O critério usado para a seleção dos 10 maiores atores da atualidade foi baseado na filmografia e trabalhos importantes. Como regra, só foram escolhidos atores vivos.

 
     

 

TOM HANKS
(9 de Julho 1956 - Concord, Califórnia, USA)

Com uma carreira mais que consolidada e que já dura quase 30 anos, ele se tornou, aos poucos, não apenas um ator de peso em Hollywood, mas uma celebridade de primeira linha. O ator, no entanto, relata que nem mesmo conseguia um papel nas peças da escola antes de ser descoberto por um diretor depois de um teste em um teatro na Califórnia.

Nascido em 9 de julho de 1956, na Califórnia, Thomas Jeffrey Hanks cresceu em uma família dissolvida. Seus pais se separaram quando ele era ainda criança e sua infância foi vivida na casa de parentes. No entanto, o próprio ator diz que isso não ocasionou nenhum trauma mais profundo. Ele conseguiu superar esse período e tomou o rumo certo na vida. Após seu primeiro trabalho no teatro - uma peça que chegou a se apresentar em várias cidades -, Tom já começou a pensar em saltos mais ousados em direção à indústria cinematográfica. Tom Hanks chamou a atenção pela primeira vez na série de TV “Bosom Buddies”, de 1980. Nesta série ele se vestia de mulher, em uma história parecida com a do filme “Quanto mais quente melhor”, de 1959, em que Tony Curtis e Jack Lemmon também se vestiam de mulher.


Seu primeiro papel nas telonas, o terror de 1980 “Trilha de Corpos”, foi praticamente uma ponta, porém, depois de diversas participações e produções para a TV, sua chance mais notável veio com “Splash - Uma Sereia em minha vida” em 1984. Em 1988, o ator aparece em um de seus mais famosos papéis, no filme “Quero Ser Grande”, interpretando o garoto que faz um pedido para uma máquina desejos num parque de diversão. O pedido é atendido e se torna adulto da noite pro dia, sem alterar, no entanto, sua personalidade adolescente. Tom recebeu pelo filme uma indicação ao Oscar de Melhor Ator e levou o Globo de Ouro na mesma categoria. Após filmes variados, em 1993 Tom interpreta no drama “Filadélfia” um de seus mais marcantes papéis. Esse filme que acarretou um Oscar para Tom Hanks na categoria Melhor Ator (ele também ganhou o Globo de Ouro nessa categoria).

Em 1994, outro grande papel entra na filmografia de Tom Hanks com “Forrest Gump – O Contador de Histórias”. O filme conta a história de Forrest, um rapaz de baixo QI, que ironicamente narra estar presente em momentos decisivos da história americana. Por esse papel, o ator ganhou o Oscar, alcançando o feito de ganhar a estatueta por dois anos consecutivos. Os anos foram passando e a quantidade filmes aumentando, entre eles: "Apollo 13 - Do Desastre ao Triunfo", "Toy Story" (dublando o caubói Woody), "The Wonders – O Sonho Não Acabou" (também como diretor e roteirista), "O Resgate do Soldado Ryan" (que deu uma indicação ao Oscar para ele), “Mensagem Para Você”, “À Espera de Um Milagre” e “Náufrago” (dando outra indicação ao Oscar para ele e uma vitória no Globo de Ouro).

   

JACK NICHOLSON
(22 de Abril de 1937 - Manhattan, Nova York, EUA)

Jack Nicholson, nome artístico de John Joseph Nicholson, começou sua carreira como ator, escritor e produtor, trabalhando para e com Roger Corman. Isto incluiu sua estréia na tela, em "The Cry Baby Killer "(1958), onde ele fez o papel de um delinqüente juvenil que entra em pânico após atirar em outros dois adolescentes, e "A Pequena Loja de Horrores", onde fez um pequeno papel como um paciente masoquista em um dentista. Seu trabalho no roteiro lisérgico de "The Trip", estrelada por Peter Fonda e Dennis Hopper, o levou a seu primeiro trabalho de sucesso em "Sem Destino" (1969). No filme, Nicholson faz o papel do advogado beberrão George Hanson, pelo qual recebeu sua primeira indicação ao Oscar.

Uma indicação para Melhor Ator veio no ano seguinte, por seu papel em "Cada Um Vive Como Quer" (1970), que inclui seu famoso diálogo com uma salada de frango sobre obter o que se quer. Outros primeiros filmes pelos quais ele é famoso incluem "A Última Missão", de Hal Ashby (1973); "Chinatown", de Roman Polanski (1974); "Um Estranho no Ninho", de Milos Forman, pelo qual recebeu seu primeiro Oscar; e "O Iluminado", de Stanley Kubrick. Nicholson ganhou um prêmio da Academia por Melhor Ator Coadjuvante por seu papel em "Laços de Ternura".


O "Batman" de 1989, onde Nicholson fez o papel do supervilão Coringa, foi um êxito internacional, e um contrato de porcentagem nos lucros deu a Nicholson cerca de 50 milhões de dólares. Por seu papel como o impetuoso coronel Nathan R. Jessep, em "Questão de Honra" (1992), filme sobre um assassinato em uma unidade dos fuzileiros navais dos EUA, ele recebeu outra indicação ao Oscar. Este filme contém umas das mais famosas frases de Nicholson no cinema: "Você não pode lidar com a verdade!". Em 1997 ele ganha o Oscar por seu papel como o neurótico no romântico "Melhor é Impossível" (1997).

Em "As Confissões de Schmidt" (2002), Nicholson faz um vendedor de seguros aposentado de Omaha, Nebraska, que questiona a própria vida e a morte de sua mulher pouco depois. O filme lento e profundamente emocional aparece contrastando com muitos de seus papéis anteriores. Na comédia "Tratamento de Choque", ele faz o terapeuta agressivo que deve ajudar o pacifista Adam Sandler. Seu filme seguinte, "Alguém Tem Que Ceder", de 2003, contracena com Diane Keaton, fazendo o papel de um homem que não consegue aceitar como parceira, uma mulher da sua idade. Nicholson retornou à sua forma vilanesca como o chefe durão da máfia Irlandesa, controlando Matt Damon e Leonardo DiCaprio no filme de Martin Scorsese "Os Infiltrados" (2006). Em 2007, Nicholson, juntamente com Morgan Freeman, protagonizou o filme "Antes de Partir".

   

PHILIP SEYMOUR HOFFMAN
(23 de Julho de 1967 - Fairport, Nova York, EUA)

Assinando como Philip Hoffman no começo de carreira, o ator começou fazendo pontas em seriados , como "Lei e Ordem" (1991). Logo em 1992 tem a honra (e sorte) de trabalhar com Steve Martin em "Fé Demais Não Cheira Bem". Sem papel de destaque ainda, faz parte do elenco de "Perfume de Mulher" (1992), refilmagem do clássico italiano dirigido por Dino Risi. Sob o comando de Martin Brest (diretor de "Um Tira da Pesada"), Hoffman aparece ao grande público, pelo apelo do astro Al Pacino. Então que em 1996, Paul Thomas Anderson o convida para fazer parte do seu primeiro longa-metragem chamado "Jogada de Risco". O resultado é mais um prêmio em um filme aonde ele participa. Se em "Perfume de Mulher", Pacino recebia seu Oscar, em "Jogada de Risco" é Paul Thomas Anderson que ganha pela direção do filme pela associação de críticos de Boston. A parceria com Paul Thomas rende ao ator um papel em "Boogie Nights" (1997), onde o elenco do filme é premiado em vários festivais. Hoffman então encontra seu cenário, seu perfil, seu chão. Começa a ser chamado para filmes sérios, com papéis de destaque: "O Grande Lebowsky" (1998) dos irmãos Coen; "Felicidade" (1998), do diretor Todd Solondz; "Próxima Parada, Wonderland" (1998) e em "Ninguém é Perfeito" divide a tela com Robert de Niro, dirigido por Joel Shcumacher.


"Magnólia", vencedor do Urso de Ouro em Berlim em 1999 consolida o talento e a sorte do ator, garantido outros inúmeros convites seguintes: "O Talentoso Ripley" (1999), "Deu a Louca nos Astros" (2000), "Dragão Vermelho" (2002), "Embriagado de Amor" (2002) e "Cold Mountain" (2003), filmes premiados e celebrados pela critica. Faltava o Oscar, não? Pronto. 2005, "Capote". E o Oscar vai para Philip Seymour Hoffman. Ele logo decide quebrar o gelo e aceitar o pedido de Tom Cruise para fazer o vilão na terceira parte de "Missão Impossível". Em 2007 Hoffman trabalha com dois mestres do cinema norte americano: Mike Nichols, em "Jogos do Poder"; e com Sidney Lumet, em "Antes que o Diabo Saiba que Você está Morto". O que mais esperar de Philip Seymour Hoffman? "Sinédoque, Nova Iorque", primeiro filme dirigido por Charlie Kaufman (roteirista de "Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças").

   

DENZEL WASHINGTON
(28 de Dezembro de 1954 - Mount Vernon, Nova York, EUA)

Ele teve uma infância dentro do convencional. Após terminar o colégio, ingressou na faculdade de jornalismo, mas, após interpretar um papel em uma peça produzida pelos próprios estudantes, Denzel percebeu que tinha vocação para a coisa. Logo ele estaria ingressando no Conservatório Americano de Teatro e começando a fazer seus primeiros trabalhos como ator profissional. Com a sua aparência imponente e tipo exótico, Denzel não teve muita dificuldade para conseguir seus primeiros papéis na televisão, meio no qual se baseou o início de sua carreira. Apesar de ir acumulando experiência, Denzel apenas conseguiu sua grande chance de se destacar em 1989, quando integrou o elenco de “Tempo de Glória”, um drama sobre o primeiro regimento negro a lutar na sanguinária Guerra Civil Americana. O filme obteve grande notoriedade e ganhou 3 Oscars, um dos quais conquistado pelo próprio Denzel na categoria Melhor Ator Coadjuvante. O ator também ganhou o Globo de Ouro na mesma categoria. Em 1992, o ator encara a responsabilidade de interpretar um dos grandes nomes da história americana em “Malcolm X”, drama biográfico dirigido por Spike Lee sobre o famoso líder afro-americano. O ator passou por uma elaborada preparação para interpretar o papel e sua atuação lhe rendeu novamente uma indicação ao Oscar, além de ganhar o Urso de Prata no festival de Berlim.


Em 1993, Denzel atua em “Filadélfia”, drama protagonizado por Tom Hanks. Após “Muito Barulho Por Nada”, Denzel ainda protagoniza, ao lado de Julia Roberts, o suspense “O Dossiê Pelicano”. Por esse filme, Denzel Washington recebeu a indicação ao MTV Movie Awards na curiosa categoria “Ator Mais Gostoso”, confirmando a sua imagem de galã. Ele participou de muitas produções, como “Maré Vermelha”, “Coragem Sob Fogo”, “Nova York Sitiada”, “O Colecionador de Ossos”, “Hurricane - O Furacão” (ele mais uma vez recebeu uma indicação ao Oscar, além de ter ganho o Globo de Ouro e novamente um prêmio no Festival de Berlim), “Duelo de Titãs”, “Dia de Treinamento” (ganhou o Oscar na categoria Melhor Ator, além de também ter sido indicado ao Globo de Ouro), “Voltando a Viver”, “Um Ato de Coragem”, “Sob o Domínio do Mal” e “Chamas da Vingança”.

   

DANIEL DAY-LEWIS
(29 de Abril de 1957 - Londres, Inglaterra)

"Se não me permitissem atuar como válvula de escape, não haveria lugar para mim na sociedade"
, conta Day-Lewis, que de papéis pequenos em filmes de pouca relevância, como "How Many Miles to Babylon?", no qual interpretava um ricaço que acompanhava seu amigo de infância, um operário, num exército da Primeira Guerra Mundial; e "Rebelião em Alto Mar", em que contracenou com Mel Gibson, Anthony Hopkins e Liam Neeson. Ele vêm chamar atenção com "Minha Adorável Lavanderia", que tornaria seu nome e o do diretor Stephen Frears famosos. A profunda atuação de Day-Lewis causou um rebuliço na indústria americana porque esse longa estreou em Nova York simultaneamente com outro filme seu, "Uma Janela para o Amor". Por ambos os papéis, a Associação de Críticos de Nova York lhe deu o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante do ano. Dois anos depois, as expectativas que rodeavam Day-Lewis se confirmaram em outro filme de época: "A Insustentável Leveza do Ser", de Philip Kaufman. Em 1989, o ator conseguiu o primeiro Oscar por seu tocante retrato de um homem com paralisia cerebral em "Meu Pé Esquerdo". Esta era a única parte de seu corpo que ele conseguia controlar, e a utilizava habilmente para pintar e escrever. Ficou famosa a decisão de Day-Lewis de não sair da cadeira de rodas mesmo quando não estava sendo filmado, para compreender ao máximo o sofrimento de seu personagem.


Depois de "Meu Pé Esquerdo", Day-Lewis tornou-se requisitado para todo e qualquer papel dramático nos EUA e na Inglaterra. Seguindo no sentido contrário, ele fez questão de tornar-se ainda mais criterioso com a escolha de papéis. Sumiu até 1992, quando retornou às telonas tentando um filme de ação: "O Último dos Moicanos", de Michael Mann. Depois, Day-Lewis aceitou o convite do diretor Jim Sheridan, que lhe havia garantido o Oscar com "Meu Pé Esquerdo", para estrelar seu novo filme, "Em Nome do Pai". Repetindo a história, mais uma chuva de indicações a grandes prêmios se seguiu: Oscar, Globo de Ouro, BAFTA... O filme também alterou profundamente a percepção de Day-Lewis a respeito da Irlanda, a ponto de pedir cidadania irlandesa.

No mesmo ano, o ator tentou mais um filme de época, com em "A Época da Inocência", de Martin Scorsese. Depois veio "As Bruxas de Salem", que ficou além das expectativas da crítica, o ator, porém, não se intimidou e retornou em 1997 com mais um drama irlandês dirigido por Sheridan: "O Lutador", lhe rendendo mais uma indicação ao Globo de Ouro. Day-Lewis resolveu então dar um tempo do cinema. Passou nada menos que cinco anos na Itália, vivendo humildemente como sapateiro. Recusou o papel de Aragorn em "O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel", e não retornaria aos cinemas se não fosse Scorsese, que admitiu publicamente que atraiu Day-Lewis para Nova York sob falsos motivos apenas para convencê-lo de que deveria interpretar o Açougueiro no épico "Gangues de Nova York".

Mesmo com a volta, e elogios a sua interpretação, foi com mais uma ausência e seu novo retorno com "Sangue Negro", do diretor Paul Thomas Anderson, que Day-Lewis levou os mais importantes prêmios do cinema mundial: SAG Awards, BAFTA, Globo de Ouro, Oscar, entre outros. Lewis e sua carreira provam que pedir um tempo, não significa parar no mesmo.

   

SEAN PENN
(17 de Agosto de 1960 - Santa Monica, Califórnia, EUA)

Nos anos 80 surgiu Madonna. Com isso então surge então seu namorado. O ator Sean Penn. Ator? "Picardias Estudantis"... isso pode ser considerado filme? Sim, esquecendo o nome e indo aos créditos, o filme é baseado em um livro de Cameron Crowe ("Quase Famosos"), que também assina o roteiro. Picardias, é dirigido por Amy Heckerling, diretora de conhecidas comédias como "Olha Quem está Falando", "As Patricinhas de Beverly Hills" e o piloto do seriado "The Office". Então, Sean Penn começou a carreira, tão bem quanto sua namorada na época.

Na década de 80 Sean Penn continua em produções ao lado de grandes astros e ou/ nomes importantes do cinema. "Adeus à Inocência", com Nicolas Cage; "A Traição do Falcão", do diretor John Schlesinger; "Caminhos Violentos", com Christopher Walken; "As Cores da Violência", dirigido e estrelado por Dennis Hopper; "Pecados de Guerra", de Brian De Palma, e "Não Somos Anjos" de Neil Jordan, com roteiro de David Mamet. Toda essa experiência obtida nos anos 80, fizeram da década seguinte, um marco para Penn, como ator e como diretor. Os anos 90 fizeram a carreira de Sean Penn. É indicado ao Oscar na categoria de Melhor Ator por "Os Últimos Passos de um Homem" (1995) e "Poucas e Boas" (1999).


Vence na categoria Melhor Ator em Cannes por "Loucos de Amor" (1997). No Globo de Ouro recebeu uma indicação na categoria de Melhor Ator - Comédia/Musical por "Poucas e Boas" (1999) e de Melhor Ator Coadjuvante por "O Pagamento Final" (1993). Ganha o Leão de Prata em Veneza por "Hurlyburly - O Alvoroço". Como diretor, realiza seu primeiro filme em 95 em "Acerto Final" com Jack Nicholson e David Morse. Novo século, novo fôlego. Sean Penn é indicado ao Oscar por "Uma Lição de Amor" em 2001; faz um dos grandes papéis de sua carreira em "21 Gramas", em 2003, mesmo ano que ganha seu primeiro Oscar como Melhor Ator por "Sobre Meninos e Lobos". Em 2007 realiza seu longa mais elogiado: "Na Natureza Selvagem". Nada mal para quem era conhecido como o namorado de Madonna, não?

   

ANTHONY HOPKINS
(31 de Dezembro de 1937 - Port Talbot, País de Gales)

Tendo atuado em mais de 90 filmes, sendo a maioria para a televisão, Anthony Hopkins é considerado um dos atores mais importantes de Hollywood. Filho de padeiro, ele começou fazendo muitas pontas em alguns filmes e diversas aparições no teatro. Hoje tem uma coleção de prêmios e honrarias de dar inveja a qualquer ator renomado. Em 1968, chamou a atenção interpretando o príncipe Richard em “O Leão do Inverno”, onde contracenou com os grandes Peter O’Toole e Katharine Hepburn. Depois desse marco em sua carreira, atuou em diversos filmes feitos para a TV inglesa, e voltou para o cinema com o comovente “O Homem-Elefante”, de David Lynch, em 1980.

Em “Spartacus”, de Stanley Kubrick, faz uma participação especial, e doa a sua voz para a personagem de Marcus Licinius Crassus, atuado por Laurence Oliver. Volta à atuação em “O Silêncio dos Inocentes”, filme que o consagrou, ganhando um Oscar na categoria Melhor Ator. Ele interpreta Hannibal Lecter, um perigoso psicopata encarcerado por ser acusado de canibalismo. O filme, mais tarde, teria duas seqüências: “Hannibal” e “Dragão Vermelho”. Dois anos depois volta em “Terra das Sombras” e no mesmo ano atua em “Vestígios do Dia”.


Em “Nixon”  atua como o ex-presidente norte-americano, que dá nome ao filme. Na produção “Amistad”, de Steven Spielberg, Hopkins faz um ex-presidente que é contra a escravidão. Engajado com a causa, ele abre mão de sua aposentaria para defender uns escravos que seriam punidos por terem tomado posse de um navio negreiro. Após “Amistad”, Hopkins atua em diversos outros filmes, como “Instinto”, “Encontro Marcado”, “Lembranças de um Verão”, “Em Má Companhia” e “Revelações”. Em 2004, volta com a cine-biografia “Alexandre”, que mostra a vida de um dos maiores conquistadores que o mundo já viu: Alexandre, o Grande. No filme, Hopkins interpreta Ptolomeu, o último dos grandes sábios gregos.

   

JOHNNY DEPP
(9 de Junho de 1963  - Owensboro, Kentucky, EUA)

Desde cedo possuindo uma certa rejeição a trabalhar para a televisão, Johnny sempre demonstrou ter personalidade forte e ser um adolescente firme em suas decisões. Alternando a sua adolescência entre a atuação e a música, começou a trabalhar no cinema quando já tinha cerca de 20 anos e, desde então, jamais parou. Durante os períodos fracos da música, Depp vendia canetas por telefone. Ele foi apresentado à arte de representar depois de uma visita a Los Angeles, onde o apresentaram ao ator Nicolas Cage, que encorajou Depp a tentar. Johnny estreou no cinema em 1984, no primeiro filme da série “A Hora do Pesadelo”, de Wes Craven.

Em 1986, ele ganhou um papel em “Platoon”, de Oliver Stone. No filme “Edward – Mãos de Tesoura”, Johnny trabalha pela primeira vez com o cineasta Tim Burton. Novamente sob a direção de Tim Burton, Johnny interpreta o considerado pior cineasta de todos os tempos, Ed Wood, que dá nome ao filme. “Ed Wood” é uma cinebiografia que possui uma linha tênue entre o humor e o drama, ao mostrar a perseverança e paixão de um cineasta tão desvalorizado que, apesar dos fracassos, vivia por seus filmes. Utilizando-se de todo o seu charme, Johnny incorpora o mito Don Juan de Marco, no filme que leva o nome de sua personagem.


Tim Burton dirige Johnny Depp em “A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça”. Sempre ao lado de Chris Ricci, Johnny incorpora Ichabod, um detetive enviado a uma pequena cidade para a investigação de alguns assassinatos em que todas as vítimas tinham a cabeça cortada. Outra vez sob a direção de Lasse Hallström e ao lado da divina Juliette Binoche (de obras-primas como “A Liberdade é Azul” e “Os Amantes de Pont-Neuf”), Johnny retorna a interpretar um cigano, em “Chocolate”. Longe do clima romântico, Johnny estrela “Do Inferno”, filme baseado na história de Alan Moore e Eddie Campbell sobre o mítico assassino Jack, o Estripador. Em “Era uma vez no México”, terceiro filme da trilogia do diretor Robert Rodriguez que começou em 1992 com El Mariachi e seguiu com Desperado, de 1995, Johnny é um agente corrupto da CIA que dificulta a vida do justiceiro El Mariachi, papel do espanhol Antonio Banderas.

Ele ganhou ainda mais simpatia do público, inclusive sendo indicado ao Oscar de Melhor Ator, ao interpretar Jack Sparrow, um excêntrico pirata na trilogia "Piratas do Caribe". Com direito a sua segunda indicação ao Oscar de Melhor Ator, Johnny estrela “Em Busca da Terra do Nunca”. Ele incorpora o escritor J.M. Barrie e mostra o processo de criação da sua obra-prima, até hoje bastante explorada, Peter Pan. Ele protagoniza um suspense baseado em uma obra de Stephen King, “A Janela Secreta”. Pela quarta vez sendo dirigido por Tim Burton, Johnny Depp assume o papel de um dos maiores personagens da história do cinema, Willy Wonka, na regravação de “A Fantástica Fábrica de Chocolates”.

   

JAVIER BARDEM
(1 de Março de 1969 - Las Palmas, Ilhas Canárias, Espanha)

Ele nasceu no dia 1º de março de 1969 em Las Palmas, nas Ilhas Canárias. Sua mãe é Pilar Bardem, uma renomada atriz que trabalha continuamente desde a metade dos anos 60 até hoje, e seu tio foi Juan Antonio Bardem, um dos mais celebrados diretores espanhóis, aprisionado pelo regime de Franco quando seu Muerte de Un Ciclista recebeu elogios da crítica em Cannes. Muitos outros membros da família Bardem também são atores conhecidos, como seu avô Rafael Bardem e avó Matilde Muñoz Sampedro. Quando jovem, Bardem estudou pintura na Escuela de Arte Y Ofícios ao mesmo tempo em que interpretava pequenos papéis na TV. Foi no começo dos anos de 1990, quando o diretor espanhol Bigas Luna ofereceu-lhe um papel em "As Idades de Lulu", que sua carreira como ator deslanchou.

Javier Bardem foi o primeiro espanhol a ser indicado ao Oscar de Melhor Ator, uma honra recebida por sua interpretação do poeta e dissidente cubano Reinaldo Arenas em "Antes do Anoitecer", de Julia Schnabel. Ele também foi nomeado Melhor Ator no Festival de Veneza pelo mesmo papel, o que lhe rendeu honrarias da National Society of Film Critics, do Independent Spirit Award, além de uma indicação ao Globo de Ouro.


Javier recebeu um total de sete indicações e quatro premiações do Goya Award, o equivalente espanhol ao Oscar. Mais recentemente, Javier estrelou no filme aclamado pela crítica "Onde os Fracos Não Têm Vez", dirigido por Joel e Ethan Coen. Por seu papel como Anton Chigurth, Bardem ganhou um Oscar como Melhor Ator Coadjuvante, um Globo de Ouro, o Screen Actors Guild e o NY Film Critics Award.

Em 2004, Bardem ganhou outro prêmio de Melhor Ator no Festival de Veneza (somente um ator já havia ganhado esse prêmio duas vezes em Veneza) por sua performance em "Mar Adentro", de Alejandro Amenabar. Por esse papel, também ganhou um Goya e foi indicado ao Globo de Ouro. Os outros créditos de Bardem inclui "Carne Trêmula", de Pedro Almodóvar. Seus trabalhos recentes incluem a estréia de John Malkovich como diretor "Guerrilha Sem Face"; "Sombras de Goya", ao lado de Natalie Portman; e "O Amor nos Tempos de Cólera". Em 2008, Javier foi honrado com o prêmio Montecito no Festival de Cinema de Santa Barbara.

   

GAEL GARCIA BERNAL
(30 de Novembro de 1978 - Guadalajara, Jalisco, México)

A partir dos 11 anos, Gael passou a atuar em séries de TV, em que fez “Teresa” e “Meu Avô e Eu”. Só mais tarde, com o curta-metragem “Das Tripas, Coração”, que fala de um povoado, a cidade de Jalisco e o seu famoso prostíbulo, Gael viria a estrear num filme. Volta em 2000 com o filme de Alejandro González Iñarritu, “Amores Brutos”. Nos momentos finais do filme, aparece como nunca antes o vimos: careca. Gael, em 2001, faz o papel de Julio Zapata, um adolescente de classe média, em “E Sua Mãe Também”. O filme de Alfonso Cuarón, consagrou o ator no México. Depois ele faz um papel em “Vidas Privadas”, primeiro longa do cantor Fito Paez.

Saindo do rumo da comédia, Gael aparece como “Che” Guevara pela primeira vez, em 2002. “Fidel” é uma série de TV de produção estadunidense, que mostra a posse do líder socialista cubano Fidel Castro até os dias de hoje. Causando muita polêmica, atua em “O Crime de Padre Amaro”, de Carlos Carrera. O filme é uma adaptação da obra do português Eça de Queiroz, e mostra Gael como um padre jovem e bonito que chega à uma pequena cidade e conhece uma moça, católica fervorosa, e logo passam a sentir um desejo correspondido. Uma bonita estória de amor, de final surpreendente.


Um ano depois, Gael estréia na produção britânico-espanhola “Jogo de Sedução”, em que interpreta um ator brasileiro, carioca, filho de um inglês, que vai tentar a vida em Londres. Em seguida atua como “Che” Guevara novamente. Desta vez, com o cineasta brasileiro Walter Salles, que preferiu basear-se nos diários de viagem de “Che” e de seu eterno companheiro Alberto Granado, no longa "Diário de Motocicleta". No mesmo ano, começa a trabalhar no seu primeiro filme ao lado de Pedro Almodóvar. De volta à temática religiosa, em “Má Educação”, faz um jovem seminarista, que se vê sufocado por um padre que desperta nele, interesses sexuais. No longa, quando mais velho, interpreta um travesti.

Em 2006 protagonizou "Sonhando Acordado", filme dirigido por Michel Gondry (diretor de "Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças"). No premiado "Babel", Gael é comandando novamente por Iñarritu, após Amores Brutos”. O cineasta brasileiro, Hector Babenco, trabalhou com Gael em "O Passado" em 2007. Outro brasileiro, Fernando Meirelles, dirigiu o ator em "Ensaio sobre a Cegueira", adaptação da obra de José Saramago.

 

 
 

 


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