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Metamorfose com: Richard Gere
Data de Publicação: 24 de Dezembro de 2005
Por: Raphael Santos

Nascido na Filadélfia, EUA, Gere abandonou o segundo ano do curso de Filosofia na Universidade de Massachusets para batalhar na carreira artística. Como muitos atores famosos, Richard tem uma bela lista de ex-companheiras, onde nela, podemos ver inclusive uma brasileira. Encabeçada pela top model Cindy Crawford, a lista de ex-mulheres do galã inclui a milionária Diane Von Fustenberg, a atriz Penelope Milford e a artista plástica brasileira Sylvia Martins, com quem esteve aqui, no Brasil.

Quando adolescente, Gere era trompetista, maluco por Miles Davis, de quem ficou amigo. Para conferir o trompetista Gere, a dica é o filme Cotton Club. Além de Miles Davis, ele tem outros ídolos, no caso, entre os seus preferidos, estão o guitarrista Steve Ray Vaughan, a cantora Aretha Franklin, o ator Robert De Niro e seu grande amigo Van Morrison.

Todo ator é vítima de boatos, isso é verdade, mas um pegou Richard de jeito. A imprensa chegou a dizer que o casamento com Cindy Crawford, que durou de 1991 a 1995, era só fachada. Tudo porque no começo da carreira ele fez o homossexual no campo de concentração no famoso espetáculo “Bemt”. Hoje a cena pertence ao passado e nenhum repórter se atreveu a voltar o assunto quando em uma entrevista, foi indagado se ele era gay e como se sentia em ser um objeto sexual. O que Richard Gere fez? Simplesmente tirou as calças.

Voltando para o assunto que nos interessa, o ator primeiramente apareceu nas telonas em “Vingança Fulminante”, de 1975, e a partir daí, atuou em filmes que não vingaram, todos na década de 80. Com exceções feitas a “A Força do Destino” e “O Gigolô Americano” (este último o ajudou a se tornar mais conhecido). A onda de filmes fracos só foi quebrada mesmo em 1990, com o sucesso “Uma Linda Mulher”, em que atuou ao lado de Julia Roberts e voltou a atuar em outras produções dez anos depois. No conhecido filme, ele vive o empresário Edward, que está cansado e desiludido. Um dia acaba contratando Vivian (Julia Roberts), uma bela e bem-humorada prostituta, para ser sua acompanhante por uma semana. O acordo, que parecia ser perfeito para ambos, acaba virando um problema quando descobrem que estão perdidamente apaixonados. O papel de Julia valeu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz.

Saindo de um romance e indo para algo bem contraditório, vemos Richard em “Justiça Cega”, um filme policial. Gere contracena com Andy Garcia e Nancy Travis e é dirigido por Mike Figgis. No filme, Raymond Avila, detetive da divisão de assuntos internos da polícia de Los Angeles, é destacado para investigar a conduta suspeita do policial Van Stretch, seu antigo colega na academia. Juntamente com sua parceira de trabalho, Amy Wallace, Avila descobre que Stretch é corrupto e viciado em cocaína. A partir daí toda a trama é desenrolada.

 

Em “Rapsódia em Agosto”, Gere faz um filme cuja história é um panorama sobre os laços familiares e os traumas da bomba atômica no Japão. Quatro adolescentes vão morar com a avó, Kane (Schiko Murase), em Nagasaki. Os jovens ouvem a versão da avó sobre o ataque ocorrido em agosto de 1945. Mais tarde, um sobrinho americano de Kane (Richard Gere) chega a Nagasaki para conhecer seus parentes nipônicos e, agora, os jovens têm a oportunidade de conhecer o outro lado da história, também marcada pela dor e pelo arrependimento.

Ainda no mesmo ano, 1991, estrela o suspense “Desejos - Alguém Foi Seduzido”, onde Issac Barr (Richard Gere) é um famoso psicanalista que deixa a ética de lado e se envolve com Heather (Kim Basinger), a sensual irmã de uma paciente complicada, que é estrelada pela famosa atriz Uma Thurman (Kill Bill I e II).

 

Dois anos mais tarde faz o fraco “Sommersby - O Retorno de um Estranho”, um romance, tendo como par a atriz Jodie Foster (Plano de Vôo). Mas, ainda no mesmo ano, aparece mostrando versatilidade com um papel de maníaco depressivo em “Mr. Jones”. Richard é o próprio Mr. Jones, um personagem de quarenta anos que alterna frases de feliz euforia e de triste depressão. Acostumado a esse ritmo, ele recusa tratar-se. Mas, numa dessas euforias, Mr. Jones acaba internado em um hospital psiquiátrico. Lá ele conhece a Dra. Libbie Bowen (Lena Olin) dando início a um envolvimento.

Interpretando Vincent, um bem-sucedido arquiteto que leva uma vida regrada ao lado da bela esposa Sally, Gere contracena com outro “peso pesado” de Hollywood. Desta feita, Sharon Stone, que faz o papel da sua esposa, Sally.

 

Depois de cinco anos inativo no cinema, Richard reaparece na boa história de Lancelot, um cavaleiro da Távola Redonda de Rei Arthur. O filme é uma releitura de Arthur e os cavaleiros onde Sir Lancelot (Richard Gere) está tentando roubar a jovem esposa do Rei Arthur (Sean Connery). A história é focada no triangulo amoroso, aonde o velho rei não quer perder o amor nem o poder, a jovem esposa fica dividida entre a lealdade ao marido e o amor por um homem mais novo, e o jovem guerreiro que apesar de ser leal ao seu rei não quer perder seu verdadeiro amor.

Dirigido por Gregory Hoblit e dividindo a tela com Edward Norton, em o galã trabalha em “As Duas Faces de um Crime”. Ele interpreta Martin Vail, um brilhante e audacioso advogado que aspira a fama. Quando Aaron Stampler (Edward Norton), um coroinha de Kentucky, é acusado do assassinato de um arcebispo de Chicago, Martin resolve defendê-lo pois vê neste caso a sua grande chance dando um desenrolar a trama toda.

 

O ano é 1997 e o filme (Justiça Vermelha) é mais uma fez um drama, onde Jack Moore (Richard Gere), é um advogado americano que está na china negociando a entrada de programas americanos por satélite. Ele acaba a noite com Hong Ling (Jessey Meng), uma bela modelo chinesa. Ao acordar, Hong Ling está morta e ele é acusado do assassinato. Em um país aonde a lei é injusta com estrangeiros Jack tem que lutar para provar sua inocência.

Voltando a plano de destaque, contracena com Bruce Willis em “O Chacal”. No filme, Bruce interpreta o Chacal, um assassino profissional, mestre em disfarces, que é contratado pela máfia russa para vingar a morte de um importante membro da organização. O FBI acredita que o Chacal irá matar um agente americano e procura a ajuda de Declan Mulqueen (Richard Gere), um ativista do IRA que está cumprindo pena em uma prisão e o único que já esteve frente a frente com o assassino.

 

Mas o papel forte do ator são mesmo os romances e dramas. Dez anos depois do filme Uma Linda Mulher, há o Reencontro dos astros Julia Roberts e Richard Gere. O filme é “Noiva em Fuga”. No mesmo ano ainda volta a cena com “Outono em Nova York”. Nele, Will Keane (Richard Gere) é um experiente playboy cinqüentão que, apesar de sair com várias mulheres, não consegue ter um relacionamento duradouro. Mas isso até ele conhecer Charlotte Fielding (Winona Ryder), uma mulher bem mais jovem que ele. O choque de gerações torna este relacionamento diferente, surgindo um amor intenso fazendo com que o cinquentão reveja suas idéias sobre as mulheres, responsabilidades e romance.

 

Na fraca comédia “Dr. T e as Mulheres” vemos a estória do Dr. Sullivan Travis (Richard Gere), um ginecologista bem-sucedido que tem uma vida tranqüila, mas isso até a cunhada se mudar para sua casa com as três filhas. Para esquecer os problemas, Dr. Travis vai ao clube jogar golfe e atirar. Lá, ele conhece Bree (Helen Hunt), que muda radicalmente sua vida.

Depois da fraca comédia, Richard em 2002 estrela o bom filme “Infidelidade”. No filme, Connie Sumner (Diane Lane) casualmente conhece o francês Paul Martel (Olivier Martinez) durante uma ventania. A atração é mútua. O problema é que ela é casada com Edward Sumner (Richard Gere) e leva uma vida bastante confortável e previsível ao lado do esposo. Mesmo assim, os dois engatam um caso extraconjugal ardente. O problema é que o marido anda desconfiado da mudança de comportamento da mulher e contrata um detetive particular para descobrir se Connie o está traindo.

 

2002 foi mesmo um ano cheio para o ator, pois ele ainda trabalha nos bons “A Última Profecia” e “Chicago”. O primeiro é baseado no livro homônimo de John A. Keel, que investigou aparições de discos voadores na região onde o filme foi feito. Depois da morte misteriosa de sua esposa, o jornalista John Klein (Richard Gere) abandona o trabalho para investigar estranhos fenômenos em uma pequena cidade da Virginia - entre eles, o aparecimento de uma criatura voadora gigante, Mothman.

No segundo, conhecido por muitos, Velma Kelly (Catherine Zeta-Jones) está no auge da carreira e é a sensação do nightclub onde trabalha. Quando mata seu marido, entra para uma seleta lista de assassinas de Chicago, que é controlada por Billy Flynn (Richard Gere), um advogado esperto que sempre tenta tirar proveito de tudo.

 

Em “Dança Comigo?”, uma refilmagem do filme japonês “Dança Comigo?” (1996), John Clark (Richard Gere), especialista em testamentos, leva uma vida rotineira do trabalho para casa e de casa para o trabalho. Apesar de amar sua mulher, Beverly (Susan Sarandon), e seus filhos, John sente que algo está faltando em sua vida. O curioso não é nem a sinopse, mas o fato de Richard interpretar mais uma vez um advogado. Se você notar bem, na maioria dos seus filmes, Richard se apresenta no papel de tal.

No segundo semestre de 2005, podemos ver Gere em mais um drama, mas dessa vez não é como advogado. No filme “Palavras de Amor” Eliza Naumann (Flora Cross) tem 11 anos e vem de uma família incomum: todos descontam suas frustrações emocionais de formas secretas. Quando Eliza começa a vencer concursos de soletrar palavras, a dinâmica da família vai abaixo: segredos guardados há muito tempo vêm à tona, especialmente relacionados ao renascimento espiritual de seus pais, Saul (Richard Gere) e Miriam (Juliette Binoche). Enquanto Eliza chega perto de vencer o campeonato nacional, a família Naumann entra em uma espiral de surpresas e incertezas.

 

Além da carreira cênica, Gere também cuida de seu lado politizado e nunca deixou de participar das coisas que considera relevantes. É ativista da Anistia Internacional e foi a Kosovo com a organização para ajudar os refugiados da Guerra. Também não abandona o lado espiritual. Budista há duas décadas, o ator conhece Dalai Lama e já foi várias vezes ao Tibete, Índia, Mongólia e Nepal, onde tirou muitas fotos e, com a autorização dos países, expôs nos EUA. É [i]persona non[/i] grata na China e já teve mais de vinte pedidos de visto recusados – tudo por sua opinião contrária à ocupação chinesa no Tibete.

Um ator de mão cheia, tanto nas telonas, na vida política e social e, por que não, quanto ao quesito beleza. Puxando pela sua idade e perguntando a várias mulheres o que acham do ator, a maioria com certeza dirá o quão ele é galã, muito mais até do que alguns jovens atores que vem aparecendo nos últimos tempos.

 
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