Na última segunda-feira, as salas de exibição da Espanha fizeram uma paralisação. Eles fecharam suas portas em protesto à nova Lei do Cinema, que está em discussão no país. O que desagrada o setor é a chamada “cota de tela”. Através dela, os exibidores nacionais teriam que exibir um filme espanhol ou europeu a cada três de outros países. E isso inclui os Estados Unidos.
Ora, em tempo de lançamento mundial de grandes blockbusters como “Piratas do Caribe”, “Shrek Terceiro” e “Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado”, o resultado seria desastroso para o lucro do grupo. A Federação dos Cinemas da Espanha divulgou uma nota dizendo que a medida “é injusta, incondicional e inútil” e que o governo está tentando combater as conseqüências e não as causas do problema. Ou seja, os culpados pela influência de Hollywood são os próprios estúdios norte-americanos que abusam do poder que tem.
No Brasil, a “cota de tela” funciona de forma diferente. Aqui, é determinada a quantidade de dias para a exibição de filmes nacionais de acordo com o número de salas de cada exibidor. Mas ainda assim, o setor reclama do prejuízo ao oferecer sessões de filmes brasileiros que permanecem vazias.


























