Parece que a antiga lógica “BlockBuster vs. Arte” vem perdendo força nos últimos tempos. Doa a quem doer, é verdade. E um possível marco simbólico desta realidade é o filme “Avatar”, feito com milhões de dólares para gerar bilhões de dólares, e ainda assim ser genial em termos de criatividade cinematográfica. “A Origem” é um exemplo dessa “nova vertente” do cinema mundial, onde um diretor brilhante, neste caso Christopher Nolan, consegue unir todos os elementos necessários para o sucesso ($$) nos dias hoje e ainda ter o luxo de contar uma história inesquecível e de qualidade.
O “sonho” começa com Cobb (Leonardo DiCaprio) e Arthur (Joseph Gordon-Levitt) tentando roubar uma informação do misterioso Saito (Ken Watanabe). Infelizmente a linda Mal (Marion Cotillard), mulher de Cobb, estava neste “sonho” também, e sua tendência é sempre estragar as coisas. Porém, Saito tinha uma carta na manga: Tudo aquilo foi um engodo, apenas um teste para Cobb e sua equipe. Ele precisa de um tipo inusitado de serviço, por isso queria ver o resultado com seus próprios olhos, mesmo que eles estivessem fechados. Sim, como podem ter percebido, estou falando de sonhos. Cobb é um especialista em invasão de sonhos. Como isto é feito? Que tipo de tecnologia eles usam para isso? Não é explicado, e particularmente isso pouco importa, é outra história.
Encurralado pelo poder de Saito, homem rico e influente, Cobb aceita o serviço, que tem uma pequena particularidade, ele não precisa roubar nenhuma informação, ou melhor, nenhum segredo. Ele precisa plantar algo forte o bastante para mudar destinos e nações: uma ideia. O alvo é Robert Fischer Jr. (Cillian Murphy), herdeiro de uma mega corporação. O objetivo: fazer com que ele divida sua empresa após a morte do pai. Uma estratégia corporativista dos tempos modernos.
A missão não é fácil. Aparentemente se falamos “Não pense em um elefante”, logo imaginaremos um, ou seja, a mente sempre irá perceber quando é induzida a acreditar em uma coisa. Talvez manipulação fosse um caminho mais certo, só bem mais demorado. Embora todos duvidem que tal coisa possa ser feita, Cobb afirma o contrário, mas, para que isso funcione, seria preciso ir bem fundo, um sonho dentro de outro sonho, dentro de outro sonho. Pode ser feito, mas pelo fato de ser muito instável, é preciso sedativos pesados. Dentro de um sonho você sente dor, mas ao morrer apenas acorda, mas se estiver sedado você só acordará quando o efeito da droga passar, e nesse meio tempo, em que está morto, você irá para algum lugar de sua mente onde não gostaria de estar. No sonho o tempo é lento, cinco minutos são quase uma hora, e quanto mais profundo você vai, quanto mais sonhos você imerge dentro de um mesmo sonho, mais lento fica o tempo, sendo que horas podem se tornar anos.
Nesse local inusitado, todas as particularidades do subconsciente de quem tem o sonho invadido são projetadas de formas simbólicas, como por exemplo, segredos, que são protegidos em cofres e bancos. Mas uma ideia, essa precisa ser inserida dentro de uma verdadeira fortaleza.
O conceito de “A Origem” é brilhante. Sendo impossível evitar uma comparação prematura, o longa se assemelha a genialidade por trás de “Matrix”, mas em momento algum disputa com a obra no quesito criatividade. Com uma direção simplesmente inspiradora, o visual é arrasador, assim como suas cenas milimetricamente elaboradas. O trabalho de Nolan com certeza é dobrado, devido aos problemas encontrados ao se filmar com IMAX (peso da câmera, enquadramento, ruído), mas a qualidade é impressionante e o resultado na tela grande incomparável. Apenas poucos por cento de um rolo de filme IMAX são salvos na pós-produção, mas este mínimo é o suficiente para entregar a mais perfeita definição que existe hoje, em 70 mm. Utilizando sabiamente o slow motion e efeitos especiais incríveis, o diretor cria sequências de literalmente tirar o fôlego, sendo os momentos finais do longa, um dos atos mais tensos do cinema. Acompanhamos em tempo real três cenários diferentes, onde todos os personagens estão inseridos ao mesmo tempo, e cada atitude, movimento ou mesmo som, influenciam na realidade destes locais.
Todo escrito por Nolan, o filme invade e reinventa o mundo dos sonhos sem ao menos pedir licença. Somos informados que, com a aparelhagem certa, é possível entrar nos sonhos de alguém, e lá, conscientes, manipular quase tudo. Existe um construtor, interpretado no filme pela jovem Ellen Page. Esta arquiteta do inconsciente tem o trabalho de planejar os cenários: prédios, ruas, pontes e então a mente preenche os detalhes. Enquanto treina suas habilidades em uma simulação, podemos ver a grandeza e o poder que existe em suas mãos, quando uma cidade toda se dobra como uma folha de papel. Já as pessoas que povoam este mundo ilusório surgem do subconsciente do sonhador, rostos familiares, projeções de sua vida, ou mesmo verdadeiros pesadelos.
A trilha sonora é a cereja do bolo. Ela é composta pelo mestre Hans Zimmer, que tem em seu currículo desde “O Rei Leão” a “Gladiador”, da franquia “Piratas do Caribe” a nova trilogia “Batman” (assim esperamos). Seus temas sombrios,melancólicos e por muitas vezes arrepiantes são fundamentais para o ritmo e desenvolvimento da trama. Tudo fica melhor com as trilhas de Zimmer.
O astro você conhece. Leonardo DiCaprio, que parece não errar nunca, talvez devido ao fato de sempre escolher os melhores trabalhos. Ele entrega novamente um homem perturbado, que tem uma relação difícil com sua esposa e um passado muito complicado. De tão fortes, seus sonhos conturbados e cheios de marcas dolorosas acabam sendo um grande problema para seu trabalho. Ellen Page também está excelente como a arquiteta já citada, Ariadne. Com simplicidade, ela interpreta esta estudante que tem a possibilidade de levar a “pura criação” aos limites mais extremos. Meiga e muito inteligente, sua participação na equipe é de fundamental importância para o resultado final.
Joseph Gordon-Levitt chama atenção como o fiel escudeiro Arthur. Ator experiente, Levitt começou cedo e somente agora sua carreira está recebendo o devido valor, fato que pode ser consumado no próximo Batman (Uma charada para vocês). O time de apoio conta ainda com Tom Hardy como o falsário Eames, Ken Watanabe como o poderoso Saito, Cillian Murphy como o triste Robert Fischer Jr., alvo da empreitada principal. Marion Cotillard emprega todo seu talento como a assustadora e perturbada esposa Mal, uma das vilãs mais inusitadas dos últimos tempos. Personagens perfeitamente construídos e explorados, atores empolgados e inspirados pela incrível história.
Isso pode parecer besteira, mas quando saí do cinema após assistir “A Origem”, olhei para tudo de uma forma diferente. Durante aquele tempo, ainda anestesiado pelo filme, tudo realmente parecia um sonho, todas as pessoas, os carros, os prédios, que poderiam naquele momento se dobrar sobre mim, e eu acharia bem normal. O sentimento passou, mas não o deslumbre da obra. “A Origem” é um filme que, além de te fazer pensar, te faz sentir. Depois dos excelentes “Amnésia”, “Insônia”, “Batman Begins/Cavaleiro das Trevas” e “O Grande Truque”, Cristopher Nolan realiza sua obra prima, pelo menos até o momento. Com um final incrível, fica a pergunta: tudo é sonho ou realidade? Para esta pergunta não existe certo ou errado, tudo é possível, até um peão que não para nunca de girar.



























33 Comentários
Ronaldo sua critíca foi muito coerente, parabéns, mas estou encabulado pois saí do cinema com semelhante impressão, como se tudo fosse um sonho e olhando para meu redor com um olhar diferente, foi muito interessante.
Agora fato é que 10 anos depois temos outro filme fazendo nos questionar a realidade.
Achei o que você falou uma grande besteira, é um ótimo filme, até o final sem explicação, a pergunta que fica não é se é tudo realidade ou sonho, pois essa foi respondida antes do fim, a pergunta que fica é porque a menina o espera no primeiro sonho (afogamento), se ele provavelmente morreu no terceiro (explosão no bunker). Pelo mostrado no fim com o citado peão que nunca para, sabemos que a espera foi em vão.
O primeiro sonho, que você diz aparecer, não é o primeiro sonho, é a primeira cena, é o sonho que acontece no limbo quando ele “vai resgatar Saito”.
Sobre a questão da realidade ser esclarecida no meio do filme, ela é somente esclarecida para Dom Cobb, que acredita que eles voltaram para o “mundo real”, pois a mulher dele acredita que não aquele também não era. E o final só comprova que talvez ela esteja certa, pois o diretor não mostra o peão parando de girar para o interlocutor pensar, “e agora, o peão ia parar, ou não?”.
Também estive pensando que a partir da cena que ele entra no Helicóptero é onde pode ter começado um novo longo sonho, pois a partir disso Dom Cobb não gira mais o peão. Enfim, é apenas uma hipótese.
Grato.
Muito boa análise de um filme que eu espero muito ver e que com certeza vai marcar época. Agora, dizer que Avatar inova em termos de criatividade? Nossa, doeu mesmo ler isso. O filme é um clichê gigantesco, e mal utilizado ainda.
Danylo, atente para o conceito do filme, sonhos dentro de sonhos, morte nos sonhos, etc que você terá sua dúvida respondida.
A origem é um dos piores filmes que já vi na vida. Em enredo, atuação e valores, principalmente. Se for pra ver fogos de artifício, compro um rojão.
Leandro, que filme vc foi assistir? Com certeza não se parece nada com o que eu e mais de meio mundo vimos,gostamos, comentamos e elogiamos…
vai ve Crepúsculo
O Leandro deve estar sonhando também: sonhando que viu o filme e não gostou. Acorde e vá ver o filme!
e ainda o nome e igual ao meu, o kra qndo eh burro e naum entende o filme e assim mesmo, acha o filme ruim
É um filme pra se assistir duas vezes, com certeza. Muitos dos diálogos finais são muito rápidos e intrincados para uma conceber de primeira. Mas no geral, olhando a peça como um todo, é um excelente filme, e admita: em um filme tão complexo, e bem amarrado e com muito estudo psicanalista, provavelmente aquilo que você não entendeu não é uma falha do filme. Provavelmente é falha sua. Não que ele seja perfeito, mas cuidado com análises rápidas e superficiais.
Ronaldo, concordo plenamente com vc, A Origem foi um dos melhores filmes que vi nos ultimos tempos… saí do cinema meio atordoada. A trilha sonora maravilhosa, as interpretações do Leo DiCaprio e da Ellen Page impecáveis, a história é interessante, durante o filme eu mal consegui piscar. Super recomendo.
Abraços
Assisti e vou assistir de novo. Passei a noite sem conseguir dormir só pensando e repensando no film: mexe muito com a imaginação e tem muitos detalhes que descobrimos depois. Grande film, ótimos atores, trilha superlativa e quem diz que não é, não vale nem dizer que gosto de cada um não se discute: quem não gostou é porque errou sala e queria assistir “shrek para sempre”, com certeza mais fácil de compreender para mentes e inteligências poucos treinadas.
Parabéns pelos comentários sobre o filme. Ele é realmente sensacional e ,para mim, um dos melhores filmes dos últimos tempos. Concordo em tudo que vc falou sobre o mesmo!!
Minha opinião sobre o filme está em meu vlog… youtube.com/watch?v=MFS1mJ0S-Sw > Assistam
“Joseph Gordon-Levitt chama atenção como o fiel escudeiro Arthur. Ator experiente, Levitt começou cedo e somente agora sua carreira está recebendo o devido valor, fato que pode ser consumado no próximo Batman (Uma charada para vocês)”
Você está querendo insuar que Nolan usará semelhança de Levitt com o Heath Ledger para dar sequência ao Batman? Acho pouco provável.
Foda, muito bom filme, para mim, um dos melhores blockbuster da década. Mas, discordo com o autor sobre ser a obra prima do diretor/roteirista, analisando como um todo, Memento ainda é muito mais inteligente e denso, a única coisa que este supera o primeiro é a maturidade na direção.
Abrass
Mas eh claro que nao Danillo
Pensa um pouco: “…consumado no proximo Batman (uma charada pra vcs)”
Como chama um dos viloes mais famosos do batman que ainda nao apareceu nesse novo batman?
O charada, OBVIO. Essa “uma charada pra vcs” foi uma dica dele, dizendo que, provavelmente, o cara iria ter alguma relaçao (interpretando ou nao) com o charada, SE ele for o vilao no proximo filme do batman. Nada a ver ele ser o coringa, e de novo…
¬¬”
Verdade, nem me liguei nisso.
Valeu, João.
Poxa, mas você colocou um monte de detalhes do filme, que não tem nenhuma importância pra sua crítica, desculpa, mas não gostei.
Muito boa a sua crítica. Tive a mesma sensação “de sonho” ao sair do cinema. Ainda peguei o último horário e após o término da sessão, o shopping já tinha fechado, deu uma sensação ainda mais maluca… Sobre o filme é realmente muito interessante, assisti em Imax acho que quem puder não deve perder a oportunidade de assistí-lo neste tipo de sala que torna a experiência ainda mais “intrigante”. No mais, elenco, direção, roteiro e cenas de ação, sensacionais. Muita gente não vai mesmo gostar, não é das estórias mais fáceis de “digerir”, mas isso que é o bom do cinema. Há público e gosto para todo o tipo de obra mas achei A Origem realmente um dos filmes mais criativos dos últimos tempos, uma delícia de se assistir.
Achei o filme chato!
Sim, percebo que fui uma das poucas pessoas a não acharem que o filme é magnífico, mas eu continuo com a impressão que ele é apenas…pretensioso! Em primeiro lugar acho uma chatice essa mania de alguns anos para cá de encompridar o filme com cenas desnecessárias. Como dizia Hitchcock, a duração de um filme não deveria ser maior do que a vontade do espectador de ir ao banheiro, e, nesse filme, eu não só tive vontade de sair para ir ao banheiro, como acabei dando umas cochiladinhas, também…
Ana
Acho que você está equivocada, se acha que A ORIGEM possuí cenas desnecessárias.
Aliás, o filme do Nolan é exatamente o oposto, onde os efeitos visuais são usados com moderação e onde a ação é feita só quando necessária.
Ronaldo concordo com cada virgula que vc escreveu principalmente quanto ao fato de se sair do cinema com a impresão questionadara da realidade.
Ao analizar o filme me pergunto qual a primeira parte do sonho????
Assisti, gostei, recomendo e vou ver de novo…
O filme realmente é incrível! Quanto ao final, em minha percepção, Cobb não conseguiu mais viver a realidade e foi buscar seus filhos nos sonhos. No final, ele gira o peão apenas para se certificar que estava sonhando, pois ele não demonstrou nenhuma reação de surpresa ao ver que o peão não caía.
para todas mulheres e especialmente a Ana , não sendo machista nem burro , pois a ordem do estudo dos fatos na vida , e visado pela maioria , posso afirmar que quando fui ver o filme muitas pessoas saiam da sala do cinema e 90% era mulher , pois notavelmente o filme é algo do tipo complexo , como foi ver matrix a primeira vez , tem que se interessar muito e prestar atenção, coisa que maioria das mulheres hoje em dia visou o fato de prestar atenção em filmes no estilo crepúsculo entre outros no mesma linha de romance romance romance (coisa de mulher) afinal pessoas do mesmo sexo pensam diferente imagine de sexo oposto. é um filme que nao atrai mulheres por sua complexidade e tambem nao vai atrair manos do tropa de elite , porem com certeza é um otimo filme e muito bem elaborado. sem mais.
O início do seu comentário já diz tudo que ele é… machista e burro…
Primeiro ao dizer que por se tratar de algo complexo espanta mulheres e o pior insinuar que nós “seres inferiores”que somos não temos capacidade de presar atenção e entender uma trama que seja complexa…
Poupe me, dizer que mulheres só se interessam por filmes melosos tipo agua com açucar ou por porcarias hollydianas adaptadas como Crepúsculo é no mínimo um dos pensamentos mais retrógrados camuflados por uma tentativa de linguajar rebuscado…
Bom referindo me ao filme recomendo a quem gostou que assista uma animação chamada Páprika cujo enredo é o mesmo e provavelmente serviu de inspiração para o filme o qual concordo ser de uma qualidade e originalidade pouco vista nos últimos tempos nas salas de cinema.
Mariana, não liga não, esse panguá deve ter uns 10 anos no máximo, senão tem ai é caso de internação!
“Nossinhora.”
Mariana, fiquei até com dó do muleque, não precisava “estrupar” o cérebro dele desse jeito. Afinal, pelo nível de inteligência, ele vai achar que páprika é uma espécie de tempero.
E que bom que você não entrou numa discução homens x mulheres, pois obviamente venceriamos. kkkkkk
Zoeira, sempre que alguém insulta o sexo oposto, começa aquela famosa guerrinha ridícula, mandasse bem.
Mudando de assunto, qual seu telefone? Rá.
realmente o filme é acima da média mas nnao consigo imaginar-me nivelando por baixo e considerar A Origem como uma obra prima, coisa que claramente não o é.
Muitos outros filmes tiveram o sonhar como elemento da história, uns em maior, outro em menor escala, e Nolan tinha um bom conceito em mãos mas nesta tentativa de fazer algo muito cabeça acaba se perdendo em referencias (ou na falta delas).
Origina, é algo tambémq ue não se pode dizer já que até mesmo em uma história emquadrinhos da Disney há este elemento do sonhar no sonhar e na maquina que o transporta ao sonho.
Labirintos, temos também em outros filmes. O que Nolan peca é em aproveitar o conceito bacana e inovar. Ele não inova, parece que inova dada a quantidade de lixo que hoje em dia o povo chama de filme.
Assim fica difícil até compará-lo com Matrix, que há 10 anos foi revolucionário no filmar e no enredo.
Existem alguns furos, existem coisas que não são explicadas ( seria um modismo Lostiano??) e o expectador fica enrolado no seu proprio julgamento e na sua própria sede de querer mais de um filme que é apenas um pouco acima da média.
Por que insistem em deturpar o título original do filmes no Brasil? Por que não mantiveram a tradução literal: ‘Princípio’!?…
Filme incrível, tive que assistir duas vezes para me certificar do final.
Com certeza ele volta à realidade, digo pelos seguintes motivos:
1- ele não está sonhando desde o início do filme pois por vezes ele gira o peão e ele cai.
2- as crianças tem roupas diferentes no final, a menina no sonho = toda de rosa/ final = vestido rosa com uma camiseta branca por baixo, e o menino sonho = camisa listrada com 2 grandes listras vermelhas/ final = sem essas 2 listras.
3- no final ele aparece sem o anel de casamento, o qual ele sempre está usando nos sonhos mas nunca na realidade
4- ao final do filme, antes dos créditos é possível ouvir o peão caindo (eu não ouvi, mas me disseram que é verdade).
Mas não deixa de ser um ótimo filme, acho que o admiro mais agora pois me fez assistir 2x, sendo que na segunda vez (ao contrário do que acontece com outros filmes que assisto) eu prestei muito mais atenção!
What’s the Most Resilient Parasite? An IDEA!
Muito bom o filme, mas ja temos uma resposta logica do final. E esta, foi dada pelo proprio Mchael Cane. O final é realidade. O peão cai, mas isso poderia trazer varias suposições que poderiam provar o contrario. Porém, devemos levar em consideração apenas uma coisa. Quando o Di Caprio sonhou com as crianças, o sir Michael não estava presente. Resumindo, as cenas onde aparece o Michael Caine são reais, inclusive no final.