por acaso hoje em dia em filmes catastrofes, quando o publico vai assistir o filme e mais pra ver os desastres do que o personagem eo ator foi a mesma coisa minha. eu nao me inporto com os persoangens e eu gosto dos filmes do roland, so que se eu fosse ele, iria regravar as cenas fracas e deixar mais da hora.
Na minha opinião eu acredito que o filme deveria ter envolvido mais os personagens com o público, os efeito especiais foram muito bem produzidos, tem uma ótima qualidade, mas o enredo do filme deixa a desejar pelo fato de que o expectador ja sabe o que o filme vai mostrar, no entanto espera uma boa história ao redor do tema principal.
Vou citar como exemplo o filme de grande sucesso Titanic, todos ja entravam no cinema sabendo da história do navio, que ele afundou, mas o que prendeu a atenção dos telespectadores foi o roteiro criado em cima da tragédia, que no caso foi o amor dos dois jovens, se o filme mostrasse apenas o óbvio que era o navio afundando, sem a história de Jack e Rose, não teria tido o mesmo sucesso.
Voltando ao filme 2012, eu acredito que se os personagens tivessem mais carisma e fizessem o público torcer por eles teria tido mais sucesso, não sei se foi culpa dos atores ou dos roteiristas, mas a história e a interpretação não comoveu!