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Saiba tudo sobre a produção "A Volta do Todo Poderoso"
Data: 26 de Abril de 2007
Por: Thiago Sampaio
 
Continuações de filmes de Jim Carrey sem o próprio, não vem sendo um bom sinal, vide os fracos “O Filho do Máskara” e “Debi & Lóide 2”. “Todo Poderoso”, estrelado por Carrey em 2003, foi o maior sucesso de sua carreira – rendeu 85 milhões de dólares apenas na estréia americana e quase 460 milhões ao redor do mundo - e agora ganha uma continuação sem o astro, porém, seu substituto é considerado por muitos, à altura. É Steve Carell, do seriado “The Office” e filmes como “O Virgem de 40 Anos” e “Pequena Miss Sunshine”.

Uma idéia inusitada foi adotada pela Sony e a Universal Pictures: transformar o roteiro religioso de “The Passion of the Ark” (disputado então por muitos estúdios) na continuação de “Todo Poderoso”. Assim, o diretor Tom Shadyac e o roteirista Steve Oedekerk, ambos do primeiro filme, retornam aos seus cargos em “A Volta do Todo Poderoso” (Evan Almighty). Morgan Freeman, que viveu Deus no original, reprisa o papel, e recebe o reforço de Lauren Graham ("Papai Noel às Avessas") que vive a esposa do personagem de Carell, que abandonou o jornalismo para ter uma carreira na política; e John Goodman ("Os Flinstones - O Filme"), que vive um congressista.

No filme original, Carell vive o âncora de telejornal, Evan Baxter, que tem a língua enrolada numa das cenas mais cômicas do longa, e agora tem a chance de ser protagonista. O personagem é o mesmo, mas agora ele foi eleito para o Congresso dos EUA, Deus o visita e a trama começa a partir daí. “'A Volta do Todo Poderoso' é bem inofensivo e bem doce. E certamente tentará chegar a uma audiência mais família”, diz Carell. Segundo ele, Evan é a mesma pessoa, mas cresceu. “Ele evoluiu. Você aprende sobre sua família, sua esposa, seus três filhos... Seria impossível fazer um filme com o mesmo personagem do original. Seria interminável”, brinca ele, em referência às gaguejadas de Evan em 2003.

Na trama, uma vez dotado dos poderes divinos Evan teria que passar pela missão de construir uma nova arca antes de um novo dilúvio programado pelos céus. Sobre o peso de se tornar protagonista, Carell disfarça: “Eles já me pagaram. Entende o que eu digo? Se o filme for um fracasso e minha carreira terminar, tudo bem. Eu poderia sair por aí, criar meus filhos e pegar os empregos que aparecessem. Eu poderia viver com isso, pois já provei o gostinho do sucesso. Não sou do tipo que fica com fome por mais. Provei e estou bastante satisfeito”, diz.

“A Volta do Todo Poderoso” já superou o original nos gastos com a produção. Enquanto o filme estrelado por Jim Carrey custou US$ 81 milhões, o novo longa pode chegar a até US$ 250 milhões, contando com o marketing. As despesas cresceram em função dos efeitos visuais e já alcançaram a marca de US$ 160 milhões. Outro problema foi o uso de centenas de animais vivos nas filmagens. Embora os gastos tenham aumentado, o estúdio parece confiante no projeto. O presidente da Universal, Marc Shmuger, afirmou: “Esse filme é uma boa aposta. (...) É a seqüência de um dos maiores sucessos do estúdio.”

"A Volta do Todo Poderoso" tem estréia no Brasil marcada para 27 de julho.




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