Fui ao Cinema e…

Um blog sobre experiências no cinema…

Dor de Barriga do Inferno!

April1

|| MAÍRA COSTACURTA, leitora do CCR ||
|| Presidente Prudente - SP - Brasil ||

Ir ao cinema é sempre bom, quem não gosta? Principalmente quando é um filme muito esperado. Aconteceu um fato engraçado comigo, o filme era “Piratas do Caribe II – O Baú da Morte”, estava em sua estréia nos cinemas e eu estava super empolgada para assistir a esse filme, principalmente por causa do Johnny Depp.

Fomos eu e meu irmão, era uma linda tarde de sábado. Íamos pegar a sessão das 14:30. A fila não estava grande, esperamos tranqüilamente a nossa vez. Quinze minutos antes de podermos entrar na sala, resolvemos tomar um sorvete de casquinha. Eu, como sempre, demorei a terminar meu sorvete e fui barrada na hora de entrar na sala, tive que esperar até terminar com o sorvete. Meu irmão entrou e guardou um lugar para mim. Até ai, tudo bem. O filme é maravilhoso, dei muitas risadas. De repente, nos quarenta e cinco do primeiro tempo, me deu uma dor de barriga tão forte, tão forte que me fez grudar na cadeira para conter os malditos gases. Eu nem sei como ninguém percebeu. Tentei segurar de todas as formas, mas os gases não me deixavam em paz e a vontade de eliminá-los aumentava. Eu sentia meu estômago revirar.

Cruzava e descruzava as pernas constantemente, tentando conter o furacão que se alastrava em minha barriga. Eu quase nem prestava a atenção no filme, era difícil você rir com uma bomba prestes a estourar. Eu já estava suando frio, ainda bem que o cinema é escuro, imagina se as pessoas vissem minha cara naquela situação. Nem meu irmão percebeu.

Qualquer um poderia pensar: “É só ir ao banheiro”. Até ai tudo bem, o fato era que, eu sou uma pessoa muito tímida e eu nem sabia onde ficava o banheiro. Só que não teve mais jeito, perguntei ao meu irmão onde ficava o banheiro. Ele me disse e eu finalmente tomei coragem e fui. A minha sorte foi que não tinha ninguém no banheiro àquela hora, porque o negócio foi feio, quer dizer, fedido.

Foi um alívio tão grande que você nem pode imaginar. Foi como “dar a luz”. Voltei ao meu lugar como se não tivesse acontecido nada. Pode parecer idiota, mas essa experiência me traumatizou. É difícil hoje em dia eu ir ao cinema. Prefiro assistir em casa, pelo fato de ocorrer novos imprevistos como esse.

Devolve meu dinheiro?

April1

|| DAVI LAGE, leitor do CCR e do blog EhDavi ||
|| Fortaleza - CE - Brasil ||

Vou ao cinema com uma boa freqüência já há uns 10 anos ou mais, pelo menos uma vez ao mês, mas em 2004 ocorreu um episódio incomum e inesquecível. Estávamos eu e minha digníssima namorada na fila do cinema do Shopping Iguatemi olhando as telas com os horários e títulos dos filmes quando eu tive a infeliz idéia de sugerir vermos o filme “Mar Aberto” e, mais infeliz ainda foi o fato dela ter aceitado minha proposta.

Até aí tudo bem, mas quando entramos na sala faltando apenas 5 min para começar o filme veio a nossa surpresa. Havia apenas 4 pessoas na sala. Um casal e mais duas pessoas segregadas, distantes. E foi engraçado, porque parecia que já nos conhecíamos e todos os seis deram uma pequena risada de leve, discreta e descontraída, do tipo: “WTF??!“.

Ok, escolhemos nossas poltronas (que por sinal foi muito difícil visto a grande quantidade de opções), nos sentamos e aguardamos o início dos trailers e conseqüentemente do filme. Nisso entram mais umas 4 pessoas e pronto, sala cheia, 10 pessoas. Trailers “ok” e vamos ao filme.

Ele começa e eis que acontece o “algo incomum e inesquecível”. Todas as 10 pessoas da sala começam a rir com cara de palhaços e se entreolham sem acreditar que pagaram para ver aquilo. Apenas com o olhar fazíamos perguntas uns para os outros do tipo: “É sério? Isso é o filme?“, “É desse jeito mesmo?“, “Nããão, não pode ser“. Pois de fato era! Todas as 10 pessoas riram bastante, e falaram em voz alta algumas coisas desse tipo que acabei de citar.

Ok, não precisa dizer que minha namorada ficou me olhando com cara séria e devia estar comemorando internamente o fato de não ter sido ela quem sugeriu o filme. Eu fui a besta! Assistimos ao “filme”, que não merece nenhum comentário, e confesso que não prestei atenção se ainda havia 10 pessoas na hora de sair da sala, parecia menos. O fato é que todos estavam com cara de frustrados.

Saímos e sem qualquer aviso à minha digníssima eu a “arrastei” até a bilheteria e perguntei à moça/rapaz (não lembro) se eles devolviam o dinheiro em caso de insatisfação. (?!) Sério, eu fiz isso, foi instinto somado com raiva, frustração e sei lá mais o que. Eis que a pessoa me responde apenas com um riso xôxo e pergunta: “Qual filme você assistiu?“. Eu respondi e novamente vem do lado de lá do vidro o resposta/comentário: “Infelizmente não devolvemos o dinheiro senhor, mas você não é a primeira pessoa que assiste a esse filme e vem aqui fazer esta solicitação“.

A essa altura minha namorada já estava com vergonha da minha atitude e eu já estava me conformando com o fato de ter perdido aquele dinheiro. Ainda tentei convencê-la de assistir a outro filme, mas ela não quis. Sem dúvida foi a minha pior ida ao cinema ever. Pior até que assistir “Titanic” com os amigos no chão no cinema velho do Iguatemi, mas isso é outra história.

Cinema Cego!

April1

|| MÁRCIO GOMES SOUSA, leitor do CCR ||
|| Taguatinga - DF - Brasil ||

No dia 7 de março, numa sexta feira, resolvi ir ao cinema do Cinemark, no Taguatinga Shopping. Chegando lá, achei que tinha me dado bem, porque não tinha fila (mal eu sabia que iria ser a minha pior ida ao cinema). Eu estava com vontade de rir um pouco, então escolhi “Espartalhões”. Chegando à maldita sessão faltando 5 minutos para começar o filme, constatei que tinha no máximo 5 pessoas além de mim (beleza, nada de mais), e fiquei escutando aquela musiquinha chata.

O filme começa, mas só até terminar aquelas propagandas sobre o que pode ou não no cinema, inexplicavelmente a luz acende e começa novamente aquela musiquinha. Depois disso demora uns 15 minutos para começar novamente o filme, só que quando começa não tem imagem, apenas áudio. Ai todo mundo começa a xingar e gritar, até que vão reclamar e a imagem finalmente aparece, mas já havia se perdido 30 minutos de filme. Ai volta a musiquinha porque o cara vai colocar no início do filme de novo. Depois de 5 minutos o filme começa com imagem e som, mas o animal do protecionista deixa o projetor um pouco para baixo cortando a legenda (e como eu não tenho domínio do inglês fiquei perdidinho). Depois de mais vaias e xingamentos o protecionista coloca o projetor na posição correta.

Como se não bastasse, o filme era fraco e eu quase não ri.

Escolinha do Barulho

April1

|| RENATO TOMMASIELLO HUNGRIA, leitor do CCR ||
|| Pindamonhangaba - SP - Brasil ||

Todo mundo gosta de assistir a um filme de terror com a turma, não é? Pois então, fomos eu e mais uma turma de 6 amigos assistir ao filme “O Grito 2” no cinema, estavam todos muito ansiosos pois quem não gosta de levar um sustinho as vezes?

Depois de todos comprarem os ingressos entramos na sala e o filme já havia começado (sempre tem um que enrola pra entrar porque fica com medo) e o cinema estava lotado (coisa rara para um cinema de interior), mas conseguimos poltronas boas em uma fileira La no fundo e começamos a assistir. Depois de alguns minutos de filme com a primeira aparição da grande vilã do filme (Kayako, se não me engano), as mulheres do cinema todo gritam desesperadamente, logo após isso as luzes da sala se acendem e uma mulher enfurecida entra na sala e começa a repreender um grupo de pessoas pela gritaria, foi quando nós percebemos que uma escola havia levado os alunos para o cinema e aquela que estava xingando era uma coordenadora. Conclusão, todos que estavam na sala ficaram 10 minutos do filme com a luz acesa porque a “bonitona” tinha que xingar os aluninhos que escolherem um filme “super-educativo” para assistir, depois do “carão”, a mulher foi para outra sala de cinema para cuidar das crianças menores que estavam assistindo “Deu a Louca Na Chapeuzinho”.

Apagaram as luzes e o voltamos a assistir o filme, Kayako aparece mais uma vez e a criançada volta a gritar e lá vem a coordenadora, de novo, acendem as luzes, 10 minutos de blá-blá-blá, ela vai embora, de novo, e podemos assistir o filme calmamente. O filme vai rolando e as crianças começam a conversar, um casal irritado sai da sala e uma lanterninha do cinema entra furiosa, vai até onde eu e meus amigos estavam sentados e começa a nos xingar e enfiar a lanterna na nossa cara mandando a gente parar de conversar porque NÓS estávamos causando muito tumulto, sendo que os verdadeiros culpados estavam sentados bem ao lado, agora se fingindo de santinhos. Tentamos argumentar com a mulher e ela simplesmente não acreditou na gente e ficou o resto do filme na nossa frente com a lanterna ligada na nossa cara praticamente nos proibindo de assistir o filme…

Depois que o filme acabou reclamamos para a outra mulher que trabalhava no cinema e ela nos xingou também, depois dessa tremenda falta de respeito, tanto dos companheiros de sala quanto dos funcionários do cinema, nunca mais voltamos aquele cinema.

Mãe, o que é cabaço?

April1

|| LEONARDO DE PAIVA FERNANDES, leitor do CCR e ouvinte do RapaduraCast ||
|| Campo Grande - MS - Brasil ||

Em plena quarta-feira de férias, combino com minha amiga de assistirmos “Harry Potter e a Ordem da Fênix” no Cinemark, fico por mais de 20 minutos esperando-a, quando me deparo com ela e mais quatro amigas!!!

Cinema lotado, ingressos comprados, enquanto entramos na sala, duas das meninas saíram para comprar algumas coisas, logo na sala tivemos que sentar na frente por falta de lugar, quando as meninas chegam, percebo que a mochila de uma delas esta cheia, quando me deparo com, Coca-Cola 2 litros, bolacha, Cheetos e chocolate, só faltava um franguinho com farofa. O que seria um cineminha a dois, se tornou um piquenique!

Não estava muito a vontade com aquela situação, mas confesso que estava bagunçando também, e foi no meio do filme na cena em que o Harry Potter beija a japonesa, que cochichei para a minha amiga:

- É agora que o Harry perde o cabaço!!!

Nisso um garotinho de uns 9 anos que estava sentado na poltrona de trás pergunta gritando com toda a inocência pra sua mãe:

- Mãe, o que é cabaço???

Naquele momento todos começaram a rir, até algumas pessoas que estavam do lado, as garotas começaram a ter uma crise de riso, e quando olhei para trás só deu pra ver a mãe toda envergonhada olhando pro chão, foi um momento de constrangimento para a mãe, mais muito engraçado, acho que até hoje o garotinho não sabe o que é cabaço, coitado!

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