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O critério usado para a
seleção dos 10 maiores nomes do cinema
brasileiro foi
analisando a importância de cada um nas suas
áreas de atuação. |
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GLAUBER
ROCHA
(14 de março de 1939 — 22 de agosto de
1981, Vitória da Conquista, BA)
Glauber de Andrade Rocha foi um dos
integrantes mais importantes do cinema novo,
movimento iniciado no começo dos anos 1960.
Com o princípio de "uma câmera na mão e uma
idéia na cabeça", deu uma identidade nova ao
cinema brasileiro. Glauber foi o primeiro
filho de Adamastor Bráulio Silva Rocha e
Lúcia Mendes de Andrade Rocha. O nome
Glauber, dado pela mãe, é inspirado no do
cientista alemão Johann Rudolf Glauber
(1603-68), que descobriu o sulfato de sódio
ou "sal de Glauber".
Em 1957, Glauber entrou para a Faculdade de
Direito da Universidade da Bahia, que cursou
até terceiro ano. Com poucos recursos,
filmou "Pátio", utilizando sobras de
material de "Redenção", de Roberto Pires. Em
1958, trabalhou como repórter no Jornal da
Bahia, assumindo depois a direção do
Suplemento Literário. No ano seguinte,
casou-se com a colega de universidade e
atriz de "Pátio", Helena Ignez. Logo após o
casamento, iniciou as filmagens de seu
segundo curta-metragem, o inacabado "Cruz na
Praça", baseado num conto de sua autoria.
Também publicou artigos sobre cinema no
"Jornal do Brasil" e no "Diário de
Notícias". Em 1960, nasceu sua primeira
filha, Paloma. Apesar disso, separou-se de
Helena um ano depois. |
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Trabalhou na produção de "A Grande Feira",
de Roberto Pires e de "Barravento", de Luiz
Paulino dos Santos, filme que acabou
dirigindo depois de refazer o roteiro.
Finalizou "Barravento", no Rio de Janeiro,
com Nelson Pereira dos Santos. O filme foi
premiado na Europa e exibido no Festival de
Cinema de Nova York. Em 1963, filmou "Deus e
o Diabo na Terra do Sol", que concorreu à
Palma de Ouro no Festival do Filme em Cannes
do ano seguinte, perdendo para uma comédia
musical francesa. Em 1965, Glauber Rocha
participou da criação da Mapa Filmes, junto
com Walter Lima Jr. e outros. Em novembro,
foi preso com outros intelectuais, durante
um protesto contra o regime militar em
frente ao Hotel Glória, no Rio de Janeiro.
Em 1966 co-produziu "A Grande Cidade", de
Carlos Diegues e preparou "Terra em Transe",
que chegou a ser proibido, mas foi liberado
sob algumas condições. Exibido no Festival
de Cannes, o filme ganhou os prêmios Luis
Buñuel e o da Federação Internacional de
Imprensa Cinematográfica. Recebeu ainda
prêmios e elogios na Suíça, em Cuba e no
Brasil.
No mesmo ano, Glauber Rocha trabalhou no
argumento de "Garota de Ipanema, de Leon
Hirszman. Recebeu o convite de Jean-Luc
Godard para participar de "Vent d'Est", onde
Glauber viveu seu próprio personagem: um
cineasta que aponta o caminho para o cinema
político-revolucionário. Iniciou o filme
"Câncer", rodado durante quatro dias no Rio
de Janeiro. Co-produziu "Brasil Ano 2000",
de Walter Lima Jr. estrelado por sua irmã
Anecy, mulher do diretor. Em 1969 "O Dragão
da Maldade Contra o Santo Guerreiro" foi
exibido no Festival de Cannes e Glauber
ganhou o prêmio de melhor diretor, dividido
com o tcheco Vobtech Jasny. Além deste, o
filme ganhou muitos outros prêmios
importantes. Ainda na Europa, o cineasta
recebeu dois convites para filmar. Um do
produtor espanhol Pedro Fages e outro de
Claude Antoine. Em 1970, Glauber Rocha
rodou, na região da Catalunha, o filme
"Cabeças Cortadas".
Voltou ao Brasil, mas o crescimento da
repressão o desestimulou. Em 1971 Glauber
partiu para o exílio. Na Universidade
Columbia, em Nova York, apresentou a tese "Eztetyka
do Sonho". No Chile filmou um documentário
sobre os brasileiros exilados, que não foi
concluído. Em 24 de novembro, nasceu Daniel,
seu filho com Martha Jardim Gomes. No final
do ano, viajou para Cuba, onde permaneceu um
ano, trabalhando no projeto de "America
Nuestra". Da colaboração com Marcos Medeiros
surgiu o filme "História do Brasil", que foi
concluído em Roma. Em viagem pelo Uruguai,
Glauber encontrou-se com o ex-presidente
João Goulart. Na noite de 25 para 26 de
junho, os negativos de "O Dragão da Maldade"
e "Terra em Transe" foram queimados em um
incêndio nos laboratórios G.T.C. na França.
Em 1976, Glauber retornou ao Brasil, depois
de cinco anos de exílio. No ano seguinte, o
curta-metragem "Di Cavalcanti" ganhou prêmio
especial do júri do Festival de Cannes.
Glauber morreu de problemas broncopulmonares,
aos 42 anos. [u.e.]
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EDUARDO
COUTINHO
(11 de Maio de 1933, São Paulo, SP)
Eduardo Coutinho é um dos mais
importantes nomes do documentário
brasileiro. Ele teve uma formação que passou
pelo cinema, teatro e jornalismo. Cursou a
Faculdade de Direito em São Paulo, mas não a
concluiu. Em 1954, aos 21 anos, teve seu
primeiro contato com cinema no Seminário
promovido pelo MASP e dirigido por Marcos
Marguliès. Trabalhou como revisor na revista
Visão (1954-57) e dirigiu, no teatro, uma
montagem da peça infantil "Pluft, o
Fantasminha", de Maria Clara Machado. Ganhou
um concurso de televisão respondendo
perguntas sobre Charles Chaplin. Com o
dinheiro do prêmio, foi para a França
estudar direção e montagem no IDHEC, onde
realizou seus primeiros documentários. Seu
trabalho é caracterizado pela profundidade e
sensibilidade com que aborda problemas e
aspirações da grande maioria marginalizada,
seja em favelas, no sertão ou na boca do
lixo. Responsável por filmes como "Cabra
Marcado para Morrer" (1964-1984), "Santa
Marta: Duas Semanas no Morro" (1987) e "Boca
de Lixo" (1992). Em parceria com a produtora
VideoFilmes, nos últimos seis anos, Coutinho
realizou cinco filmes: "Santo Forte" (1999),
"Babilônia 2000" (2000), "Edifício Master"
(2002), "Peões" (2004), "O Fim e o
Princípio" (2005) e "Jogo de Cena" (2006).
Especialista em roteiros, foi co-roteirista
de vários títulos como "Dona Flor e Seus
Dois Maridos" (1976) e "Garota de Ipanema"
(1967). |
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PAULO JOSÉ
(20 de Março de 1937, Lavras do Sul, RS)
Paulo José Gómez de Souza nasceu em
Lavras do Sul, no interior do Rio Grande do
Sul, no dia 20 de março de 1937. Aos dez
anos de idade, foi estudar no Colégio dos
Padres Salesianos, em Bagé: no teatro da
escola, teve suas primeiras experiências com
pantomimas e dramas circense. Mudou-se com a
família para Porto Alegre, onde prestou
vestibular para Medicina e, em seguida, para
Arquitetura. Ainda na capital gaúcha,
iniciou sua carreira no teatro amador. No
início da década de 1960, Paulo José foi
morar em São Paulo e começou a trabalhar com
o grupo Teatro de Arena, onde exerceu as
funções de ator, contra-regra, assistente de
direção, produtor, diretor musical,
cenógrafo e figurinista. Estreou em 1961, na
peça "Testamento de um Cangaceiro", de Chico
de Assis. No cinema, começou sua carreira em
1965, atuando no filme "O Padre e a Moça",
de Joaquim Pedro de Andrade. Entre 1965 e
1968, participou de cerca de dez filmes,
alguns de extrema importância para o Cinema
Novo, como "Macunaíma", também dirigido por
Joaquim Pedro de Andrade, e "Todas as
Mulheres do Mundo", de Domingos Oliveira.
Começou a trabalhar na televisão em 1969, na
TV Globo, estreando no final da novela "Véu
de Noiva", de Janete Clair. Em 1970, atuou
em "Assim na Terra Como no Céu", de Dias
Gomes, vivendo o cafajeste Samuca. No ano
seguinte, participou de "O Homem Que Deve
Morrer" (1971), escrita por Janete Clair. |
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Paulo José destacou-se na luta pela
regulamentação da profissão de ator no
Brasil, ocorrida em 1978. Ajudou também a
implantar um projeto de valorização do
autor, diretor e ator nacional através do
programa Aplauso, produzido durante o ano de
1979. Entre as peças de teatro adaptadas em
Aplauso, destacam-se: "Vestido de Noiva",
adaptada por Domingos Oliveira a partir do
original de Nelson Rodrigues, e "Uma ou Duas
Coisas sobre João Guimarães Rosa", adaptada
pelo próprio Paulo José a partir dos textos
do autor mineiro.
Nos anos 1980, realizou diversos trabalhos
no cinema, como "Faca de Dois Gumes" (1989),
de Murilo Salles, "Dias Melhores Virão"
(1989), de Carlos Diegues, A Grande Arte"
(1991), de Walter Salles, "Anahy de Las
Missiones" (1997), de Sérgio Silva,
"Policarpo Quaresma, herói do Brasil"
(1998), de Paulo Thiago, "Outras Estórias"
(1999), de Pedro Bial, "Benjamim" (2003), de
Monique Gardenberg, "Apolônio Brasil,
Campeão da Alegria" (2003), de Hugo Carvana,
"Saneamento Básico, o Filme" (2007), de
Jorge Furtado, "A Festa da Menina Morta"
(2008), de Matheus Nachtergaele, entre
outros.
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JÚLIO
BRESSANE
(13 de Fevereiro de 1946, Rio de Janeiro,
RJ)
Ele entrou em contato com o cinema aos
11 anos, quando ganhou da mãe uma câmera 16
mm e um projetor quando morava nos EUA.
Virou cineasta depois de trabalhar como
assistente de diretores como Walter Lima Jr.
e Fernando Campos. Desde que começou, em
1966, com o curta "Lima Barreto -
Trajetória", já dirigiu 26 longas-metragens,
sempre com orçamentos apertados e roteiros
complexos. Tem seu trabalho reconhecido no
Brasil e no exterior, onde é apontado como
referência de um cinema profundamente ligado
ao conteúdo. Entre seus filmes destacam-se
"Matou a Família e Foi ao Cinema" (1969),
filmado em apenas 12 dias, "Os Sermões - A
História de Antônio Vieira" (1989), com
Othon Bastos e Caetano Veloso, "Oswaldianas" (1992) e "Dias de Nietzsche em Turim"
(2002), com Fernando Eiras e Paulo José.
Em seu mais recente trabalho, "Filme de
Amor" (2003), Bressane aborda a mitologia de
Vênus, a deusa do amor. Premiado como melhor
filme, melhor fotografia e melhor trilha
sonora no 36º Festival de Brasília, o filme
fala sobre as manifestações do desejo, da
Idade Média à Modernidade, com base em
estudos do historiador de arte alemão Aby
Waburg (1866-1929). Esse longa também foi
exibido na Quinzena de Realizadores do
Festival de Cannes em 2003. O seu último
trabalho foi "Cleópatra", com Alessandra
Negrini. |
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WALTER
SALLES
(12 de abril de 1956, Rio de Janeiro, RJ)
Walter Salles é autor de documentários
como "Socorro Nobre" e "Franz Krajcberg: o
Poeta dos Vestígios", e de oito filmes de
ficção. Em 1993, iniciou uma parceria com
Daniela Thomas, com quem dirigiu "Terra
Estrangeira", selecionado para o Festival de
San Sebastian, na Espanha. Seu filme
seguinte, "Central do Brasil", recebeu
dezenas de prêmios no mundo todo, entre eles
o Urso de Ouro de Melhor Filme e o Urso de
Prata de Melhor Atriz (para Fernanda
Montenegro) no Festival de Berlim, além do
BAFTA (prêmio da academia Britânica de
Cinema) e o Globo de Ouro de Melhor Filme
Estrangeiro e duas indicações ao Oscar
(Filme Estrangeiro e Atriz). Voltou a
trabalhar com Daniela Thomas em "O Primeiro
Dia", realizado para a série “2000 Visto
por…”. "Abril Despedaçado" (2001) foi
selecionado para a competição do Festival de
Veneza, onde recebeu o Leonino d’Oro.
"Diários de Motocicleta" (2004) participou
da competição do Festival de Cannes e
recebeu os prêmios de Melhor Filme
Estrangeiro do BAFTA e do London Film
Critics Circle, além do Oscar de Melhor
Canção, para Jorge Dexler. Em 2005 dirigiu
"Água Negra", remake do filme de terror
japonês. O longa foi protagonizado por
Jennifer Connelly. Em 2006, co-dirigiu com
Daniela Thomas um dos curtas-metragens do
longa em episódios "Paris, Te Amo", e, em
2007, participou do filme comemorativo dos
60 anos do Festival de Cannes, "Cada Um Com
Seu Cinema". |
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FERNANDO
MEIRELLES
(11 de Setembro de 1955, São Paulo, SP)
Indicado ao Oscar por "Cidade de Deus",
Fernando Meirelles é formado em Arquitetura.
Enquanto cursava a faculdade no Brasil, ele
fez suas primeiras produções experimentais
usando equipamento U-Matic e com uma equipe
formada por amigos. Os filmes resultantes
ganharam diversos prêmios nos festivais de
filmes independentes do país. O mesmo grupo
de amigos fundou a produtora Olhar
Eletrônico, que arejou a televisão
brasileira nos anos 1980. Por uma década, o
grupo produziu programas para uma grande
variedade de canais de televisão. Em
1989/1990, Meirelles criou e dirigiu a
popular série para crianças Rá-Tim-Bum, para
a TV Cultura. Os 190 episódios de Rá-Tim-Bum
receberam a Medalha de Ouro no New York Film
and TV Festival, além de vários outros
prêmios. Para a televisão, Meirelles seguiu
dirigindo comerciais e programas de TV. Sua
Produtora independente, O2 Filmes, que
tornou-se a maior no Brasil, recebeu os mais
prestigiados prêmios nacionais e
internacionais, incluindo cinco Cannes Lions,
diversos Clios e treze vezes o prêmio
Profissional do Ano. Em 1997, Meirelles
dirigiu seu primeiro filme de
longa-metragem, "O Menino Maluquinho", com
Fabrizia Pinto. Meirelles participou do
projeto televisivo Brava Gente Brasileira
(2000) dirigindo o episódio Palace II, em
parceria com Kátia Lund, como uma espécie de
ensaio para "Cidade de Deus". Palace II foi
reeditado como um curta-metragem e ganhou o
Prêmio de Melhor Curta-Metragem no Panorama
Section do Festival de Cinema de Berlim de
2002, |
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Em 2000, Meirelles fez seu segundo filme de
longa-metragem, "Domésticas", com o diretor
Nando Olival, selecionado para competir no
Festival Internacional de Cinema de Roterdã.
Em 2002, ele terminou seu terceiro filme,
adaptação para um longa-metragem do romance
de Paulo Lins, "Cidade de Deus". O filme foi
co-produzido pela Vídeo Filmes, de Walter
Salles. "Cidade de Deus" ganhou mais de 52
prêmios ao redor do mundo e recebeu quatro
indicações ao Oscar de 2004, incluindo:
Melhor Diretor (Fernando Meirelles); Melhor
Fotografia (César Charlone); Melhor Edição
(Daniel Rezende) e Melhor Roteiro Adaptado
(Bráulio Mantovani).
Desde 2002, seguindo o sucesso de "Cidade de
Deus", a O2 Filmes, em parceria com a Rede
Globo de Televisão, produziu cinco episódios
por ano da série de televisão Cidade dos
Homens. Meirelles produziu todos os
episódios e dirigiu vários deles. Em 2004,
Meirelles dirigiu o filme de longa-metragem
"O Jardineiro Fiel", baseado no romance de
John Le Carré, que teve 4 nomeações ao Oscar
e ganhou o Oscar de Melhor Atriz para Rachel
Weisz. E recentemente fez a adaptação de
"Ensaio sobre a Cegueira", obra escrita por
José Saramago
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BRUNO
BARRETO
(16 de Março de 1955, Rio de Janeiro, RJ)
Com 18 longas-metragens, Bruno Barreto
dirigiu seu primeiro filme, "Tati, a Garota"
em 1972, aos 17 anos, seguido de "A Estrela
Sobe" e "Dona Flor e Seus Dois Maridos", o
maior sucesso de bilheteria do cinema
brasileiro de todos os tempos com mais de 12
milhões de espectadores. Entre seus filmes,
destacam-se também "Romance da Empregada"
(com Betty Faria, Daniel Filho e Brandão
Filho); "O Que é Isso, Companheiro?",
indicado ao Oscar de melhor filme
estrangeiro de 1998; "Bossa Nova" (com Amy
Irving e Antonio Fagundes), uma prova de
amor ao Rio de Janeiro, cidade em que
nasceu; e "O Casamento de Romeu e Julieta",
assistido por mais de um milhão de
espectadores. A partir de 1990, dividiu sua
carreira de diretor entre o Brasil e os
Estados Unidos, onde realizou seis longas
com grandes astros do cinema americano, como
Robert Duvall, Andy Garcia, Kevin Spacey e
Amy Irving em "Assassinato sob Duas
Bandeiras", Dennis Hopper e Amy Irving em
"Atos de Amor", Gwyneth Paltrow e Mike
"Voando Alto". Em 2006, estreou como diretor
de teatro com a montagem brasileira da peça
premiada com o Pullitzer de melhor drama e
Tony (Oscar da Broadway) de melhor peça em
2005, Dúvida, de John Patrick Shanley. Seu recente trabalho foi "Última Parada
174", que conta a história verídica de
Sandro Barbosa do Nascimento, menino de rua
do Rio de Janeiro que em 2000, seqüestrou o
ônibus 174. |
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FERNANDA
MONTENEGRO
(16 de Outubro de 1929, Rio de Janeiro,
RJ)
Quem imaginaria que a mirrada menina
Arlette Pinheiro Esteves da Silva,
descendente de portugueses e italianos,
seria uma das maiores atrizes de seu tempo?
Fernanda Montenegro, nome que nos traz
inspiração, seria uma mistura de personagens
de Balzac ou Proust com o sobrenome de um
médico homeopata que sequer chegou a
conhecer, mas que, como era dito, fazia
milagres. Ela é uma multi-artista: trabalhou
em rádio, em mais de 170 teleteatros,
dezenas de novelas e seriados e,
recentemente, anda dando continuidade às
suas aventuras pelo mundo cinematográfico.
Foi em sua estréia no teatro, na peça
“Alegres Canções nas Montanhas”, que
Fernanda conheceu a parte que faltava em si,
Fernando Torres, o seu esposo para toda a
vida. Juntos tiveram filhos de carreiras
notáveis, a atriz Fernanda Torres e o
cineasta Cláudio Torres. A partir de 1963,
Fernanda começa a participar de telenovelas,
mas apenas dez anos mais tarde a sua
presença chamou a atenção do grande público.
Atuou em inúmeras novelas, como “Guerra dos
Sexos”, “Cambalacho” e “Rainha da Sucata”.
Outros nomes inesquecíveis são: “Baila
Comigo”, “Riacho Doce”, “Zazá”, “Incidente
em Antares”, etc, mas a televisão não é
suficiente para esta mulher de inúmeras
faces, ou, como diz um crítico renomado
sobre a sua enorme capacidade de
expressar-se e adaptar-se às personagens,
esta mulher do “rosto de borracha”. |
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Entre os filmes em que atuou no cinema estão
"A Falecida" (1964) e "Eles não Usam
Black-Tie" (1980), ambos de Leon Hirszman.
E, mais recentemente, "Olga", de Jayme
Monjardim, onde interpretou Leocádia
Prestes, mãe do líder comunista Luís Carlos
Prestes; "Redentor" (2004), dirigido por seu
filho, Cláudio Torres; "Casa de Areia"
(2005), filme dirigido pelo genro Andrucha
Waddington, marido de sua filha, a atriz
Fernanda Torres; e "O Amor nos Tempos do
Cólera", de Mike Newell, lançado em 2007,
onde fez a personagem Tránsito Ariza, mãe do
personagem do ator espanhol Javier Bardem.
Ganhou o Urso de Prata de Melhor Atriz e
concorreu ao Oscar de Melhor Atriz em 1999
pelo filme "Central do Brasil", de Walter
Salles. Recebeu também vários prêmios da
crítica americana, no mesmo ano.
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JOSÉ
MOJICA MARINS
(13 de Março de 1936, São Paulo, SP)
O ator, produtor e diretor de cinema
José Mojica Marins, criador do personagem Zé
do Caixão, nasceu em São Paulo. Já o coveiro
Josefel Zanatas, o Zé do Caixão, foi criado
por ele em 11 de outubro 1963, após o
cineasta ser atormentado por um pesadelo no
qual um vulto o arrastava até seu próprio
túmulo. A primeira aparição do personagem
foi no filme "À Meia-Noite Levarei Sua Alma"
(1963). Desde então, ele apareceu em
diversos filmes. O nome Zé do Caixão veio de
uma lenda de um ser que viveu a milhões de
anos no planeta terra que se transformou em
luz e depois de anos esta luz voltou a
terra. Zé do Caixão é um homem sem crenças,
não acredita em Deus nem no Diabo, só
acredita nele mesmo, acha que é o único que
pode fazer justiça.
Ele apresentou, na década de 1990, os
programas Cine Trash e Cine Sinistro, ambos
na Rede Bandeirantes. Mojica teve seus
títulos lançados na Europa e nos Estados
Unidos da América, onde participou de
mostras, festivais e recebeu prêmios. No
Brasil, Mojica não conseguiu o mesmo sucesso
e reconhecimento. Foi um dos principais
alvos da censura durante a ditadura militar
e da crítica. Porém, seu filme mais recente,
"Encarnação do Demônio", foi o grande
vencedor do Primeiro Festival Paulínia de
Cinema e foi exibido em Veneza. |
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ROGÉRIO
SGANZERLA
(26 de Novembro de 1946 — 9 de Janeiro de
2004, Joaçaba, SC)
Nascido em Joaçaba, Santa
Catarina, um dos maiores símbolos do Cinema
Marginal feito em São Paulo na década de 60,
sinônimo de transgressão, picardia e
genialidade na tela grande. Ainda muito
jovem, foi acolhido por Décio de Almeida
Prado, que na época dirigia o Suplemento
Literário do jornal O Estado de S. Paulo,
e seu texto de estréia foi sobre "Os
Cafajestes", filme de Ruy Guerra (1962).
Continuou no Suplemento e colaborou também
com o Jornal da Tarde.
Trabalhou quatro anos como crítico de cinema
no jornal O Estado de São Paulo.
Estreou na direção de longas com "O Bandido
da Luz Vermelha" (1968), uma filme baseado
na historia do criminoso João Acácio Pereira
da Costa, que se apresentava com uma
lanterna vermelha ao cometer seus crimes. O
filme se tornou um de seus maiores sucessos
e lhe deu fama. Fundou a produtora Bel-Air,
responsável por filmes do diretor como "O
Abismo" (1977), "Nem Tudo é Verdade" (1986)
e "Tudo é Brasil" (1997). Conseguiu, ao lado
de Julio Bressane, solidificar a argamassa
do chamado cinema marginal. O movimento que
apareceu com "A Margem" (1967), de Ozualdo
Candeias, surgiu como uma espécie de reação
ao Cinema Novo de Glauber Rocha e David
Neves. |
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Seu último filme, "O Signo do Caos" (2003),
sobre a passagem de Orson Welles pelo Brasil
(1942), quando não conseguiu concluir "It's
All True" por ter seu material de filmagem
apreendido, recebeu o troféu Candango de
melhor direção no 36º Festival de Brasília
do Cinema Brasileiro (2003), mas ele não
pôde comparecer ao Festival de Brasília
devido ao seu estado de saúde. Na ocasião,
ele foi representado pela atriz Djin
Sganzerla, sua filha com a atriz Helena
Ignez. Vítima de câncer no cérebro que o
martirizou durante seus últimos seis meses
de vida, morreu em 09/01, aos 57 anos, no
Hospital do Câncer em São Paulo, onde estava
internado desde o último 15 de dezembro
(2003) para se tratar da doença, sendo seu
corpo cremado no Cemitério da Vila Alpina,
em São Paulo. Casado havia 35 anos com a
atriz Helena Ignez, vivia com a esposa e
suas duas filhas, Djin e Sinai. e uma
enteada, Paloma Rocha, filha do casamento
anterior de Helena com Glauber Rocha.
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