SEJA UM RAPADURA | Login                 Atualize o portal Cinema com Rapadura segurando o botão CTRL + F5

Situe-se: Brasil, 09 de Janeiro de 2009     


Portal Cinema com Rapadura

   www.cinemacomrapadura.com.br


Metamorfose com: John Leguizamo
Data de Publicação: 03 de Maio de 2006
Por: Raphael Santos

John Leguizamo nasceu em Bogotá, Colômbia, em 22 de julho de 1964, e imigrou para os Estados Unidos com sua família quando tinha quatro anos de idade. Decidido pela carreira de atuar, estudou tal oficio na New York University, com o legendário Lee Strasberg. Logo quando novo, se destacava nas salas de aula por ser o mais comunicativo e era sempre chamado para estar à frente da turma quando se precisava de algum recado oral. Dentro da universidade escreveu uma peça, a qual mais tarde foi exposta e aplaudida por muitos, até pelos já famosos que lecionavam no curso.

Leguizamo começou sua carreira nos clubes noturnos de Nova Iorque. Ele fazia pequenos shows solos, todos revelando sua capacidade perante a arte de fazer humor. Era um comediante de fato. Tinha o poder de causar alegria a todos que o assistiam, os quais comentavam para um e outro sobre o que haviam visto e, rapidamente, John foi ganhando status e mais status, tornando fácil seu ingresso na televisão, onde estreou no seriado “Miami Vice” de 1986.

Paulatinamente, John ia ganhando seu espaço no mundo artístico. Em 1989, resultando de seu sucesso na TV, fez um papel curto em ‘Casualities of War’, conhecido no Brasil por “Pecados de Guerra”, filme muito elogiado pelos críticos. O longa é baseado numa história verdadeira de um esquadrão de soldados mantidos sob fogo inimigo num pântano durante a guerra do Vietnã. Contou com Michael J. Fox, vindo de ‘De Volta para o Futuro’, e Sean Penn no elenco. Ainda aparecendo pouco, John, no ano seguinte, participou de Duro de Matar 2 (1990).

No ano seguinte, 1991, mostrou-se em “Uma Segunda Chance”. Sua atuação resumiu-se em ser um ladrão, dando um tiro na cabeça de Henry (Harrison Ford), que sobrevive, mas perde sua memória. Esse seu tempo de surdina acabara, pois no mesmo ano interpretou o porto-riquenho Johnny na comédia “Uma Noite Diferente”, filme que mostrou as peripécias de quatro jovens porto-riquenhos e afro-americanos na noite de Manhattam.

 

Posterior a sua real estréia no cinema, o colombiano resolveu inovar. Lançou um espetáculo chamado “Mambo Mouth”, onde interpretava sete estilos diferentes de latinos. Uma comédia pra ser assistida, a qual ganhou espaço na HBO e elevou de vez a carreira do jovem ator. Posteriormente afastou-se um pouco dos cinemas e firmou-se em vários seriados, ganhando diversos prêmios e sendo aclamado por sua total desenvoltura.

Voltando ao cinema, participou em poucas cenas de “Pagamento Final” (1993), grandioso filme de ação dirigido pelo aclamado Brian DePalma. Nele, o vencedor do Oscar Al Pacino é um ex-chefão da droga lutando para escapar de seu violento e traiçoeiro passado. Libertado da prisão por seu advogado viciado em cocaína (Sean Penn), Carlito Brigante (Pacino) surpreende o submundo local quando jura levar uma vida correta. Trabalhando como gerente de uma fervilhante casa noturna, ele procura a ex-namorada (Penelope Ann Miller), e reata o romance com a promessa de ser um cara limpo. Mas os sonhos de Carlito são arruinados por seus antigos camaradas e jovens ambiciosos que lutam por um lugar de destaque no mundo do crime.

No ano de 1995, fez o que seria o personagem marcante de sua carreira, na adaptação de “Super Mario Bros”. (1995), talvez o game mais conhecido no mundo, para o cinema. John fez Luiggi, o companheiro do gorduchinho Mario (Bob Hoskins) em suas aventuras. Uma atuação muito boa, comparando-se ao roteiro fraco (mesmo que animado) do longa, que

Seu lugar favorito mesmo parecia ser a TV, pois volta e meia ele retornava para tal. No seriado ‘House of Buggin’, criou outro divertido personagem. Sua carreira só salientava lucros e mais lucros. Ainda no mesmo ano, fez Chi-Chi Rodriguez em “Para Wong Foo, Obrigada Por Tudo!” (1995). Filme fraquíssimo, não ofuscando o bom personagem do ator; interpretando um latino hilário com trejeitos homossexuais, sendo nomeado para o Globo de Ouro.

 

Leguizamo cada vez mais proliferava sua carreira. No ano de 1996, o comediante fez “O Peste” (1996), um amalucado latino que está prestes a se tornar uma presa humana. O Peste demonstra nesta hilariante e incansável caçada - que vai desde uma ilha privada de um neonazista até as ruas de Miami South Beach - várias etnias diferentes, além de suas atuações solas totalmente cômicas.

Para comprovar de vez sua competência, apresenta-se em “Romeo + Julieta” (1996), como Tybalt, revelado-se mais uma vez hilário, mesmo com um personagem pouco tendencioso. Estrelando Leonardo DiCaprio (A Praia) e Claire Danes (Mod Squad), o filme retrata uma versão contemporânea da obra de Sheakeaspeare, Romeu e Julieta, os jovens predestinados amantes do passado.

 

Logo mais (lê-se 1997), encarnou um de seus mais cômicos papéis. O ‘palhaço’ Violador, personagem dos quadrinhos de Spawn, no filme de mesmo nome. Foi uma desenvoltura exemplar, digna de muitos elogios e apreciado até hoje. O personagem ficou mais lembrado até do que o protagonista, de tantos risos que ele conseguiu retirar dos expectadores. Vale ressaltar que John estava sob uma pesadíssima maquiagem, o que, de maneira alguma, ofuscou seu brlho.

No intercalo entre os anos de 1997 e 2002, viveu Toulouse-Lautrec no aclamado musical ‘Moulin Rouge - Amor em Vermelho’. Dirigido novamente por Baz Luhrmann (havia sido antes em Romeu + Julieta), o ator mantém um equilíbrio quando em cena. O musical retrata Christian (Ewan McGregor) chegando a Paris em busca de seu sonho, torna-se um grande escritor. Enfrentando sua família e todos os preconceitos contra os escritores, geralmente tachados como vagabundos, ele decide entrar no Moulin Rouge, uma boate famosíssima do local, onde todos pagam por sexo, bebidas e diversão, com a proposta de realizar uma peça.

 

O ator, comediante, escritor, showman, John Leguizamo estendeu um prazeroso currilum ao colocar sua voz em um dos ratinhos do filme Dr. Dolittle (1999). No ano de 2002 repetiu a dose, dessa vez mais aclamada. Deu vida às cordas vocais do animadíssimo bicho preguiça Sid em “A Era do Gelo” (2002), sendo deveras elogiado e participando como dublador em diversos outros desenhos de animação e alguns games. Reencarnando o bicho-preguiça Sid, virá às telonas novamente com o mesmo em “A Era Do Gelo 2”. Efeito Colateral (2002), também contou com a participação de John, que fez novamente um latino; Felix Ramirez. Efeito Colateral não teve efeito algum enquanto em cartaz. O filme traz Arnold Schwarzenegger (Gordon Brewer), um bombeiro que perde sua esposa e filho em um atentado terrorista e resolve partir para a vingança, se envolvendo em um complicado jogo que o leva até a Colômbia, cenário no qual aparece nosso metamorfoseado da vez.

O ano de 2002 foi mesmo corrido para o ator, pois surgiu em mais um filme, dessa vez no fraco “Império” (2002). Leguizamo assumiu o papel Victor Rosa, o braço direito de La Colombiana (Isabella Rossellini), a chefona do tráfico de drogas no Bronx. Ele recebe constantemente os apelos de sua namorada, Carmen (Delilah Cotto), para que largue o tráfico e mude de vida, já que a mãe dela (Sônia Braga) o odeia. Victor decide então buscar outras formas de investimento, que lhe permitam seguir a vida, e acaba se aproximando de Jack (Peter Sarsgaard), um jovem negociante que o convence a aplicar na bolsa de valores de Wall Street. Talvez pelo elenco muito fraco e por falta de liberdade, John não agradou de forma alguma nessa projeção.

 

Após o fracasso em sua ultima roupagem de personagem, ficou afastando um pouco dos cinemas, voltando ao recinto onde fora mais reconhecido: a TV. Nela participou de dois seriados Point of origin e no saudoso Undefeated. Em ambos, o comediante fez sua parte, não agradando e nem desagradando.

Novamente nas telonas, John aparece no pouco empolgante “Assalto à 13ª DP” (2005). Uma película de ação recebendo em seu elenco nomes como: Ethan Hawke (Dia de Treinamento) e Laurence Fishburne (O Morpheus do aclamado Matrix). O primeiro é Jake Roenick, um tira que na noite de natal precisa organizar os policiais em plantão, que vigiam os presos do local. Até que surge a ameaça de uma gangue, que pretende invadir o distrito policial para resgatar Marion Bishop (Laurence Fishburne), seu líder. A possível invasão faz com que policiais e bandidos tenham que se unir para enfrentá-los. No longa, John é um dos muitos rostos que aparecem e agrada, não deixando descontinuidade no elenco.

Fechando o ano e sua filmografia, até o dado momento, apresenta-se em “Terra dos Mortos”. Mesmo não sendo um papel principal, John tem importante participação na trama. Conduz um personagem rebelde e garotão, de maneira simples e direta. Agrada sim e é digno de encômio, entretanto de forma um tanto quanto reservada. É abordado na celulose dirigida pelo mestre dos filmes desse gênero George A. Romero uma trama onde os zumbis tomaram o controle do planeta e, os poucos humanos que conseguiram sobreviver, vivem agora em uma cidade cercada por muros, que impedem a invasão dos mesmos.

 

Em 2006, ele volta a dublar a preguiça gigante Sid, na continuação do sucesso "A Era do Gelo", dirigido pelo brasileiro Carlos Saldanha. Desta vez, a era glacial está chegando ao fim e, com isso, surge em todo lugar gêiseres e verdadeiros parques aquáticos. O mamute Manfred, o tigre Diego e o bicho-preguiça Sid logo descobrem que toneladas de gelo estão prestes a derreter, o que inundaria o vale em que vivem. Com isso, o trio de amigos precisa correr para avisar a todos do perigo e ainda encontrar um local em que não corram riscos.

 

Um comediante latino, de fala rápida e personagens bem feitos, algumas vezes arranca risadas com suas caras e bocas hilárias e outras com diálogos efeituosos. Um ator de mão cheia que pode variar entre comédias do gênero pastelão até um papel mais sério e, como demonstrou em alguns filmes, pode encarnar um personagem mais centrado com uma pitada de graça, sem expor de forma errônea a verdadeira feição do papel resignado.

 
   PAPÉIS DE PAREDE DA METAMORFOSE
 
 
   INSTRUÇÕES

Para colocar o papel de parede desejado na sua área de trabalho você deve clicar no link de acordo com sua resolução. Ao clicar, o papel de parede irá aparecer em uma nova janela. Quando terminar o carregamento da imagem, clique com o botão direito em cima dela e escolha a opção: Definir como Plano de Fundo / Papel de Parede" ou "Set as Wallpaper.

 
   ATUANDO
   PRODUZINDO
 

Conhece um artista que caberia como uma luva nesta seção? E não tem nada sobre ele aqui ainda? Mande-nos um e-mail com sua sugestão e colabore com a nossa seção.



 


O Cinema com Rapadura 2.0 é melhor visualizado com a resolução 1024x768 e com um navegador atualizado.
Este portal está hospedado na ArgoHost.net - www.argohost.net- Hospedagem web com facilidade

CopyRight ® www.cinemacomrapadura.com.br - 2004-2007 - Brasil - Todos os Direitos Reservados
Todo material publicado no portal e que tem como autor algum membro ou ex-membro da equipe é de propriedade do portal
Cinema com Rapadura e só pode ser reproduzido com autorização por escrito da direção do portal.