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Metamorfose com: Jennifer Connelly
Data de Publicação: 17 de Agosto de 2005
Por: Raphael Santos

No dia 12 de dezembro, no ano de 1970, em Nova York, nascia Jennifer Lynn Connelly, chamada quando criança pelos pais de Jenni. Dessa maneira, veio ao mundo quem hoje é uma grande atriz, com diversas participações nas telonas e de um grande carisma, tanto com o público feminino pela sua competência e chamando a atenção dos homens também por sua espontânea beleza.

Connelly começou sua carreira no show business como modelo aos dez anos de idade. Rapidamente começou a ser procurada por sua beleza e muitas vezes viajou para fora do país, onde acabou estreando como atriz. A atriz principiante conseguiu seu primeiro papel em um episódio da antologia de horror britânica “Tales of the Unexpected”, e logo conseguiu alguns pequenos papeis como no vídeo musical de Duran Duran antes de estrear no cinema. Sua carreira é marcada por diversas participações e aparece quase sempre como destaque quando atua em segundo plano. O que mostra sua competência e pertinência, mesmo não vindo à frente do espetáculo, criando bons ou razoáveis personagens.

Jennifer Connelly estreou no cinema aos 14 anos, em “Era Uma Vez na América” (1984), de Sergio Leone. Nessa época, ela atuou com o pseudônimo de "Jennifer Corvino". No ano seguinte, trabalhou com o mestre italiano do terror, Dario Argento, em “Phenomena” (1985), até então, nada de muito surpreendente notava-se na pequenina atriz.

 

Nada marcante, nada demais. Nessa mesma época, a jovem atriz falava em algumas entrevistas sobre seus sonhos, sobre suas vontades. Gostaria de ser reconhecida como uma atriz versátil, podendo assim ser chamada pra diferentes tipos de produção,da mais bobinha até a maior. Debateu também sua vontade de um dia participar “do filme que fico realmente orgulhosa e que realmente adoro”.

Seguindo a série de um filme por ano, veio em 1986 seu primeiro papel mais notável. Connelly interpretou a adolescente Sarah, forçada a enfrentar o Rei dos Duendes (David Bowie) em “Labirinto” (1986). Esse personagem bem estruturado rendeu-lhe diversos elogios da crítica. Em 1991, estreava sua lista de pares românticos com o herói dos quadrinhos Rocketeer, em filme do mesmo nome e mais tarde atuou no seguimento dessa história apresentada como seriado pela TV.

 

Por falar em pares, a atriz contracenou com Antonio Banderas em “De Amor e Sombras” (1994), o qual é baseado no best-seller homônimo de Isabel Allende, a mesma autora de A Casa dos Espíritos. Nesse filme, dois amantes lutam pelo sonho de liberdade durante a terrível ditadura militar de Pinochet, no Chile dos anos 70. Tudo bem, não foi algo elogiável por parte da atriz, entretanto, algumas cenas, mostram pontas de uma interpretadora promissora das telonas. Nada demais, é fato, pois nem o filme e muito menos Antonio Banderas, cooperaram.

Durante quatro anos de atuações entre medianas e boas nos seguintes filmes: Duro Aprendizado (1995), Far Harbor (1996), O Preço da Traição (1996) e Circulo de Paixões (1997), trabalhou muito bem interpretando Emma Murdoch, no perturbador “Cidade das Sombras” (1998), de Alex Proyas. O elenco da projeção contou com Kiefer Sutherland, mais conhecido por Jack Bauer, protagonizado por quatro temporadas, até o presente momento, em 24 Horas. No elenco também esteve presente, Rufus Sewell (Desafio Radical, Coração de cavaleiro).

 

No ano de 2000 apareceu em “Réquiem para um Sonho”, o que lhe rendeu boa visibilidade (não só por sua indiscutível beleza). Nesse filme, que tem uma visão frenética, perturbada e única sobre pessoas que vivem em desespero e ao mesmo tempo cheios de sonhos, viveu Marion Silver fazendo assim mais um par romântico, desta feita com Jared Leto, que interpretara o viciado em drogas Harry Goldfarb. Ainda pelo seu papel em Réquiem para um sonho (2000), Connelly foi indicada para o prêmio Independent Spirit.

Continuando em 2000, Ruth Klingman, do filme “Pollock” (estréia de Ed Harris como diretor) foi encarnada por Jennifer, mas era uma personagem muito passional do roteiro. Para fechar o ano, a atriz efetuou seu primeiro papel recorrente na televisão, no seriado “The $treet”.

 

Ainda faltava na carreira da atriz aquele filme que você pudesse indagar em uma roda de conversa: - Ei amigo você conhece a Jennifer Connelly” do “Filme Tal”? O que não demora a acontecer. Em “Uma Mente Brilhante (2001), ela interpreta Alicia Nash, esposa do matemático esquizofrênico John Nash. O filme é grandioso, Russell Crowe também, e Jennifer não se deixa ofuscar por seu colega de cena e cria uma personagem igualmente forte e comovente, já que sua Alicia Nash é uma mulher determinada a apoiar o marido de todas as formas – mesmo que isso signifique viver em constante estado de tensão, o que é justamente por esta razão que sua participação torna-se mais efetiva a partir do momento em que a doença do matemático é descoberta. Esta é sua primeira indicação ao Oscar.

Eis que no ano de 2003 e, recordando seus tempos de Rocketeer, Jennifer encara um novo papel de adaptação dos quadrinhos. Desta feita, surge em “Hulk” (2003) para tentar fazer um bom personagem em um roteiro fraco. Nesta produção, tenho que simplesmente elogiar a beleza da atriz, me desculpe. Como se não fosse pouco teve que aturar ser namorada do protagonista verde.

 

Então, para salvar sua última aparição e demonstrar sua versatilidade nas telonas, Jennifer Connelly encara Kathy em Casa de Areia e Névoa (2003), uma ex-alcoólatra que, depois de ser abandonada pelo marido, é surpreendida por uma notificação de que sua casa será leiloada para pagar impostos de sua empresa.

Em 2002, Hideo Nakata dirigiu um longa, o qual fora refilmado por Walter Sales. O nome do filme é “Água Negra” (2005). Nele, Jenni trará para sua lista de personagens uma mãe que após conseguir a custódia da filha, foge do pai da garota se escondendo em um prédio abandonado. Mas em vez de encontrarem paz, as duas são assombradas pelo fantasma de uma menina cuja família ali morava.

 

Não podemos tratar Jennifer Connelly como uma queridinha da América, até porque apresentou um leque de gêneros nos personagens interpretados por ela em toda sua carreira. Jennifer é, foi e será aclamada por sua: beleza, astúcia, criatividade e fôlego. Afinal, haja gás para enfrentar gravações de seguidas de diferentes filmes e algumas participações em seriados de televisão. Mas nem pense que ela se da por contente, já que em entrevista a um talk show, afirmou ser esse seu ritmo normal e mandou um recado para seus admiradores: “Muito mais está por vir!”.

 
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