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Minha Mãe Quer Que Eu Case
(Because I Said So, 2007)

Data: 29 de Abril de 2007

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Por: Raphael Santos

Mesmo tendo a experiente Diane Keaton ("O Poderoso Chefão") no elenco, a comédia-romântica "Minha Mãe Quer Que Eu Case" acerta em quase nada e se mostra tremendamente frágil. A previsibilidade, então, é um show à parte.

Em "Minha Mãe Quer Que Eu Case", Daphne Wilder (interpretada por Diane Keaton) é uma mãe que se orgulha por não conhecer nenhuma barreira quando o assunto são suas três filhas: a estável psicóloga Maggie (interpretada por Lauren Graham), a sexy Mae (interpretada por Piper Perabo) e a dócil Milly (interpretada por Mandy Moore). O problema é que Milly tem certas dificuldades quando o assunto gira em torno de achar um homem. E justamente para evitar que a filha cometa os mesmos erros que ela própria cometeu no passado, ela decide encontrar o homem perfeito para a filha, apelando para anúncios escritos e on-line. Uma comédia romântica mais família, impossível.

Eu gosto de comédias românticas. Podem olhar críticas passadas minhas para ver como gosto de elogiar esse estilo de filme. Filmes como "Amor em Jogo", "Tudo Acontece em Elizabethtown", "O Amor Não Tira Férias", para dizer os mais recentes, realmente me agradaram, mesmo com suas falhas e o sempre final previsível. Melhor ainda da comédia romântica é quando, mesmo sendo previsível, utiliza ingenuidade e acaba agradando bastante.

Estranho, porém, é o roteiro de Karen Leigh Hopkins e Jessie Nelson ("Uma Lição De Amor"), que, mesmo utilizando ingenuidade, de elementos de comédia romântica, ele, logo na primeira parte do filme, define a trajetória de todos os personagens simplesmente mostrando-os. Já sabemos que o final será bonitinho, tudo bem, mas em "Minha Mãe Quer Que Eu Case" sabemos, inclusive, os pormenores desse final. Um exemplo é quando o personagem Johnny (Gabriel Macht, de "O Novato") entra em cena e, logo depois, Jason (Tom Everett Scott, de "The Wonders - O Sonho Não Acabou"). Ambos são esteriótipos perfeitos para sabermos quem será o aceito por um tempo e depois rejeitado, e depois quem será rejeitado para o outro ser aceito. Incrível a falta de criatividade na feitura dos dois. E, para completar o final, como se já não bastasse, entra Joe (Stephen Collins, de "Diamante de Sangue") em destaque. Aí é só pensar um pouco (bem pouco mesmo) e imaginar um desfecho com todos os elementos de comédia romântica e colocar esses personagens.

Juro que procurei algo para elogiar. E até encontrei. As músicas escolhidas para a trilha sonora são bem interessantes, mas diante de tantas atrocidades do longa elas passam despercebidas. Tive que concentrar minha audição para além da minha visão afim de ter que perceber esse pequeno acerto da película.

De resto, nada escapa... nada mesmo! Uma passagem em que poderia agradar ao macharal é quando Milly (Mandy Moore, de "Um Amor Para Recordar”), Maggie (Lauren Graham, de "Doce Novembro") e Mae (Piper Perabo, de "Doze é Demais" e sua seqüência) aparecem de calcinha em um vestiário e ficam conversando algumas bobagens. O problema da cena é que a personagem de Diane Keaton estava lá. Não só lá, mas de calcinha também e, para piorar, a câmera não saia dela, em vez de aproveitar o momento e focalizar as outras.

Por falar nas atrizes, vamos para as atuações. A primeira a destacar é o desconforto de Diane Keaton em seu personagem. Culpa não só da atriz, mas de quem escreveu o personagem e da direção fraca de Michael Lehmann (que havia dirigido "40 Dias e 40 Noites"). Como não poderia ser diferente, Diane contagia as outras atrizes e se vê a mesma coisa com Mandy Moore, Lauren Graham e Piper Perabo, mesmo as duas últimas não tão presentes em cena. Mas, repito, o problema não é tão a atuação, entretanto, sobretudo, os pessimamente mal construídos personagens.

A ingenuidade presente em vários filmes bons de comédia romântica é transformada aqui em fragilidade. Fragilidade de atuações, de roteiro, de direção, enfim, de muita coisa. Nem as boas músicas da trilha sonora salvam, pois a tiraram de evidência. Sobre as risadas? Bom... Eh... Tem?
Cotação:  (2/10)

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