SEJA UM RAPADURA | Login                 Atualize o portal Cinema com Rapadura segurando o botão CTRL + F5

Situe-se: Brasil, 09 de Janeiro de 2009     


Portal Cinema com Rapadura

   www.cinemacomrapadura.com.br


Metamorfose com: Juliette Binoche
Data de Publicação: 24 de Dezembro de 2005
Por: Beatriz Saldanha

Até os que se dizem menos fãs do cinema francês já tiveram a oportunidade de emocionar-se com o sorriso triste de Juliette Binoche. Ela é uma das maiores atrizes do panorama cinematográfico mundial, e já estrelou produções das mais diversas. A atriz já foi dirigida por cineastas de carreiras indiscutíveis, como Jean-Luc Godard, Louis Malle, Krzysztof Kieslowski, entre outros. Juliette estava um pouco afastada das produções européias, sendo bastante cotada por Hollywood, até que fora convidada pelo cineasta austríaco Michael Haneke (de “A Professora de Piano”, “Violência Gratuita”) para atuar em seu novo filme, “Hidden” (ainda sem título em português), que lhe deu o prêmio de Melhor Diretor em Cannes.

Juliette Binoche nasceu no dia nove de março de 1964, em Paris. Os seus pais separaram-se quando ela tinha apenas dois anos, e como sua mãe era um pouco ausente, aprendera a ter independência desde cedo. Filha de dois artistas, ela começou precocemente a sua carreira de atriz. Apoiada pela família, Juliette teve a oportunidade de estudar no Conservatório de Paris e na Escola de Arte Dramática de Paris, por onde é formada. Juliette tornou-se mundialmente conhecida em 1988, após a sua atuação em “A Insustentável Leveza do Ser”, filme baseado no livro de Milan Kundera. Juliette concorrera a diversos grandes prêmios internacionais, e conquistou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por “O Paciente Inglês”. Boatos afirmam que a moça é exigente na hora da escolha de seus papéis. E contam mais: ela recusou um convite de Steven Spielberg, para “Parque dos Dinossauros”, brincando que só atuaria em tal filme se aparecesse como um dos monstrengos assustadores. A verdade é que ela estava em processo de gravação do filme “A Liberdade é Azul”, de Kieslowski. Contam também, que ela não permitiu nem que o diretor Brian De Palma lhe enviasse uma cópia do roteiro de “Missão Impossível” (sobrou para Emmanuelle Béart!). A atriz é uma das maiores preciosidades da França, sendo apelidada carinhosamente de “La Binoche”.

A estréia de Juliette no cinema fora no filme “Liberty Belle” (sem título em português), em 1982. Em 1985, ela atua em “Je vous salue, Marie” (também sem título em português. Significa algo como “Eu vos saúdo, Maria”). O filme de Jean-Luc Godard tivera uma estréia bastante polêmica, e foi proibido em diversos países, inclusive no Brasil, alegando que a obra era uma ofensa às crenças católicas. “Je vous salue, Marie” divide-se em duas estórias. A primeira delas mostra um taxista e sua esposa, que recebe de um anjo a notícia de que está grávida. O marido acha que foi traído, mas acaba tendo que aceitar a gravidez inesperada. Na segunda estória, Godard mostra um professor que tem com uma aluna, além de discussões filosóficas, relações sexuais. Três anos mais tarde Juliette atua em “A Insustentável Leveza do Ser”, baseado na obra literária de Milan Kundera. Porém, nesse espaço de tempo, ela atua em “Sangue Ruim”, onde conhece Léos Carax, diretor do filme, homem que fora seu marido por sete anos. Em “A Insustentável Leveza do Ser”, Juliette tornou-se conhecida e admirada mundialmente, interpretando Tereza, uma das mulheres com quem o promíscuo médico Tomas (Daniel Day-Lewis) envolve-se. O filme concorreu aos Oscar de Melhor Fotografia e Melhor Roteiro Adaptado.

 

No maravilhoso “Os Amantes de Ponte Neuf”, também de Léos Carax, Juliette vive Michele, uma pintora que, ao passar por uma crise romântica, resolve ir embora de casa e viver nas ruas para que possa dar o máximo de si em sua arte antes que uma doença crônica acabe de vez com a sua visão. Alex (Denis Lavant) também vive nas ruas de Paris e ganha a vida fazendo espetáculos circenses. Os dois conhecem-se durante uma noite na ponte mais antiga da cidade, a Ponte Neuf, e passam a viver uma relação de interdependência e a gozar dos prazeres da vida em meio a uma Paris nostálgica, cheia de cores e sons de violino. Novamente baseando-se em uma obra literária, Juliette é dirigida em uma segunda versão cinematográfica de “O Morro dos Ventos Uivantes”. Todos conhecem a estória de Heathcliff (Ralph Fiennes) e Cathy (Juliette Binoche), dois irmãos adotivos que se apaixonam um pelo outro. Porém, Cathy casa-se com outro homem, e o seu irmão não aceita o fato, voltando mais tarde em busca de vingança. Esta adaptação da obra de Emily Brontë não agradou tanto à crítica e ao público quanto a versão antiga feita para o cinema.

 

Dirigida por Louis Malle (por quem o nosso Glauber Rocha cultivava grande antipatia), em 1992, Juliette atua em “Perdas e Danos”, ao lado de Jeremy Irons, com quem contracenou em diversas cenas tórridas de sexo. No filme, Juliette é a noiva do filho de Irons. Como desgraça pouca é bobagem, nora e sogro começam a sentir-se atraídos sexualmente, e logo esse sentimento torna-se uma obsessão para ambos. No ano seguinte, Juliette tem a oportunidade de trabalhar na obra-prima de Krzysztof Kieslowski, “A Trilogia das Cores”, composta pelos filmes: “A Liberdade é Azul”, “A Igualdade é Branca” e “A Fraternidade é Vermelha”. Juliette ganha o papel principal no primeiro filme da trilogia, e faz participações pequenas, porém bastante significativas, nos dois filmes seguintes. Em “A Liberdade é Azul” Juliette é Julie, a esposa de um instrumentista famoso. Em um trágico acidente, Julie perde marido e filha, e não vê mais sentido algum em viver. Ela tenta isolar-se dos fantasmas de seu passado, mas acaba torturando-se com isso, e a tendo de aprender a conviver com eles. O primeiro filme da trilogia foi mais do que premiado em todo mundo e até hoje é cultuado como um dos melhores filmes do cinema.

 

Em 1995 Juliette atua em “O Cavalheiro do Telhado e a Dama das Sombras”. O filme conta a estória de um homem foragido do exército e de uma mulher misteriosa, que também possui algo a esconder. Os dois juntam os interesses e refugiam-se da adversidade que os persegue. Foi durante a produção deste longa-metragem que La Binoche conheceu, enamorou-se e teve o deleite de casar-se com o belo Olivier Martinez (de “A Camareira do Titanic”, “Infidelidade”). Novamente atuando ao lado de Ralph Fiennes, Juliette atua em “O Paciente Inglês”, filme que confirmou a sua fama internacional e lhe rendeu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. O filme é ambientado na Itália da Segunda Guerra Mundial, e Juliette interpreta uma enfermeira canadense que cuida de um piloto de avião que perdeu a memória e teve o rosto desfigurado em um acidente. Fora o Oscar da nossa homenageada, o filme levou mais oito estatuetas para casa.

 

Numa co-produção entre França e Espanha, La Binoche nos aparece em “Alice e Martin”. Ela interpreta uma violinista que se apaixona por Martin, um recém-chegado em Paris. Os dois passam a viver um relacionamento firme, mas ambos possuem problemas sérios. Ela, talvez não tanto quanto ele, já que confessa que cometera um crime. Resta à Alice ajuda-lo a recuperar-se desta culpa, de qualquer forma. Em “A Viúva de Saint-Pierre”, ambientado numa ilha da América do Norte de 1850, um homem é condenado à morte por assassinato. Enquanto aguarda a execução, Madame La (Juliette) e seu marido (Daniel Auteuil) ocupam-se em convencer a população do contrário, de que o homem não deve ser morto.

 

Em “Chocolate”, ao lado do “muso” Johnny Depp, La Binoche interpreta Vianne, uma doceira que se muda para uma pequena cidade francesa com a filha. Os seus chocolates são um deleite em questão de sabor e quase que mágicos, pois possuem diversos efeitos adequados ao problema de cada consumidor. Como nem tudo são flores, a cidade é purista o suficiente para proibir a venda dos doces, alegando que uma mãe solteira, que trabalha aos domingos e vende o pecado da gula não pode ser boa gente. Johnny entra na estória como um cigano, um dos poucos habitantes da cidade que ajudam Vianne a encarar estes problemas. Em “Fuso Horário do Amor”, Rose (Juliette) e Félix (Jean Reno) são dois tipos completamente diferentes, que se encontram por acaso num aeroporto de Paris. Ela terminou mal um relacionamento e quer viajar para o México, na classe econômica, para se recuperar. Ele pretende correr atrás da mulher que acha que ama e para isso tem um bilhete de primeira classe de Nova York para Munique. Ela é extrovertida, enquanto ele é triste e calado. Ambos estão presos no aeroporto e tentam resolver suas viagens em meio a cancelamentos e atrasos, quando se conhecem melhor. É quando Félix encontra em Rose o estímulo para tirar sua vida do marasmo.

 

Em “Palavras de Amor” ela interpreta uma mulher que vê sua família desmoronando, já que seu marido (Richard Gere) se esconde do casamento ajudando a filha a vencer um concurso de ortografia e seu filho está prestes a fugir de casa para se unir a uma seita. Ainda em 2005, ela fez Anne Laurrent, em “Cachê”. Um dia Georges (Daniel Auteuil e sua esposa Anne (Juliette Binoche) recebem uma fita de vídeo com imagens de sua casa, que fora filmada por uma câmara instalada na rua. Depois disso começam a receber desenhos sinistros. Assustado, o casal tenta descobrir o autor daquelas misteriosas ameaças que perturbam a paz de sua família. Logo percebem que quem os persegue conhece mais sobre o seu passado do que eles poderiam esperar.

 

Sempre por trás de uma boa trama está La Binoche, como é carinhosamente chamada por seus conterrâneos. Com seu rostinho angelical e expressivo, com o seu sorriso triste, por mais paradoxal que possa parecer, ela ganha o mundo cinematográfico. Juliette não é apenas a atriz francesa mais bem paga da atualidade, ela é uma das melhores atrizes vivas em atividade.

 
   PAPÉIS DE PAREDE DA METAMORFOSE
 
 
   INSTRUÇÕES

Para colocar o papel de parede desejado na sua área de trabalho você deve clicar no link de acordo com sua resolução. Ao clicar, o papel de parede irá aparecer em uma nova janela. Quando terminar o carregamento da imagem, clique com o botão direito em cima dela e escolha a opção: Definir como Plano de Fundo / Papel de Parede" ou "Set as Wallpaper.

 
   ATUANDO
 

Conhece um artista que caberia como uma luva nesta seção? E não tem nada sobre ele aqui ainda? Mande-nos um e-mail com sua sugestão e colabore com a nossa seção.



 


O Cinema com Rapadura 2.0 é melhor visualizado com a resolução 1024x768 e com um navegador atualizado.
Este portal está hospedado na ArgoHost.net - www.argohost.net- Hospedagem web com facilidade

CopyRight ® www.cinemacomrapadura.com.br - 2004-2007 - Brasil - Todos os Direitos Reservados
Todo material publicado no portal e que tem como autor algum membro ou ex-membro da equipe é de propriedade do portal
Cinema com Rapadura e só pode ser reproduzido com autorização por escrito da direção do portal.