Fui ao Cinema e…

Um blog sobre experiências no cinema…

Ela vai ter um bebê!

April18

|| MARCELO FERREIRA DA SILVA, leitor do CCR e ouvinte do RapaduraCast ||
|| São Paulo - SP - Brasil ||

Realmente essa história merece ser contada em todas as rodas de amigos que comentam sobre cinema. Graças a Deus nasceu uma sessão assim para eu poder comentar. Fui assistir ao filme “Poseidon” em um fim de semana e como sempre, a sala estava lotada. Após o primeiro trailer, chegou um casal muito esbaforido (ela parecia uruguaia pelo sotaque - ou era emoção ). A mulher estava muito mais do que grávida. Com uma barrigona enorme. Parecia estar no 9° mês de gestação. E eu pergunto: “O que diabos ela queria no cinema?”

Torci para que ela não sentasse na minha fileira, mas a medida que aquela mulher absurdamente grávida se aproximava, mas eu falava: “É aqui do meu ladinho que ela vai sentar“. Nada contra as grávidas, mas aquela falava alto demais e pelo que via ela estava com um combo de doces. Tinha certeza que a mamãe ia mastigar o filme todo. Sentou na minha fileira e ao meu lado. Eu sabia!

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Passados uns cinqüenta minutos de filme, a mulher imensa começa a grunhir num dialeto estranho. A princípio apenas eu ouvi. O maridão tava tão entusiasmado com o filme que nem notou. Eu olhava pra ela e ela com olhos enormes e ainda comia pipoca (!). A partir daí não consegui mais me concentrar no filme. A mulher virava pra lá e pra cá e quando menos espera ela dá um grito. Todos olharam para trás assustados. Alguns que não entendiam o que se passava gritaram: “Ei! Cala a boca!”

A mulher escandalosamente começa a gritar para o marido dizendo que já estava na hora. Eu mal acreditei naquilo. A mulher estava tendo um filho dentro do cinema! Várias pessoas cercavam mulher que quase deitou ao meu lado. O banana do marido mais assustado do que um rato começo a gritar por socorro, como se aquilo fosse um acidente horrível. Nesse momento uma mulher gritou: “Estou indo, eu sou enfermeira!”

Uns 5 minutos depois as luzes se acendem quando uma equipe de resgate do local (shopping) socorrem a mulher que estava dando a luz dentro do cinema. Enquanto isso o filme ainda rolava, com as luzes acesas, e algumas pessoas bufando ainda pediam por silêncio. Dez minutos depois ouvimos o pessoal da administração:

- Pessoal, desculpe-nos pelo transtorno. Isso não acontece com freqüência nos nossos cinemas, estaremos distribuindo outro ingresso para que retornem numa outra sessão. Para aqueles que ainda queiram continuar com o filme tenham uma boa sessão!

Deus me livre…

Cinema não é motel!

April18

|| BRUNO MENDONÇA, leitor do CCR e ouvinte do RapaduraCast ||
|| Curitiba - PR - Brasil ||

Para mim, ir ao cinema é um ritual que deve ser muito bem apreciado. Sério! Mesmo com a invenção dos Torrents, dificilmente baixo um filme que eu realmente quero ver na telona. Na net eu procuro apenas aqueles filmes que insistem em não chagar aos cinemas curitibanos, já que sou habitante da capital paranaense. Por ser solteiro e nem sempre ter amigos disponíveis nos horários que vou ao cinema, ou até mesmo por eles não terem o mesmo gosto cinematográfico que eu, quase sempre vou sozinho apreciar a sétima arte. Sempre a mesma coisa, garrafinha de refri na fila da bilheteria, uma meia entrada, entro uns 5 minutos antes e sento na antepenúltima fila, na cadeira do centro. Metódico, mas prazeroso.

E falando em prazer, o que me deixa realmente puto é gente que acha que cinema é motel. Sim. É claro que não tem coisa mais romântica que assistir um filme a dois, trocar uns beijinhos entre o braço duro da poltrona (que muitas salas ainda não tem a opção poltrona para casal, onde o braço do meio levanta, eliminando as barreiras para os amassos), mas pelo amor dos deuses, sejamos um pouquinho discretos. Certa vez, eu assistia “O Amigo Oculto”. Além de estar puto pelo filme ser uma merda, o casal da frente começou um ato um tanto quanto exagerado. Depois de longos beijos estralados e línguas rolantes, a simpática moça resolveu sentar no colo de seu namorado, e continuar a sessão de efusivos amassos.

O ato, que já era quase sexual, só parou quando outras pessoas começaram a berra “paga um motel, porra“. Por pior que fosse o filme de suspense, eu não tinha pago 8 reais para assistir uma sessão pornô live-action.

Gente que não lê sinopse é osso!

April18

|| SIDNEY PIRES, leitor do CCR ||
|| Maranguape - CE - Brasil ||

Cinéfilo sempre sofre por se ater às suas “manias”, mas acredito que elas são fundamentais e necessárias, entre as minhas cito a de chegar à sala a tempo de ver os trailers, me informar ao máximo sobre o filme que estou indo assistir, seja quanto ao diretor, ator, alguma crítica se já tiver, e principalmente a sinopse, esse é o ponto onde quero chegar, acho que qualquer pessoa com Q.I. de no mínimo 50 pontos, vai num cinema sabendo pelo menos do que se trata o filme, e procure ler pelo menos uma sinopse. Só isso! Não mata ninguém!

Minha história se passou recentemente quando fui assistir a “Sweeney Todd”, como na maioria das histórias postadas aqui, os vilões eram adolescentes, que estavam ali pra passar um tempo. Só pode! Porque mesmo assim acho incrível que alguém pague R$ 5,00 (meia entrada), dinheiro que pra mim se não for bem gasto faz falta, pra ir a uma sala de cinema sem sabem PN do que o filme trata.

O fato foi que esses “aborrecentes” sentaram atrás de mim, o detalhe da sinopse a mim parece importante, pois em todas as que li, sem exceção relatavam que o filme era uma adaptação de um musical da Broadway, ou seja, que os atores teriam necessariamente diálogos cantados!!!! Mas eis que quando já está rolando o 3º diálogo cantado do filme os tais começam a rir, e têm a audácia de comparar o filme a “High School Musical”, aiaiai, se tivesse parado nessa piada sem graça tudo bem, mas eles continuaram a rir em todos os diálogos seguintes, fiz o típico “shhhh”, mas não adiantou, o jeito foi mudar de lugar e acabei fazendo de uma maneira um tanto quanto irritada, se é que vocês me entendem, levantando de maneira brusca, e tudo mais, além de lançar um olhar fulminante na direção da mais risonha, e de quebra com a risada mais estranha, chegando a lembrar a Janice do seriado “Friends”, mas felizmente depois da mudança de poltrona e do olhar que deve ter atravessado a alma da dita cuja, eles ficaram quietos.

Não vimos Piratas do Caribe!

April18

|| PAULINHO DEGASPARI, leitor do CCR ||
|| São Bernardo do Campo - SP - Brasil ||

Em Julho de 2006, eu e minha esposa passamos o fim-de-semana em Praia Grande (SP) e resolvemos arriscar ver o segundo filme dos “Piratas do Caribe” no Cinemark do shopping de lá. Compramos o ingresso pra sessão das 21h, mais ou menos, uma hora e meia antes e ficamos “fazendo cera” no shopping até dar o horário da sessão. Entramos 20 minutos antes e a sala ainda não estava cheia, ou melhor, teoricamente não. As poltronas vazias restantes estavam “ocupadas” por pessoas que conseguiam sentar em 5 lugares ao mesmo tempo. O pior é que precisamos ir de uma em uma tentando, sem sucesso, sentar. Todas já estavam “reservadas”.

Ficamos indignados e fomos reclamar com o gerente para pedir nosso dinheiro de volta. Presumindo que éramos completos ETs no cinema, disse que não poderíamos ter deixado pra entrar em cima da hora e nos convenceu a esperar na fila a sessão das 22h. Fomos direto pra fila e conseguimos ser os primeiros a entrar na sala onde escolhemos o melhor lugar. Aquele na terceira fileira de trás pra frente, na direção do centro da tela. Enquanto a sala se enchia, nós regozijávamos por ter valido a pena esperar já que poderíamos curtir muito mais a sessão sentados num lugar estratégico. A animação começou a se tornar preocupação quando começamos a notar a grande quantidade de crianças que entravam na sala, entre elas algumas que certamente não conseguiriam acompanhar durante 2 horas e meia de exibição um filme legendado. Legendado?!?

Já era tarde demais quando constatamos que o cara nos convenceu a assistir à versão dublada! Não que sejamos contra o trabalho de dublagem que no Brasil é feito com primor, mas quem curte cinema de verdade não consegue pagar pra ver uma sessão dublada. A voz dos personagens faz parte da atuação dos atores e ninguém, mas ninguém além do próprio ator consegue transmitir a mesma emoção que ele se esforçou para transmitir. Além disso, as falas em português precisam ser fortemente adaptadas para encaixarem na boca de alguém que está proferindo-as em inglês ou qualquer outro idioma. Enfim, dublado não dá.

Em resumo, pegamos nosso dinheiro de volta depois de utilizar de um grande domínio próprio para não voar no pescoço do gerente engraçadinho que achou que não faria a mínima diferença. No final de tudo, o infeliz ainda teve coragem de sugerir: “Por que vocês não assistem ‘Premonição 3’?” Ah, se ele não fosse tão baixinho… ô_O

O Outro Mundo…

April18

|| LUCAS WILLIAM, leitor do CCR ||
|| Vila Velha - ES - Brasil ||

Bem, parecia que iria ser mais um filme no cinema, mas não foi bem essa a história não. Eu e amigos fomos assistir ao filme “Anjos da Noite - A Evolução” no Kinoplex Severiano Ribeiro. Filme vai, filme vem e na verdade nem era tão assustador e muito menos muito interessante assim. Mas tudo estava bem, até então. Detalhe: fomos ver a sessão da 00h, era pré-estréia, e creio que vocês podem imaginar o que pensamos né? Bem, meia-noite, nada melhor que um filminho de terror.

Pois bem, no decorrer do filme nem houve sustos que imaginávamos. Quando o filme acaba, a sala inteira, com 250 pessoas, começa a sair atônita e reclamando do longa, naquele empurra-empurra. Eu e meus amigos fomos saindo também, mas sabe como é a confusão de uma saída de cinema lotado, né?

Logo todos nós fomos parar dentro das instalações “secretas” do cinema, já que a saída normal estava TRANCADA. Todos atentos, perdidos, ainda mais depois de um filme de suspense, você olhava para as pessoas era olho arregalado para todos os lados, algumas mulheres começaram até chorar de desespero, e o pior ninguém para nos auxiliar (cadê os trabalhadores desse cinema?). Fomos todos nós, 250 pessoas, caminhando, naquele silêncio absoluto e em uma grande escuridão. Estávamos perdidos totalmente. Foi uma experiência de outro mundo. Sem falar os gritos agonizantes.

Logo que os passos se aceleraram, ouvimos gritos de felicidade, um doido tinha encontrado a saída verdadeira. Vai entender…

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