|
  |
|
TURISTAS
- O FILME
APRESENTAÇÃO -
A HISTÓRIA -
O ELENCO -
O DIRETOR -
DIVULGAÇÃO E PRIMEIRAS IMPRESSÕES
Material produzido por
Amanda Pontes |
| |
Muitos devem estar se
perguntando o que o roteiro de “Turistas”
traz de tão chocante para causar tamanho
impacto. A resposta é simples: o filme não
traz nada mais que uma típica trama de
terror, ambientada em um país inóspito,
cujos habitantes são pessoas sem escrúpulos.
Qual seria o problema, então? O simples fato
de o país citado ser o Brasil e os turistas
serem retratados como vítimas indefesas da
esperteza dos brasileiros ambiciosos e
marginais.
Tudo começa com um grupo de três amigos
americanos que estão em visita ao
paradisíaco Brasil. Alex, acompanhado de sua
irmã Bea e da amiga Amy, desejam férias
perfeitas, o que significa conhecer os
maravilhosos cenários naturais oferecidos
pelo país e o povo altamente simpático e
receptivo. Uma decisão, no entanto, se
mostra prestes a mudar o destino dessa
viagem. Enquanto se dirigem a um dos locais
a serem visitados em um ônibus em condições
precárias, um acidente os deixa no que
aparenta ser literalmente o “meio do nada”.
Após fazerem amizade com Pru, Finn e Laim,
outros turistas em busca do mesmo objetivo,
o grupo acaba encontrando um bar perto de
uma praia, onde passa divertidos momentos e
uma noite repleta de dança, música e bebidas
exóticas. |
| |
|
 |
|
TURISTAS - Acidente ou
armadilha? Essa é uma das questões para se
pensar. |
|
|
|
No dia seguinte, o que
parecia a concretização dos desejos de
férias dos turistas, acaba se mostrando um
terrível pesadelo. O grupo acorda perdido na
beira da praia e logo percebe que todos os
seus pertences relevantes foram roubados.
Sem documentos, dinheiro ou sequer a mínima
noção de onde estão, eles acabam enfrentando
uma série de infortúnios que envolvem
inclusive seu “seqüestro” e a extração de
seus órgãos por uma quadrilha comandada por
um médico psicopata. A partir daí, o terror
corre solto entre o grupo de turistas, que
passa agora a não apenas tentar encontrar o
caminho de volta, mas principalmente a lutar
pela sua sobrevivência. “Pior que não saber
onde estar, é não saber se sairá vivo”. A
frase termina o sensacionalista trailer do
filme, que deixa desde já a impressão de que
os protagonistas chegam ao inferno em sua
planejada viagem feliz.
Em meio às várias especulações iniciais
acerca da trama em si, surgiu a declaração
de Michael Ross, roteirista do filme, de que
o argumento teria sido baseado em fatos
reais, o que causou, como era de se esperar,
uma polêmica bem maior. Uma coisa é encarar
fatos grotescos de um filme de terror como
pura ficção voltada para o entretenimento,
outra coisa gritantemente diferente é
embasar um argumento desse porte em
acontecimentos reais e declarar isso como
verdade ao mundo todo. Para quem já estava
indignado com o teor do roteiro de
“Turistas”, esse foi apenas mais uma
argumento a ser utilizado contra o filme. |
| |
|
 |
|
TURISTAS - Se é normal
encontrar brasileiros nesse estado, imagine
os turistas que estão aqui só para isso. |
| |
|
Ao ser questionado sobre
a declaração dada ao jornal americano The
Los Angeles Times, o roteirista explicou
que, durante o período em que viajou pelo
litoral nordestino acompanhado do diretor
John Stockwell para fazer pesquisa para sua
história, ele teria se deparado com relatos
de que turistas europeus e americanos eram
temidos em alguns povoados devido a boatos
sobre suas práticas de seqüestro de tráfico
de órgãos de crianças latinas. Essa crença
alimentada pela população local, os teria
levado a cometer atos de violência contra
turistas “suspeitos”, que teriam sido
espancados, esfaqueados e queimados.
A comprovação dessa suposta realidade em que
o roteiro de “Turistas” foi inspirado, no
entanto, não foi de modo algum legitimada.
Em todo caso, o efeito da declaração
continua contribuindo para que haja uma
maior repercussão do conteúdo da trama e o
impacto que a produção terá no turismo do
Brasil é algo que foge da previsão de todos. |
|
 |
|