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Situe-se: Brasil, 05 de Setembro de 2008     


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Sahara
(Sahara, 2005)

Data: 01 de Junho de 2005

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Por: Pedro Marques

Mesmo considerando-o como filme-pipoca, ou seja, existe apenas para divertir, ele ainda é pior do que pipoca murcha.

Um sub-gênero que é muito difamado pela crítica intelectuóide do Brasil e do mundo é o ‘filme-pipoca’. Na verdade não sei dizer o porquê, tendo em vista que cinema é, acima de tudo, entretenimento. E, o que é proposto pelos filmes-pipoca senão apenas divertimento? Muitas pequenas pérolas já foram produzidas como a trilogia “Indiana Jones”, o “A Múmia” e sua continuação “O Retorno da Múmia” e o pura diversão “A Hora do Rush”. Mas, como nem tudo são flores, há também as bombas como “Tróia”, “Armagedon” e horroroso “Olga”.

Agora nos resta a dúvida: esse novo exemplar desse gênero se encaixa em qual cotação: "divertidíssimo" ou "bomba"? Infelizmente ele veio para engordar a lista da segunda opção: o filme não chega a ser um morteiro, mas passa muito bem como um pequeno traque.

Contando o clichê (sim, porque não ouso fazer um insulto à língua portuguesa chamando isso de "história") de um explorador (Dick Pitt, interpretado por Matthew McConaughey) que está à procura de um navio (provavelmente contendo ouro) com o seu amigo engraçadinho (Al Giordino, personagem de Steve Zahn). No caminho, eles conhecem uma bela jovem (Dra. Eva Rojas, vivida na tela por Penélope Cruz) e o trio vive então algumas "aventuras eletrizantes".

Até agora o filme não cometeu nenhum erro, afinal, ele, enquanto filme-pipoca não se propõe a ter uma história que envolva metafísica, existencialismo ou o escambau; e sim apenas diversão descerebrada até o último fotograma e, muitos, mas muitos efeitos especiais. Infelizmente nem isso ele tem.

As batalhas se resumem a pequenas lutas e tiroteios (é incrível como nunca ninguém realmente relevante é atingido seriamente), os efeitos especiais, quando aparecem, são exageradamente inverossímeis e os personagens tem uma química tão grande quanto o óleo e a água (pô, se não sabem atuar, pelo menos cativem a platéia!).

No mais, considero o filme fraquíssimo, chato, sonolento, sem batalhas realmente interessantes (pausa para relembrar da cena mais ridícula, entre as muitas que estão no Longa: a do cara "domando" um avião!) e atores realmente em seus piores momentos. Se, mesmo depois de ler essa crítica você ainda tiver a curiosidade de vê-lo, (sim, existem pessoas masoquistas neste mundo de Deus) muito cuidado! As chances de sair impressionado com a Penélope Cruz feia são estratosfericamente grandes!
Cotação:  (3/10)

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