Dor de Barriga do Inferno!
|| MAÍRA COSTACURTA, leitora do CCR ||
|| Presidente Prudente - SP - Brasil ||
Ir ao cinema é sempre bom, quem não gosta? Principalmente quando é um filme muito esperado. Aconteceu um fato engraçado comigo, o filme era “Piratas do Caribe II – O Baú da Morte”, estava em sua estréia nos cinemas e eu estava super empolgada para assistir a esse filme, principalmente por causa do Johnny Depp.
Fomos eu e meu irmão, era uma linda tarde de sábado. Íamos pegar a sessão das 14:30. A fila não estava grande, esperamos tranqüilamente a nossa vez. Quinze minutos antes de podermos entrar na sala, resolvemos tomar um sorvete de casquinha. Eu, como sempre, demorei a terminar meu sorvete e fui barrada na hora de entrar na sala, tive que esperar até terminar com o sorvete. Meu irmão entrou e guardou um lugar para mim. Até ai, tudo bem. O filme é maravilhoso, dei muitas risadas. De repente, nos quarenta e cinco do primeiro tempo, me deu uma dor de barriga tão forte, tão forte que me fez grudar na cadeira para conter os malditos gases. Eu nem sei como ninguém percebeu. Tentei segurar de todas as formas, mas os gases não me deixavam em paz e a vontade de eliminá-los aumentava. Eu sentia meu estômago revirar.
Cruzava e descruzava as pernas constantemente, tentando conter o furacão que se alastrava em minha barriga. Eu quase nem prestava a atenção no filme, era difícil você rir com uma bomba prestes a estourar. Eu já estava suando frio, ainda bem que o cinema é escuro, imagina se as pessoas vissem minha cara naquela situação. Nem meu irmão percebeu.
Qualquer um poderia pensar: “É só ir ao banheiro”. Até ai tudo bem, o fato era que, eu sou uma pessoa muito tímida e eu nem sabia onde ficava o banheiro. Só que não teve mais jeito, perguntei ao meu irmão onde ficava o banheiro. Ele me disse e eu finalmente tomei coragem e fui. A minha sorte foi que não tinha ninguém no banheiro àquela hora, porque o negócio foi feio, quer dizer, fedido.
Foi um alívio tão grande que você nem pode imaginar. Foi como “dar a luz”. Voltei ao meu lugar como se não tivesse acontecido nada. Pode parecer idiota, mas essa experiência me traumatizou. É difícil hoje em dia eu ir ao cinema. Prefiro assistir em casa, pelo fato de ocorrer novos imprevistos como esse.