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X-Men: O Confronto Final
(X-Men: The Last Stand / X-Men 3, 2006)

Data: 27 de Maio de 2006

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Por: Leonardo Heffer

X-Men: O Confronto Final fecha (pelo menos é o que dizem) a trilogia da adaptação dos quadrinhos, abaixo das expectativas do público. Filme pequeno, alguns efeitos especiais fracos, e a história parece às vezes se arrastar, mas com um final que consegue salvar a produção e deixar o público empolgado.

Desde que as adaptações de quadrinhos para o cinema começaram por volta do ano 2000, já tivemos filmes bons e filmes fracos. Embora até agora poucos sejam os filmes que tenha falhado na sua adaptação, o que às vezes enfraquece o filme é a história escolhida para a transposição das páginas da HQ para as páginas do roteiro e consequentemente a película do filme.

Felizmente, X-Men não foi o caso de uma adaptação falha. Claro, sofreram diversas alterações, afinal transpor todo o contexto mutante para o filme seria deveras complicado. E finalmente chegamos à terceira parte da trilogia.

Infelizmente um dos maiores problemas de filmes esperados é a áurea de expectativa que se forma sobre o filme. Ainda mais quando todos os segredos da produção são guardados a sete chaves, como foi o caso deste.

Neste episódio final, a história gira em torno da criação da possível cura do gene mutante, fazendo com que os mutantes possam ser pessoas “normais”, segundo o senso comum da sociedade dessa história. Fatalmente essa notícia não é bem recebida na comunidade mutante e claro, uma guerra irá surgir entre os humanos e os mutantes, e esse impasse marcará a presença dos X-Men, ao lado dos humanos, não para defendê-los não por causa da cura, mas sim para defender a humanidade de um extermínio, já que agora as forças de Magneto contam com uma força muito maior. No filme, os mutantes mais poderosos que CONHECÍAMOS, como Magneto ou Xavier, são classificados como nível 3. Agora surge a Fênix (ainda não consigo aceitar a idéia da explicação que deram para a Fênix, mas também imagino que seria complicado transpassar toda a história da personagem da HQ em um filme de um pouco mais de 100 minutos), uma mutante nível 5.

Claro, o filme tem muitos efeitos especiais, e infelizmente alguns são fracos. Em momentos, só falta aparecer a corda que suspende o Anjo ou a Tempestade quando estes estão voando ou recortes de efeitos diante ao chromakey que são terríveis. Porém se salva em contraposição aos efeitos do final do filme que é simplesmente espetacular! A história também parece, em determinados momentos, correr de forma lenta, até mesmo ficando um pouco cansativa, muitas vezes parecendo existir só para preencher espaço entre uma luta e outra.

Aliás, as lutas! Infelizmente também não espere muitas lutas no filme. São poucas, mas as que existem, são simplesmente de encher os olhos, como no caso do primeiro embate entre os mutantes de Xavier e os mutantes de Magneto. Outro embate muito bom é o do final (que aliás, nos créditos, é uma lista gigantesca de dublês, que parece não ter mais fim).

Outro ponto problemático foi a troca de diretor. A sensação que se tem do substituto de Bryan Singer, o diretor Bret Ratner, é de que ele não tinha o conhecimento que seu antecessor tinha com relação a história, e isso fica visível na tela, já que a direção dos próprios atores, no quesito das personalidades parece meio que se perder. Não há uma profundidade nos personagens. É como se, por tratar do terceiro filme, já tendo a franquia estabelecida no mercado e com um público fiel, as pessoas estão lá para ver o Confronto Final (o que não deixa de ser verdade) e por isso deixa de lado o trabalho de aprimorar os personagens no lado psicológico, dando ênfase justamente às cenas de luta.

Também falha no quesito mutantes. Claro, é muito bom ver mutantes que até o momento não apareceram, mas muitos se perderam na história. E muitos foram os prejudicados como é o caso da Vampira, da Mística, do Scott, do Anjo entre outros.

Mas o final do filme consegue se recuperar, e agradar aos olhos de fãs dos quadrinhos, ou mesmo aqueles que se tornaram fãs com o filme. Uma direção espetacular (trabalhar com milhares de pessoas ao mesmo tempo é um muito complicado), efeitos especiais de tirar o fôlego (pelo menos no final eles conseguiram acertar no ponto), são o que conseguem salvar toda a produção, que foi mediana, e fixa na mente do espectador, dando a impressão de que em um conjunto geral, o filme é excelente.

E um conselho, não se levante antes do fim dos créditos. Há uma cena muito importante que pode ser crucial para (caso a bilheteria seja muito boa) eles o início de mais uma trilogia (o que me deixaria muito feliz!).
Cotação:  (7/10)

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