| |
 |
O critério usado para a
seleção dos 10 maiores diretores da atualidade
foi baseado na filmografia e trabalhos
importantes. Como regra, só foram escolhidos
diretores vivos. |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
 |
FRANCIS
FORD COPPOLA
(7 de Abril de 1939 - Detroit, EUA)
Vindo da mesma escola que revelou nomes como
Spielberg, Lucas e Scorsese, Coppola foi o
que teve a filmografia menos tradicional
deste quarteto. Após dirigir vários filmes
que não chegaram realmente a estourar, tendo
participado inclusive de um longa do rei do
trash Roger Corman, o cineasta chegou ao
estrelato com a adaptação do romance de
Mario Puzo "O Poderoso Chefão", um longa
considerado por muitos como irrepreensível e
seminal, o qual ele realizou com apenas 32
anos de idade, com vários problemas por trás
das câmeras e desconfiança geral do estúdio.
A partir daí, o diretor teve cacife para
poder trabalhar de seu próprio modo. Além
das continuações da saga da família Corleone,
Coppola realizou um dos maiores e mais
psicológicos filmes de guerra de todos os
tempos: "Apocalypse Now", retratando de
maneira brutal o conflito americano no
Vietnã. Seus filmes geralmente exploram o
lado interno de seus personagens, nos
mergulhando em seus conflitos e razões de
ser. Podemos citar ainda em sua filmografia
filmes como "O Selvagem da Motocicleta", o
romance "Cotton Club" e "Tucker - Um Homem e
Seu Sonho". Coppola ainda levou às telas sua
versão cinematográficas de um dos mais
conhecidos personagens da literatura em
"Drácula de Bram Stoker", além do longa "O
Homem Que Fazia Chover". |
|
Após este último filme, no qual trabalhou
com Matt Damon, o cineasta se dedicou mais
ao cargo de produtor, colocando sua marca em
diversos longas como "A Lenda do Cavaleiro
Sem Cabeça" e "Olhos Famintos". Produziu ainda
o segundo longa dirigido por seu amigo e
colaborador Robert De Niro, "O Bom Pastor",
além de "As Virgens Suicidas", "Encontros e
Desencontros" e "Maria Antonieta", as três
fitas da filmografia de sua filha, Sofia
Coppola, como diretora. Recentemente, voltou
à direção com o longa "Youth Without Youth"
e com "Tetro". Tendo formado um verdadeiro
clã cinematográfico, Coppola será sempre
lembrado por seu estilo único de filmar e
sua inestimável contribuição à sétima arte.
|
| |
|
|
 |
STEVEN SPIELBERG
(18 de Dezembro de 1946 - Cincinnati,
Ohio, EUA)
Sem sombra de dúvidas o diretor mais
popular de qualquer geração, Steven
Spielberg será sempre lembrado como o mais
influente cineasta dos últimos 30 anos. É
incalculável o número de pessoas na casa dos
vinte/trinta anos que tiveram sua vida
influenciada por esse americano amante do
cinema, que dirigiu filmes como "Tubarão",
"Contatos Imediatos de Terceiro Grau", a
saga "Indiana Jones", "E.T. - O
Extra-Terrestre", os dois primeiros "Jurassic
Park" e produziu divertidos e atemporais
clássicos como "Os Goonies" e a trilogia "De
Volta Para o Futuro", fora obras lançadas
para a TV que levam seu selo de qualidade,
desde desenhos como "Tiny Toons" até séries
como "Band of Brothers".
Aos 62 anos, Spielberg se mostra um homem
bastante eclético, não se limitando a
produções para o público jovem e sabendo
falar sério quando quer. De descendência
judaica, ele relembrou o heróico esforço do
alemão Oscar Schindler em ajudar o povo
judeu a escapar dos horrores do nazismo com
o inesquecível "A Lista de Schindler". Ele
toca no tema da segunda guerra mundial ainda
com outros filmes como o magnífico "O
Resgate do Soldado Ryan" e "Império do Sol". |
|
Poucos homens entendem tanto a alma
infantil, com uma das maiores marcas deste
verdadeiro guru da sétima arte sendo seu
trabalho com crianças em seus filmes.
Diversos dos filmes já citados colocam
crianças em situações impossíveis, sempre
retratados por intérpretes brilhantemente
conduzidos por Spielberg que, já passando da
casa do 60 anos, mostra que ainda irá
contribuir e muito para o cinema, seja com
produções que encantarão jovens de todo o
mundo, ou sensibilizarão almas mais antigas
com sua sensibilidade única.
|
| |
|
|
 |
PAUL THOMAS ANDERSON
(26 de Junho de 1970 - Studio City,
Califórnia, EUA)
Paul Thomas Anderson é conhecido por
colocar em seus filmes um grande elenco,
adotar um estilo de filmagem independente e
entrelaçar várias histórias numa mesma
trama, como é o caso de "Boogie Nights -
Prazer Sem Limites" (1997) e "Magnólia"
(1999). Anderson é um membro da primeira
geração do chamado grupo "Cineastas do VCR",
onde junto com diretores como Quentin
Tarantino e Kevin Smith, aprendeu o ofício
da direção não em escolas de cinema, mas sim
vendo inúmeros filmes em vídeo, adquirindo
desta forma um vasto conhecimento da cultura
e da técnica cinematográficas. Os filmes de
Anderson freqüentemente lidam com o
significado das relações familiares,
particularmente dos pais e seus filhos.
Temas envolvendo o destino divino, a
enigmática natureza do amor e o papel da
mídia contemporânea também são explorados.
Anderson interpreta as interconexões entre
seus personagens como resultado das
inconstantes circunstâncias que afetam suas
frágeis vidas. As marcas registradas de
Anderson, em termos estéticos, incluem a
realização de longos takes através de
travellings de steadicam, todos com difícil
execução logística, e seqüências
freqüentemente acompanhadas de um bombástico
e constante uso do som e da música. Ele
desenvolveu sua paixão por filmes ainda
criança e começou sua carreira como um
assistente de produção em vários filmes
televisivos, vídeos e game shows. |
|
Em 96 ele fez “Jogada de Risco”, estrelando
Philip Baker Hall, John C. Reilly, Gwyneth
Paltrow, Philip Seymour Hoffman e Samuel L.
Jackson. O filme foi exibido no Sundance
Film Festival e em Cannes. A obra foi
aclamada pelas suas performances complexas e
pelo fascinante estudo da psicologia humana.
Um crítico declarou Paul Thomas Anderson
como sendo “o mais promissor diretor de
1997”. O segundo filme de Anderson, “Boogie
Nights”, cumpriu a promessa, colhendo
aclamadas críticas e três indicações ao
Oscar. O filme também recebeu da Boston
Society of Film Critics um prêmio para
Melhor Diretor Revelação, e Anderson ganhou
da Pen Center USA West Literary uma
premiação para Melhor Roteiro.
Ele retornou no inverno de 1999 com
“Magnólia”, um filme com uma trama produzida
e dirigida em segredo. A obra possui a
maioria do elenco do seu filme anterior, com
uma principal inclusão: Tom Cruise. O longa
recebeu tremendas críticas elogiando-o e
colocando-o no topo das listas dos 10
Melhores de vários especialista. Foi
vencedor do prestigiado Urso de Ouro do
Festival de Filmes de Berlim. Também recebeu
três indicações ao Oscar nas categorias de
Melhor Roteiro Original, Melhor Ator
Coadjuvante (Tom Cruise) e Melhor Canção
Original (Save Me, de Aimee Mann).
Depois de aproximadamente três anos, o
quarto filme de Paul, “Embriagado de Amor”,
estreou no Festival de Filmes de Cannes onde
Paul Thomas Anderson foi premiado Melhor
Diretor. Enquanto colhia aclamadas críticas
tanto para Anderson como para o astro Adam
Sandler, o filme foi um retumbante fracasso
nas bilheterias comerciais. Em 2007 Anderson
realizou sua obra máxima: "Sangue Negro",
comparada a "Cidadão Kane", obra que até
hoje estampa o primeiro lugar em inúmeras
listas de melhores filmes da história do
cinema. Com este longa Paul Thomas Anderson
sai do circuito independente e ganha
respeito e espaço nos grandes estúdios, como
um dos maiores cineastas da atualidade.
|
| |
|
|
 |
CLINT
EASTWOOD
(31 de Maio de 1930 - São Francisco, EUA)
Quem diria que por trás do homem sem
nome do velho oeste estaria escondida a
alma de um artista completo. Clint Eastwood
será sempre lembrado como sinônimo de
cinema, já tendo passado por várias funções
na sétima arte, seja a frente ou por trás
das câmeras. O maior cowboy que as telas já
viram não se limitou aos bons e velhos
duelos ao meio-dia. Profissional completo,
ele é um ator de alcance dramático tremendo,
mas nem sempre fora reconhecido assim.
Eastwood era visto como um intérprete de um
papel só, o do homem durão, seja dentro ou
fora-da-lei. Os clássicos westerns
spaghetti de Sérgio Leone, como "Por Um
Punhado de Dólares" e "O Bom, o Mau e o
Feio" o consagraram como herói do velho
oeste e a série "Dirty Harry" o sacramentou
como o homem coma arma mais poderosa do
universo (uma Magnum .44), mas foi a câmera
a sua maior arma.
Comandando filmes diversos como a
cine-biografia do jazzista Charlie Parker "Bird",
retornando ao velho oeste dirigindo e
atuando em "Os Imperdoáveis", mostrando uma
jornada de amor quase tardio em "As Pontes
de Madison" ou a amargura de um velho
treinador de boxe em "Menina de Ouro", o
velho herói do oeste, já com seus quase 80
anos, ainda tem muita lenha para queimar. |
|
Uma prova disso são os dois épicos da
Segunda Guerra rodados simultaneamente por
ele em 2006. "Cartas de Iwo Jima" e "A
Conquista da Honra" ficarão marcados na
história como a primeira vez que um mesmo
diretor mostrou dois lados de uma mesma
batalha, com uma humanidade assombrosa.
|
| |
|
|
 |
WIM WENDERS
(14 de Agosto de 1945 - Düsseldorf, North
Rhine-Westphalia, Alemanha)
Começou a estudar Medicina (1963-64) e
Filosofia (1964-65). Porém ele interrompeu
seus estudos e decidiu ser pintor,
mudando-se para Paris, onde passou a
freqüentar a cinemateca francesa. Voltou
para Alemanha em 1967, quando entrou na
Escola de Graduação de Filme e Televisão, em
Munique. Entre 1967 e 1970, Wenders
trabalhou como crítico enquanto estudava e
dirigiu diversos curtas. Começou sua
carreira profissional em 1971 com o filme "The
Goalkeepers Fear of the Penalty Kick",
baseado na novela de Peter Handke. Em 1977,
terminou o filme “O Amigo Americano”, sua
primeiro co-produção internacional. Em 1978,
foi para o Estados Unidos, onde filmou
“Hammet, Um Mistério em Chinatown".
Concomitantemente a esta filmagem, Wenders
filmou outros 2 longas: "Lightning over
Water" e "O Estado das Coisas”, no qual
ganhou o premio Leão de Ouro no Festival de
Veneza em 1982 com este último filme. Apesar
de ter se tornado parte da indústria
cinematográfica, ele sempre procurou fazer
um cinema de autor, como nos tempos da
Nouvelle Vague, o que às vezes lhe valeu o
rótulo de ingênuo. Com "Paris, Texas"
(1984), ele fez seu trabalho mais popular e
ganhou a Palma de Ouro em Cannes. O filme é
uma combinação de boas escolhas, a começar
pelo elenco, que traz Nastassja Kinski em
sua melhor forma, em uma atuação quase
impecável. |
Em 1987, Wenders finalizou o poético "Asas
do Desejo", sobre anjos que observam a
desordem afetiva e material dos habitantes
de Berlim. No filme, Wenders derrubou não o
muro que separou as duas Alemanhas, mas
procurou uma espécie de língua comum para
uma certa ordem celestial e o mundo
terrestre. Depois, fez a continuação da
história: "Tão Longe, Tão Perto" (1993). Com
"Até o Fim do Mundo" (1991), Wenders
realizou um projeto de muitos anos, mas não
foi bem recebido pela critica, partindo
depois para "O Céu de Lisboa" (1995), quando
escrevia o roteiro à noite, junto com a
mulher, Donata, e rodava no dia seguinte.
Feito em Portugal, o filme retoma o fascínio
de Wenders por Lisboa e tem uma certa
indefinição de proposta. Em seguida, junto
com Michelangelo Antonioni, Wenders
participou das filmagens de "Além das
Nuvens". Volta a Hollywood para fazer "O Fim
da Violência". Realiza "O Hotel de Um Milhão
de Dólares" especialmente para Mel Gibson
atuar, e em 1999 ganha prêmios pelo mundo
todo com o documentário sobre a música
cubana: "Buena Vista Social Club". |
| |
|
|
 |
JEAN-PIERRE JEUNET
(3 de Setembro de 1953 - Roanne, Loire,
França)
Diretor francês, debutou com o
curta-metragem "L’Evasion" (1978). Levou o
prêmio francês César de melhor curta em duas
ocasiões: "Le Manège" (1980) e "Foutaises"
(1990). Dirigiu videoclipes para Jean-Michel
Jarre e Julien Clerc. Ao lado do parceiro
Marc Caro, realizou os longas "Delicatessen"
(1991) e "A Cidade das Crianças Perdidas"
(1995). Em 1997 foi para Hollywood e dirigiu
"Alien, A Ressurreição". Roteiro criativo,
fotografia marcante, uma história simples e
encantadora: esses são os principais
ingredientes que transformam o filme "O
Fabuloso Destino de Amélie Poulain" em uma
grande poesia visual, de 2001. Por esse
clássico do cinema novo, Jeunet recebeu uma
indicação ao Oscar na categoria Melhor
Roteiro Original e por essa mesma categoria,
faturou o BAFTA. Este filme um sucesso
absurdo no mundo. Na França, seu país natal,
teve mais 8 milhões de espectadores. O filme
que quebrou todos os recordes de bilheteria
na França. Embora Monsieur Jeunet não mais
trabalhe com seu parceiro Marc Caro, o humor
ágil e o apuro técnico dos primeiros
trabalhos continuam, junto com rostos
estranhos do elenco de costume. Sobre as
críticas ruins, ele disse: "Detestamos o
sucesso na França. Quatro meses depois, nós
tínhamos duas críticas ruins, especialmente
uma. Foi incrível: eu sou um fascista, é um
filme fascista. Mas isso é a França. É
normal. Fomos convidados por Jacques Chirac,
o Presidente da República. Ele me disse:
"Esta foi a melhor noite da minha vida".
Você acredita? Vi sua mulher, e entendi
porque (risos)." |
| |
|
|
 |
DAVID
LYNCH
(20 de Janeiro de 1946 - Missoula,
Montana, EUA)
Dono de uma filmografia peculiar, David
Lynch tem seus filmes associados geralmente
a palavras como "bizarro" e "estranho".
Diretor, escritor e compositor, Lynch é um
exemplo raro de artista que não cede às
pressões comerciais. A despeito de existirem
algumas poucas obras mais comerciais em sua
carreira, como a adaptação do romance de
Frank Herbert "Duna", foi no reino onírico
que o cineasta encontrou seu chamado.
Adepto da escola surrealista no melhor
estilo de Jodorowski e Buñuel, as obras do
controverso diretor não são digeridas
facilmente. Tendo co-criado a cultuada série
de TV "Twin Peaks" no início dos anos 1990 -
quando se tornou mais conhecido do grande
público brasileiro, Lynch já possuía várias
obras interessantes em seu currículo, tais
como "O Homem Elefante" (com Anthony
Hopkins) e "Veludo Azul", longas lançados
durante a década de 1980 com ambos os
trabalhos tendo lhe rendido indicações ao
Oscar de Melhor Diretor. Seu trabalho em "O
Homem Elefante" em 1980 também lhe rendeu
uma indicação ao prêmio de Melhor Roteiro
Adaptado. Destacam-se ainda dentre os filmes
de Lynch "Erraserhead", "Coração Selvagem",
"A Estrada Perdida" e "A História Real". Um
de seus trabalhos mais conhecidos é "Cidade
Dos Sonhos", longa que conta com todas as
características que marcam os filmes do
diretor: o onírico, o sensual e o
psicológico se misturam numa complexa trama. |
|
A fita deu à Lynch sua terceira indicação a
um prêmio da Academia, bem como revelou para
o mundo a atriz Naomi Watts, isso em 2001.
Após isso, Lynch deu uma parada na direção
de longas, se concentrando na feitura de
curtas experimentais. Isso até 2006, quando
lançou "Império dos Sonhos", considerada uma
de suas obras mais bizarras. Sem nunca ter
medo de experimentar novos meios, visuais ou
não, de contar uma história, David Lynch é
adepto da filosofia de que cinema é para ser
sentido, não entendido.
|
| |
|
|
 |
LARS VON
TRIER
(30 de Abril de 1956 - Copenhague,
Dinamarca)
O diretor dinamarquês de cinema, Lars
von Trier, é reconhecido no cenário
cinematográfico atual como um diretor capaz
de provocar calorosas reações tanto por
parte da crítica quanto do público. Vários
de seus filmes são protagonizados por
mulheres e a construção dessas personagens é
muitas vezes alvo de questionamentos. Tais
reações acontecem principalmente porque
essas personagens são sempre expostas a
diversas formas de violência. O espaço onde
essas personagens são inseridas é
hierarquizado, estratificado pelos poderes
simbólicos que o permeiam.
Lars von Trier, diretor de filmes como
"Dançando no Escuro" (2000), "Dogville"
(2003) e "Manderlay" (2005), ficou conhecido
após fundar, junto com Thomas Vinterberg, o
manifesto Dogma 95, no qual há 10 regras
para a produção de filmes, como: não usar
cenários, não usar trilha sonora, usar
apenas câmera de ombro etc. Seu único filme
que segue essas regras é: "Os Idiotas".
Trabalha em um projeto pessoal em que roda 3
minutos de filme todo dia em diferentes
locações da Europa. Sua intenção é realizar
este trabalho durante 33 anos e, como ele
teve início em 1991, a previsão é que o
filme seja lançado apenas em 2024. |
| |
|
|
 |
MOHSEN MAKHMALBAF
(29 de Maio de 1957 - Teheran, Irã)
Nascido em Teerã em 1957, Mohsen
Makhmalbaf se junta ainda muito novo a uma
organização islâmica que lutava contra o
regime de Shah. Aos dezessete anos de idade,
é preso após um ataque a um posto policial.
Fica na prisão de 1974 a 1979 e é libertado
com o início da revolução. Entre 1980 e 1981
escreve um romance, diversas histórias e
algumas teses sobre o teatro islâmico. Em
1982 seu romance, intitulado "O Jardim de
Cristal", é publicado e traduzido para a
língua inglesa e no ano seguinte, publica "Bassin
du Roi". Seu primeiro longa metragem foi "Nassouh
le Repentant", rodado em 1982. Mas sua
maestria e conhecimento cinematográficos só
foram revelados ao mundo em 1985, quando fez
seu quarto filme: "Boycott", graças a um
contexto político favorável ao renascimento
do cinema no Irã. Dois anos mais tarde, seu
filme "The Pedlar" é exibido em
aproximadamente vinte festivais
internacionais. Outros sucessos de público e
crítica foram: "The Cyclist", de 1988, e "Marriage
of the Blessed", de 1989, que retrata as
dificuldades de um fotógrafo jornalístico ao
retornar do front da guerra Irã Iraque e
tentar se reintegrar à sua cultura. Dois de
seus filmes não foram autorizados a serem
exibidos: "Time of Love" e "Nights of
Zayandehroud", acusados pelas autoridades de
conter visões religiosas divergentes. Seus
trabalhos mais recentes são "Um Instante de
Inocência" (1996), "Gabbeh" (1996), "Tales
of Kish" (1999), "Testing Democracy" (2000)
e "A Caminho de Kandahar" (2001). |
| |
|
|
 |
PEDRO
ALMODÓVAR
(24 de Setembro de 1949 - Ciudad Real,
Castilla-La Mancha, Espanha)
Com filmes provocantes e ousados, Pedro
Almodóvar é um dos cineastas espanhóis mais
influentes de todos os tempos. Seus filmes
possuem um carga de sensualidade e
sinceridade únicas, sendo bastante diretos
junto ao público, sendo bastantes incisivos
nas emoções de seus personagens. Conhecido
por suas personagens femininas fortes e pelo
simbolismo presentes em suas produções,
Almodóvar não se importa em agradar a todos,
mas sim de levar sua arte às telas.
De origem humilde, o cineasta batalhou desde
cedo para levar sua paixão pelo cinema
adiante, contando apenas com uma câmera
Super-8 ao seu lado. Com o passar do tempo,
foi ganhando notoriedade em sua terra natal,
chegando finalmente ao mundo dos
longas-metragens. Seus filmes logo ganharam
respaldo internacional, tendo revelado nomes
como Penélope Cruz e Antonio Banderas.
Dentre seus filmes destacam-se "Ata-Me", "Kika",
"Carne Trêmula", "Tudo Sobre Minha Mãe" e
"Fale Com Ela". Por este último, o cineasta
fora indicado ao Oscar em 2003 de melhor
roteiro original e venceu o de melhor filme
estrangeiro. Mais recentemente, ele se
aventurou junto ao galã mexicano Gael García
Bernal no controverso "A Má Educação". |
|
Ele revisitou sua parceria com a atriz
Penélope Cruz com o drama "Volver". Seu
retrato da alma feminina é a sua maior marca
e marca presença em todos os seus filmes. Um
verdadeiro apaixonado por cinema, Almodóvar
já tem seu nome nos anais da história da
sétima arte.
|
|
|
|