Fui ao Cinema e…

Um blog sobre experiências no cinema…

Por favor, não me acorde! Obrigado!

February15

|| GILBERTO KNUTTZ, do Uêba.com.br
|| Fortaleza - Ceará - Brasil ||

Em 1993 passou aqui no Brasil um filme inglês que retratava na Indochina de 1929 o romance de um rico chinês e uma adolescente francesa, filha de uma família com problemas financeiros. Bem, o filme é tão meloso quando parece ser, mas não é só isso.

Àquela época, houve MUITO hype em torno dele, tudo quanto foi revista, jornal, bula de remédio, colocou o filme no sétimo céu. Eu tinha 21 anos e nunca fui chegado em filme meloso, mas a Cris, minha namorada à época, e hoje minha esposa, insistiu em assisti-lo e eu fui com toda boa vontade.

Começa o filme, e começa a tristeza, casa pobre, pouco dinheiro, atriz adolescente e linda. Não lembro quanto tempo levou até o filme mostrar o que realmente era, um pornô “soft core”. Era um filme que hoje em dia ia ser classificado como pornô-pedófilo. O ritmo era mais ou menos o seguinte: conflito, tristeza, choro, sexo – opa, nessa hora eu me animei! – conflito, tristeza, choro, sexo – humpf, mesmo casal, mesmo local, mas a menina era bonitinha, ainda vá lá – conflito, tristeza…

O problema real era que entre uma cena de sexo e outra, o filme era o mais amplo e completo porre, coisa de fazer “Éramos Seis” parecer uma aventura agitada, e o sono começou a chegar.

Acho que foi depois da segunda ou terceira cena de sexo, quando começou novamente a parte chata do filme, ou seja, o resto, que eu não consegui mais resistir e dormi o sono dos justos. Aliás, dormir em filmes é algo normal para mim, se eu não estiver achando o filme legal e não der para eu sair da sessão eu baixo a cabeça e durmo. Se o filme não é interessante o suficiente para me deixar acordado, ele não merece o esforço de me manter acordado para assisti-lo.

Acho que estava sonhando quando aconteceu, uma dor violenta, algo afiado se cravando perto da minha clavícula, doeu mesmo… Eu acordei literalmente “tomando o fôlego”, como dizem aqui no nordeste, estava zonzo, um pouco desnorteado e assustado com a dor.

Era a Cris, ela resolveu me acordar para eu “não perder o filme”. Não contente em me acordar, o que por si só já era péssimo, pois o filme era uma porcaria, ela me acordou com um beliscão com as unhas e FORTE, sabem aquela dor que vem quando alguém tenta tirar um cravo que teima em não sair? Pois foi este o beliscão que eu levei…

Ainda hoje, quinze anos depois, isso habita vivamente minha memória (ok, é possível que eu esteja exagerando um pouquinho), mas sempre que vamos ao cinema assistir um filme que não me inspire muita confiança eu aviso: “Por favor, não me acorde;)

2 Comments to

“Por favor, não me acorde! Obrigado!”

  1. On February 29th, 2008 at 9:58 pm Stephanie Says:

    Isso me lembra quando eu fui King Kong com meu pai.. Eu tive que acorda-lo pq ele já tava roncando.. ai já era mico..rsrsrsrs

  2. On April 14th, 2008 at 11:01 am Marcelo Coldfer Says:

    Eu dormi 2 vezes durante a sessão do filme ” Alexandre ” . É bom pra insônia…

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