Michael Jackson durante o ensaio do show This Is ItParece que a desculpa de que o filme ficaria em cartaz apenas duas semanas deu certo. A estreia mundial no dia 28 de outubro aproveitava dois dias a mais para a somatória final na bilheteria do fim de semana, prolongando assim o faturamento. E assim o foi. O documentário de despedida do cantor Michael Jackson “This Is It” arrecadou no mundo todo cerca de US$ 101 milhões, segundo o site Box Mojo.

Nos Estados Unidos, a estreia foi menor do que esperavam os produtores. A arrecadação de US$ 21,3 milhões é equiparável com filmes com atores de grande nome, em época de baixa estação (fora do período do verão norte-americano). Os produtores do filme jogaram a culpa no dia das bruxas, que caiu no sábado, o que fez muita gente preferir as tradicionais festividades da data do que ir ao cinema.

Depois de passado o frisson, os produtores já tranquilizaram os fãs: o filme passará mais tempo em cartaz do que as duas semanas prometidas no marketing do filme. Aliás, ação apedrejada pelos críticos de cinema, que reforçaram a opinião de “tudo não passava de um jogo de marketing”. Mas vale ressaltar que esse controle do tempo em cartaz equivale para solo norte-americano, podendo realmente se limitar as duas semanas nos cinemas de outros países.

Com a decisão de passar o filme mais tempo nos cinemas, os produtores confirmaram que irão adiar o lançamento do DVD do documentário. Antes previsto para lançarem ainda este ano, a tempo de aproveitar as festas de fim de ano, “This Is It” só deverá chegar às prateleiras das lojas no começo de 2010, sem data definida.

Em entrevista à Folha de São Paulo, o diretor do documentário Kenny Ortega (“High School Musical”) confirmou que o DVD terá muito mais cenas do que o exibido no cinema. “Serão pelo menos de duas a três horas a mais de material exclusivo. Haverá cenas extras dos ensaios, além das versões completas dos clipes que criamos para ‘Thriller’ e ‘Smooth Criminal’”, disse.

O diretor também falou ao jornal sobre os boatos de que ele teria cortado do longa cenas que revelassem a condição de saúde do cantor. “O filme é a história do show. Só incluí cenas que fizessem sentido nesse contexto. Não faria sentido colocar trechos em que Michael Jackson erra a letra ou que não dança tão bem. Isso acontece em qualquer ensaio, mas no filme poderia dar uma impressão errada“, finalizou.