O critério usado para a seleção das 10 maiores atrizes da atualidade foi baseado na filmografia e trabalhos importantes. Como regra, só foram escolhidas atrizes vivas.

 
     

 

NICOLE KIDMAN
(20 de Junho de 1967 - Honolulu, Havaí, EUA)

Ela nasceu na belíssima praia de Honolulu, no Havaí, diferente dos boatos que diziam que ela nasceu na Austrália, já que seus pais são australianos. Morou em Washington, D.C, onde seu pai, o bioquímico Anthony, estava conduzindo pesquisas para o tratamento do câncer. Aos 10 anos, Nicole já fazia aulas de interpretação. Ela entrou no mundo da atuação e tornou-se uma profissional da Sydney's Philip Street Theater. Sua performance chamou a atenção da diretora australiana Jane Campion, que mandou a Kidman uma carta pessoal de encorajamento. Aos 14 anos teve sua estréia na TV em "Bush Christman", "Bicicletas Voadoras", entre outros.

Até que em 1989, aos 19 anos, sob a direção de Philyp Noice, Nicole fez "Terror a Bordo" ao lado de Sam Neill. Em 1990, a convite de Tony Scott, Nicole faz "Dias de Trovão" ao lado de Tom Cruise. Após as gravações, surge um romance entre os dois, e em dezembro do mesmo ano, eles se casam. De 1990 para 1995 tiveram muitos papéis, em especial um em 95 o qual Nicole é Suzanne Stone, uma jovem ambiciosa que quer se transformar numa jornalista e estrela de televisão a qualquer custo no filme "Um Sonho Sem Limites". Sua bela atuação fez com que lhe rendesse um Globo de Ouro na categoria Melhor Atriz.


Ainda em 1995 ela fez "Batman Eternamente" a psicóloga e namoradinha do homem-morcego, Chase Meridian. Em "O Pacificador" (1997) Nicole fez o papel da Dra. Julia Kelly, uma cientista nuclear e chefe do Grupo Especial Anti-Contrabando de Armas Nucleares da Casa Branca. Um ano depois, 1998, vem "Da Magia à Sedução". Já em 1999, ela protagoniza o último trabalho do diretor Stanley Kubrick, "De Olhos Bem Fechados". Em 2001 ela fez "Moulin Rouge - Amor Em Vermelho", que lhe rendeu um Globo de Ouro na categoria Melhor Atriz. No mesmo ano ela ainda fez "Os Outros". Em seguida veio a consagração: "As Horas" (2002). Ela ficou feia para interpretar de forma brilhante o papel. Com isso, ela faturou um Oscar, um Globo de Ouro e um BAFTA na categoria Melhor Atriz. Muitos outros trabalhos valem ser citados, como: "Dogville", "Cold Mountain",  “Reencarnação”, “A Intérprete”, “A Feiticeira”, "A Pele", "Bússola de Ouro", "Happy Feet" (dublando e cantando), "Invasores" e "Austrália" (repetindo a parceria com Baz Luhrmann, depois de "Moulin Rouge").

   

MERYL STREEP
(22 de Junho de 1949 - New Jersey, EUA)

Ela foi 13 vezes indicada ao Oscar e vencedora de duas estatuetas. A nativa de New Jersey, Mary Louise Streep (o Mary viraria mais tarde Meryl), desde a juventude esteve envolvida com a arte, motivo que a fez integrar a Yale School of Drama para aperfeiçoar o seu dom de atuar. Desde seus primeiros filmes, Meryl foi ganhando relativa notoriedade e consolidando-se como uma atriz de peso. Sempre perfeccionista, ela se entregava a cada novo papel e brilha em qualquer que seja o tipo de filme. Ao longo de seus atuais quase 30 anos de carreira, o nome da atriz se tornou garantia de qualidade em uma produção. Intercalado sua carreira no cinema com participações em filmes para a TV, em “O Franco Atirador”, de 1978, foi responsável pela primeira indicação de Meryl ao Oscar na categoria Melhor Atriz Coadjuvante. Em 1979, a atriz interpreta Joanna Kramer, um de seus grandes papéis, que lhe rendeu seu primeiro Oscar. Em 1981, outro grande papel aparece para Meryl em “A Mulher do Tenente Francês”, que lhe trouxe a terceira indicação ao Oscar (Melhor Atriz). No drama “A Escolha de Sofia”, Meryl obteve sua quarta indicação ao Oscar e ganhou pela segunda vez. “O Retrato de Uma Coragem”, de 1983, é o próximo trabalho significativo da atriz..Rendeu à Meryl Streep mais uma indicação ao Oscar. Em 85, ela novamente interpreta um papel marcante em “Entre Dois Amores”. Meryl teve uma nova indicação ao prêmio.


Em 1987, a atriz dá uma brilhante performance no drama “Ironweed”, do diretor argentino naturalizado brasileiro Hector Babenco. O filme, baseado no livro de William Kennedy, fez com que Meryl Streep fosse, mais uma vez, indicada ao Oscar. “Um Grito No Escuro”, de 1988, é outro drama marcante na filmografia da atriz. O longa deu a Meryl sua oitava indicação ao Oscar, além de lhe render o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes. No drama “A Pontes De Madison” ela contracena com Clint Eastwood, que também dirigiu o filme. Meryl foi indicada novamente ao Oscar e ao Globo de Ouro.

Após um período sem emendar grandes trabalhos no cinema, a atriz volta em 2002 no aclamado drama “As Horas”. Meryl foi indicada ao Globo de Ouro por seu personagem Clarissa Vaughan e a produção ainda arrebatou muitos prêmios em diversos festivais pelo mundo. Logo em seguida, no mesmo ano, a atriz também atua em “Adaptação”, filme que abusa da metalinguagem para contar a história de Charlie Kaufman (o roteirista real do filme). Meryl interpreta Susan Orlean, autora do livro que deve ser adaptado, numa performance que lhe deu outra indicação ao Oscar e ao BAFTA, além de ter ganhado o Globo de Ouro. Entre seus últimos trabalhos, estão "O Diabo Veste Prada", "Leões e Cordeiros" e "Mamma Mia!".

   

DIANE KEATON
(5 de Janeiro de 1946 - Los Angeles, Califórnia, EUA)

Diane Hall, nome verdadeiro de Diane Keaton, estudou drama na Santa Ana College, bem antes de estudar teatro em um bairro de Nova York. Após muito estudo, ela conseguiu o seu primeiro papel na Broadway no musical de rock chamado "Hair"(1968). Mesmo sendo uma atriz substituta, ela chamou muita atenção. Em 1970, o diretor Woody Allen deu uma ótima oportunidade para a atriz no musical "Play It Again, Sam". Em 1970 ela ganhou um papel em "As Mil Faces do Amor", filme do diretor Cy Howard. No mesmo ano, ela soube que Francis Ford Coppola procurava uma atriz e ela foi a escolhida para interpretar Kay no premiado "O Poderoso Chefão". Ela repetiu o papel em "O Poderoso Chefão 2" (1974). Surge então um oportunidade de trabalhar novamente com Allen em "Noivo Neurótico, Noiva Nervosa", longa que deu a Diane Keaton um Oscar e um Globo de Ouro na categoria Melhor Atriz.

Em 1981 ela participou de "Reds", longa dirigido por Warren Beatty (o eterno Dick Tracy), como a boêmia jornalista Louise Bryant. Por seu desempenho ela recebeu indicações para Oscar e o Globo de Ouro. Na década de 80 ela fez vários papéis sem grande destaque, apesar de ter conseguido três indicações a grandes prêmio.


 No começo dos ano 90 ela repete o papel em "O Poderoso Chefão 3". Antes desse, ela dirigiu o documentário "Heaven" (1987), como também alguns clipes. Para a televisão ela dirigiu um episódio do seriado "Twin Peaks". Atualmente ela é mais conhecida por seus papéis mais divertidos nos sucessos "O Pai da Noiva" e "Clube das Desquitadas". Até fazer em 2003 o longa "Alguém Tem Que Ceder", comédia de Nancy Meyers, onde estrela ao lado de Jack Nicholson. Nos últimos anos ela focou em comédias e dramas, como "Minha Mãe Quer que eu Case" e "Tudo em Família".

   

JUDI DENCH
(9 de Dezembro de 1934 - North Yorkshire, Inglaterra)

Judi Dench entrou aos treze anos de idade para a The Mount School, em York. Desde essa época, ela demonstrou interesse pela arte de representar, tanto que, após concluir seus estudos na Central School of Speech and Drama, de Londres, estreou em 1957 num teatro de Liverpool, no papel de Ophelia da peça de Shakespeare, "Hamlet". No ano de 1961, entrou para a Royal Shakespeare Company onde, nas duas décadas que se seguiram, acumulou prêmios por suas atuações em espetáculos realizados em Londres e Stratford. Ela já ganhou 6 prêmios Laurence Olivier, o "Oscar" do teatro britânico.

Depois de uma grande carreira no teatro, sua segunda maior atividade ocorreu na televisão britânica. No cinema, ao longo de sua carreira, foi agraciada com o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante, o Screen Actors Guild Award e com um Globo de Ouro por sua atuação em "Shakespeare Apaixonado", de 1998. Ela já foi indicada outras quatro vezes à estatueta dourada na categoria Melhor Atriz, por suas participações em "Sua Majestade, Mrs. Brown", de 1997; "Iris", de 2001; e "Sra. Henderson Apresenta", de 2005; e a quarta por seu trabalho como coadjuvante em "Chocolate", de 2000. Na Academia Britânica (BAFTA) ela já ganhou 7 prêmios de Melhor Atriz.


Para o grande público, ela ficou mais conhecida pelo  papel de ''M'' nos filmes recentes do agente 007, James Bond. Ela apareceu a partir de "007 contra GoldenEye" em 1995 até os capítulos mais atuais da cine-série. Em 2006 ela fez "Notas sobre um Escândalo", contracenando  com Cate Blanchett. Este papel deu uma indicação ao Oscar e ao Globo de Ouro.

   

JULIA ROBERTS
(28 de Outubro de 1967 - Smyrna, Geórgia, EUA)

Julia Roberts foi por muito tempo a atriz mais poderosa de Hollywood. No começo, seu irmão Eric Roberts deu um empurrãozinho em seu primeiro papel em "Três Mulheres e o Amor" (1988). Outros papéis vieram, como em "Flores de Aço" (1989) e "A Paixão de sua Terra" (1990). Mas o grande e marcante papel de sua carreira veio em 1990 com "Uma Linda Mulher". Ao lado de Richard Gere, ela faz o papel de Vivian 'Viv' Ward, uma prostituta que acaba se apaixonando pelo empresário Edward Lewis (Gere). Por este filme ela foi indicada ao Oscar e venceu o Globo de Ouro na categoria de Melhor Atriz. Em "Dormindo com o Inimigo" (1991), Julia Roberts é Sara Waters, casada com um homem extremamente violento. No mesmo ano ela fez a fada sininho em "Hook - A Volta Do Capitão Gancho". Dizem as más línguas que houveram desentendimentos entre ela e o diretor Steven Spielberg. Mas isso não atrapalhou sua atuação como a carismática e ciumenta fada. Após alguns problemas amorosos com o ator Kiefer Sutherland, ela faz "O Dossiê Pelicano" (1993). Passaram-se os anos e foi lançado "Noiva Em Fuga" (1999), o reencontro de Julia Roberts e Richard Gere depois de quase 10 anos de "Uma Linda mulher". Teve "Casamento Do Meu Melhor Amigo" (1997) e "Lado a lado" (1998). Em 1999 saiu "Um Lugar Chamado Notting Hill", uma comédia protagonizada por ela e Hugh Grant.


Em 2000 foi lançado "Erin Brockovich - Uma Mulher De Talento", considerado por muitos o melhor filme de Julia Roberts. Baseado em uma história real, este filme rendeu a Julia o tão sonhado e esperado OSCAR. Em 2004 ela faz uma participação n estrelado filme "Doze Homens e Outro Segredo". Cada vez aparecendo menos nas telonas, por opção própria, ela fez bons trabalhos, como: "Closer" e "Jogos do Poder".

   

NATALIE PORTMAN
(9 de Junho de 1981 - Jerusalém, Israel)

Natalie Portman começou sua carreira relativamente cedo. Aos 13 anos fez seu primeiro filme e, aos poucos, construiu uma carreira bastante promissora na área cinematográfica, sendo hoje um nome de relativo destaque em Hollywood. A atriz soube, ao longo de sua carreira, fazer as escolhas certas para que não se tornasse apenas mais uma dessas jovens estrelas que despontam repentinamente e logo têm o brilho apagado. Antes de tudo, a pouca idade da atriz não é premissa de pouca experiência e nem pouco talento, muito pelo contrário, Natalie é um dos verdadeiros talentos jovens que o cinema possui atualmente.

Nascida em Israel, mais especificamente em Jerusalém, e filha de um médico e uma artista (que viria a ser também sua agente), Natalie se mudou para os Estados Unidos ainda bem pequena junto com sua família, que se estabeleceu na cidade de Nova York até que ela completasse os estudos colegiais. No meio desse período, no entanto, Natalie foi descoberta por um agente que a inseriu no mundo do show business. Primeiramente fazendo alguns trabalhos como modelo, ela veio a decidir que queria seguir a carreira de atriz e logo em seguida já fazia sua estréia no thriller “O Profissional”, do diretor Luc Besson, ao lado de Jean Reno e Gary Oldman.


No ano seguinte, Natalie participa de “Fogo Contra Fogo”, um filme policial sobre um detetive que tem que lidar com a investigação de um complicado assalto. Novamente, a atriz contracena com nomes já consagrados como Al Pacino, Robert De Niro, Val Kilmer, Jon Voight e Ashley Judd, além de ser dirigida por Michael Mann. Em 1996, Natalie Portman integra o elenco da comédia musical “Todos Dizem Eu Te Amo”, do aclamado diretor Woody Allen. No mesmo ano a atriz participa de “Marte Ataca”, comédia fantasiosa de Tim Burton.

O próximo filme de Natalie Portman e seu primeiro grande papel propriamente dito veio em 1999, com o lançamento de “Star Wars: A Ameaça-Fantasma”, primeiro episódio da ordem cronológica da famosa saga de George Lucas. A atriz interpretou a rainha Amdala, que mais tarde iria se envolver com Anakin Skywalker e ser mãe dos gêmeos Luke e Leia. No mesmo ano, a atriz ainda protagoniza ao lado de Susan Sarandon o drama “Em Qualquer Outro Lugar”. Ela recebeu uma indicação ao Globo de Ouro na categoria Melhor Atriz Coadjuvante. 2003 foi um grande ano para a atriz, que participou do elogiado drama “Cold Mountain”. Em 2004, a atriz atua no filme independente “Hora de Voltar”, escrito e dirigido por Zack Braff (mais conhecido por seu papel no seriado “Scrubs”). Ainda em 2004, Natalie Portman integra o elenco de uma dos mais elogiados e controversos dramas dos últimos anos, “Closer – Perto Demais”. Sua performance foi elogiadíssima e Natalie recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. Para o papel, ela também teve que ter aulas de dança erótica e novamente pediu que uma cena de nudez prevista no roteiro fosse retirada. “Closer” já é, sem dúvida, um do filmes mais marcantes da carreira da atriz. Em 2006, Natalie surge no suspense/ficção científica “V de Vingança”, uma das mais elogiadas adaptações dos quadrinhos. Oscilando em grandes papéis e filmes leves, ela participou do drama-média "Um Beijo Roubado", a comédia "Viagem a Darjeeling", o infantil "A Loja Mágica de Brinquedos"  e o tenso "Sombras de Goya".

   

CATE BLANCHETT
(14 de Maio de 1969 - Melbourne, Victoria, Austrália)

Dona de uma beleza exótica e de grandes atuações, a atriz começou sua carreira no cinema tarde, porém, não demorou a ter os seus talentos reconhecidos pela mídia e pelos grandes estúdios e diretores. Nascida em Melbourne, na Austrália, filha de uma mãe australiana e um pai americano do Texas, que faleceu quando Cate tinha apenas 10 anos. Cate Blanchett decidiu viajar para diferentes lugares do planeta. Ao viajar para o Egito e se encontrar totalmente sem dinheiro, concordou em fazer uma participação em um filme árabe como forma de arrecadar algum dinheiro extra. Gostando da experiência inicial, ao voltar para Austrália, Cate se matricula na cultuada “National Academy of Dramatic Arts”.

Após a sua graduação, atuou no teatro, e aos poucos, vinha nascendo um grande talento. Cate Blanchett atuou nas peças: “Top Girls”, “Kafka Dances”, que a deu um prêmio de melhor estreante em 1993, e no mesmo ano, estrelou ao lado de Geoffrey Rush, “Oleanna”, produção de David Mamet, que a deu o Prêmio de Melhor Atriz Rosemonte. Com o prestígio conquistado com esses dois triunfos teatrais, seguidos de aparições em vários programas de televisão, o diretor Bruce Beresford convida Cate para atuar em “Um Canto de Esperança” (1997).


Não iria demorar muito para que o talento de Cate Blanchett chamasse a atenção do resto do mundo, e a oportunidade surgiu no mesmo ano, ao atuar na adaptação da obra de Peter Carey: “Oscar e Lucinda”, de Gillian Armstrong, ao lado de Ralph Fiennes. A atuação de Cate foi elogiada quase que por unanimidade. A atenção que despertou fez com que surgisse sua grande aparição aos olhos de Hollywood, e a sua permanência no cenário mundial com sua performance no papel principal de “Elizabeth” (1998), de Shekhar Kapur. A atriz foi indicada ao Oscar e ganhou o Globo de Ouro e o Prêmio da Academia Britânica pela sua perfeita interpretação.

Já com a indústria em suas mãos e reconhecida mundialmente, ela fez vários papéis como nos filmes “Um Marido Ideal”, “Alto Controle”, “O Talentoso Ripley”, “Porque os Homens Choram” e “Dom da Premonição”. Como se não bastasse, Cate Blanchett recebe em sua carreira a responsabilidade e a honra para muitos atores e atrizes, de atuar na já lendária e marcante trilogia “O Senhor dos Anéis”, de Peter Jackson, como a feiticeira élfica Galadriel. Nos anos seguintes, podemos conferir Cate em outras produções distintas como “Chegadas e Partidas”, “Paraíso” e “O Custo da Coragem” (por este papel verídico, ela recebeu outra indicação ao Globo de Ouro). Em “O Aviador”, de Martin Scorcese, Cate Blanchett interpreta ninguém menos do que a legendária Katherine Hepburn. Ela levou as indicações para o Globo de Ouro e recebeu o Oscar na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante. Mesmo com uma filmografia de muitos prêmios, nos últimos anos ela apareceu mais para o mundo, como no drama "Notas Sobre um Escândalo" (indicada ao Oscar), "O Segredo de Berlim", "Babel", "Elizabeth: A Era de Ouro" (mais uma indicação ao Oscar) e "Não Estou Lá" (outra indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante).

   

JULIE DELPY
(21 de Dezembro de 1969 - Paris, França)

Delpy nasceu em Paris, filha de Albert Delpy e Marie Pillet, ambos atores de cinema e teatro de vanguarda. Encorajada pela atmosfera artística em que cresceu, Julie Delpy fez a sua estréia no teatro aos 5 anos e ficou até os 14, onde ganhou o seu primeiro papel em filme "O Detetive", dirigido por Jean-Luc Godard. Dois anos mais tarde, Delpy foi escolhida como protagonista do filme "La passion Béatrice". Com o salário que recebeu fez sua primeira viagem para Nova York, indo para a cidade regularmente lá até que ela se mudasse em 1990.

Ele teve sucesso internacional com o seu papel no filme "Filhos da Guerra" de 1991. Depois disso, foram oferecidos a ela muitos papéis tanto em Hollywood, como na Europa. Em 1993, foi escolhida pelo diretor Krzysztof Kieslowski para o segundo filme de sua trilogia das Cores. Delpy participou de "A Liberdade é Azul"; protagonizou "A Igualdade É Branca"; e concluiu a trilogia em "A Fraternidade É Vermelha". Ela, preocupada com o rumo de sua carreira, participou de um curso de verão na Universidade de Nova York e estreou como diretora em 1995 com a curta-metragem "Blá Blá Blá". Em 2002, fez o seu primeiro trabalho dirigindo um longa-metragem em "Looking for Jimmy", que também escreveu e produziu.


De caráter experimental, foi lançado nos EUA e França, mas passando despercebidos. Em 10 de fevereiro de 2007 apresentou no Festival Internacional de Filmes de Berlim "2 Dias em Paris", uma produção que dirigiu, escreveu, protagonizou e também compôs a trilha sonora.

Sua consolidação nos Estados Unidos foi um resultado da sua participação juntamente com Ethan Hawke no filme "Antes do Amanhecer" (1995), dirigida por Richard Linklater. O filme recebeu excelentes comentários e é um dos melhores exemplos do cinema independente dos anos 90. Em 2004, Julie Delpy repete seu papel como Celine na sequência, intitulada "Antes do Pôr-do-Sol". O filme possui a mesma equipe que trouxe o cenário do primeiro longa e foi co-escrito pelo diretor Richard Linklater, Ethan Hawke e pela própria Delpy. As críticas foram ótimas e a atriz, junto com seus companheiros, foram indicados ao Oscar na categoria de Melhor Roteiro Adaptado.

   

PENÉLOPE CRUZ
(28 de Abril de 1974 - Madri, Espanha)

Penélope Cruz provou ser um dos jovens talentos mais versáteis do cinema ao interpretar uma série de personagens interessantes e mais recentemente se tornando a primeira atriz espanhola a ser indicada ao Oscar. Apresentada ao público norte-americano pela primeira vez nos filmes espanhóis "Jámon Jámon" e "Belle Époque", em 1998 estrelou em seu primeiro filme falado em inglês, "Terra de Paixões". Em 1999, Cruz recebeu o prêmio de Melhor Atriz no 13º Festival Anual Goya, concedido pela Academia de Cinema Espanhola, por seu papel em "A Garota dos Seus Sonhos". Estabelecendo seu status como a mais bela atriz internacional da Espanha, Cruz conseguiu um cobiçado papel ao lado de Matt Damon na adaptação para o cinema de "Espírito Selvagem".

Em seguida, interpretou Isabella em "Sabor da Paixão", um conto excêntrico sobre uma cozinheira talentosa que viaja pelo mundo em busca do sucesso, mas acaba por encontrar a si mesma. Outros de seus créditos incluem seu papel no thriller "Preso na Escuridão" e "Carne Trêmula", de Pedro Almodóvar. Além disso, Cruz co-estrelou no filme de Pedro Almodóvar aclamado pela crítica "Tudo Sobre Minha Mãe", que recebeu um Globo de Ouro e um Oscar por Melhor Filme Estrangeiro. Ela depois estrelou "O Capitão Corelli" ao lado de Nicolas Cage.


Penélope estrelou ao lado de Tom Cruise no thriller erótico "Vanilla Sky". Penélope recebeu ótimas críticas por sua tão esperada atuação em "Não se Mova", pela qual foi honrada com um David Di Donatello (o Oscar italiano) e um European Film Award de Melhor Atriz. Suas obras recentes incluem "Na Companhia do Medo", co-estrelando Halle Berry e Robert Downey Jr; o drama romântico do diretor John Duigan "Três Vidas e um Destino", ao lado de Charlize Theron e Stuart Townsend; "Anjo de Vidro" com Susan Sarandon. Penélope também estrelou ao lado de Matthew McConaughey e William H. Macy como a Dra. Eva Rojas no filme cheio de ação "Sahara".

Em 2006, Penélope participou de "Volver", unindo-se novamente ao diretor e amigo Pedro Almodóvar. Aclamada pela crítica por seu papel como Raimunda, Penélope ganhou prêmios de “Melhor Atriz” no European Film Awards, no Goya Awards espanhol, no Festival de Cannes e recebeu indicações ao Globo de Ouro e ao Oscar. O filme seguinte da atriz, "Sonhando Acordado", com roteiro e direção de Jake Paltrow, estreou em cinemas exclusivos no último outono. Cruz pôde ser vista recentemente em "Fatal", ao lado de Sir Ben Kingsley.

   

RACHEL WEISZ
(7 de Março de 1971 - Londres, Inglaterra)

Rachel Weisz é filha de Edith, uma psicóloga austríaca e aspirante à atriz; e George, um judeu húngaro inventor que fugiu com a sua família para a Inglaterra a fim de escapar do perseguição Nazista. Weisz foi educada da maneira judaica. Ela graduou-se na Universidade de Cambridge, onde co-fundou um grupo de Artes Cênicas chamado "Cambridge Talking Tongues" (algo como “Falando Línguas”), o qual produziu o filme "Slight Possession", premiado no Festival de Edinburgo, em 1991. O grande papel que alavancou sua carreira foi o de Gilda na peça "Design for Living" do diretor Sean Mathias, em 1995, no teatro de Gielgud. Tendo já trabalhado para televisão, na sua maioria em séries inglesas como "Inspetor Morse" (1993), Rachel fez a sua introdução no cinema com o filme, de 1995, "Chain Reaction" e depois no filme de Bernardo Bertolucci, "Beleza Roubada".

Continuou pelo cinema com "Trazido pelo Mar", "No Campo das Paixões", e com o filme de Michael Winterbottom, "Desejo Você". Desde então entrou em numerosos filmes como o "A Múmia" (1999), "Círculo de Fogo" (2001), "Um Grande Garoto" (2002), "O Júri" (2003) e o "Constantine" (2005). No ano de 2005, Rachel atua no filme dirigido por Fernando Meirelles "O Jardineiro Fiel", uma adaptação cuja ação é passada no Kenya.


Por causa deste papel, Rachel ganhou o Oscar, o Globo de Ouro e o Screen Actors Guild, todos na categoria Melhor Atriz Coadjuvante. No seu país, foi indicada na categoria Melhor Atriz no BAFTA, no London Critics Circle Film Award e no British Independent Film Award. "Fonte da Vida", em 2006, Rachel Weisz protagoniza um longa escrito e dirigido por seu noivo, Darren Aronofsky. No mesmo ano, ela também emprestou sua voz a dragão Saphira, da saga "Eragon". Completando seus créditos, estão o drama "Um Beijo Roubado", a comédia romântica "Três Vezes Amor", o pastelão "Titio Noel" e a aventura "Os Irmãos Bloom".

 

 
 

 


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