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X-Men: O Confronto Final
(X-Men: The Last Stand / X-Men 3, 2006)

Data: 20 de Julho de 2006

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Por: Sandra Katia

Defino o terceiro filme dos mutantes um ótimo entretenimento para quem paga seu ingresso e quer ver aventura e ação. "X-Men 3", não é decepcionante e suas cenas de ação levam o público a interagir com o filme.

A expectativa do terceiro longa foi grande, principalmente pela substituição do diretor Brayn Singer que preferiu dirigir outro herói (Superman) a continuar com os mutantes. Singer fez um ótimo trabalho nos filmes anteriores o que agradou aos mais exigentes fãs de X-Men. A mudança de diretor (e de algumas pessoas da antiga equipe de Singer) poderia dá uma virada total no roteiro ou até mesmo no elenco, o que em minha opinião não ocorreu. Brett Ratner seguiu a mesma linha do primeiro e segundo filme, acrescentando novos mutantes e cenas que extraem de nós momentos excitantes.

Nesse terceiro filme, Ratner trouxe mutantes que não foram explorados nos anteriores, trazendo o tão amado Fera, brilhantemente interpretado por Kelsey Grammer, Colossus, (Daniel Cudmore), que apesar de ser um mutante muito querido, teve sua participação reduzida a poucas cenas e falas. Fanático (Vinnie Jones) ao lado de Magneto. Kitty Pryde (Ellen Page) que no segundo teve uma rápida aparição atravessando uma parede da sala de aula, nesse terceiro Lince Negra surge em meio aos mutantes fazendo parte da equipe. O Anjo (Ben Foster) que entra e sai sem muitas interferências, servindo apenas de apoio na trama para explicar o motivo que leva seu pai a pesquisar a cura para os mutantes Assim, como muitos outros mutantes que apareceram o filme e que vemos nas HQs ou nos desenhos animados.

A atmosfera do filme foi preservada, isso é um ponto positivo para Ratner, afinal eu temia por uma transformação radical e que muito da trama passada pudesse se perder. Entretanto, surge uma superficialidade no desenrolar da estória, o que pode ser explicado pela quantidade de mutantes que apareceram. A explicação pode ser o fato de o diretor querer mostrar mais personagens do que explorar alguém especifico (mesmo tendo como força central da narrativa Jean Grey / Fênix, ainda sim foi superficial) . Não foi dessa vez que vemos o carismático Gambit entrar em ação juntamente com os demais, o que pode ser considerado frustrante para muitos fãs. Nem mesmo a luta com Apocalipse, fato excitante nas HQs e desenhos. Até a própria saga de Fênix não foi o total destaque e nem fiel as HQs, aliás, o único destaque estava na idéia central do filme, “a cura”. Mutantes que antes tiveram mais destaques participam de maneira reduzida na trama é o caso da Mística, Xavier, Vampira e Ciclope. Jean Grey se viu reduzida a expressões e poucas palavras, contudo, Famke Janssen interpretou com dignidade e mostrou que ela é perfeita no papel de Jean e Fênix, com uma maquiagem e figurino tecnicamente bons.

Interpretações magníficas não faltaram, assim como anteriormente, Hugh Jackman conseguiu se superar mais ainda como Wolverine. Ele está bem mais parecido com o personagem, mais forte, expressões mais rústicas, com direito as suas piadinhas irônicas e uma coreografia perfeita e não dá pra negar, ele é um dos personagens preferidos, tanto no filme, quanto nos quadrinhos, Logan tem luz própria (grifo meu, totalmente fã do mutante e do ator). Xavier (Patrick Stewart) e Magneto (Ian McKellen) continuaram excelentes sem perder o brilho de seus poderes. Halle Berry, não modificou muito seu personagem, achei que ela foi melhor no segundo filme, uma pena, pois Tempestade é uma mutante com uma forte liderança, o que Halle não conseguiu afirmar em nenhum dos filmes.

A crítica social em torno do filme é muito forte, característica principal dos filmes anteriores. Desde o primeiro a polêmica da aceitação dos mutantes pelo governo americano foi discutida e outro ponto a favor de Ratner, ele não mudou de rota e seguiu com o mesmo discurso trilhado por Singer. Os mutantes podem ser considerados o mal da sociedade, os diferentes do dito normal. A tal cura seria a adequação às normas das pessoas comuns, ser como os outros. Quem são os mutantes da sociedade? São os negros, os latinos, os gays, as prostitutas e todos aqueles que vivem no submundo da moralidade, vitimas de preconceitos e que não consegue se adaptar ao que chamam de “vida normal”. Ratner mostrou tanto os mutantes que não queriam a cura (tropa liderada por Magneto), como aqueles que gostariam de ter sua vida de volta sem os poderes, o caso da Vampira que opta pela cura para sentir o toque de alguém. Isso para muitos fãs é uma afronta a real história dos quadrinhos, mas sabemos que tudo acontece nas HQs e que nem tudo o que parece é totalmente o que vemos, para isso existe as entrelinhas. Finais alternativos são sempre bons. Outra coisa, a estória é uma adaptação para cinema, são linguagens diferentes.

O Confronto Final é favorecido de cenas interessantes, ação, drama e mutantes que fizeram parte do elenco na figuração. Sobre tudo é um filme que não diminuiu os outros, apesar de que o melhor mesmo foi o segundo, X-Men, O Confronto Final, consegue manter a linha do que já havia sido realizado, isso é bom, perde-se um pouco em termos de destaques, mas ganha em visual e ação. Como uma fã incondicional dos mutantes, fico na expectativa para que um quarto filme seja realizado (acho que não haverá, mas...). Não é possível agradar a todos os assíduos leitores de quadrinhos, porém se pensarmos pelo lado de ver em ação nossos queridos heróis mutantes, ganhando vida nas telas de cinema, podemos sair da sala de cinema com uma boa satisfação.
Cotação:  (8/10)

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