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Metamorfose com: Kiefer Sutherland
Data de Publicação: 08 de Agosto de 2006
Por: Raphael Santos

Há quem diga que Kiefer Sutherland vive de Jack Bauer (o protagonista do seriado 24 Horas). Errado! Kiefer é dono de uma marcante carreira no cinema, principalmente nos anos 80, tendo a sua versatilidade como ponto forte. Sempre competente, demonstrou para o mundo cinematográfico papéis adolescentes bem arranjados, caubóis, policiais, um brilhante papel psicológico em “Linha Mortal” (1990), até chegar ao ápice do reconhecimento por seu personagem Jack Bauer do seriado 24 Horas.

Kiefer já parece ter nascido em berço de ouro. Não por ter nascido em Londres, Inglaterra, mas por ser filho dos atores Donald Sutherland e Shirley Douglas. Donald recebeu indicações ao BAFTA de Melhor Ator, por "Dias de Sangue em Veneza" (1973) e "Steelyard Blues" (1973), além de várias outras indicações em edições do Globo de Ouro. Logo de cara o que já chama atenção em Kiefer é seu gigantesco nome ao melhor estilo Dom Pedro I. Os sete nomes que constituem o nome completo do ator são: Kiefer William Frederick Dempsey George Rufus Sutherland. Ufa!

Se você se deparar com uma mulher muito, mas muito parecida com Sutherland, não se preocupe pensando coisas ruins sobre a sexualidade do ator. Essa pessoa se trata de Rachel Sutherland, que nasceu no mesmo dia do aniversário do ator, 21 de dezembro de 1966, logo, sua irmã gêmea. Sutherland tem dois casamentos nas costas, Camelia Kath (1988-1990) e Kelly Winn (1996 -2000) foram as suas queridas esposas. Com Kath, teve a filha Sarah Jude. Kiefer até hoje se arrepende de seu problema, já superado, com o alcoolismo, pois, segundo ele, por causa desse problema não acompanhou a melhor fase do crescimento de sua filha. "Envergonhei minha mãe, minha família e, principalmente, minha filha", diz o ator toda vez que lhe perguntam sobre esse péssimo passado. "Agora está tudo bem em minha vida. Sinto apenas ter perdido a infância de minha filha", complementa o ator.

A sua carreira como ator começou a criar a forma quando seus pais se separaram e ele foi para Toronto com sua mãe, em 1971. Seis anos depois, começou sua carreira no teatro, incluindo uma produção de Throne of Strow. Sua primeira aparição no cinema aconteceu em 1983, no filme Max Dugan Returns, no qual trabalhou ao lado de seu pai. Somente três anos depois, ele entrou em bom destaque em uma produção. O filme é “Caminhos Violentos” e têm no elenco nomes de peso, como Sean Penn (“A Intérprete”) e Christopher Walken (“Prenda-me Se For Capaz”).

Ainda no mesmo ano, atuou em “A Irmandade da Justiça” (filme feito para a TV), “Crazy Moon” e “Conta Comigo”. Sendo que o último recebeu uma indicação ao Oscar na categoria de Melhor Roteiro Adaptado. O filme é um dos clássicos da Sessão da Tarde e conta a história de quatro garotos que saem em busca do corpo de um adolescente perdido na mata e passam por todo tipo de provação, descobrindo, então, o amadurecimento e o valor da amizade. Para refrescar a memória de vocês, os quatro jovens eram Chris Chambers (River Phoenix), o líder do grupo; Teddy Duchamp (Corey Feldman, o Bocão de “Os Goonies”), um jovem emocionalmente perturbado; Gordie Lachance (Richard Dreyfuss), o mais inteligente; e Vern Tessio (Jerry O'Connell) que foi quem deu origem a idéia de ir em busca do tal corpo.

 

Em 1987, Kiefer divide as telas com Meg Ryan (“Mensagem Para Você”) em uma história que novamente envolve um grupo de quatro jovens. Sem perder ainda o tom adolescente, no mesmo ano, Kiefer faz um belo personagem no conhecido “Os Garotos Perdidos”. O nome do personagem é David e é bem marcado por sua aparência e seu tom de terror. Demonstrando bem porque o ator merece essa Metamorfose. O filme marcou também a primeira atuação de Kiefer tendo seu amigo e admirador Joel Schumacher (“O Fantasma da Ópera”) na direção.

O título “Os Garotos Perdidos” é uma referência feita pelo diretor aos personagens de mesmo nome da história de Peter Pan, que nunca crescem. No filme, Lucy (Dianne Wiest) vai morar com Michael (Jason Patric) e Sam (Corey Haim), seus filhos, em Santa Clara, uma cidade que tem muitos jovens desaparecidos. Logo, os dois irmãos descobrem que uma gangue de motoqueiros está mais morta do que viva, pois estão se transformando em vampiros. Sam tem que trabalhar rápido, pois Michael está se apaixonando por Star (Jami Gertz), uma destas criaturas, e está gradualmente se tornando um deles.

 

O primeiro de dois filmes em que Kiefer Sutherland e Charlie Sheen atuaram juntos chama-se “Os Jovens Pistoleiros” (Young Guns). A história se passa em 1878, no Novo México, quando após o assassinato de um homem que acolhia jovens pistoleiros, 6 deles são nomeados delegados (dentre eles está o personagem de Kiefer). Só que ao invés de prender os bandidos, eles, por vingança, os matavam. Tom Cruise (da trilogia “Missão Impossível”) aparece em uma pequena ponta, disfarçado com um bigode e escondido atrás das barricadas de rua durante uma das muitas seqüências de tiroteio.

Ainda em 1988, Kiefer pode ser visto em um filme que foi bem recebido pela crítica mundial. Trata-se de “1969 - O Ano Que Mudou Nossas Vidas”, um drama extremamente bem produzido e embalado por uma trilha sonora com grandes sucessos da época, incluindo Eric Clapton (Blind Faith). Ainda figura no elenco Robert Downey Jr. (de “U.S. Marshals - Os Federais”).

 

O ano seguinte, 1989, marca como sendo uma das primeiras atuações de Kiefer com um bigodinho louro que realmente não faz jus ao seu personagem Jack Bauer, mas que vai ser visto algumas vezes em seus personagens. Mais uma vez, Kiefer passa por uma Metamorfose para receber um papel. No filme policial “Renegados Pela Justiça”, um policial infiltrado em um gangue de criminosos ajuda um índio a reaver uma valiosa lança roubada, para devolvê-la a seu povo.

Na comédia “Quase Sem Destino”, o ator trabalha com o famoso Dennis Hopper (de “Apocalypse Now”, “Piratas Do Espaço”, “Terra dos Mortos”). No filme, Huey Walker, um velho hippie foragido desde os anos 60, é finalmente preso. No trem, a caminho da prisão, engana o policial, dizendo que colocou LSD em sua bebida. O policial começa a ter visões, e ele foge e faz jus ao nome do filme. A comédia não foi muito bem aceita, mas a atuação de Kiefer não compromete o resultado mediano da trama.

 

No mesmo ano, 1990, faz mais dois filmes: “Jovens Demais Para Morrer” e “Linha Mortal”. Na seqüência do já citado “Os Jovens Pistoleiros”, Billy the Kid e seu bando fogem em direção à fronteira com o México. Nessa fuga, eles são perseguidos por homens-da-lei dispostos a capturá-los a qualquer custo, mas contam com a esperteza e a habilidade no gatilho para empreender fugas espetaculares.

“Linha Mortal”, porém, marca um Kiefer mais amadurecido depois de vários papéis meramente adolescentes. Além disso, é mais um trabalho seu com a direção de Joel Schumacher. Kiefer cria uma atmosfera bem psicológica para o personagem Nelson Wright, um estudante de medicina que, junto a outros colegas, fazia experiências com a vida após a morte, provocando a chamada morte clínica. Nelson e seus colegas tentam ficar do "outro lado" o maior tempo possível, até que o experimento gera uma inesperada conseqüência. No elenco, estão Julia Roberts (“O Sorriso de Monalisa”) como Rachel Mannus e Kevin Bacon (“O Lenhador”) como David Labraccio. O projeto recebeu uma indicação ao Oscar na categoria de Melhores Efeitos Sonoros.

 

Em 1992. volta aos hospitais com “Hospital de Heróis”. Como Dr. Peter Morgan, o bigodinho loiro está de volta. Nesse hospital, o médico Richard Sturgess (Ray Liotta) lidera os colegas Peter Morgan (Kiefer), Sid Handleman (Forest Whitaker), Robin Van Dorn (Lea Thompson) e Rudy Bobrick (John C. McGinley) na tentativa de contornar uma situação desesperadora, pois há muitos pacientes e poucos leitos.

Saindo do hospital, trabalha no filme “Questão de Honra”, que teve muito destaque. O longa recebeu quatro indicações ao Oscar, nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Ator Coadjuvante (Jack Nicholson), Melhor Edição e Melhor Som, além de indicações ao Globo de Ouro e ao MTV Movie Awards. Nesse filme, Kiefer repete o trabalho feito com alguns atores que tiveram menos expressão em filmes anteriores, como Tom Cruise e Kevin Bacon, mas marca seu primeiro trabalho ao lado da atriz Demi Moore (“Striptease”) e dos atores Cuba Gooding Jr. (“Homens de Honra”) e Kevin Pollak (“Refém”).

 

Em 1993, Kiefer reaparece no suspense “O Silêncio do Lago”. Nele, Jeff (Sutherland) e Diane (Sandra Bullock, de “Miss Simpatia”) são um casal de namorados que decide passar as férias junto, mas repentinamente ela desaparece em um posto de gasolina. Jeff permanece à procura por três anos, a ponto de ficar obcecado. Após este período, Rita (Nancy Travis), a atual namorada de Jeff, decide ajudá-lo a descobrir o que aconteceu, pois deste jeito a relação deles está ficando insustentável. É quando surgem indícios do paradeiro de Diane.

“Um por todos e todos por um!”. No filme “Os Três Mosqueteiros”, o ator é dirigido por Stephen Herek (“Rock Star”) e contracena pela segunda vez com Charlie Sheen (o protagonista de “Top Gang” e do atual seriado “Two and a Half Men”). Sutherland é um dos mosqueteiros na aventura que dispensa apresentações. Chega a ser deveras divertido ver Kiefer como mosqueteiro, muito divertido mesmo.

 

Depois de tirar a roupa de mosqueteiro, volta a ter destaque somente em 1996 no drama “Tempo de Matar”. Além de mais uma vez dirigido por Joel Schumacher, o filme também é marcado por uma parceria de Kiefer com seu pai, Donald Sutherland. Mas o filme não é marcado só por isso, pelo contrário, é a primeira indicação do ator a um prêmio. Ele foi indicado ao MTV Movie Awards na categoria de Melhor Vilão. Além disso, o longa também marca mais grandes parcerias com atores de pesos no elenco, como: Matthew McConaughey (“Sahara”), mais uma vez Sandra Bullock, Samuel L. Jackson (“Star Wars: Episódio 3 - A Vingança dos Sith”) e Kevin Spacey (o Lex Luthor de “Superman - O Retorno”).

Dois anos depois, em “Cidade das Sombras”, Kiefer encara sua primeira ficção científica. Tudo se passa em uma cidade em que é sempre noite. Nel,a John Murdoch (Rufus Sewell) acorda sozinho em um hotel e descobre que perdeu sua memória e é o principal suspeito de ser o autor de brutais e bizarros assassinatos. Ele passa, então, a ser implacavelmente perseguido por um inspetor (William Hurt), ao mesmo tempo em que conta com a ajuda do Dr. Pehreber (Sutherland) para compreender o que está acontecendo.

 

De uma atuação em ficção científica, o ator pula direto para o campo de batalha, quando no filme de guerra “A Namorada do Soldado” ele interpreta Rat Kiley. A guerra era a do Vietnã, e Kiley, membro da companhia Alfa, é um soldado que vê sua namorada se envolver cada vez mais com os conflitos e os horrores da guerra.

Voltando ao estilo policial, Sutherland trabalha em “Dupla Tentação”, já com um visual bem Jack Bauer, visto que a estréia no seriado 24 Horas se aproximava. No filme, uma ex-policial, Derian McCall (Rebecca De Mornay), entregou seu distintivo por não concordar com o procedimento de um colega e, então, com um amigo, abriu uma agência de detetives. Um dia, lá aparece Anthea (Dana Delany), a mulher de um rico investidor, Michael Ferrow-Smith (Kiefer). Anthea quer que Derian flerte com Michael para saber se ele é fiel, mas a situação sai do controle e logo Derien está tendo um caso com ele, sem imaginar o que realmente está acontecendo.

 

“Para variar”, em 2000, atua ao lado de mais outro nome famosíssimo. O nome da vez é do ator e diretor Woody Allen (“Noivo Neurótico, Noiva Nervosa”), mas, além dele, também figura no elenco David Schwimmer (o Ross do seriado “Friends”) e Sharon Stone (“Instinto Selvagem”). O que mais chama atenção em Kiefer no filme não é nem sua atuação, mas sim um tal de uns óculos amarelos que seu personagem, o xerife Bobo, não desgruda de forma alguma.

Eis que, em 2001, começava a se desenhar o que faria do ator um dos rostos mais conhecidos dos dias atuais e pelas gerações mais novas. Era meia-noite quando Jack Bauer (Kiefer), chefe da Unidade Antiterrorismo de Los Angeles, acabava de jogar uma partida de xadrez com sua filha, Kim. Mas a agradável atmosfera familiar é perturbada momentos depois, quando Kim foge pela janela de seu quarto. Antes de poder sair à sua procura, Jack recebe uma ligação para ir ao trabalho cuidar de uma emergência, deixando sua esposa, Teri, sozinha na busca de sua filha. A noite só fica pior quando Jack toma conhecimento de que há informações sobre uma tentativa de assassinato do candidato à presidência, Senador David Palmer, nas próximas 24 horas. Enquanto Jack e sua equipe lutam contra o tempo para descobrir quem está por trás da trama de assassinato, Teri tenta localizar Kim cuja noite de diversão acaba de se transformar em uma luta por sua própria sobrevivência. Era a primeira temporada do mais do que aclamado seriado 24 Horas, no qual Kiefer ganhou um Globo de Ouro de Melhor Ator em uma Série-Drama.

 

Fugindo ao estilo mocinho de 24 Horas, Sutherland ataca novamente como vilão, dessa vez um franco atirador no filme “Por um Fio”. Além disso, é até chato repetir, mas o ator trabalha mais uma vez dirigido por Joel Schumacher. O filme é protagonizado por Colin Farrell (que ganhou o MTV Movie Awards de Melhor Revelação Estrangeira). No filme, ao atender um telefone público, um publicitário (Farrell) se vê em uma verdadeira armadilha: do outro lado da linha, ele é avisado que, se desligar o telefone ou sair da cabine, levará um tiro. Inicialmente, seria o ator Ron Eldard quem interpretaria o franco-atirador vivido por Kiefer, e os atores Jim Carrey e Will Smith chegaram a estar cotados para protagonizar. Esse filme marca a segunda indicação na categoria de Melhor Vilão para nosso metamorfoseado.

Um fato curioso marca o filme “Rumo ao Paraíso”, no qual Kiefer foi Paul Gauguin, já que seu pai, Donald Sutherland, interpretou o mesmo personagem em “Oviri”, de 1986. O drama se passa em 1874, em Paris. Nele, Paul Gauguin (Kiefer), um corretor de ações, decide abandonar o emprego e se dedicar integralmente à pintura, após ter um de seus trabalhos elogiados. Entretanto, esta opção faz com que sua família tenha problemas financeiros.

 

No ano seguinte, em “Roubando Vidas” e já com seu talento mais do que firmado, o ator contracena com Angelina Jolie (“Sr. e Sra. Smith”) e Ethan Hawke (“Assalto à 13ª DP”). Apesar do filme ter recebido uma indicação de Framboesa de Ouro de Pior Atriz para Angelina Jolie, Sutherland e Ethan Hawke fizeram bons trabalhos.

O ano de 2006 marca o primeiro destaque da voz do ator, já que ele dubla o leão Sansão na animação “Selvagem”. No filme, o tal leão é a grande atração do zoológico de Nova York. Ele adora contar histórias de arrepiar sobre sua juventude na selva ao seu filho Ryan (Greg Cipes) e aos demais animais do zoológico. Cansado de viver à sombra do pai e sem conseguir dar um rugido realmente forte, Ryan decide fugir do zoológico rumo à vida selvagem. Ele logo é capturado para ser enviado à África, o que faz com que Sansão e outros animais iniciem uma expedição para resgatá-lo. Para quem não sabe, o leão que ganha a voz de Kiefer possui mais de 6 milhões de pêlos, que foram individualmente animados por computador. Uau!

 

Cinco anos depois da estréia do seriado 24 Horas, tendo esse ganho uma temporada regular por ano, Kiefer está mais uma vez exuberante na pele de Jack Bauer na 5ª temporada do seriado. Há quem possa pensar que, por se tratar do mesmo personagem, se trataria também da mesma atuação. Não, amigos, a única coisa que fica são os trejeitos, pois seu personagem passa por vários problemas ao longo das temporadas do seriado, o que vai mudando seu jeito de agir com as pessoas e suas tomadas de decisões. Além, claro, do visual e das várias situações às quais ele é submetido. Para se ter idéia, nessa 5ª temporada, Jack Bauer é dado como morto, mas, na verdade, está vivendo escondido, pois ao longo de anos lutando por justiça acabou criando inimigos realmente mortais. A 5ª temporada de 24 Horas, além de mostrar um Jack Bauer mais constrangido por sua profissão, também é responsável pelas últimas atuações de queridos personagens da série, sem, no entanto, ser a última temporada do seriado, pois algumas outras virão pela frente.

Ainda em 2006, e com um personagem ao melhor estilo Jack Bauer, o ator trabalha nas telonas com o filme “Sentinela”. Até chegar à sua atuação em “Sentinela”, Kiefer, como vimos, passou por trabalhos adolescentes, psicológicos, como soldado, como vilão e muitos outros versáteis papéis, e talvez esse seja o filme que marque uma nova fase na carreira do ator. No longa, o ator contracena com Michael Douglas (“Wall Street - Poder e Cobiça”), que é Pete Garrison, o protagonista da história.

 

A idéia da seção Metamorfose é mostrar os vários personagens que um ator recebeu durante sua filmografia, mas com Kiefer Sutherland a intenção da seção foi levada ao pé da letra, pois o ator é dono dos mais variados personagens que você possa imaginar, de comédia à drama e de vilão a herói mundial em 24 Horas.

Seu personagem Jack Bauer pode ser considerado o mais famoso do ator, mas não se trata apenas de um papel que lhe coube bem, aliado a um competente trabalho de Kiefer, que foi um dos poucos atores a conseguir sair da sombra de um pai famoso na arte de atuar, e criar seu próprio caminho, cheio de parcerias marcantes e atuações memoráveis, como em “Os Garotos Perdidos” e “Linha Mortal”, além de ter emprestado sua voz ao leão Sansão da animação “Selvagem”.

 
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