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Metamorfose com: Paul Bettany
Data de Publicação: 21 de Maio de 2006
Por: Raphael Santos

Nascido em Londres, Paul Bettany cresceu em Hertfordshire desde os nove anos de idade. Foi introduzido à profissão por seu pai (um professor e ex-ator que trocou o teatro pela sala de aula) e alimentado por um amor ao cinema. Dentre seus filmes prediletos, o ator cita Casablanca (1942) e Brief Encounter (1945) e confirma que os dois filmes foram as primeiras inspirações para a sua carreira de ator.

Bettany atribui sua felicidade por conta da boa escolha no trabalho aos pais. Seu pai, como já dito, foi quem o colocou nesse mundo, mas como sua mãe era cantora, ele já estava desde muito cedo inserido em um mundo cheio de astros, com atores, diretores e cantores.

Ainda aspirante a ator, Paul se matriculou no London's Drama Center. Embora tenha sido mal titulado por “Familiar de Teatro”, por atuar em muitas peças com temas familiares, Bettany já demonstrava talento em suas primeiras atuações. Depois de sua estréia nos palcos em uma produção do West End, An Inspector Calls, não demorou muito para Bettany estrear na TV britânica, na série de mistério Wycliffe em 1994.

Entrando definitivamente na carreira de ator, Paul estréia em 1997 em um filme para as telinhas da TV, chamado “Sharpee's Waterloo”. Mas não se engane que o ator começa só com pequenos trabalhos, ele vai logo para as telonas do cinema no filme “Bent” que trás Clive Owen como protagonista e nomes hoje famosos, como Jude Law (“Estrada Para a Perdição”) e Rachel Weisz (“O Jardineiro Fiel”). Dentre os “novatos”, apareceu também Ian McKellen, o Magneto de “X-Men” e Gandalf em “O Senhor dos Anéis”. Uma estréia discreta do ator, mas um começo promissor.

Mais uma vez contracenando com Rachel Weisz, em 1998 ele reaparece em “No Campo das Paixões”. O filme se passa em 1941, quando a segunda guerra Europa. Enquanto os jovens ingleses estão no front, em casa, um novo regimento é formado, um jovem exército inglês formado de mulheres. Três lindas mulheres (dentre elas a personagem de Weisz) recebem a incumbência de ira a Dorset, onde conhecem o lindo, e volátil Joe (Steven Mackintosh).

 

Em 1999 volta para a TV e trabalha no filme David Copperfield para a rede BBC de Londres. Paul Bettany não chama atenção e tem uma atuação deveras discreta, mas o filme marca uma boa atuação de Daniel Radcliff, o atual Harry Potter. O garotinho interpreta o mágico David Copperfield enquanto criança. Esse filme marca também mais um reencontro na ainda curta carreira do ator. Depois de atuar mais de uma vez com Rachel Weisz, agora é com Ian McKellen que o ator divide novamente as telas.

Parece que a trilha no mundo de atuações do ator é recheada demais de participação em elencos com ótimos atores. Em “Os Gângsters”, interpretando um jovem gangster, contracena com Malcolm McDowell, ator de vários seriados famosos nos Estados Unidos e participante também do glorioso filme “Laranja Mecânica”. Além dele, Paul também aparece ao lado de David Thewlis, o professor Lupin em “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban”.

 

Ainda no ano 2000, finalmente Paul recebe um papel principal. Isso acontece no filme “Dead Babies”. Dessa vez, sem atores muito conhecidos no elenco. O filme nem chegou aqui no Brasil e passou por severas críticas lá fora, fazendo com que Paul Bettany também recebesse diversas críticas negativas por sua atuação.

Mas no ano seguinte, ele dá um nó nessas críticas e dá um show de atuação no bom “Coração de Cavaleiro”. No filme, após seu mestre morrer subitamente, o jovem William (Heath Ledger de “O Segredo de Brockeback Mountain”), um valoroso escudeiro, resolve substituí-lo em uma competição envolvendo combate com lanças. Para tanto ele passa a treinar exaustivamente e consegue convencer Chauncer (Paul Bettany), um escritor, a forjar uma árvore genealógica para si, que faria com que ele tivesse uma família de nobres e não traria dúvidas à sua participação no torneio.

 

E é depois de ter ganhado certa experiência atuando ao lado de bons atores e do reconhecimento em “Coração de Cavaleiro” que o ator coloca a carreira em uma linha progressiva de trabalhos. Em “Uma Mente Brilhante” Paul trabalha pela primeira vez com o diretor Ron Howard – eles trabalhariam juntos posteriormente em “O Código Da Vinci”. O filme foi bastante premiado e trouxe Russel Crowe e Jennifer Connely nos papéis principais. Foi aí também que Paul descobriu o “amor de sua vida”, Connely, com quem se casou posteriormente.

Em 2003, ao lado da belíssima Nicole Kidman, Paul participa de “Dogville”. Sua trama se passa nos Anos 30, em Dogville, um lugarejo nas Montanhas Rochosas. Grace (Nicole Kidman), uma bela desconhecida, aparece no lugar ao tentar fugir de gângsters. Com o apoio de Tom Edison (Paul Bettany), o auto-designado porta-voz da pequena comunidade, Grace é escondida pela pequena cidade e, em troca, trabalhará para eles. Fica acertado que após duas semanas ocorrerá uma votação para decidir se ela fica. Após este "período de testes" Grace é aprovada por unanimidade, mas quando a procura por ela se intensifica os moradores exigem algo mais em troca do risco de escondê-la. É quando ela descobre de modo duro que nesta cidade a bondade é algo bem relativo, pois Dogville começa a mostrar seus dentes. No entanto Grace carrega um segredo, que pode ser muito perigoso para a cidade.

 

Se em time que está ganhando não se meche, porque não contracenar por mais de uma vez com o mesmo ator. Como podemos ver, isso vem acontecendo desde o começo da carreira de Bettany e o da vez é Russel Crowe. Depois de terem trabalho juntos em “Uma Mente Brilhante”, o temperamental Crowe, estrela outro bom filme, “Mestre dos Mares”, o qual tem Paul Bettany no elenco. A estória é passada durante as guerras napoleônicas, quando os ingleses batem-se com os franceses pelo domínio das rotas comerciais das Américas, Crowe vive o capitão "Lucky" Jack Aubrey, um renomado comandante de guerra da armada britânica, e Paul Bettany é o médico de bordo e naturalista do almirantado, o Dr. Stephen Maturin.

No mesmo ano, Willem Dafoe (“A Sombra do Vampiro”) e Bettany apresentam interpretações marcantes em uma empolgante história de tentação, crime e redenção. No tumultuado pano de fundo da Inglaterra na Idade Média, um padre (Bettany), fugindo do seu infame passado, encontra um bando de atores viajantes que buscam o próximo lugar para se apresentar. Logo depois de chegarem a um desconhecido vilarejo, o grupo descobre que uma mulher muda foi condenada à morte pelo assassinato de um jovem. Para revelar a verdade, o chefe dos atores (Dafoe) decide quebrar a tradição de encenar peças bíblicas e monta um drama baseado na história do crime. É então que o palco se torna cenário para esclarecer o misterioso crime... que vai revelar o poder da arte, a tentação do mal e o custo supremo da justiça.

 

Novamente em plano de destaque o ator interpreta um tenista em “Wimbledon – O Jogo do Amo”. Esse tal tenista é Peter Colt. Ele ocupa uma posição bastante baixa (157ª) no ranking mundial de tenistas. Sem possuir ranking suficiente para participar do torneio de Wimbledon, ele recebe um convite dos organizadores para que possa disputar a que pode ser a última competição de sua carreira. Porém, após se apaixonar por Lizzie Bradbury (Kirsten Dunst, a Mary Janne de “Homem-Aranha”), a mais nova estrela do tênis feminino, Colt ganha novo fôlego para disputar o título da competição.

Depois de trabalhar com Russel Croew, Jennife Connely, Ian McKellen, agora é a vez de Harrison Ford (“Star Wars”, “Indiana Jones”), no filme “Firewall - Segurança em Risco”. O filme foi mediano em críticas, mas uma notícia chamou atenção por outra coisa. Bettany criou uma divertida polemica ao criticar o nome do seu personagem no filme. O ator queria que o nome do vilão, Bill Cox, fosse mudado, mas seu companheiro de elenco, Harrison Ford, achou que o desejo do colega não passava de um capricho infantil e imaturo. Mas, Bettany provou que tinha razão e explicou: “Eu quis mudar, mas todo mundo achou bobagem. Só que provei estar certo, quando começamos a promover o filme e, inevitavelmente, as pessoas começaram a perguntar se eu gostava de meu personagem. Você acha que posso responder: sim, eu gosto de Cox"? Cox se pronuncia da mesma forma que cocks, o que em inglês significa pênis.

 

Ainda em 2006, mais uma vez dirigido por Ron Howard, faz um vilão na adaptação do aclamado por uns e odiado por outros, O Código Da Vinci. Com um elenco encabeçado pelo duas vezes ganhador do Prêmio da Academia® Tom Hanks, Audrey Tautou, Jean Reno, Sir Ian McKellen e Alfred Molina, Paul Bettany aparece em um papel complicado de se fazer; o personagem Silas. Na história, o famoso simbologista e professor Robert Langdon (Tom Hanks) é convocado a comparecer ao Museu do Louvre uma certa noite, onde o curador foi assassinado, deixando para trás um rastro de pistas e símbolos misteriosos. Com a própria vida em jogo e a ajuda da agente Sophie Neveu (Audrey Tautou), criptóloga da polícia, Langdon descobre uma série de mensagens atordoantes ocultas nas obras de Leonardo da Vinci, que levam a uma sociedade secreta cuja missão é proteger um segredo secular que permanece guardado há 2.000 anos. O casal se lança numa emocionante gincana pelas ruas de Paris, Londres e pela Escócia, coletando pistas, ao mesmo tempo em que tenta, desesperadamente, decifrar o código que revelará segredos que podem abalar os alicerces da civilização.

 

Desde o começo da carreira entre grandes nomes, o Paul Bettany segue uma linha sempre progressiva em sua vida de ator. Muito elogiado em suas atuações, o ator conquistou os mais diversos tipos de pessoas, afinal, por conta de sua versatilidade, ele pode ser utilizado em vários tipos diferentes de filmes e na pele de diversos personagens. O jeitão britânico do astro também fez com que ganhasse bastante fãs durante sua, até então, curta, porém reconhecida, carreira.

 
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